Cresce o número de tradicionais que creem nos dons espirituais

Movimento provoca reação de cessacionistas nos Estados Unidos, mas sem sucesso; maioria dos evangélicos no Brasil e EUA é de continuístas

Cresce o número de tradicionais que creem nos dons espirituaisPouco mais de 100 anos após o advento do Movimento Pentecostal moderno, cresce o número de evangélicos tradicionais no Brasil e no mundo que creem e recebem os dons espirituais. Se no século 20 era mais comum tradicionais que recebiam alguma experiência pentecostal saírem de suas denominações para adentrarem em alguma igreja pentecostal ou fundarem igrejas pentecostais, como é o caso dos batistas renovados, presbiterianos renovados, metodistas wesleyanos etc, hoje há muitos tradicionais que permanecem em suas denominações mesmo crendo e recebendo dons espirituais. E há até, num fenômeno menor, igrejas tradicionais se “pentecostalizando”.

Isso não significa dizer que esses irmãos tradicionais renovados de segunda onda adotam exatamente a doutrina pentecostal. Muitos deles, tentando equilibrar sua antiga crença com a realidade da contemporaneidade dos dons espirituais, ainda são resistentes à doutrina do Batismo no Espírito Santo como segunda bênção subsequente à Salvação, vedo-a ainda como apenas um sinônimo para Salvação em Cristo (que é como creem a maioria das igrejas tradicionais), mas reconhecem que o cessacionismo não é bíblico, isto é, que a crença de que os dons espirituais listados em 1 Coríntios 12 foram apenas para os dias apostólicos não se sustenta biblicamente de alguma forma. Batismo no Espírito Santo é uma segunda bênção, como está claro na Bíblia, e creem na autoridade de todos os dons espirituais, mas não vinculam necessariamente às línguas estranhas à evidência do recebimento do Batismo no Espírito. Já outros o fazem. De um jeito ou de outro, fato é que cresce o número de crentes tradicionais que se abrem para experiências com Deus em suas vidas como revelações, curas, milagres, visões, profecia etc.

Esse movimento é tão forte nos Estados Unidos hoje que provocou recentemente reações de líderes tradicionais. Em outubro, um grupo de líderes cessacionistas, liderados pelo pastor reformado John MacArthur, realizou um evento para tentar combater o avanço vertiginoso do continuísmo (a crença bíblica na contemporaneidade dos dons espirituais) entre os tradicionais, mas o tiro saiu pela culatra. O evento só aumentou o número de críticas nos país aos cessacionistas radicais.

Crescimento nos EUA

O Grupo Barna, o maior instituto de pesquisa sobre cristianismo nos EUA, revelou em seu último levantamento sobre a questão, realizado em 2009, que pouco mais de dois terços dos norte-americanos que se dizem cristãos (mais precisamente 68% deles) creem na atualidade dos dons espirituais. A pesquisa revela ainda que a consciência dos dons espirituais é mais comum entre os cristãos que vivem no Sul dos EUA (75%) e Oeste (71%), e menos comum entre aqueles que vivem no Centro-Oeste (63%) e Nordeste (58%). Segundo o censo, 75% dos protestantes e 54% dos católicos norte-americanos creem na atualidade dos dons espirituais. Entre os protestantes que frequentam as igrejas denominacionais, 68% creem na atualidade dos dons espirituais, enquanto entre os que frequentas uma congregação não-denominacional o número sobre para 78%.

Entre os entrevistados que se intitulavam cristãos (evangélicos, católicos, cristãos nominais etc), o estudo revelou que 4% afirmavam ter recebido dom de línguas, dons de cura e dom de conhecimento. A pesquisa mostra que 13% de todos os adultos que se dizem cristãos nos afirmam ter um ou mais dons espirituais como línguas, cura, interpretação de línguas, conhecimento, milagres e profecia. As pessoas mais propensas a dizer que têm um dom carismático são as mulheres (duas vezes mais do que os homens). De acordo com outra pesquisa, desta vez de 2010, também do Barna, 25% dos cristãos nos EUA são pentecostais, sendo que 29% dos cristãos entre 26 e 44 anos de idade são pentecostais. Entre os cristãos de 45 a 63 anos, 20% são pentecostais. Outro detalhe é que o número de pentecostais que frequentam cultos nos EUA é o triplo do número de batistas, presbiterianos, metodistas, luteranos e episcopais tradicionais que frequentam cultos em suas respectivas igrejas. Ou seja, os pentecostais são mais ativos. Aliás, apesar do declínio geral dos evangélicos nos EUA, que caíram de 60% para 48% da população de 1990 a 2012, os pentecostais, de forma geral, estão crescendo ali. A denominação que mais cresce nos  EUA hoje é a Assembleia de Deus norte-americana (2% ao ano).

Reação cessacionista

Em outubro, em reação ao avanço dos dons espirituais entre as igrejas e líderes de igrejas tradicionais, sobretudo reformadas, o pastor reformado John MacArthur realizou uma conferência em sua igreja Comunidade da Graça, de Sun Valley, nos Estados Unidos, intitulada Strange Fire (“Fogo estranho”), cujo foco foi atacar, como um todo, colocando juntos no mesmo saco, os movimentos pentecostal e carismático (nos EUA eles chamam neopentecostais e renovados de “carismáticos”) como um mal para a igreja no mundo, isto é, a crença de que os dons espirituais cessaram, tendo se restringido apenas aos dias apostólicos.

Mark Driscoll, um dos pastores reformados que defendem a atualidade dos dons espirituais, tentou distribuir do lado de fora do evento, aos interessados, exemplares de um de seus livros que trata sobre o assunto. Segundo matéria do jornal The Christian Post, Driscoll o fez “para enriquecer o debate sobre o tema”, mas seu livro foi impedido de ser distribuído nas proximidades da igreja de MacArthur. Durante a semana do evento, a imprensa evangélica nos EUA noticiou bastante os ataques de MacArthur a reação evangélica nacional. MacArthur foi criticado por chamar a maioria dos pentecostais de “não-cristãos” e todo o grupo de “terroristas” espirituais; por desafiar publicamente pentecostais tratando-os como hereges; por distorcer o próprio ensino pentecostal para colocar a questão entre continuísmo e cessacionismo como uma doutrina primária, essencial, de suma importância para a saúde da fé de qualquer cristão, e não como uma doutrina não-fundamental para a salvação do crente; e também por colocar no mesmo viés os pentecostais clássicos e os neopentecostais, como se fossem uma mesma coisa.

Os pentecostais clássicos têm a Bíblia como sua única regra de fé e prática, e justamente por isso pregam constantemente contra “novas revelações” que se chocam com a Bíblia ou querem acrescentar algo a ela. Eles também pregam contra a Teologia da Prosperidade, contra a Confissão Positiva, contra o “cair no Espírito”, contra a “unção do riso” etc, que são desvios neopentecostais, mas MacArthur ignorou tudo isso.

Em entrevista ao The Christian Post, MacArthur chegou a ignorar também as manifestações dos dons espirituais após o período apostólico e ainda citou o nome de pentecostais que caíram em pecado (Aimee Semple McPherson, Jimmy Swaggart e Jim Bakker) e de neopentecostais que pregam heresias (Kenneth Copeland e Kenneth Hagin) para tentar desacreditar o pentecostalismo. MacArthur deveria lembrar de pentecostais como Thomas Zimmerman, Raymond Carlson, Stanley Horton, Anthony D. Palma, Willian Menzies, David Wilkerson, Roger Stronstad, Myer Pearlman, George Wood e muitos outros de seus compatriotas. O que ele acharia se alguém cometesse o mesmo pecado de tomar todos os reformados por nomes dentre eles que os constrangem pelo seu ensino herético ou péssimo comportamento? Seria correto? Seria profundamente desonesto. Ademais além de não haver nenhum texto bíblico que diga que os dons espirituais não são mais para os nossos dias, a história do cristianismo durante os séculos está repleta de exemplos da continuidade dos dons na Igreja.

A contemporaneidade dos dons espirituais foi definida, pós-período apostólico, por exemplo, por Justino Mártir (100-165), Irineu (115-202), Teófilo de Antioquia (120-186), Tertuliano (160-220), Novaciano (200-258), Gregório Taumaturgo (213-270) e Hilário de Poitiers (300-368), mas infelizmente, foi renegada pela maioria dos Pais da Igreja do terceiro século em diante como reação aos desvios Montanistas. Apesar disso, há registros da manifestação dos dons espirituais durante a Alta Idade Média e, depois, entre os valdenses, nos séculos 12 e 15; os anabatistas, no século 16; os quacres e pietistas, no século 17; na França, entre os chamados “calvinistas das cavernas”, no século 18; na Finlândia, também no século 18; além de entre os Morávios, na República Tcheca, na mesma época. Nos séculos 18 e 19, há ainda registros na Inglaterra, Rússia, EUA, Indonésia, Escócia, Austrália, Brasil (30 anos antes da chegada de Gunnar Vingren e Daniel Berg), Armênia, Alemanha, África e Noruega, dentre outros.

A atualidade de todos os dons espirituais, inclusive a glossolalia, foi clara para John Wesley (1703-1791), que a defendeu em carta ao pastor Conyers Midddleton (The Works of John Wesley, volume 10, pp. 54 a 56); foi clara para o célebre batista inglês F. B. Meyer (1847-1929), sobre o qual Spurgeon disse certa vez: “Ele prega como um homem que viu Deus face a face”; e para o pastor R. B. Swan, sua esposa e membros de sua igreja em Rhode Island, EUA, 1875, que receberam, segundo depoimento de Swan, a Glossolalia. E o que dizer dos relatos e/ou experiências próprias de glossolalia registrados nos séculos 18 e 19 por Thomas Walsh, William Doughty, William Arthur, Horace Bushnell, V. P. Simmnos, J. C. Aroolapen e tantos outros?

E 1801, na localidade de Cane Ridge, Kentucky (EUA), cerca de 3 mil crentes, em um acampamento da Igreja Presbiteriana, entraram no que descreveram como “estado de júbilo”, com “centenas falando em línguas sobrenaturalmente” (Dicionário do Movimento Pentecostal, CPAD, 2007, p. 235). A contemporaneidade dos dons espirituais foi clara para o célebre evangelista congregacional Dwght Lyman Moody (1837-1899), que foi o homem que mais ganhou vidas para Jesus no século 19; e foi clara também para o célebre pregador calvinista congregacional David Martyn Lloyd-Jones (1899-1981). Nos dias de hoje, a atualidade dos dons espirituais é aceita por calvinistas como Wayne Grudem, J. I. Packer, John Piper, Craig Keener, D. A. Carson, Mark Driscoll, C. J. Mahaney, Tim Keller, Sam Storms, Matt Chandler, Vicent Cheung, James MacDonald, Matt Slick, James K. A. Smith, Johanes Lilik Susanto e Paul Walsher.

Em 23 de outubro, pastor George Wood, líder da Assembleia de Deus nos EUA e do Comitê Mundial das Assembleias de Deus, publicou um artigo que resume tudo: “Dr. MacArthur acredita que os dons miraculosos do Espírito cessaram com o fim da Era Apostólica e que os movimentos pentecostais e carismáticos [ou seja, renovados e neopentecostais] são, portanto, teologicamente aberrantes em um nível fundamental. Por outro lado, cristãos pentecostais e carismáticos acreditam que ‘a promessa [isto é, o dom do Espírito Santo] é para vós e vossos filhos e para todos os que estão longe, para todos aqueles que o Senhor nosso Deus chamar’ (Atos 2.39). Com essa promessa, vem o sinal comprobatório de falar em outras línguas e o poder para ser testemunha de Cristo ‘até os confins da terra’ (Atos 1.8; 2.4; Lucas 24.49). Logo, seguindo o ensino do apóstolo Paulo, procuramos com zelo os dons do Espírito Santo (1 Coríntios 14.1)”.

“Embora tenha havido aberrações isoladas de comportamento e doutrina ao longo do século passado entre aqueles que se auto-identificam como pentecostais ou carismáticos, o movimento pentecostal como um todo provou ser uma força vital na evangelização mundial, o cumprimento da promessa que Jesus fez a Seus discípulos em Atos 1.8. Em nome de 66 milhões de assembleianos no mundo e de mais de 360 mil igrejas do Comitê Mundial das Assembleias de Deus, agradeço a Deus que a fé e a vida de Atos 2 ainda estão sendo cridas e vividas hoje. As Assembleias de Deus nos EUA celebram 100 anos em 2014 e continuam comprometidas com a plena autoridade da Palavra de Deus. Como membro fundador da Associação Nacional de Evangélicos, as Assembleias de Deus têm procurado cooperar na Grande Comissão com cristãos de mesma fé e mente, mesmo quando não são pentecostais ou carismáticos, e continuamos comprometidos com essa colaboração”.

“Acreditamos que virá o tempo quando Dr. John MacArthur e aqueles que compartilham de sua perspectiva reconhecerão a grande contribuição que os pentecostais e carismáticos estão dando à evangelização. Oramos pedindo as bênçãos de Deus sobre seus esforços para compartilhar o Evangelho a um mundo perdido e agonizante. Pentecostais e carismáticos são co-trabalhadores nesse esforço, por isso pedimos que, de modo semelhante, orem pela bênção de Deus sobre nós à medida que procuramos cumprir a Grande Comissão que Deus deu a todos nós”.

Crescimento no Brasil

Não há dados estatísticos no Brasil para sabermos quantos crentes de igrejas tradicionais creem na contemporaneidade dos dons espirituais. Entretanto, é cada vez mais comum crentes pentecostais ouvirem e conhecerem crentes e até líderes de igrejas tradicionais de várias regiões do país que reconhecem parcial ou totalmente a contemporaneidade dos dons espirituais; e muitos deles, inclusive, buscam e exercem esses dons, porém, por apego à sua denominação, preferem exercitá-los apenas particularmente e não nos cultos de suas igrejas; e não poucas vezes o fazem sob o conhecimento e tolerância de seus líderes, que, para não se chocar com a linha da denominação, procuram manter só uma aparência tradicional nas reuniões públicas.

Curiosamente, o Censo do IBGE de 2010, divulgado em 2012, mostrou um décimo entre os fiéis das igrejas evangélicas tradicionais – excetuando os batistas, que aumentaram de cerca de 3,2 milhões para 3,7 milhões e continuam sendo o segundo maior ramo evangélico do país. Diminuiu o número de fiéis entre os presbiterianos (921,2 mil), luteranos (999,5 mil), congregacionais (109,6 mil) e metodistas 340,9 mil). Enquanto isso, os pentecostais cresceram, com destaque para a Assembleia de Deus. A maior representante do pentecostalismo clássico no país foi a denominação evangélica que mais cresceu dentre todas (48% de crescimento em apenas 10 anos; de 1991 a 2000, foi de 350%).

O IBGE mostra ainda que simplesmente 60% dos evangélicos em nosso país são pentecostais. Isso é, há mais de 25 milhões de pentecostais no Brasil hoje, mas de 13% da população brasileira.

Crescimento no mundo

Durante o século 20, as igrejas evangélicas na Europa infelizmente, esfriaram e, em alguns lugares, praticamente morreram. O resultado disso é que a Europa protestante e cristã se tornou pós-cristã. Mas, em contrapartida, o pentecostalismo está alavancando o crescimento evangélico no mundo. Especialistas são unânimes em afirmar que o Hemisfério Sul (América do Sul, Ásia e África) é hoje mais cristãos que o Hemisfério Norte por causa do pentecostalismo.

Hoje, há mais de 600 milhões de pentecostais no mundo, o que representa 2/3 dos protestantes 30% dos cristãos do planeta na definição sociológica de cristãos (católicos, ortodoxos e protestantes de forma geral). E no final de 2005, uma estimativa do Hartford Institute for Religion Research afirmou que, em 2025, haverá um bilhão de pentecostais, e que eles representarão 45% dos cristãos do mundo. Ou seja, o pentecostalismo manterá o protestantismo vivo. Os protestantes serão esmagadoramente pentecostais. A Igreja do Arrebatamento será majoritariamente de pentecostais e renovados.

Jesus disse: “O vento sopra onde quer” (João 3.8). Deus é soberano e o Espírito Santo continua agindo em Sua Igreja, produzindo o fruto do Espírito e proporcionando dons de toda sorte na vida de todos quantos creem e os buscam com fé.

Por, Mensageiro da Fé.

2 Respostas para Cresce o número de tradicionais que creem nos dons espirituais

  1. Márcio disse:

    Crescimento denominacional não significa, obrigatoriamente, mais vidas transformadas, mais ética cristã, mais vidas santificadas, mais sal e luz no meio das trevas, mais crentes que fazem diferença onde quer que estejam e o que estiverem fazendo. A exemplo da nossa nação, o que adianta crescimento do número de evangélicos (os que se jactam do crescimento de sua membresia) se continuamos um país mais corrupto (a começar pela bancada de inúmeros parlamentares que se dizem evangélicos e não fazem qualquer diferença entre os ímpios?) Um país mais injusto, mais violento, mais indecente e imoral, mais leviano… Onde nossa nação melhorou com o crescimento de “protestantes”? Todos sabemos que os dias são maus, daqui para pior. Não creio que crescimento de protestantes que se denominam pentecostais ou tradicionais, que se jactam do seu crescimento ou da sua doutrina, fará alguma diferença nesse mundo onde jaz o maligno. O Brasil e o mundo precisam de homens e mulheres que nasceram de novo, convertidos, justificados, regenerados, santificados, verdadeiros discípulos de Jesus Cristo, cujas vidas falam mais do que sua denominação, cujas vidas inspiram mais do que suas doutrinas ortodoxas, cujas vidas verdadeiramente dizem muito mais do que meros discursos formatados no meio eclesiástico que igualmente, em muitos casos, estão mortos. Creio que não precisamos do crescimento dos pentecostais, nem dos tradicionais, mas de crentes lavados e remidos no sangue do cordeiro, de crentes que dia-a-dia lutam para não pecar contra aquele que é três vezes santo, de crentes submissos, obedientes e praticantes do genuíno evangelho de Jesus Cristo, de crentes que desejam se assemelhar ao maior protótipo de vida: Jesus Cristo! Sou um crente que frequento uma igreja genuinamente evangélica e que estou lutando para amar a Deus sobre todas as coisas e ao meu próximo como a mim mesmo; estou lutando para honrar, louvar e glorificar a Deus com a minha vida e da minha família; sou um crente que estou lutando com minhas imperfeições, pecados e tentações; sou um crente comum que tenho tudo para defender a história da minha denominação, no mundo e em nosso país. Uma das mais lindas e dignas da história da igreja no Brasil. Mas eu me reservo a gloriar-me no Deus da minha salvação, a render louvor, honra ao Senhor da Igreja. A Igreja é de Cristo a Ele toda glória, pelos séculos dos séculos.

  2. Edson Andrade disse:

    A igreja está cheia de pessoas vazias.
    Crentes carregados de ídolos em seus corações, onde está o avivamento provocado por tradicionais ou pentecistais?
    Necessário vos é nascer de novo.

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