Muita atenção para o que estão ensinando a seus filhos na escola

Ideologias enganosas, imoralidade e até satanismo aparecem em livros didáticos; e ONU se posiciona contra cristãos devido à suspensão do “kit gay”

Muita atenção para o que estão ensinando a seus filhos na escolaDesde a promulgação, em 4 de abril do ano passado, da Lei 12.796, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, o Brasil se tornou o país com o maior tempo de escola obrigatória no mundo. Antes, as crianças brasileiras deveriam estar na escola dos 6 aos 17 anos; agora, têm de estar pelo menos dos 4 aos 17 anos. Na época, alguns educadores brasileiros celebraram como se fosse uma grande conquista, mas é preciso perguntar: o problema da educação no Brasil é a quantidade de anos que as crianças têm que estar na escola ou a qualidade do ensino? Na maioria dos países europeus, onde a qualidade do ensino é superior à média brasileira, as crianças não passam mais de 10 anos na escola. No Brasil, elas passam pelo menos 14 anos em salas de aula, passavam antes já 12 anos, e ainda há algumas escolas em que elas passam tempo integral (manhã e tarde) nas aulas, e o Brasil continua despencando no ranking dos países com melhor desempenho educacional. Ora, apesar do exagero dos 14 anos, a maioria dos pais, com certeza, não se importaria com isso, contanto que seus filhos tivessem uma educação realmente de qualidade. Mas, não é o que tem acontecido. Não só eles não têm tido ensino de qualidade, como boa parte do ensino recebido tem ferido os valores cristãos e da família de forma geral. Como reflexo disso, algumas escolas públicas – e até mesmo universidades públicas – no nosso país já se tornaram lugares de violência, sexo e drogas, como tem sido noticiado com frequência na mídia brasileira nos últimos anos.

Satanismo em livros escolares

O caso mais recente de conteúdo pernicioso ocorreu na cidade de Taubaté (SP). A distribuição de uma material escolar pela Secretaria Municipal de Educação de Taubaté causou maior polêmica na cidade em março e foi assunto nos principais sites de notícias do país, nas emissoras regionais e nas sessões na câmara de vereadores, que convocou a educadora responsável para prestar esclarecimentos. O kit de leitura oferecido aos alunos do 1º ao 9º anos de ensino fundamental foi distribuído para 33 mil alunos a partir de seis anos de idade. O conteúdo das obras gerou indignação dos pais e das lideranças cristãs, dentre outros segmentos da sociedade, por conter apologia explícita do satanismo.

Os títulos trazem, por exemplo: a história de uma criança que foi depreciada pela mãe por causa de uma doença e por isso ficou com depressão, e o incentivo aos alunos a desafiarem seus professores; mas há ainda o caso de um trecho que traz 10 passos para oferecer um ritual de  sacrifício de animais, uma prática satanista. Convocada à câmara por requerimento do vereador Noílton Ramos (PSD), a secretária municipal de Educação, Edna Chamon, argumentou que as obras são de “autores premiados”.

“Quanto ao livro ‘ABC  Doido’, é um texto recomendado pelo MEC. O ‘T’ de tridente que aparece no livro é uma alusão religiosa. O tridente pode ser usado como forma de introdução para o estudo do Império Romano, pois era uma arma de luta. Pode também ser usado para a apresentação da mitologia grego-romana, pois era símbolo de Netuno ou Poseidon. O estudo das civilizações da Antiguidade Clássica é parte do currículo nacional. Assim, o livro é sempre usado como suporte para aulas e faz menção à história”, defendeu-se a secretária Edna.

Da lista de livros, quatro foram considerados pela mães com conteúdo impróprio para as crianças. Entre as obras estão “ABC Doido”, que faria apologia ao Diabo, além de “Góticos”, “Terríveis Romanos” e “O Livro da Confusão”. Cláudia Davi, mãe de um dos alunos que usava o material, manifestou-se contra o uso dos livros. Segundo ela, uma das obras cita palavrões e outra ensina sacrifício de animais. “Ensino meu filho o caminho, sei que ele não vai se perder, mas não quero que ele vá à escola para ler livros como estes. Prefiro que ele tire zero na prova”, afirma Cláudia.

Outra mãe, Fabiana Souza Ferreira, disse que a sociedade enfrenta um sério problema de omissão. “São poucos que brigam por aquilo que acreditam. Estou defendendo meu direito de mãe que quer o melhor para o filho”, declara. Fabiana faz duras críticas ao teor de livros como o que trata de sacrifícios de animais: “Será que esses livros não vão incentivar predisposições que tenham para a maldade?”

Para o pastor Douglas Batista (DF), líder do Conselho de Educação e Cultura da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), o fato de estas obras terem sido selecionadas por educadores supostamente esclarecidos e capacitados levanta uma preocupação a ser analisada. “Quais a razões que levaram tais educadores a fazer essas escolhas? Ignorância, desrespeito ou militância? Não se admite aos educadores ignorância do assunto em tela e nem tampouco desrespeito. O que assistimos no Brasil é a insistência do ‘fundamentalismo laicista’, que luta pela eliminação de toda crença e de todos os valores do cristianismo. Programas de ação são elaborados para fazer triunfar a propagação de ideologias contrárias à cultura judaico-cristã. Uma das estratégias é depreciar e dessacralizar a fé cristã por meio de equiparações de cunho mitológico e até substituí-la por meio do proselitismo de outras crenças. E a escola é um ambiente propício para a disseminação e implantação subliminar de qualquer tipo de ideologia, não apenas a secularista como também a religiosa”, avalia pastor Douglas.

Ele ainda alerta que, por essas razões, os pais devem estar atentos para coibir essas práticas. “Não se pode assistir passivamente à doutrinação de nossos filhos no ambiente escolar. Portanto, algumas medidas eficazes devem ser tomadas, tais como: acompanhar a vida escolar dos filhos, verificar e analisar todo o material didático, rejeitar qualquer apologia que afronte os valores cristãos e repudiar toda ação que atente contra a liberdade ou discriminação religiosa”, salienta o líder.

Para o pastor Douglas Batista, a Secretaria Municipal de Educação de Taubaté errou quando selecionou o livro “Terríveis Romanos”, que ensina passo a passo como analisar as tripas de animais para ser um vidente. “Trata-se de uma clara apologia religiosa à prática do esoterismo e do ocultismo. Já no livro ‘ABC Doido’, onde a  letra ‘T’ é associada ao tridente, é dito ainda que a letra ‘T’ não é a da cruz, o que evidencia o ranço ideológico da obra contra a religião cristã. Em ambos os casos, a escolha do material didático afronta a consciência cristã e a liberdade religiosa. A realidade demonstra que quando a escola pública não respeita a religiosidade dos alunos, ela produz anomalias como a coerção e a discriminação”, finaliza o presidente do Conselho de Educação e Cultura da CGADB.

Pelo kit gay, ONU fala contra cristãos

Em agosto de 2012, durante o VI Fórum Latino-Americano e do Caribe em HIV/AIDS, Pedro Chequer, representante do Programa das Nações Unidas  para o HIV/AIDS (Unaids) no Brasil, afirmou que os pentecostais e os católicos conservadores são um empecilho para as campanhas de combate a AIDS no Brasil, porque estão impedindo a implantação do Kit Gay nas escolas e se posicionam contra a distribuição gratuita de camisinhas aos alunos pelo governo. Segundo Chequer, para solucionar este “problema”, o governo do país tem que agir para “garantir o Estado laico”. Entenda-se aqui “garantir o Estado laico” como significando cercear as liberdades religiosas e de expressão dos cristãos, puni-los por qualquer manifestação contrária, tirar o seu poder de influência e ação nessas áreas. Chequer, como todo liberal secularista anticristão, distorce o sentido do Estado laico – que é uma invenção inglesa do século 17, diga-se de passagem. Estado laico não é sinônimo de Estado laicizante, e o governo não pode impedir que cristãos, que ainda são maioria no país, participem das discussões públicas, ainda mais em áreas que envolvem a família e a educação.

“Urge lutar para a retomada do Estado verdadeiramente laico porque em muitos países estamos vendo como o fundamentalismo religioso – dos pentecostais no Brasil ou dos católicos em muitos países hispano-americanos católicos – pode prejudicar seriamente o combate à AIDS”, disse Pedro Chequer no evento. Ele foi apoiado por Norman Gutiérrez, do Centro para Educação e Prevenção da AIDS, da Nicarágua, que afirmou que, em seu país, muitos funcionários da saúde norteiam suas práticas por crenças religiosas pessoais que contrariam as estratégias de prevenção ou tratamento preconizadas pela ONU. Gutiérrez também propôs como solução um projeto de reengenharia social, de mudança de cultura e de hábitos da população na América Latina. Isto é, ele propôs um processo de reeducação da sociedade. “O combate à AIDS exige mais que boas diretrizes técnicas, é preciso uma mudança cultural, compreender e reeducar hábitos, o que só será possível com intensa participação das organizações sociais, sobretudo daquelas que representam os grupos mais vulneráveis”, frisou Gutiérrez.

Segundo o site do Ministério da Saúde no Brasil, que divulgou o resultado do evento em 29 de agosto daquele ano, “o debate destacou a necessidade de se fortalecer em cada país uma instância nacional multidisciplinar responsável por articular as organizações da sociedade civil, as autoridades nacionais da área de saúde, as agências internacionais de financiamento e o setor acadêmico”.

Em março do ano passado, ao receber a notícia de que o governo federal, por pressão dos evangélicos e católicos conservadores, suspendera temporariamente, a partir de 16 de maio de 2013, o kit gay nas escolas, que trazia mensagens pró-homossexualismo e de incentivo ao uso de camisinha, Pedro Chequer se disse “desapontado” e “surpreso” com a  atitude do país e acrescentou que o Brasil estava substituindo a sua “independência por “uma postura retrógrada, de quem restringe suas ações em virtude de dogmas religiosos”.

Pregações ideológicas nos livros didáticos

Outra preocupação tem sido a pregação ideológica cada vez mais frequente nos livros didáticos brasileiros. Em outubro de 2007, a revista “Época” trouxe uma reportagem especial mostrando que a maioria dos livros didáticos usados nas escolas brasileiras, com aprovação do Ministério da Educação, promove abertamente o marxismo. Em decorrência disso, há alguns anos, foi criado um site para denunciar a pregação ideológica nas escolas: www.escolasempartido.org.

Recentemente, a professora de História, Ana Carolina Campagnolo, da Assembleia de Deus em Chapecó (SC), fez uma denúncia no Youtube sobre a doutrinação marxista nas escolas públicas de Santa Catarina. A denúncia alarmou muitos pais, que encaminharam o vídeo ao deputado estadual Kennedy Nunes. Impressionado com o peso da denúncia, o parlamentar, que também é da Assembleia de Deus, apresentou o vídeo na Assembleia Legislativa, causando grande repercussão no Estado. A deputada Luciana Carminati, do PT, tentou defender a proposta marxista e foi respondida, em novo vídeo, pela professora Campagnolo. Até o fechamento desta edição, não soubemos de nenhuma medida tomada pelo governo catarinense sobre o caso. Mas, a recomendação da professora Compagnolo permanece: “Hoje mesmo procure ver os cadernos de seus filhos e o que eles estão escrevendo”. Tudo isso só reforça como os pais devem estar cada vez mais atentos para o que estão ensinando seus filhos na escola. Isso aponta também para a urgência de os pais ensinarem aos seus filhos a Palavra de Deus, incutindo neles, desde cedo, os valores cristãos.

Por, Mensageiro da Paz.

Uma resposta para Muita atenção para o que estão ensinando a seus filhos na escola

  1. Letícia disse:

    Os pais (e também os profissionais em Educação) precisam, de fato, estar atentos ao conteúdo que vem sendo disseminado nos livros didáticos. O Sistema Sucesso de Ensino, por exemplo, envia em seus kits o Livro Diário do Aluno, uma agenda oferecida de brinde. Esta agenda ensina o método para “descobrir o nome do seu Arcanjo Pessoal na Terra”, usando uma tabela pitagórica e ensinando como, através da numerologia, a criança pode encontrar, numa lista com nove opções de supostos arcanjos, aquele que lhe seria o arcanjo pessoal. Também informa que toda pessoa possui um e que eles comandam anjos, regem os astros e dias da semana. Pergunto-me qual o valor educacional de tal conteúdo. Parece-me mais algo estilo Nova Era, esoterismo, desnecessário e fora de contexto. Na minha opinião, a editora recifense Multi Marcas fez uma infeliz escolha de assunto para ilustrar as páginas de sua agenda.

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