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Arqueologia afirma relatos bíblicos

Batalhas e outros eventos bíblicos desvendados através do estudo de cientistas

Arqueologia afirma relatos bíblicosA arqueologia tem sido uma ferramenta eficaz quando o assunto é descobrir evidências acerca de fatos históricos registrados na Bíblia Sagrada, e isto é exemplificado nos resultados de uma equipe de arqueólogos que trabalhavam em uma escavação nas ruínas de uma mina de cobre que pertenceu ao rei Salomão, em um complexo no Vale de Timna, região tombada como parque nacional. Os especialistas encontraram uma muralha que remonta ao século 10 a.C. no sítio arqueológico na região do deserto de Arava, extremo sul de Israel. Os cientistas acreditam que o achado tem ligação com o reino de Edom que mediu forças contra o Exército hebreu em campo aberto. Segundo os arqueólogos, parte do território edomita acabou conquistado em batalha no período em que Israel era governado por Davi. A equipe era conduzida pelo doutor Erez Ben-Yosef, da Universidade de Tel Aviv.

Os especialistas divulgaram a notícia de que o muro da fortificação media naquela época centenas de metros de comprimento e cinco de altura. Os escavadores encontraram muitas pedras grandes perto da edificação o que leva a crer que foram arremessadas por fundas e, provavelmente, por catapultas rudimentares com o objetivo de colocar abaixo a construção. Segundo a Bíblia Sagrada os edomitas eram descendentes de Esaú (também chamado de Edom em Gênesis 25.30), irmão gêmeo de Jacó, patriarca que deu origem aos hebreus que mais tarde ocuparam as terras da antiga Canaã (Josué 1.1-6). Ambos eram filhos do patriarca Isaque e netos de Abraão.

Onda antigoverno mundial tem relação com o final dos tempos?

Brexit na Inglaterra, vitória do antiglobalista Trump e ascensão dos antiglobalistas Geert Wilders e Frauke Petry marcam, sem dúvida, novo momento

Onda antigoverno mundial tem relação com o final dos temposO primeiro terremoto nas bases do projeto de implantação de um governo mundial capitaneado pelo Ocidente se deu em junho do ano passado, como anúncio da saída da Grã-Bretanha da União Europeia. No mesmo ano, em novembro, um segundo e ainda mais forte abalo sísmico foi sentido: a vitória contundente do antiglobalista Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos. Agora, em 2017, apenas quatro meses após a vitória de Trump, mal os globalistas começavam a tentar reagir a esses dois golpes, um terceiro golpe quase foi desferido: o Partido da Liberdade na Holanda, do antiglobalista Geert Wilder, ficou em segundo lugar nas eleições de março, depois de chegar a estar à frente nas pesquisas. Wilder é contra a imigração muçulmana, a favor da saída da União Europeia e defensor intransigente de Israel e do fim da circulação de drogas na Holanda.

A vitória de Wilder não aconteceu, mas a cada eleição seu partido ganha mais cadeiras no parlamento holandês e, se continuar nessa crescente, acredita-se ser quase inevitável sua vitória no próximo pleito, devido, sobretudo, à crescente insatisfação popular em seu país com a crise imigratória e com o péssimo tratamento dado a esse problema pelo governo holandês e a União Europeia. Lembrando que este ano ainda acontecerão as eleições na França e na Alemanha, onde, pelo menos na França, as chances de outro abalo sísmico são grandes, com a possível vitória de Marine Le Pen, defensora da saída da França da União Europeia.

Hebraico é alfabeto mais antigo

Hebraico é alfabeto mais antigoO arqueólogo e especialista em epígrafes Douglas Petrovich, da Universidade Wilfrid Laurier, no Canadá, divulgou o resultado de uma pesquisa na revista científica Science News que mostra o hebraico como sendo o alfabeto mais antigo do mundo, inscrito em tábuas de pedra espalhadas em diversos locais do antigo país dos faraós. Segundo o estudo, os hebreus que moravam no Egito trabalharam de modo a transformar os hieróglifos dos habitantes em um protohebraico, mais de 3,8 mil anos atrás. Esse relato corrobora as passagens bíblicas que descrevem os israelitas como moradores do Egito. Petrovich afirma ser uma forma primitiva de hebraico. O que se pode compreender é que os antigos hebreus estudavam uma forma de se comunicar com seus irmãos e, para alcançar esse objetivo, condensaram o intrincado sistema de escrita hieroglífica dos egípcios. Eles estabeleceram as 22 letras que formariam um alfabeto. Essa é a tese apresentada pelo especialista no final de 2016, e que faz parte do livro The World’s Oldest Alphabet (“O Alfabeto Mais Antigo do Mundo”), que detalha as suas descobertas.

A escrita e suas origens nos variados locais do planeta – incluindo a do alfabeto esculpido nas lajes egípcias – têm sido objeto de acalorados debates há tempos. “Há uma conexão entre os textos egípcios e os alfabetos mais antigos preservados”, disse Petrovich. Porém, antes disso, em 1920, um especialista alemão já havia identificado semelhanças do hebraico com a antiga escrita egípcia, porém muitas letras desse alfabeto permaneceram indecifráveis, resultando em a uma tradução inverossímil e rejeitadas pelos especialistas.

Medidas de Trump beneficiam igreja

Indicação do conservador a Suprema Corte e fim da Emenda Johnson

Medidas de Trump beneficiam igrejaDesde sua posse, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem tomado medidas que já começaram a surtir efeito na economia do país. Mas, além disso, ele tem tomado medidas que eram ansiadas há muito tempo pelos evangélicos e conservadores dos Estados Unidos. Por exemplo: o fim do financiamento público de ONGs internacionais pró-aborto pelo governo dos EUA; a indicação de um ministro conservador para a Suprema Corte do país; e, mais recentemente, o fim da chamada Emenda Johnson que, desde 1954, impede as igrejas norte-americanas de se posicionarem sobre questões políticas.

“Vou destruir completamente a Emenda Johnson. Permitirei que representantes da fé falem livremente e sem medo de represálias. Vou fazê-lo”, disse Trump durante o Café Nacional de Oração, em Washington, ocorrido no início de fevereiro.

Jope e Tel Aviv: sinal de paz no Oriente Médio

Jope e Tel Aviv - sinal de paz no Oriente MédioA independência de Israel em 14 de maio de 1948 levou-o à guerra com seus vizinhos, 24 horas após o país tornar-se nação independente. Os vizinhos eram Egito, Iraque, Líbano e Síria, que formavam a Liga Árabe. A guerra durou oito meses. Vitorioso, Israel ocupou a Palestina e o deserto do Neguev, acrescentando 70% ao seu território. Naquela ocasião Jerusalém era habitada por 105 mil árabes e 100 mil judeus, ficando, por essa razão, dividida entre jordanianos e israelenses. Em face desta divisão, Israel instituiu Tel Aviv como sua capital, o que durou até 1967, e incorporou os territórios a oeste do rio Jordão. A Faixa de Gaza, com 40 quilômetros de comprimento e oito quilômetros de largura, ficou com o Egito. A partir desta primeira guerra, criou-se um dos mais difíceis problemas para a paz no Oriente Médio, pois os árabes recusaram-se a aceitar a partilha da Palestina, determinada pela ONU.

Oito anos depois (outubro de 1956), o presidente do Egito, Coronel Gamal Abdel Nasser, nacionaliza o canal do Suez, provoca o fechamento do porto israelense de Eilat, corta o acesso de Israel ao Mar Vermelho e inviabiliza os projetos israelenses de irrigação do Neguev. Israel declara guerra ao Egito, conquista a península do Sinai, reabre o porto de Eilat e controla o golfo de Ácaba. A ONU intervém, coloca uma tropa na faixa de Gaza e ordena o retorno de Israel às fronteiras de 1949. O Brasil colaborou com a decisão da ONU, enviando um batalhão para compor aquela Força de Paz: Batalhão Suez.

Polêmicos filmes bíblicos

Mercado secular investe em filmes bíblicos, mas películas estão longe de serem fiéis à Palavra

Polêmicos filmes bíblicosApós o sucesso de audiência da série “A Bíblia” nos Estados Unidos, vários produtores da indústria cinematográfica procuraram histórias bíblicas para criar seus próximos filmes. O problema é que esses criadores, lamentavelmente, são pouco fiéis ao texto sagrado. Foi assim com longas como “Noé”, de Darren Aronofsky, e “Êxodo”, de Ridley Scott.

A vantagem para a indústria cinematográfica em lançar esses filmes é que são histórias clássicas que atraem o grande público no Ocidente e pelas quais ela não precisa pagar por direitos autorais. Porém, a falta de idoneidade integral dos fatos nos roteiros impede o sucesso de muitos deles. Mesmo assim, os defensores dessa nova tendência no mercado secular continuam enfatizando que as películas que estão produzidas são apenas “inspiradas” na Bíblia, e não fiéis à Bíblia.

A única coisa positiva desses filmes é que levam algumas pessoas que não se interessavam por histórias bíblicas a pesquisá-las. Nos dias que se seguiram ao lançamento do filme “Noé”, por exemplo, o número de pessoas que abriu o capítulo 6 de Genesis apenas em um dos muitos aplicativos da Bíblia existentes para celular (YouVersion) aumentou cerca de 300% nos Estados Unidos e 245% no mundo todo. No site Bible Gateway, o mesmo foi constatado. “As visitas à história de Noé nos capítulos 6 a 9 de Gênesis aumentaram 223% durante o período que o filme esteve em cartaz”, afirma o site.

Evangélicos são 29% da população

Pesquisa indica preocupante perfil mais liberal da nova geração evangélica

Evangélicos são 29% da populaçãoO crescimento dos evangélicos no Brasil, que teve tido um acentuado avanço desde a última década do século 20, continua intenso. De acordo com um levantamento realizado em todo o país pelo Instituto Datafolha, os evangélicos no Brasil representariam hoje 29% da população, sete pontos percentuais a mais do que o divulgado pelo Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso representa um crescimento de 30% em sete anos.

A pesquisa, divulgada no final da última de semana de 2016, mostra também que entre outubro de 2014 a dezembro de 2016, paralelamente ao crescimento evangélico, o número de católicos foi reduzido em pelo menos 9 milhões de fiéis. Isso significa que 6% dos brasileiros com idade maior que 16 anos deixou de ser católico nos últimos dois anos e dois meses.

O levantamento do instituto realizado em 2014 mostrava que 60% da população brasileira era católica – 5% a menos que o registrado pelo IBGE em 2010. Hoje, os seguidores da igreja católica romana somariam 50% do total.

O “local” da alma no corpo humano

Cientistas criam teoria estranha e discussão entre ciência e fé volta à baila

O “local” da alma no corpo humanoA origem e o destino da alma humana sempre foram objeto de discussão nos círculos teológicos, com teses sendo colocadas em pauta a cada debate no qual os estudiosos debruçam-se para reciclar seus pensamentos. Mas, desta vez, essa questão atravessou os arraiais da Teologia e tornou-se alvo das pesquisas nos laboratórios, onde os cientistas, tresloucadamente, buscam respostas para este notável tema. Roger Penrose, físico e matemático da Universidade de Oxford, na Inglaterra, e sua equipe disseram ter encontrado evidências de que os microtúbulos das células cerebrais trazem consigo informação quântica acerca do ser humano. O cientista concedeu entrevista ao jornal Daily Express e disse que essa essência, que seria a “alma”, permaneceria intacta após a morte do corpo.

Segundo os cientistas, os microtúbulos são estruturas proteicas que fazem parte do citoesqueleto nas células. São filamentos com diâmetro de, aproximadamente, 24mm e comprimentos variados, de vários micrometros até alguns milímetros nos axônios das células nervosas.

Um cristão é morto por causa da sua fé a cada seis minutos no mundo

Apesar de ter havido uma queda de 105 mil para 90 mil cristãos martirizados no mundo de 2014 para 2016, número ainda é impressionante

Um cristão é morto por causa da sua fé a cada seis minutos no mundoSegundo estimativa do Center for Study of Global Christianity, divulgada em janeiro, 90 mil cristãos – evangélicos, católicos e ortodoxos – foram mortos no ano de 2016 por causa de sua fé. Isso significa que um cristão é assassinado por causa da sua fé a cada seis minutos no mundo. Os dados da instituição são menores do que de dois anos atrás, quando o número chegou a 105 mil. Segundo informações, 70% destes cristãos mortos em 2016 foram assassinados em conflitos no continente africano. A maior parte do restante abrange mortes por ataques terroristas, na destruição de povoados com moradores cristãos por grupos radicais anticristãos e também por ataques de governos, como o da Coreia do Norte. Além disso, se estima que em todo o mundo mais de 500 milhões de cristãos não professam livremente a sua fé.

Massimo Introvigne, diretor do Centro de Estudos de Novas Religiões e coordenador do Observatório da Liberdade Religiosa do Ministério das relações Exteriores da Itália, falou acerca da falta de liberdade religiosa hoje no mundo. “Sem querer esquecer ou diminuir os sofrimentos dos membros de outras religiões, os cristãos são o grupo religioso mais perseguido no mundo”.

“Confrontando as estatísticas de pelo menos três diferentes centros de pesquisa dos Estados Unidos, e também do meu, o Censur, e comparando os dados de 102 diferentes países, as estimativas variam entre 500 a 600 milhões de cristãos que não podem professar a própria fé de modo totalmente livre”, disse Introvigne.

1ª Turma do STF abre precedente para legalização do aborto no país

Decisão do ministro Luís Roberto Barroso, histórico defensor do aborto, desconsidera afirmações da ciência, da moral e da lógica sobre início da vida

1ª Turma do STF abre precedente para legalização do aborto no paísEm 29 de novembro, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), composta pelos ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber, Edson Fachin e presidida por Luís Roberto Barroso (um histórico defensor do aborto), ao fazer o julgamento de um habeas corpus que questionava a prisão de cinco pessoas de uma clínica clandestina de aborto fechada pela polícia em 2013 no Rio de Janeiro, entendeu, para espanto de milhões de brasileiros, que o aborto até o terceiro mês de gravidez não é crime. Tal decisão vai de encontro à legislação brasileira, que não relativiza o aborto a partir de meses de gravidez, mas estabelece que o aborto é crime no Brasil, exceto no caso de estupro e para salvar a vida da mãe; e desde 2012, também no caso de anencéfalos, após decisão do STF igualmente contestada.

Votaram nesse sentido Barroso, Rosa Weber e Fachin, que havia dito na sabatina no Senado, quando estava pleiteando assumir a toga no STF, que era “contra” a descriminalização do aborto. Marco Aurélio e Fux não se pronunciaram a respeito.

Para piorar, dois dos cinco acusados, um médico e uma enfermeira, teriam errado no procedimento abortivo, levando uma das mães à morte. Então, para se livrarem dos vestígios do crime, teriam atirado na cabeça dela e esquartejado e queimado seu corpo. Que o caso tenha sido usado como paradigma da luta pelos “direitos da mulher” é uma contradição moral enorme. De acordo com o julgamento do habeas corpus 124.306 relatado pelo ministro Marco Aurélio, o ministro presidente da Primeira Turma do STF, Luís Roberto Barroso, afirmou que considera a criminalização da gravidez no terceiro mês de gestação incompatível com os direitos fundamentais da mulher, especialmente a sua autonomia sexual e reprodutiva, considerando que criminalizar a gravidez no terceiro mês é um ato impositivo do Estado e que cabe à mulher desejar continuar ou interromper a gravidez. Ora, tal argumento é absurdo. Para começar, gravidez não é um resultado acidental ou uma imposição do Estado, mas resultado da relação entre um homem e uma mulher. E em segundo lugar, o bebê de três meses não é uma bolsa de células, mas uma vida humana inocente e vulnerável, que tem o direito intrínseco de viver, como qualquer outro ser humano em qualquer estágio de sua vida na terra. Em resposta a essa decisão, em 7 de dezembro, foi instalada uma comissão especial na Câmara dos Deputados, formada por parlamentares evangélicos e conservadores para tratar do assunto.

O deputado assembleiano João Campos (PRB-GO), líder da bancada evangélica e um dos membros da referida comissão, é autor de uma PEC em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que objetiva inserir no texto constitucional que o direito à vida é inviolável desde a concepção. Campos fez uma apelo para que a admissibilidade da PEC seja aprovada prontamente na CCJ para que seja apensada na proposta em discussão na comissão especial instalada.