Teste de fidelidade apenas para mulher?

Como entender Números 5.11-31?

A pergunta de nosso leitor é pertinente, considerando que nós servimos a um Deus imparcial e não faz acepção de pessoas. Nos tempos da Antiga Aliança, a moralidade sexual para a mulher era estrita e severa. A mulher era casada com um homem e quando este suspeitava que a esposa estava tendo relacionamento extra conjugal, e ela confessasse o seu pecado, ela era condenada a pena capital que era aplicada com pedradas até a sua morte. Mas no caso de dúvidas, a lei contra a infidelidade conjugal exigia que o marido conduzisse a sua esposa diante do sacerdote que, depois de descrever a norma que condena este pecado, a escrevia num pergaminho e, antes que as letras secassem, mergulhava a sentença num recipiente com água à qual era acrescentado um pó amargo. Esta água amarga, tendo dissolvido as palavras condenatórias, dava-se à mulher para beber e, mediante a intervenção divina, se a mulher fosse culpada, cairia doente, com inchação no ventre e infecção do útero, descaimento da coxa, arrastando a perna ao andar, dando mostras de sua infidelidade (Números 5.27). Mas se a mulher fosse inocente, estaria livre da terrível condenação, e estaria livre para gerar filhos (Números 5.28).

Assim a lei nacional mantinha a pureza conjugal, a fidelidade da mulher em sua sujeição ao amor do seu marido, e o controle dos ciúmes. No caso do homem, quando este adulterava com a mulher de seu próximo e maculava o seu relacionamento com a mulher de sua mocidade (Malaquias 2.14), com certeza, a Bíblia prevê a sua sentença, o transgressor ficava impune, embora o processo discorresse de forma diferente:

a) Advertência divina (Êxodo 20.14; Malaquias 2.15).

b) Deus julgará os impuros e adúlteros (Levíticos 20.10; Deuteronômio 22.22; Hebreus 13.4).

c) Deus permite o marido traído se vingar (Provérbios 6.32-35). O Senhor Deus jamais seria parcial ao punir a mulher que cometeu adultério e deixasse livre o homem que cometeu o mesmo pecado. Um bom exemplo de uma situação semelhante pode ser conferida no Evangelho de João 8.3-11, no momento em que uma mulher apanhada em adultério foi colocada diante de Cristo por seus acusadores. Mas vamos nos prender aos detalhes:

a) Só a mulher foi trazida; por que o homem não compareceu?

b) Onde estavam as testemunhas?

c) A lei exigia a execução das duas partes (Levíticos 20.10,11).

Através dessas informações concluímos que a fidelidade matrimonial e o respeito mútuo entre os cônjuges continuam sendo as características de um relacionamento feliz e abençoado desde os primórdios da humanidade, e será assim até o fim dos tempos.

Por, Waldemar Pereira Paixão.

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