Sinais proféticos: de olho em Israel

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Sinais na natureza e ódio declarado a Israel são alguns dos sinais dos tempos

Sinais proféticos - de olho em IsraelO apóstolo Mateus, em seu Evangelho (Mateus 24.32), ilustra uma passagem bem conhecida nos círculos teológicos: a parábola da figueira, na qual a árvore é uma representação simbólica da restauração de Israel como estado político (cf. Lucas 13.6-9; Oséias 9.10). Segundo o consultor teológico da CPAD e comentarista de Lições Bíblicas, pastor Antonio Gilberto, a importância desta narrativa repousa na esperança dos salvos em Cristo em serem arrebatados antes do período escatológico conhecido como a Grande Tribulação (Mateus 24.21 e Apocalipse 7.14). Mas recentemente, os meios de comunicação divulgaram ocorrências alarmantes na Terra Santa e que podem servir como um alerta para acontecimentos futuros narrados na Bíblia Sagrada.

Parte do Oriente Médio foi alvo de uma grave onda de calor

Segundo os meteorologistas, os termômetros registraram temperaturas de 53°C e sensação térmica recorde de 72,7°C. Os países afetados pelo fenômeno foram Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque, Israel e Kuwait. Os especialistas estimam que o dia 3 de agosto (2015) foi a noite mais quente já registrada na história de Israel. Naquele momento, a Companhia Elétrica de Israel estudou a possibilidade de um racionamento através de cortes em forma de rodízio de uma hora por região. O governo de Israel lançou o apelo para que os cidadãos poupem energia, fazendo com que os aparelhos de refrigeração não trabalhem no nível máximo. Naquele período, as autoridades divulgaram o óbito de uma pessoa e pelo menos oito foram hospitalizadas vitimadas pelo calor extremo. A meteorologia chegou a prever que o fenômeno duraria pelo menos até o final daquela semana.

O site Shoebat publicou uma extensa análise sobre como as condições de vida podem ser afetadas pelo calor extremo. O fator pode gerar uma grande seca de modo a afetar as plantações, a perda das colheitas e, consequentemente, fome.

Terremoto no Mar Morto

Nesse mesmo período aconteceu um terremoto de magnitude 4,4 na região do Mar Morto. Apesar de não ter havido vítimas fatais ou prejuízos em Israel, o acontecimento tem sido alvo de especulações por parte dos estudiosos da Bíblia como um “aviso”.

Os especialistas afirmam que no judaísmo, o nome plural de Deus “Elohim”, tem ligações com fenômenos naturais e ao julgamento. A Bíblia revela que, nos tempos antigos, as pessoas atribuíam aos fenômenos naturais à mensagem da mortalidade humana.

Por sua vez, o Mar Morto está localizado em uma falha sísmica que se estende da Síria até a África Oriental. Os analistas afirmam que o abalo sísmico ocorreu justamente na área onde possivelmente ficavam as cidades de Sodoma e Gomorra.

Segundo os cientistas, a cada 80 e 90 anos aconteceu um grande terremoto em território hebreu. Foi constatado que o último grande tremor ocorreu em 11 de julho de 1927 (6,3 na escala Richter), com epicentro na mesma região. Foram contabilizadas 500 mortes. Durante o abalo, a Mesquita de Al-Aqsa, localizada no Monte do Templo, ficou danificada. Mas bem antes, em 1º de janeiro de 1837 aconteceu um terremoto de proporções devastadoras, com 6,8 na escala Richter. Na época morreram 5 mil pessoas.

O jornal The Jerusalem Post publicou uma sombria previsão do Dr. Shmuel Marco (estudioso há anos do cronograma de terremotos no país). Ele disse que o próximo “grande” sismo está prestes a ocorrer. O diretor do comitê interministerial israelense para prevenção contra terremotos, Avi Shapiro acrescentou que “o próximo grande terremoto é só uma questão de tempo”.

Recentemente, os especialistas dedicados à análise da Escatologia (estudo dos eventos futuros) sugeriram que os fenômenos podem servir como um alerta divino sobre a proximidade do fim, considerando que as ocorrências coincidem com o calendário bíblico, justamente com as datas das festas judaicas.

A Bíblia Sagrada ilustra profecias ligadas a terremotos, principalmente as que se referem ao Fim dos Dias. É possível encontrar informações contra Gogue em Ezequiel 38.18-20. O apóstolo João, aprisionado na Ilha de Patmos, escreveu em Apocalipse 16.16 a batalha de Gogue e Magogue, que será travada no vale do Armagedom, mas antes do combate, haverá um “grande tremor sobre a terra de Israel”.

Governo da Rússia apoia o Hamas

O governo de Vladmir Putin reafirmou o compromisso da Rússia em apoiar a antiga plataforma política da Organização para a Libertação da Palestina (OLP). O presidente russo argumentou que a iniciativa é uma busca pela paz. O chefe da diplomacia russa, Sergei Lavrov encontrou-se com o chefe do gabinete político do grupo terrorista Hamas, Khaled Mashaal, que se encontra exilado no Catar.

O grupo terrorista é inimigo declarado do Estado Hebreu, e quando mediu forças com Israel no ano passado, uniu-se ao Fatah, facção muçulmana que domina a Cisjordânia. Apesar de sua postura anti-Israel, o Hamas tem sido alvo de críticas de outros radicais muçulmanos por não adotar uma postura suficientemente agressiva.

A agência de notícias russa TASS divulgou que o desejo do país europeu é que “todos” os palestinos residam em um lar permanente. A afirmação diz respeito a uma estimativa dos 600 mil árabes que saíram de Israel em 1948 quando eclodiu a Guerra da Independência. Os cinco milhões de descendentes estão espalhados em territórios palestinos, na faixa de Gaza, e nos países vizinhos.

Livro “ensina” como destruir Israel

Parece que o tempo regrediu até o reinado de Assuero (Xerxes 1) no qual a comunidade judaica quase foi dizimada por causa da influência do primeiro ministro Haman. A tragédia não se consumou graças à intervenção da rainha Ester (Ester 7). Hoje, o furor assassino emana do líder religioso do atual Irã (antiga Pérsia), o aiatolá Ali Khamenei, que não esconde a sua aversão à Israel.

Mas ele decidiu “compartilhar” seus pensamentos nas páginas do livro intitulado “Palestina”. Na obra composta por 416 páginas, o líder religioso pede uma jihad (guerra santa) “para libertar” Jerusalém. O nome do livro é uma referência ao desejo do aiatolá em ver os 8 milhões de palestinos de todo o mundo residir na Terra Santa. Como o Irã é regido por uma teocracia muçulmana, o que o aiatolá fala é considerado “a voz de Deus” e o que Khamenei pede aos islâmicos é a destruição de Israel. O que o autor defende no livro é um longo período de guerra de baixa intensidade que acabaria forçando a maioria dos judeus a deixar o país. Como exemplo, cita os ataques do Hezbollah e do Hamas. Khamenei diz haver uma “fadiga de Israel”, ou seja, que seus aliados estariam cansados em apoiar o Estado Hebreu por décadas, principalmente os Estados Unidos, que durante a gestão de Barack Obama, ocorreu um distanciamento considerável. O aiatolá imagina que nesse processo todo, os norte-americanos também seriam vencidos e teriam de ver a volta da “supremacia do Irã”. Como no passado, as hostilidades fazem parte de uma agenda sinistra para pôr um fim no povo eleito da Bíblia.

Oremos e vigiemos, pois os sinais continuam apontando que brevemente o nosso Senhor Jesus Cristo virá para resgatar a Sua Igreja e restaurar Israel.

Por, Eduardo Araújo.

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