Quando é que se perde a unção?

“Quando é que o crente perde a unção, isto é, o poder de Deus? Que condições podem levar um servo de Deus a perdê-la?”

Quando é que se perde a unçãoA Bíblia diz que Saul, ao ser ungido, ouviu da boca do profeta Samuel as seguintes palavras: “Porventura não te ungiu o Senhor por príncipe sobre sua herança, o povo de Israel?”

No entanto, Saul não teve a paciência necessária para esperar o profeta Samuel para oferecer o holocausto. E a sentença que ouviu por causa da sua desobediência foi a seguinte: “Procedeste nesciamente em não guardar o mandamento que o Senhor teu Deus te ordenou; pois o Senhor teria confirmado o teu reino sobre Israel para sempre. Agora, porém, não subsistirá o teu reino; o Senhor já buscou para si um homem segundo o seu coração, e já lhe ordenou que seja príncipe sobre o seu povo, porque não guardaste o que o Senhor te ordenou” (1 Samuel 13.13-14).

Saul perdeu a unção por, continuada e sistematicamente “não guardar o mandamento que o Senhor teu Deus te ordenou”. Uma vida de desobediência contumaz a Deus leva à perda da unção.

Quando o anjo do Senhor anunciou o nascimento de Sansão, disse que ele seria nazireu de Deus desde o ventre e que começaria a livrar Israel da mão dos filisteus (Juízes 13.5). A Bíblia diz que os filisteus não conseguiam entender de onde provinha a fabulosa força de Sansão. Certamente Sansão não era um homem grandalhão e musculoso como muitos imaginam. Provavelmente era uma homem de estatura mediana como a maioria de nós, pois o segredo de sua força estava no Espírito do Senhor. “Então, o Espírito do Senhor tão possantemente se apossou dele, que desceu aos asquelonitas, e matou deles trinta homens e tomou os seus vestidos, e deu as mudas de vestidos aos que declararam o enigma…” (Juízes 14.19).

Depois que Sansão revelou a Dalila o segredo de sua força, ela o fez dormir e providenciou o corte do seu cabelo. Quando Sansão acordou, achava que faria como das outras vezes. “Porque ele não sabia que já o Senhor se tinha retirado dele. Então os filisteus pegaram nele, arrancaram-lhe os olhos e o fizeram descer a Gaza. Amarrando-o com duas cadeias de bronze, puseram-no a girar um moinho no cárcere” (Juízes 16.20-21).

Essa é a situação do homem que perdeu a unção que recebeu do Espírito de Deus. Perde a sua força, o seu ministério, a sua autoridade e trona-se objeto de escárnio e um brinquedo nas mãos dos seus inimigos.

O apóstolo Paulo, escrevendo aos Romanos, diz: “Pois tudo que antes foi escrito, para o nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança” (Romanos 15.4). Os exemplos que temos nas páginas da Sagradas Escrituras nos servem de alerta para que lutemos para permanecer com a unção do Espírito Santo sobre as nossas vidas.

Temos responsabilidade para com Deus e não podemos deixar que as tentações desta vida nos roubem a unção do Espírito Santo. Precisamos estar vigilantes e atentos, pois o inimigo das nossas almas não descansa e está sempre buscando oportunidades para nos destruir.

“Venho sem demora. Guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa. A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, de onde jamais sairá. Escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, da parte do meu Deus, e também o meu novo nome. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Apocalipse 3.11-13).

Por, Raimundo Santana.

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