Proteção de Deus a Israel confunde inimigos

thumbsd9baA manutenção do povo hebreu, que ocupa uma área de 27.800 km (menor que o Estado brasileiro do Sergipe) intriga os aiatolás do regime político iraniano. Como pode um país tão pequeno como Israel fazer frentes às fortes nações árabes durante tanto tempo? Os inimigos articulam explicações diversas para solucionar o enigma. Mas, o que chamou a atenção da mídia foi a declaração de Mehdi Taeb, alto funcionário do governo iraniano e próximo do líder religioso supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei. O Instituto de Pesquisa de Mídia do Oriente Médio publicou um inusitado relatório cujo conteúdo “explica” que o segredo da resistência do Estado Hebreu encontra-se em “poderes espirituais” e “feitiçaria”.

“Os judeus têm as maiores e mais poderosas feiticeiras e sabem fazer uso dessa ferramenta contra nós”, disse Taeb aos estudantes de um seminário religiosos em Ahwaz. O funcionário culpou os israelenses de transformarem os Estados Unidos em “um instrumento em suas mãos” para colocar em prática as rigorosas sanções econômicas ao país dos aiatolás. Ele acrescenta que as “forças ocultas” teriam sido as responsáveis pela interferência nas eleições presidenciais de 2009, quando houve a tentativa de apear Mahmoud Ahmadinejad do poder do Irã.

Mas, quando o assunto é Israel, algo realmente sobrenatural acompanha o povo que por milênios luta por sua sobrevivência, mas não é o caso de “feitiçaria”. Desde o seu nascedouro, os israelitas estiveram às portas do extermínio não fosse a intervenção divina. Vítima de perseguições, expurgos de governos ditatoriais e da Inquisição católica, os judeus permaneceram invictos nas diversas nações e culturas nas quais tiveram que aprender a conviver.

No período em que ainda não passavam de um grupo de 70 pessoas, enfrentaram a dura realidade de uma fome que se abateu em seu reduto na Palestina. A situação aflitiva nunca se constituiu um empecilho para o cumprimento das promessas estabelecidas pelo Eterno ao patriarca Abraão acerca de sua posteridade. Logo Jacó e sua família se deslocaram para o Egito onde já se encontrava José, atuando na terra dos faraós como primeiro ministro. Ele recebeu a sua família e os acomodou em uma terra fértil, longe do perigo da morte pela fome.

Após a libertação do Egito, a perseguição do povo hebreu através do deserto foi pontilhada de milagres que contribuíram para o enriquecimento da fé em Jeová, que nunca descuidou da provisão aos descendentes de Isaque. Mesmo quando desprezavam a sua fé no verdadeiro Deus, os israelitas jamais foram por Ele esquecidos, pois o Senhor enviou os Seus arautos, que vaticinaram novos tempos para a nação.

Nos tempos do Império Persa, durante o reinado de Xerxes I, também conhecido como Assuero, o seu ministro Hamã que, segundo nota do pastor norte-americano Donald Stamps na Bíblia de Estudo Pentecostal (CPAD), é considerado o “primeiro elemento da Bíblia que maquinou uma conspiração sinistra para o extermínio de todos os judeus da sua esfera política. Tal conspiração genocida contra a raça judaica tem seu paralelo na conspiração de Antíoco Epifânio, no século 2 a.C.; na conspiração de Hitler, na Europa do século 20; e no Anticristo, no fim da presente era, o qual procurará destruir todos os judeus e cristãos de então (Apocalipse 13.15-18)”.

Apesar de o nome de Deus não aparecer no livro de Ester, é nítida a providência divina no sentido de frustrar os planos de Hamã e ainda trazer juízo sobre ele: a forca que o adversário dos judeus tinha levantado para executar Mardoqueu acabou sendo instrumento de sua morte vexatória.

Outro acontecimento ameaçador foi a matança generalizada de judeus em países europeus ocupados por tropas nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. O saldo de mortos impressiona até os dias atuais: 50 milhões de seres humanos e, entre estes, havia ainda o incrível número de 6 milhões de judeus. Até hoje, o Holocausto é considerado um dos acontecimentos mais terríveis perpetrados contra os filhos de Israel.

Atualmente, o Estado Hebreu pode ser visto nas manchetes dos jornais e em outros veículos de informação como uma prova inequívoca de que mesmo os parcos recursos encontrados pelos 850 mil colonos judeus que desembarcaram na Palestina no período entre a Declaração de Independência e a Guerra de Independência não impediram o seu estabelecimento na Terra Santa. O profeta Isaías já havia registrado em seu livro esse momento histórico, após 20 séculos de Diáspora (Isaías 66.8).

E os clérigos iranianos ainda querem fazer o mundo acreditar que os judeus se valem de “poções” e “magia” para alcançar seus objetivos? Ignorantes quanto às promessas bíblicas, os muçulmanos teimam em acreditar no improvável.

Foi publicado no site religioso islâmico Rasanews.ir um artigo no qual o assunto é abordado e o autor fala sobre o uso de magia e numerologia no misticismo judaico. “Os judeus sempre tendem a recorrer à adivinhação, essa prática tem suas raízes na astronomia, astrologia e feitiçaria, (que aprenderam) no convívio com vários povos ao longo da história. Eles protegem este (conhecimento) como um tesouro, geração após geração. Na maioria dos casos, baseiam suas previsões usando seu livro sagrado (do Antigo Testamento), especialmente o livro de Daniel, onde mostram como usar a feitiçaria”, afirma o material.

Bíblia condena a feitiçaria

Enquanto peregrinavam pelo deserto até chegarem à Terra Prometida, os israelitas se organizaram como nação e, durante esse processo, o Senhor lhes descreveu leis que norteassem a conduta do cidadão hebreu. Dentre essas normas, figuravam medidas que deveriam ser observadas. As leis de caráter religioso proibiam a prática de rituais de magia negra e feitiçaria, inclusive a aplicação de pena capital para os desobedientes (Êxodo 22.18; Levítico 19.31; 20.6; Deuteronômio 18.11, 14).

Além disso, a aliança de Deus com os filhos de Abraão perdurou por milênios até chegar aos dias atuais. Recentemente, o Estado de Israel comemorou 65 anos de sua independência, momento no qual milhões de cidadãos fizeram churrascos, passeios, visitas a parques nacionais, locais históricos, reservas naturais e florestais.

Mas quando surgiu o Estado Hebreu, o presidente do Conselho Nacional judeu e primeiro chefe de governo de Israel, David Ben-Gurion, leu o documento no qual deixava claro que “a Terra de Israel era o local de nascimento do povo judeu e que o movimento sionista era testemunho do papel representado pela Palestina em sua história e religião”. Dizia também que “a declaração de Balfour e a partilha das Nações Unidas, além do sacrifício dos pioneiros sionistas e da tormenta sofrida com o Holocausto, davam aos judeus o direito inalienável de estabelecer seu estado no Oriente Médio”.

Os judeus, como qualquer outra pessoa, precisam de salvação em Jesus. Porém, não se pode ignorar que Deus, pela Sua graça e fidelidade à Suas promessas a Israel, tem preservado os judeus como povo. Ele é o Alfa e o Ômega, o Senhor da história.

Por, Eduardo Araújo

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