O tempo passa: para onde iremos nós?

O tempo passa - para onde iremos nósChegamos a Terra com a vida e saímos dela com a morte. Quando chegamos a essa conclusão, então entendemos que tudo aqui passa, não é permanente. Não deveremos nos apegar com toda nossa alma e com todas as nossas forças às coisas que aqui existem. Assim diz o apóstolo João: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1 João 2.15-17).

Tudo aqui passa, e passa rápido. Certa feita, ao realizar a cerimônia de bodas de ouro de um casal amigo, eu ouvi quando a anciã disse carinhosamente ao seu esposo: “Parece que foi ontem que nós nos casamos, não é meu bem?”. É… O tempo passou!

Em viagem para Portugal, desci as escadas de uma antiga Universidade fundada em 1534 em Coimbra e observei os corre-mãos de ferro todos enferrujados. As escadas de mármore estavam delgadas já com as pontas quebradas por causa dos milhares de pés de alunos e parentes de alunos que há centenas de anos pisaram seus degraus. Quantos médicos, advogados e outros ilustres profissionais se formaram ali! Mas, passaram, não existem mais, talvez, seus retratos estão nas galerias há tempo já amareladas. Apenas algumas lembranças.

Numa antiga prisão, estava escrito na viga de uma cela: “João de Oliveira esteve aqui”. No mundo, tanto passam as glórias como passam também os sofrimentos, e nós, com o nosso afã, não nos damos conta de como a nossa vida é passageira aqui na Terra e que onde moramos é lugar de passagem. O escritor da Carta aos Hebreus diz: “Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura” (Hebreus 13.14). O autor sacro se refere à morada eterna no céu, para onde estamos rumando. Essa é a grande verdade!

Quando viajamos deslumbramo-nos com os cenários da natureza, com seus montes, vales, rios e árvores centenárias. E os vemos cercados com arame, dezenas de quilômetros, mostrando que pertencem a alguém como dizendo: “Aqui tem dono”. Mas que dono? Ou, quantos já foram os donos? Todos os “donos” já passaram, mas as terras continuam lá. Toda a vida animada passa. O salmista Davi escreveu com muita inspiração: “Do SENHOR é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam. Porque ele a fundou sobre os mares, e a firmou sobre os rios” (Salmos 24.1, 2).

Pessoas que alcançaram patamares de fama e riqueza, e se tornam arrogantes, desprezando e humilhando os outros na sua prepotência, acham que nunca vão perecer. O seu coração os engana! O salmista observou isso quando escreveu: “NÃO te indignes por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a iniquidade. Porque cedo serão ceifados como a erva, e murcharão como a verdura […] Porque os malfeitores serão desarraigados; mas aqueles que esperam no SENHOR herdarão a terra. Pois ainda um pouco, e o ímpio não existirá; olharás para o seu lugar, e não aparecerá. Mas os mansos herdarão a terra, e se deleitarão na abundância de paz […] Vi o ímpio com grande poder espalhar-se como a árvore verde na terra natal. Mas passou e já não aparece; procurei-o, mas não se pôde encontrar. Nota o homem sincero, e considera o reto, porque o fim desse homem é a paz. Quanto aos transgressores, serão à uma destruídos, e as relíquias dos ímpios serão destruídas. Mas a salvação dos justos vem do SENHOR; ele é a sua fortaleza no tempo da angústia. E o SENHOR os ajudará e os livrará; ele os livrará dos ímpios e os salvará, porquanto confiam nele” (Salmos 37).

Tudo o que fazemos fica aqui: trabalhos, construções, artes, etc. Mas existem coisas que nós fazemos que nos acompanharão para a eternidade e nos faz bem-aventurados. O apóstolo João escreveu em Apocalipse: “E ouvi uma voz do céu, que me dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os sigam” (14.13). São as obras da fé e do coração, isto é, do amor para com Deus e para com o próximo que nos acompanharão para a eternidade.

O Senhor Jesus Cristo nos deixou esse ensino e exemplo no Seu Evangelho dizendo: “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” (Mateus 6.19-21). Lá sim, a nossa vida não passará jamais.

Por, José Edson de Souza.

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