O que estamos fazendo para Deus?

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Uma reflexão a respeito do tempo que dedicamos a evangelização

O que estamos fazendo para DeusA igreja contemporânea está notoriamente acomodada. Infelizmente, hoje quase não saímos das quatro paredes e estamos confortavelmente instalados em nossos templos. Reunimo-nos para edificarmo-nos a nós mesmos. Realizamos conferências para equiparmo-nos a nós mesmos. Frequentamos congressos para engordarmos a nós mesmos. Lemos livros e mais livros para enriquecermos a nós mesmos. E quanto mais conhecimento adquirimos, menos nos comprometemos com o Evangelho. Temos uma larga visão do mundo, mas não enxergamos aqueles que perecem a nossa porta. Não buscamos mais a centésima ovelha, estamos satisfeitos com as noventa e nove que estão no aprisco. Não acendemos mais a candeia para procurar a moeda perdida. Estamos gastando todo o nosso tempo lustrando as moedas que temos. Não esperamos mais a volta do filho que se foi e estamos absolutamente contentes com o filho que ficou.

Precisamos lembrar que Jesus entrou nos lares, nas sinagogas e no templo. Ele ensinou nas praias e nos montes. Ele percorreu as estradas poeirentas e andou por todas as partes. Nós precisamos, à semelhança de Jesus, ir lá fora, onde os pecadores estão. Eles estão desorientados como ovelhas sem pastor, estão exaustos e aflitos precisando de direção. O Evangelho é a única resposta para o homem. E esse tesouro está em nossas mãos. Eu gosto muito de uma frase que eu costumo expor nas pregações sobre missões, que diz: “Não vivemos para nós mesmos. Existimos para a nossa missão assim como o fogo existe para a combustão”.

Na Igreja Primitiva, a evangelização não era centrípeta, mas centrífuga, ou seja, eles não esperavam que os pecadores viessem a eles; eles iam aos pecadores. Os cristãos não se acomodavam no templo esperando que os pecadores os buscassem, eles iam lá fora onde os pecadores estavam para ganhá-los para Cristo. Eles não pescavam na banheira, eles lançavam suas redes onde havia abundantes cardumes. Não podemos limitar o evangelismo aos cultos especiais que realizamos no templo. Muitos jamais entrarão no templo. Precisamos ir a eles, onde eles estão, nos logradouros, nas praças, nas universidades, nas escolas, nos escritórios, nos clubes, nos estádios, nas praias, nos hospitais. Jesus nos ordena a ir a todo o mundo e pregar a toda criatura. Charles Spurgeon dizia: “Todo cristão é um missionário ou um impostor”.

A evangelização requer urgência. Precisamos ganhar para Cristo a nossa geração nesta geração. Fracassar nesse quesito é falhar de forma irremediável. A Igreja Primitiva, sem os recursos dos tempos modernos, ganhou sua geração para Cristo. O segredo desse sucesso é que cada cristão era um pregador das Boas Novas. Só há um Evangelho e só há uma agência do Reino de Deus credenciada a pregar o Evangelho a toda a criatura, em todo o mundo: a Igreja de Cristo. Se nós nos calarmos, seremos tidos como culpados. A Igreja é o método de Deus para alcançar o mundo. Nenhuma embaixada humana, por mais nobre que seja, tem competência para anunciar as Boas Novas da Salvação. Nem mesmo os anjos podem desincumbir-se dessa gloriosa tarefa. Ela é nossa e de mais ninguém. Deus no-la confiou. Não podemos retê-la. Precisamos repartir o Evangelho. O tempo urge. A hora é agora!

É sob este sentimento que concluo este simples artigo citando para você uma outra frase celebre de Charles Spurgeon: “O Diabo raramente criou algo mais perspicaz do que sugerir à igreja que sua missão consiste em promover entretenimento para as pessoas, tendo em vista ganhá-las para Cristo”.

Por, João Batista A. Silva.

One Response to O que estamos fazendo para Deus?

  1. estudo maravilhoso, glória a Deus.

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