O incenso usado pelos sacerdotes judeus

Que ensinamentos podemos aprender com a composição do incenso sagrado?

O incenso usado pelos sacerdotes judeusA composição do incenso nos dá lições importantes para nossa vida de adoração, de oração e de ação de graças. O texto bíblico de Êxodo 30.34-38 diz: “Disse ainda o SENHOR a Moisés: “Junte as seguintes essências: bálsamo, ônica, gálbano e incenso puro, todos em quantidades iguais, e faça um incenso de mistura aromática, obra de perfumista. Levará sal e será puro e santo. Moa parte dele, até virar pó, e coloque-o diante das tábuas da aliança, na Tenda do Encontro, onde me encontrarei com você. O incenso lhes será santíssimo. Não façam nenhum outro incenso com a mesma composição para uso pessoal; considerem-no sagrado, reservado para o SENHOR. Quem fizer um incenso semelhante, para usufruir sua fragrância, será eliminado do seu povo”.

A resina, que Almeida traduz por estoraque e a NVI por bálsamo, era extraída sem incisão, espontaneamente, de arbusto do mesmo nome. O nosso louvor e adoração devem ser espontâneos. Deus fez exigências assim aos seus sacerdotes: “Só eles entrarão em meu santuário e se aproximarão da minha mesa para ministrar diante de mim e realizar o meu serviço. Quando entrarem pelas portas do pátio interno, estejam vestindo roupas de linho; não usem nenhuma veste de lã enquanto estiverem ministrando junto às portas do pátio interno ou dentro do templo. Usarão turbantes de linho na cabeça e calões de linho na cintura. Não vestirão nada que os faça transpirar (Ezequiel 44.16-18). O leitor deve notar a expressão “Não vestirão nada que os faça transpirar”. O outro elemento que entra na composição do incenso é a onicha (ônica, na NVI), ou âmbar, que a Bíblia de Jerusalém traduz por “craveiro”. Extraído de um molusco marinho, ele nos ensina que a nossa oração ou louvor deve partir das profundezas da alma, como em Ana (1 Samuel 1.9-18) e no salmista: “Das profundezas clamo a ti, Senhor” (Salmos 130.1). O terceiro elemento é o gálbano, um arbusto do deserto. Suas folhas deviam ser quebradas e moídas para extração do perfume. A adoração deve brotar de um coração quebrantado e contrito: “Os sacrifícios que agradam a Deus são um espírito quebrantado; um coração quebrantado e contrito, ó Deus, não desprezarás” (Salmos 51.17). O quarto elemento é o incenso puro, que segundo a palavra hebraica lebona, é “uma goma que arde com resplendor”. Por último vem o sal. O verbo “salgar”, “temperar com sal” aparece em Levítico 2.13 como o “sal da aliança do seu Deus”, e em Ezequiel 16.4 como o elemento que produz limpeza. Indica, portanto, purificação. O incenso é, pois, um tipo de nossas orações, conforme Apocalipse 5.8: “Ao recebê-lo, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro. Cada um deles tinha uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos”. João 4.23, 24, afirma: “No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura. Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”.

Por, Abrão de Almeida.

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