O Espírito Santo inspira missões

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O Espírito Santo inspira missõesAs missões estão no coração de Deus. Desde os tempos remotos, Deus expressou seu mandato divino para a evangelização do mundo, quando disse a Abraão: “E multiplicarei a tua semente como as estrelas dos céus e darei à tua semente todas estas terras. E em tua semente serão benditas todas as nações da terra” (Gênesis 26.4). Era, desde então, o desejo de Deus de ver o mundo, cheio de descendentes de Abraão, o pai da fé.

No salmo dois, numa linguagem profética, o salmista viu a vitória do Messias, e sua unção, dizendo: “Pede-me, e eu te darei as nações por herança e os confins da terra por tua possessão” (Salmo 2.8). No salmo 96, lemos: “Anunciai entre as nações a sua glória; entre todos os povos as suas maravilhas” (v. 3). Isaías viu a obra de missões: “Quão suave são sobre os montes os pés do que anuncia as boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia o bem, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina!” (Salmo 52.7). Missões constituem-se numa tarefa que é tão importante, que só pode ser realizada com a inspiração e a unção do Espírito Santo de Deus. Vamos refletir sobre algumas das interferências do Espírito Santo na obra missionária.

O Espírito Santo dá virtude para a pregação do Evangelho – Quando estava para despedir-se dos discípulos, após Sua missão terrena, Jesus disse: “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia Samaria e até os confins da terra” (Atos 1.8). Jesus prometeu que, com a “virtude do Espírito Santo”, eles iriam sair por todas as partes, começando por Jerusalém, até “aos confins da terra”.

O Espírito Santo indica o missionário (Atos 13.1-4). Esse é um ponto muito importante para a reflexão sobre o trabalho de missões, na igreja. Mostra-nos o modelo neo-testamentário para a separação e envio de missionários.

1. Os indicados para a missão estavam “Na igreja”; em comunhão com a igreja; eles não estavam “independentes” do ministério;

2. Estavam “servindo ao Senhor e jejuando”; não era simplesmente “desempregados”, que queriam uma ocupação para sobreviver;

3. O Espírito Santo determinou que dois deles fossem separados “para a obra” a que tinham sido chamados: “Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado” (v. 2). A chamada tem que ser com muita convicção, pelo Espírito santo.

4. A igreja jejuou e orou para enviá-los. O missionário tem que ser enviado, mediante oração e jejum; sem esse cuidado, poderá ser apenas um aventureiro;

5. A igreja impôs as mãos para despedi-los ou enviá-los.

Quando esse cuidados não são observados, corre-se o risco de enviar pessoas apenas entusiasmadas, sem chamada de Deus. Quando o Espírito Santo inspira o envio de missionários, pode haver lutas, mas o trabalho é aprovado e dá frutos para a glória de Deus.

O Espírito Santo dá ousadia para falar – Após serem presos, por causa da cura de um homem, coxo, Pedro e João foram ameaçados para não falar no nome de Jesus. mas, diante da ameaça, oraram a Deus: “Agora, ó Senhor, olha para a suas ameaças e concede aos teus servos que falem com toda a ousadia a tua palavra, enquanto estendes a mão para curar, para que se façam sinais e prodígios pelo nome do teu santo Filho Jesus. E, tendo eles orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo e anunciavam com ousadia a palavra de Deus” (Atos 4.29 – grifo nosso). Portas têm sido abertas, quando as pessoas vêm a unção do Espírito Santo sobre o missionário.

O Espírito Santo consola – A obra de missões é árdua. Não é fazer turismo. Não dá status. É obra de sacrifício pessoal; é deixar familiares para trás; é deixar o país de origem, com sua cultura e facilidades; é enfrentar uma realidade diferente, em termos de cultura, língua, usos e costumes; é encarar dificuldades nunca experimentadas, no confronto com as forças do mal, que se opõem à evangelização dos povos. Por isso, e muito mais, o missionário sofre agruras e tristezas. Mas, inspirado pelo Espírito Santo, ele tem o consolo para seu coração. O Espírito Santo é o paracleto, ou o consolador (Atos 9.31).

O Espírito Santo ensina, dirige e dá discernimento – Na missão, o missionário nem sempre tem condições de desenvolver-se em termos culturais, ou teológicos. É interessante que tenha um preparo prévio para ir ao campo. Mas, em muitas situações, em que vai pregar o evangelho, com oração e jejum, o Espírito Santo lembra o que deve dizer, pregar, ou ensinar: “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito” (João 14.26; 1 Coríntios 2.13). Um missionário, na China, quase desistiu da missão, por causa da língua. Mas Deus fez um milagre, pelo Espírito Santo, ensinando-lhe o difícil idioma. Há situações complicadas, em certos países, onde a cultura, os usos, e os costumes, contrariam a palavra de Deus. O que fazer? Só com a direção do Espírito Santo, o missionário pode desenvolver o seu trabalho (exemplos). O Espírito Santo fala – “Quando, pois, vos conduzirem para vos entregarem, não estejais solícitos de antemão pelo que haveis de dizer; mas o que vos for dado naquela hora, isso falai; porque não sois vós que falais, mas o Espírito Santo” (Marcos 13.11). O texto refere-se ao fato de um servo de Deus ser preso, ou levado a juízo. E Jesus prometeu dar a assistência indispensável, através do Espírito Santo. Certamente, na pregação do Evangelho, essa assistência não falta. Muitas vezes, pregadores simples, humildes, de poucas, ou nenhuma letras, pregam com tanta graça e sabedoria, que provoca admiração nos ouvintes. São usados pelo Espírito Santo.

O Espírito Santo impede de falar – Parece um contra-senso fazer essa colocação. Mas, em determinados momentos, o Espírito Santo pode resolver que alguém não pregue em determinado lugar, a determinadas pessoas. Ele tem seus propósitos soberanos. Paulo passou por Listra e Derbe, e teve grande sucesso na pregação ali, e em outras cidades. Fazendo-se acompanhar de Timóteo, desejava prosseguir, passando pela Frigia e Galácia, queria fazer missões na Ásia, mas “foram impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na Ásia” (Atos 16.1-6). Mais uma vez, intentaram ir pregar na Bitínia, “mas o Espírito de Jesus não lhes permitiu” (Atos 16.7).

Quando o missionário anda, na direção do Espírito Santo, precisa ser sensível à sua voz. Por vezes, de modo inexplicável, à lógica humana, ele não deve pregar em determinado lugar. Deus sabe o porquê. Depois de serem impedidos de pregar em duas regiões, Paulo teve uma visão de noite, em que era dirigido a ir pregar na Macedônia (Atos 16.9).

O Espírito Santo revela – Há situações em que o missionário não sabe o que fazer diante de determinadas situações, ou não tem conhecimento de fatos que estão ocorrendo ao seu redor. Daí, a importância de estar na direção do Espírito Santo, que sabe todas as coisas. Ele revela (Lucas 2.26; Atos 21.11). Um obreiro estava sendo ameaçado de ser agredido, no templo. Um inimigo entrou no templo, e ele não sabia. Mas Deus revelou o plano diabólico, e os adversários foram desmascarados.

O Espírito Santo unge o mensageiro – Jesus foi ungido pelo Espírito Santo: “como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele” (Atos 10.38). O missionário precisa dessa unção. Se Jesus precisou dela, quanto mais os homens por Ele enviados. O Espírito Santo dá dons (1 Coríntios 12; Hebreus 2.4).

Conclusão – a Obra Missionária é a principal missão da Igreja, no âmbito local, nacional e transcultural. O missionário precisa da inspiração, da chamada, do envio, e da assistência do Espírito Santo. Sem esse recurso maravilhoso, qualquer missão tende a fracassar. Quantos obreiros, enviados para as missões, vão cheios de entusiasmo, e voltam decepcionados, sem cumprir a tarefa. Mas, com o poder de Deus, a missão do obreiro prevalece em qualquer lugar, em qualquer tempo, cultura, ou circunstância. A mensagem de Cristo é universal. Ele disse: “Ide por todo o mundo…”, e não só alguns lugares. A Obra Missionária exige mais que recursos. Exige o poder do Espírito Santo. Que Deus nos faça ouvir o clamor do mundo, e nos disponhamos a contribuir com missões, orando, indo, e atendendo ao chamado do Senhor.

Por, Elinaldo Renovato de Lima.

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