O dever de educar as novas gerações

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O dever de educar as novas geraçõesOs pais têm obrigação de educar os filhos! Essa frase soa como imposição, porém, é legitimado pela frase imperativa de Jesus: “Fazei discípulos” (Mateus 28.19). E o que é fazer discípulos, senão ensinar? Ora, Jesus é Mestre por excelência e não daria uma ordenança se esta não pudesse ser cumprida até a Sua Volta.

Encontramos na Bíblia muitas referências que compreendem o verbo ensinar, e em algumas a educação dos filhos ao encargo dos pais é explícita. É o caso de Provérbios 22.6 e Deuteronômio 6.7a. Mas, essas ordenanças não foram feitas por acaso, não foram para apenas incumbir aos pais tamanha responsabilidade. Elas decorrem de um elo mais forte: “Os filhos são um presente do Senhor; eles são uma verdadeira bênção” (Salmos 127.3).

Educar não é uma tarefa simples, nem tampouco fácil, e não depende apenas da vontade dos envolvidos. O psicólogo Jean Piaget defendia que a educação sobre influência do ambiente; destarte, a garantia de sucesso deste complexo processo está diretamente vinculada à dedicação. Há de se dizer que o dever dos pais vai bem além do ensino moral. O exemplo dado aos filhos é sem dúvida o mais firme ensinamento que pode ser transmitido. Desconheço o autor, mas há uma frase usada entre educadores cristãos que diz: “Leva a criança à igreja e ensina-a a seguir a Cristo para que não visites o jovem na cadeia”. Paulo afirma que ensinar é um dom, e assim sendo, “que haja dedicação no ensino” (Romanos 12.7).

Para educar é necessário possuir saberes. Gangel informa que a maneira de educar “requer personalização individual e uma disposição em reconhecer que as regras de criação dos filhos mudam com cada criança”. Entende-se aqui que não há um método único na educação dos filhos, pois trata-se da formação de indivíduos distintos e únicos. Hendricks instrui que “o pai e a mãe têm de conhecer bem o filho, discernindo sua singularidade individual e introduzi-lo, dedicando-o ao Senhor para o serviço tanto quanto o caráter e habilidades do filho o permitam servir”.

Em se tratando de conhecimento para ensinar, é importante ressaltar que os pais precisam ter ciência das etapas de desenvolvimento dos filhos. Segundo estudos de Piaget, o aprendizado ocorre de forma diferente, portanto são necessários métodos específicos para cada fase de desenvolvimento. No entanto, não são apenas os pais que precisam possuir tais conhecimentos, a igreja também deve estar a par de todas essas informações.

Ministério de ensino

Para ter suporte em todas as suas atividades, a vida do cristão precisa estar pautada no estudo da Palavra de Deus e na oração. Antes de assumir a responsabilidade de ensinar, a liderança da igreja envolvida no processo de instrução precisa aprender com o Mestre dos Mestres que a oração e o conhecimento são bases para um ministério sólido e bem sucedido.

O investimento no ministério do ensino qualifica a liderança da igreja a impelir ações educadoras. O princípio da aprendizagem está na criatividade dos métodos de ensino. Uma questão pertinente no meio dos educadores é: “O que fazer para ser criativo?”. Sem a presunção de querer responder plenamente a tal questionamento, é plausível sugerir que se observe uma brincadeira de criança. O faz de conta, que apoia o imaginário, é à base da criatividade. Ela está na pedrinha que se transforma em soldado, na tampinha de garrafa que é transformada em rodas de carro, na caixinha que se transforma em carro, no barquinho de papel navegando nos grandes mares formados por poças de água da chuva, e assim por diante. Poderia sugerir outras atividades que treinam o despertar da criatividade como se desfazer, por apenas um dia, de algumas comodidades que tornam a vida mais fácil. Por exemplo: como você lavaria a louça se não tivesse buchinha? Observe suas reações para resolver problemas quando falta energia elétrica. Perceba como essas reações são criativas. Agindo com simplicidade e determinação no fazer, se obtém uma boa dose de criatividade.

A capacitação dos líderes cristãos deve fazer diferença no processo educacional. Hendricks, apud Herman Hareell Horne, lista as qualificações de um bom professor. Ele deve ter: uma visão que abranja o mundo; conhecimento do coração dos homens; domínio do assunto ensinado; aptidão para ensinar; e uma vida que incorpore o que é ensinado.

A importante tarefa de formar novas gerações

No mundo de evolução tecnológica acelerada, de vida urgente onde o tempo é desafio, de informações em tempo real, sem dúvida pais, educadores por determinação divina e a igreja, instituição criada para ensinar a Verdade que liberta, formam a perfeita equipe para o sucesso na formação de novas gerações. Não há mais tempo a perder com práticas obsoletas, com métodos que não despertam interesse. A igreja e a família tem o melhor de todos os exemplos: Jesus. Hendricks, apud Donald Guthriem, explica que, além de pedagogo, Jesus era o Redentor, daí a relevância do Seu ensino. Ele usou Suas atribuições espirituais e intelectuais para transformar informações em conhecimentos e nunca se acovardou em romper com as tradições para transmitir saberes.

A ruptura de paradigmas, a elaboração de novos métodos e a dedicação ao ensino é o link para o sucesso na formação de novas gerações. Hendricks alerta que “Jesus nunca foi limitado em Seu uso de métodos para desenvolver pessoas, mas Ele nunca dependeu deles para atingir Seus objetivos”.

Conclusão

Existem muitas ferramentas disponíveis para o ato de ensinar, a exemplo das tecnologias de informação e comunicação que estão à serviço da educação. Logo a igreja não pode ficar de braços cruzados assistindo a sabedoria dos filhos das trevas. É hora de agir, usar sem medo todas as mídias e veículos de comunicação. Os pais são os principais responsáveis na formação das novas gerações e a igreja é o suporte pedagógico que a família precisa nesse processo. É hora de avançar. Deus capacita quem se dispõe a serví-lO, não há o que temer. Desperte o seu Davi e derrote o seu Golias do medo de fazer diferente. Não esqueça que “em nós não há nada que nos permita afirmar que somos capazes de fazer esse trabalho, pois a nossa capacidade vem de Deus. É Ele que nos torna capazes de servir à nova aliança, que tem como base não a lei escrita, mas o Espírito de Deus” (2 Coríntios 3.5, 6 – NTLH).

Referências

GANGEL, Kenneth O. & HENDRICKS, Howard G. Manual de Ensino para o Educador Cristão. 4 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

Sites visitados

http://www.notapositiva.com
http://redepsicologia.com

Por, Joany Bentes.

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