Muçulmano se converte a Cristo e é missionário na Macedônia

Dardajan Sina viveu o drama dos refugiados da Albânia, aos 14 anos ouviu a voz do Senhor e, desde então, ganha vidas para Ele

Muçulmano se converte a Cristo e é missionário na MacedôniaNascido na Albânia, Dadajan Sina é de família muçulmana, mas ainda no ventre de sua mãe já recebera livramento do Deus Todo-Poderoso. Quando ela estava grávida, sofreu um terrível acidente envolvendo a moto em que estava e um caminhão. Testemunhas no local tinham certeza que todos três – seu pai, sua mãe e ele – haviam morrido na hora. Mas, Deus tinha um plano para aquela criança e miraculosamente todos sobreviveram.

Dardajan também viveu uma perda que futuramente também lhe atrairia para Cristo. Seu pai se envolveu com o mundo do crime e, com medo de ser executado, fugiu, abandonando a esposa, suas três filhas e Dardajan, que tinha à época apenas um ano de idade.

“Não sei que ambição levou meu pai para esse caminho, mas ele foi se afundando mais e mais no mundo do crime, se tornando um mafioso temido. Tudo que cercava minha família eram armas, dinheiro sujo, criminosos, polícia e medo”, conta o missionário.

Ele conta que sentiu muito essa perda. Esse vazio e abandono lhe fizeram sofrer por muitos anos. Principalmente porque cresceu em meio a um cenário caótico de pobreza, violência e nenhuma perspectiva de futuro. Dardajan lembra o quão sacrificante e perigoso era para sua mãe criar quatro filhos naquelas circunstâncias. Para piorar, em 1997, eles viveram o terror da “Revolta das Pirâmides”, também conhecida como “Anarquia na Albânia”. Trata-se de uma guerra civil generalizada no país que causou mais de 3,7 mil mortes e 5 mil feridos, sendo necessária a intervenção internacional da ONU.

“Foi terrível. Uma matança! Todos tinham armas, até mesmo as crianças da minha idade (6 anos). Tiroteio nas ruas todos os dias. Por isso, muitas pessoas fugiam da Albânia, na emigração. Todos os dias nós ouvíamos histórias de como a maioria deles morria na fronteira ou no mar tentando entrar em outros países de forma ilegal”, recorda.

Aquela mãe tomou a difícil decisão de arriscar suas vidas fugindo em busca de um futuro melhor. Deus guardou aquela família. Dardajan tinha quase sete anos, mas lembra em detalhes essa viagem. Segundo ele, foram cenas semelhantes as que, infelizmente, se observa hoje nos noticiários sobre o drama dos refugiados sírios: famílias desesperadas, pequenos barcos abarrotados, naufrágios, mortes.

“Só o fato de termos conseguido sair da cidade até o barco já era um milagre naquele cenário. Durante a travessia, todos cobriam a cabeça de medo. Lembro dos gritos das pessoas quando as ondas de metros e metros de altura cobriam o barco. Lembro o quanto parecia que aquela seria a nossa última viagem”.

Mas, Cristo também estava naquele barco, o que Dardajan só descobriria anos depois. Por um ano, ele e sua família viveram dias difíceis como imigrantes ilegais na Itália, até serem deportados de volta à Albânia. Ao menos, a situação política e social do país tinha sido amenizada e eles puderam seguir com suas vidas.

Porém, Dardajan crescia com uma revolta dentro de si que não sabia explicar. Segundo ele, a dor pela ausência do pai lhe traspassava o coração. E ainda criança ele decidiu fazer de tudo para preencher esse espaço. À imagem do pai, ele começou a juntar sua “gangue”. Crianças de oito anos, mesma idade que ele, sob suas ordens, já cometiam pequenos delitos. Buscou também na sua religião um conforto e não achou. Veio a adolescência, e mesmo ele alcançando seu sonho de se destacar no futebol, viajar jogando profissionalmente, ser o popular da escola e temido por sua vizinhança, ainda sentia que nada disso lhe preenchia a alma.

“Cheguei a um ponto em que eu disse: ‘A vida não tem propósito. Não é justa. Por que eu não tenho um pai, como todo mundo? Por que meu pai me abandonou? Por que eu tenho esse vazio, essa dor?’. Eu era forte aos olhos das pessoas, mas estava quebrado dentro de mim. Então, pensei que ainda tinha uma última esperança: Deus”.

Dardajan relata que, aos 14 anos, mesmo sendo muçulmano como sua família, ele ficou intrigado a respeito do Deus dos cristãos. “Eu não estava interessado em religião. Eu estava interessado em Deus, pois pensei que se Ele existisse mesmo, era muito poderoso e poderia preencher o meu coração!”

Dardajan conta que, um dia, quando orava, ouviu uma voz dizendo: “Quando você ainda estava no ventre de sua mãe no acidente de moto, Deus já estava com você”.

O missionário confessa que, pela primeira vez em sua vida, teve medo. “Como poderia? Eu estava ouvindo a Deus?! E Ele continuou dizendo: ‘Quando você passou pelo mar da morte, Deus manteve sua vida e o barco em Suas Mãos para que você pudesse atravessar’. Eu estava de joelhos, sentindo a presença de Deus ali, literalmente, no meu corpo. E foi quando disse uma palavra: ‘Abba’ (que significa “pai” ou “paizinho”). E a voz me disse: ‘Mesmo que o seu pai humano tenha te abandonado, seu Pai Celestial nunca fez isso. Ele estava sempre com você. Ele sempre te amou e ouviu seu grito. Você procurou por Deus, e você não encontrou, mas Deus encontrou você! Este Pai te ama tanto que deu o Seu Filho unigênito, Jesus Cristo, para morrer por você na cruz há 2 mil anos, levando seus pecados, sua punição, para que você possa ser livre e reconciliado com Ele, o Pai”, Dardajan relata emocionado.

E completa: “Nesse momento, o meu coração foi enchendo de amor como um copo sendo preenchido com água. Cada vazio foi preenchido. Eu estava chorando como nunca antes e ali aceitei a Jesus como meu Senhor e Salvador. Quando me levantei, eu era diferente, cheio de alegria e amor”, testemunha.

Dardajan começou então a compartilhar o que lhe aconteceu. Em sua cidade, onde pensavam que ele seria pior que seu pai, as pessoas ficaram espantadas. Uns pensaram que ele havia enlouquecido. Porém, muitos outros creram, pois viram quem Dardajan era antes e quem ele se tornara. Seu testemunho foi ganhando muitas vidas para Jesus. Ele mergulhou no estudo das Sagradas Escrituras, largou o futebol e quando fez 17 anos de idade começou a servir ao Senhor em tempo integral. Aos 19, ouviu o chamado do Pai para missões, e até hoje desenvolve trabalhos sociais e de evangelismo na Macedônia.

“Tenho visto o agir de Deus quando vou pregar em algum país. O Senhor tem dado sonhos e visões a muçulmanos os salvando. Ele tem feito milagres, dado filhos a mulheres estéreis; palavras em profecia me dando livramento quando minha vida está em perigo. O Senhor nunca me abandonou! Nunca abandonou você e nem te deixará!”, testifica.

E ele conclama você, leitor: “Diga ‘sim’ ao seu chamado! Espero que através de meu testemunho você possa se sentir desafiado a crescer na sua fé, desenvolver a sua vocação. Peço também que, ao lê-lo aqui, possa orar por mim e pelo meu trabalho de ganhar vidas para Jesus na Macedônia”.

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