Legalização do aborto: um crime hediondo

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Legalização do aborto um crime hediondoRecentemente o governo brasileiro aprovou uma lei que servirá de incentivo à prática legal do aborto no País (PLC 03/2013). Qualquer mulher, solteira ou casada, poderá ser atendida, no Sistema de Saúde, mesmo sem comprovação, dizendo ter sido vítima de violência sexual. As vítimas de violência devem ter toda assistência por parte do Estado. Mas colocar o sistema de saúde à disposição de qualquer pessoa, sem que haja comprovação de violência, é incentivar o crime hediondo do aborto.

Quando uma nação silencia ante o cometimento de um crime bárbaro, com requintes de crueldade, algo terrível terá acontecido com a consciência coletiva. Nações ditas civilizadas, do chamado “Primeiro Mundo” (sic) já aprovaram descriminalização do aborto. Nos Estados Unidos, nação que nasceu sob inspiração da Bíblia, o aborto foi aprovado pela Suprema Corte; na Europa, que já foi berço de grandes avivamentos evangelísticos mundiais, as nações estão na vanguarda da prática do crime hediondo do aborto. Na Ásia, as nações do Oriente, onde religiões que defendem a natureza, a ponto de considerar rios, plantas e animais como divindades, também são cúmplices da matança dos inocentes, no recôndito sagrado do ventre materno. É uma hipocrisia defender animais em extinção (o que é correto), e concordar com o crime do aborto. Os que concordam com esse crime um dia responderão diante do Supremo Juiz do Universo, o Autor da vida.

A institucionalização da cultura da morte no Brasil

Em nosso Brasil, “país emergente”, há um esforço enorme, por parte de grupos defensores da “Cultura da Morte”, no sentido de que seja legalizado o aborto de maneira ampla, a exemplo do que ocorre nos citados países, ditos evoluídos. Os órgãos de saúde brasileiros, dirigidos por pessoas de formação materialista, estão a favor do crime cruel do aborto. Para eles, um ser humano, em seus primeiros dias de vida, ou “até à décima segunda semana de vida”, como propõe o “novo Código Penal brasileiro, de inspiração nazista, um ser humano em formação não tem o menor valor ético ou moral. O Plano Nacional de Desenvolvimento Humano (PNDH 3) possui diretrizes que fazem inveja aos projetos nazistas de destruição em massa de seres humanos. Todo esse esforço macabro visa atender à ONU e ONG’s a serviço de interesses vis e materialistas.

A legislação atual sobre o aborto

O Código Penal brasileiro, em seu Artigo 128, já prevê o aborto legal, em duas situações: no caso de “risco de vida para a mãe”, o chamado “aborto terapêutico” (sic) ou no caso de gravidez forçada, ou de estupro. À luz da Lei de Deus, o Autor da vida, em nenhum caso, se justifica a prática criminosa do aborto. Mas os abortistas, cúmplices desse crime hediondo, não estão satisfeitos. Querem imitar os países ditos “avançados”, que liberam o aborto, em qualquer fase da gestação. Para eles, destruir um ser humano, no ventre, é tão natural, quanto retirar um mioma, extrair um tumor. Uma ministra brasileira declarou na imprensa que, não só praticou o aborto, por mais de uma vez, como “ensinou às meninas”, como abortar com mais facilidade.

O embrião ou o feto é uma pessoa

Mesmo sem ser uma pessoa completa, o embrião ou o feto não é subumano; é uma pessoa em formação, em potencial. Da primeira à oitava semana (2 meses), completam-se todos os órgãos, apresentando, inclusive as impressões digitais. Aos três meses, no útero, o bebê já está formado, esperando crescer e sair à luz. Mesmo como ovo, ou feto, desde a concepção, cremos que o bebê não só tem vida, mas tem a alma e o espírito dentro dele. Diz o profeta: “Peso da palavra do SENHOR sobre Israel. Fala o SENHOR, ao que estende o céu, e que funda a terra, e que forma o espírito do homem dentro dele” (Zacarias 12.1b – grifo nosso). O homem, nesse texto, não é um ser humano adulto, mas um ser criado, com todas as características genéticas, sem dúvida. Assim, Deus não dá o espírito (e a alma) a um amontoado de células ou uma coisa, como entendem os materialistas, mas Ele o dá a um ser gerado, com potencialidades para nascer e vir à luz.

O que diz a Bíblia sobre o valor da vida

O que a Lei de Deus diz sobre esse crime hediondo? Muita coisa. E os cristãos não podem omitir-se ou silenciar sobre essa abominação, como fez o pontífice católico em visita recente ao Brasil. A igreja evangélica precisa levantar sua voz contra esse crime. Quando Hitler, o sanguinário e diabólico ditador alemão, desencadeou a matança dos judeus, os pastores evangélicos silenciaram, e até trocaram a cruz de Cristo pela suástica (a cruz do nazismo). E milhões de seres inocentes foram exterminados, sob o silêncio comprometedor dos cristãos, que preferiram o politicamente correto de sua época. Vejamos um pouco do que diz a Palavra de Deus sobre a origem da vida e seu valor sagrado.

A Bíblia nos informa sobre a origem da vida. Diz o Gênesis: “E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente” (Gênesis 2,7). Depois que o homem estava formado, pelo processo especial da combinação das substâncias que há na terra, o Criador lhe soprou o fôlego da vida, dando início, assim, à vida humana. Entendemos, com base nesse fato, que, a cada ser que é formado, a partir da fecundação, o sopro de vida lhe é assegurado, não diretamente por Deus, mas por sua lei biológica, a partir daquele sopro inicial.

O patriarca Jó também teve a percepção da origem da vida de cada ser humano, ao exclamar: “O Espírito de Deus me fez; e a inspiração do Todo-Poderoso me deu vida” (Jó 33.4). Mas foi o salmista Davi, em suas orações a Deus, quem teve a melhor percepção sobre a formação de um ser humano no ventre da mãe: “Pois possuíste o meu interior; entreteceste-me no ventre de minha mãe. Eu te louvarei, porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma sabe muito bem” (Salmo 139. 13, 14). Diante de tão grandes evidências quanto à origem divina da vida, como dom de Deus, a cada ser formado no ventre materno, somente os que desprezam o Criador e a sua santa lei é que podem continuar a laborar sobre propostas de legalização do crime hediondo da destruição em massa de seres humanos inocentes e indefesos, no sagrado recôndito do ventre materno.

“Não matarás o inocente”

No meio de solenes mandamentos sobre a ética do povo de Israel, Deus determinou que não se devia matar um inocente. Diz o texto bíblico: “De palavras de falsidade te afastará, e não matarás o inocente e o justo; porque não justificarei o ímpio” (Êxodo 23.7 – grifo nosso). Dessa forma, nenhum tipo de aborto pode ser justificado à luz da ética da Palavra de Deus. Com exceção do aborto natural, acidental, por motivos alheios à vontade das gestantes, qualquer aborto intencional, por quaisquer motivos, deve ser reprovado pelos que creem em Deus e valorizam a Sua Palavra. Se uma mãe tem problemas no parto, o médico deve envidar esforços para salvar a vida da mãe, e não para matar intencionalmente o bebê; se uma mulher é estuprada, e engravida, a criança, o novo ser humano não tem culpa. Deve ser dada toda a assistência à mãe, vítima de um crime cruel, e não perpetuar outro crime, matando o ser gerado. Diante disso, não se pode banalizar a vida, mesmo de um ser potencial, ainda não plenamente formado, no ventre de uma mulher. É preciso que o sentido sagrado da vida seja respeitado por todos os homens, em todos os tempos, lugares e situações.

Por, Elinaldo Renovato de Lima.

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