Jesus foi abandonado por Deus na cruz?

“Deus realmente abandonou Seu filho no momento da crucificação e morte, tendo em vista a exclamação de Jesus, citando o Salmo 22?

Jesus foi abandonado por Deus na cruzNo Novo Testamento, o texto de Salmos 22.1, 2 está registrado nas passagens bíblicas de Mateus 27.46 que diz: “E perto da hora nona exclamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni; isto é, Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste”?; e em Marcos 15.34: “E, à hora nona, Jesus exclamou com grande voz, dizendo: Eloí, Eloí, lamá sabavtâni?, que, traduzido, é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste”?

Notamos que os Evangelhos de Mateus e Marcos apresentam o clamor de Jesus Cristo na cruz: “Deus meu, Deus meu, por que me desemparaste”. A palavras “desamparar” tem o significado de abandonar. Vemos que o abandono do Cristo, na cruz do Calvário, consiste na maior prova de Seu amor e do amor do Pai para com o pecador, pois Ele nem mesmo a Seu Filho poupou. O desamparo foi real e autêntico o clamor, quando Jesus, em obediência ao Pai, bebeu o cálice da agonia e o sofrimento físico (Mateus 26.39), mas também experimentou a separação do Pai. Demonstrando a sua humildade e identificação plena com o homem, separado de Deus pelo pecado.

A separação tem a sua motivação no pecado da humanidade e não em qualquer atitude ou ato de Jesus, porque nunca houve nEle engano, mas sim, como Cordeiro de Deus, fez-se pecado (“Aquele que não conheceu pecado o fez pecado por nós, para que nele fôssemos feitos justiça de Deus”, 2 Coríntios 5.21) e maldito em nosso lugar (“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro”, Gálatas 3.13).

Com os pecados da humanidade sobre Si, houve a separação entre o Cristo da Cruz e o Pai Santo e Eterno, que resultou na aceitação, por Parte de Deus, de todos os homens que estão em Cristo: “Sabendo isto, que o nosso homem velho foi crucificado com ele, para que o corpo do pecado fosse desfeito, a fim de não servirmos mais ao pecado. Pois quem está morto está justificado do pecado. Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos, sabendo que, tendo Cristo ressurgido dentre os mortos, já não morre mais; a morte não mais tem domínio sobre ele. Pois quanto a ter morrido, de uma vez por todas morreu para o pecado, mas quanto a viver, vive para Deus” (Romanos 6.6-10).

Assim, Cristo redime o pecador: “Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha, o sangue de Cristo” (1 Pedro 1.18-19). Agora temos salvação em Cristo, e a separação momentânea entre o Filho e o Pai resultou na eterna reconciliação do pecador em Cristo com Deus. Está consumado!

Por, Marcos Liba de Almeida.

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