Irmã sobrevive a dois aneurismas

Batizada no Espírito Santo e curada, hoje Maria Luiza evangeliza com o Mensageiro da Paz

A funcionária pública Maria Luiza Barbosa Macedo, da cidade de Rondonópolis (MT), atravessou experiências que não somente comprovaram a misericórdia divina em sua vida, mas, também, amadureceram a sua fé no Senhor. Segundo relato dela própria, embora, aparentemente, estivesse de acordo com as ordenanças da Palavra de Deus e externasse uma vida piedosa, seu relacionamento com seus pais e vizinhos não era dos melhores.

“Apesar de eu frequentar os cultos na Igreja Batista, manter uma vida de oração e jejum, eu esfriei o meu convívio com a minha família e demais pessoas. Eu passei a dizer que não tinha tempo para eles, e não havia mais em meus lábios palavras amistosas para ninguém que eu encontrasse”, lembra Maria Luiza.

Diante de um quadro de total sequidão espiritual, o Senhor providenciou meios pelos quais a Sua filha viesse a amadurecer o caráter e ainda reatar a sua comunhão com Ele. Secretária, professora de Escola Dominical da classe de adolescentes e membro do grupo de louvor em uma Igreja Batista tradicional, onde congregava há anos, Maria Luiza teve outra experiência marcante com o Senhor. “Me pastor na Batista, Davi Ramos da Silva, era muito tradicional, não acreditava na contemporaneidade dos dons espirituais. Certa feita, depois de voltar de um congresso que participou na Argentina, ele fez uma reunião apenas com os irmãos do grupo de louvor em um ensaio. Percebi que ele havia voltado muito diferente. Em um dado momento da reunião ele começou a orar fervorosamente. Quando ele falava com Deus, senti uma emoção profunda tomando meu ser e comecei a falar em línguas estranhas. Não apenas eu fui batizada no Espírito Santo, mas outros que ali estavam também. Depois deste episódio, o pastor Davi reuniu a igreja e falou para todos sobre sua visão a respeito dos dons espirituais. Ele propôs o seguinte: se 100% dos irmãos acreditassem e seguissem sua visão sobre o assunto, sua continuidade na igreja estava mantida, mas se nem todos aceitassem, ele deixaria de nos pastorear e passaria a servir ao Senhor onde doutrina fosse aceita. Como parte dos irmãos não aceitou, ele saiu da igreja indo para outra cidade”, testemunha.

Maria Luiza conta que por causa das responsabilidades que tinha na Batista, ainda permaneceu congregando lá por alguns anos, mesmo tendo sido batizada no Espírito Santo. Perguntada sobre como ela fazia para se conter na igreja, considerando a visão do pastor substituto ser tradicional, disse: “Eu falava línguas estranhas baixinho na igreja, mas quando eu estava em casa em meu momento devocional, ficava à vontade para adorar ao Senhor com liberdade”.

Outra experiência vivida por Maria Luiza foi a seguinte: em 2003, ela acordou durante a madrugada com forte cefaléia. O final de semana foi um tormento para a jovem. As dores estenderam-se por cinco dias. Durante um curso oferecido pela prefeitura de Rondonópolis, onde trabalha como analista instrumental, ela não suportou mais e foi levada em uma ambulância à Santa Casa de Misericórdia, lá o seu quadro clínico piorou. Embora tenha ficado sob observação durante a noite, no dia seguinte, Maria Luiza sentiu náuseas, regurgitou e desmaiou.

“Naquele instante eu senti o poder de Deus em minha vida, mas também a sua bondade e amor por mim. Eu fui visitada pelo médico Edilson Luiz Marques, neurologista que havia chegado à cidade. O médico interessou-se por meu sofrimento e cuidou de mim. Após diversos exames, ele não teve dúvidas e disse que eu tinha em meu cérebro um aneurisma rompido e outro prestes a se romper. Sem forças para reagir, entreguei-me completamente ao Senhor”, lembra Maria Luiza.

A paciente foi conduzida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e, segundo ela própria relata, o Senhor cuidou de seu corpo físico e de sua alma. No dia 3 de setembro, os médicos a conduziram à sala de cirurgia para o procedimento, que seria o primeiro. Mais tarde, em 12 de março de 2004, Maria Luiza teve que ser operada novamente para retirar o segundo aneurisma. As duas intervenções cirúrgicas foram realizadas com sucesso. Maria Luiza foi curada e seu quadro clínico foi estabilizado.

“O estado que a senhora Maria Luiza chegou ao hospital foi muito grave. O caso dela é um ponto fora da curva, pois cerca de um terço das pessoas que têm o problema que ela teve não conseguem nem chegar ao hospital com vida; dos que pelo menos chegam, cerca de 50% ou morrem ou ficam com graves sequelas, como alterações de mobilidade, na fala, na visão, entre outros problemas. No que se refere ao caso, ela está com a saúde perfeitamente restabelecida”, testemunha o médico Edilson Luiz Marques.

Hoje, Maria Luiza serve ao Senhor com seu esposo, Lindomar Almeida Macedo, na Assembleia de Deus em Rondonópolis, liderada pelo José Genésio da Silva, onde trabalha na recepção e é uma das responsáveis pela distribuição dos exemplares da assinatura coletiva que sua igreja tem do jornal Mensageiro da Paz aos irmãos. Os jornais são repassados para os irmãos a preço de custo, outros são doados, principalmente para não convertidos e viúvas. No local onde trabalha, ela também distribui o periódico. Pessoas não evangélicas também compram algumas unidades, ficam com uma e doam as demais para que ela distribua gratuitamente. Uma das seções que Maria Luiza utiliza para evangelizar, além dos testemunhos, é o Cremos da Assembleia de Deus.