Guerra de valores se intensifica com avanço do liberalismo

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Protestos nos EUA, França e Brasil levam milhões as ruas para protestar contra a agenda antivalores; governo dos EUA persegue conservadores

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Estamos vivendo uma época da história da humanidade em que o choque entre duas cosmovisões parece estar chegando ao seu auge no Ocidente:  de um lado, a cosmovisão judaico-cristã, conservadora; do outro, a cosmovisão social liberal ou naturalista, que procura destruir os valores judaico-cristãos que formaram a sociedade ocidental.

As duas primeiras décadas do século 21 estão sendo marcadas por um esforço dos defensores da agenda social liberal para implantarem, a todo custo, em todos os países do Ocidente, leis que empurrem “goela abaixo” da população o gayzismo, o aborto, a liberação das drogas, a banalização do casamento, o afastamento dos cristãos das discussões públicas do país etc. A situação está ficando tão aberrante que, só pra citar um exemplo bem próximo, na cidade de Brusque, em Santa Catarina, o ativismo gay chegou a impedir neste ano a comemoração do Dia das Mães nas escolas públicas da cidade, alegando que a comemoração dessa data constrange crianças adotadas por duplas gays”.

Em resposta a esse estado de coisas no mundo, milhões de cristãos e conservadores têm saído às ruas nos últimos anos para protestar. E os exemplos mais fortes têm sido Estados Unidos, França e Brasil.

Desde meados de 2009, uma série de protestos simultâneos já foram realizados nas ruas dos EUA para protestar contra os posicionamentos do governo Obama, que luta pela imposição da agenda social liberal naquele país. Em seus quatro anos e meio de mandato, Obama já decretou a Lei da Liberdade de Escolha, que autoriza o financiamento de ONGs abortistas internacionais com dinheiro público americano; assinou a liberação para destruição de embriões humanos para pesquisa com células-tronco; estabeleceu o mês de junho como “O mês gay dos Estados Unidos”, um mês dedicado a homenagear o homossexualismo no país; se tornou o primeiro presidente dos EUA a se transformar em garoto-propaganda da campanha pró ”casamento” homossexual; apoiou a “Primavera Árabe”, mesmo com os alertas de Israel de que o movimento era liderado majoritariamente por radicais islâmicos ainda mais hostis ao povo judeu etc. Mais recentemente, o governo tem sido denunciado por usar a máquina pública para perseguir cristãos conservadores e beneficiar aliados ideológicos.

Na França, em protesto contra a aprovação do “casamento” homossexual e da adoção de crianças por “casais” homossexuais no Congresso, todos projetos defendidos pelo governo do presidente socialista François Hollande, milhões de pessoas já saíram às ruas em defesa da família.

No Brasil, protestos também têm sido feitos, com pastores indo ao Congresso Nacional para defender a posição das igrejas sobre várias questões que envolvem valores e afetam a sociedade como um todo; e também com protestos em massa, sendo o maior de todos eles o ocorrido na tarde do dia 5 de junho, em Brasília (DF), em frente ao Congresso Nacional, quando mais de 70 mil evangélicos, segundo dados da Polícia Militar de Brasília, protestaram em defesa da liberdade de expressão, da liberdade religiosa, a favor da vida (ou seja, contra o aborto) e em defesa da família tradicional, isto é, a família natural, de fato: um homem, uma mulher e seus filhos.

Infelizmente, a maior parte da mídia tem procurado não divulgar esses protestos, porque eles se chocam frontalmente com os ideais que eles têm defendido para a sociedade. Mas, fato é que as pessoas cansaram de ficar apenas assistindo a tudo que está acontecendo. Elas estão reagindo, e pacificamente, para protestar.

Sabemos que, à luz da Bíblia, a tendência no final dos tempos são as coisas piorarem mesmo no campo dos valores; porém, também é fato que nós, cristãos, onde estivermos – na escola, no trabalho, nas universidades etc. – não podemos ser omissos, não podemos deixar de sermos “sal” e “luz”, fazendo a diferença, influenciando as pessoas, defendendo o que é certo e rechaçando aquilo que é errado, tudo aquilo que fere os valores, a moral e os bons costumes.

Governo dos EUA persegue cristãos e conservadores

Quem diria que, um dia, o governo dos Estados Unidos, fundado por evangélicos e construído sobre valores cristãos, perseguiria cristãos em seu próprio país?

Há dois meses, estourou nos EUA a denúncia – que já era feita na internet desde a época das eleições presidenciais norte-americanas do ano passado, mas foram abafadas – de que o governo Obama estava usando abertamente os poderes do Estado para perseguir seus desafetos: grupos cristãos pró-família e movimentos conservadores como o Tea Party, formado esmagadoramente por cristãos. Não demorou muito e as confirmações vieram e, depois, na esteira dos acontecimentos, mais denúncias surgiram.

No caso do Fisco, o órgão usava critérios políticos para examinar pedidos de isenção fiscal apresentados por instituições de oposição ao governo Obama e à agenda social liberal do Partido Democrata; e ao mesmo tempo, baixava a guarda na fiscalização e nos critérios para isentar fiscalmente instituições aliadas ideologicamente ao governo, como Acorn, Occupy Wall Street, Media Matters for America Moveon, The Center of American Progress, Fundação Ties, Fundação Ford, dentre outras.

Entre os vários grupos cristãos perseguidos, estava o Focus on the Family (“Foco na Família”), do pastor James Dobson. O Internal Revenue Service (IRS) – nome dado ao Fisco lá – foi orientado a dificultar a vida de todas as instituições que se apresentavam como “conservadoras”, “patriotas”, “preocupadas com os gastos públicos”, enfim, que fossem críticas da agenda do governo Obama. Em Iowa, por exemplo, um grupo que se opõe ao aborto foi obrigado a detalhar ao Fisco “o conteúdo de suas orações”. Um grupo de evangélicos do Texas ligados ao movimento Tea Party sofreram investigações constrangedoras até do FBI e ficaram também retidos, sem razão alguma, na malha-fina do Fisco. Enquanto isso, em Ohio, a Fundação Barack Obama foi liberada em 34 dias, enquanto todas as instituições conservadoras de Ohio estão há mais de um ano retidas na malha-fina.

Mas, como já dissemos, isso foi apenas o início das descobertas. Sabe-se hoje também que o governo Obama também ampliou o uso do programa Prisma, criado durante a política antiterrorista do governo Bush, para que o governo norte-americano tivesse acesso a todos os dados, informações e comunicações dos usuários – em todo o mundo – do Google, Facebook, Microsoft, Apple, You Tube, Yahoo, AOL, Skype e PalTalk.

A denúncia também expõe a hipocrisia do homem que foi saudado em alto e bom som pela imprensa social liberal de todo o mundo como se fosse um “santo”, um “messias”. Quando o governo Bush anunciou o programa Prisma, fez questão de dizer que o programa seria usado de forma pontual em alguns casos e que os congressistas seriam informados de todas as investigações, e a promessa do governo Bush foi cumprida. Porém, mesmo assim, o então senador e candidato à presidência Barack Obama disse em discurso de campanha de 29 de outubro de 2007: “Quando eu for presidente, uma das primeiras coisas que eu vou fazer vai ser chamar meu procurador-geral e dizer a ele ou ela: eu quero que você revise cada medida provisória que tenha sido emitida pelo presidente (George W.) Bush, seja ela relacionada a escutas telefônicas sem ordem judicial, seja sobre detenção de pessoas, ou leitura de e-mails, ou o que quer que seja. Eu quero que você passe por cada uma delas e, se elas forem inconstitucionais, se elas estiverem violando desnecessariamente as liberdades civis, nós vamos derrubá-las, nós vamos muda-las”.

Em seu discurso, Obama não só exagerou o que o governo do ex-presidente Bush fazia (e Obama não pode ser acusado de ignorância, porque, como senador à época, ele tinha acesso a todas as informações assim como os seus pares no Congresso) como também fez tudo que sugeria o ex-presidente Bush estaria fazendo, e ainda foi além. O homem que fez esse discurso inflamado, pouco tempo depois, ao assumir o poder, não apenas manteve o programa que acusava como ampliou-o, tendo acesso aos servidores de todas as 9 empresas mencionadas acima, cujos serviços são usados por bilhões de pessoas em todo o mundo.

O governo Obama também grampeou jornalistas que vazavam informações que desagradavam o governo, num escandaloso atentado à liberdade de imprensa. Foram os casos de jornalistas da Fox News (canal televisivo de jornalismo da linha mais conservadora) e da agência de notícias The Associated Press. E mais: o governo norte-americano ainda tinha acesso às ligações telefônicas de dezenas de milhões de cidadãos dos EUA que usavam a operadora Verizon, a maior do ramo no país.

Ou seja, o governo do “bom-moço” Obama, queridinho da imprensa social liberal em todo o mundo, estava se tornando um projeto de governo totalitário, caçando os divergentes e favorecendo os aliados de sua agenda. Tudo isso em um país não apenas democrático, mas que sempre se orgulhou de seus princípios de liberdade e de ser referência, em seu modelo interno de governo, de democracia e republicanismo para os demais países do mundo.

Esse cenário chama imediatamente a atenção dos conhecedores das profecias bíblicas exatamente porque o que está se vendo no governo Obama não é diferente do que o Anticristo fará, segundo a Bíblia (Apocalipse 13.16, 17), durante o seu governo – só que, obviamente, em maiores proporções, em escala internacional e com um poder que nenhum grande estadista da história da humanidade já teve em suas mãos. Em outras palavras, o que se viu nos EUA em nossos dias nada mais é do que um pequeno ensaio, um teste, uma pequena amostra, do que poderá vir à frente em um contexto mais amplo, no final dos tempos.

Por, Mensageiro da Paz

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