Fé com segurança da Eternidade

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Fé com segurança da EternidadeAcreditar em um Deus ou deuses é necessidade inerente ao ser humano. Só os ateus e os céticos, que são raras exceções, negam essa necessidade (Atos 19.26a). Se bem que, na verdade, eles apenas direcionam sua necessidade intrínseca de adorar para alguma outra coisa que não seja a crença em alguma divindade.

Expressões como: “Deus é um só, “Todos os caminhos levam a Deus” e “O importante é crer em alguma coisa” denota o desconhecimento pleno daquilo que deveria ser o mais importante desejo do ser humano. A figura divina deve ser entendida como um ente específico, de qualidades bem definidas, no qual o ser humano deposita a sua fé e ao qual dedica culto.

Por vezes, vemos nos meios de comunicação “famosos” emitindo suas opiniões ou suas “razões e verdades” em relação a Deus, como se o tal tivesse a última palavra e fosse a maior autoridade no assunto.

No livro “O futuro de uma ilusão”, o escritor Sigmund Freud, pai da psicanálise, deu importante parcela de contribuição na investigação das instâncias psicológicas, criando teorias, principalmente as que dizem respeito a estímulos e energias inconscientes. Nem mesmo entre seus discípulos, como no caso de Carls Jung, havia unanimidade em relação às suas teses, ainda que tal abordagem continue a contribuir para atenuar o sofrimento de muitos.

Freud argumentou que diante das forças da natureza o ser humano se encontra em total desamparo, e por esse fator lança mão de crenças e religiosidade. Sendo assim, segundo ele “a religião é subproduto da civilização”. O texto de Freud procura esclarecer que a religião somente é prestigiada nos momentos que instrumentos tecnológicos e científicos falham. Diz ele que, mesmo quando adulto, o ser humano sente-se como criança diante das forças estranhas e das ameaças. Assim, no desespero, ele busca proteção e percebe que essa proteção não virá das condições políticas, sociais, econômicas ou tecnológicas, e se volta para aquela figura plena de força que durante a infância lhe “salvava de todo o mal”, o pai. Com o desenvolvimento científico e tecnológico, é possível então perceber a razão pela qual algumas instituições religiosas em países da Europa, onde a civilização atingiu níveis consideráveis, entraram em falência? As pessoas não precisariam mais do socorro divino, visto que as tecnologias lhe socorrem? Na verdade, o que ocorre em muitos lugares são as crises de fé, resultantes de muitos fatores, dentro os quais o de ouvir a Palavra de Deus (Romanos 10.17). E mesmo na espiritualmente fria Europa, com grande número de ateus e agnósticos, vemos que a religiosidade ainda está viva.

Além do mais, é inegável que está acontecendo um despertamento religioso no mundo. É uma busca, um desejo de viver algum tipo de espiritualidade. Porém, há um problema em alguns movimentos da era pós-moderna, que desenvolvem uma espiritualidade e religiosidade onde se exclui a submissão a autoridade de Jesus Cristo. Todas as crenças afirmam ser portadoras da verdade. Mas, assim como nem todas as fontes produzem água pura, nem todos os caminhos são verdade.

Faça uma reflexão. Você estabelece um destino no qual deseja chegar. Empreende uma viagem e está seguro que qualquer rodovia pode levá-lo ao lugar desejado. Mas, você não tem nenhuma informação sobre o caminho, não tem mapa, não sabe, a distância e nem outras condições que poderão envolver-lhe na viagem. Porventura, não seria um grande risco pensar numa jornada assim?

Tenho um amigo que me relatou uma experiência. Ele viajou para visitar um familiar que residia em uma aldeia no norte do país. Não conhecia o lugar e não tinha certeza de como chegaria lá. Seguiu, então, a orientação de algumas pessoas e saiu para tal viagem. A certa altura da estrada, avistou luzes que indicavam um vilarejo e acreditou que pudesse ser ali o lugar onde residia o seu familiar. Logo, pediu ao motorista do ônibus que parasse. Já era tarde da noite e ele prosseguiu a pé por uma poeirenta estrada. Após alguns minutos, chegou ao vilarejo e foi informado que aquele não era o destino que procurava. Estava cansado, com fome, esperançoso de encontrar o familiar, mas ficou frustrado e decepcionado com a situação que se apresentava.

A vigam para o céu requer conhecimento do caminho. Requer informações precisas e disposição do viajor e não sair da rota. A Bíblia, inerente e infalível, é a fonte pura de informação em que tudo o que se refere ao futuro lar dos salvos.  Como afirma Michael D. Palmer, uma declaração é verdade quando descreve um fato, um estado de coisas que existe. A realidade é composta de incontáveis estados de coisas. Assim, uma crença segura é aquela que expressa convicção sobre a verdade ou a realidade de algo. Todas as declarações expressam crenças, mas nem todas são verdadeiras. As verdades sobre a salvação do ser humano estão nas Escrituras Sagradas. Elas dizem: “A vida eterna é esta: que eles conheçam a ti, que é o único Deus verdadeiro; e conheçam também Jesus Cristo, que enviaste ao mundo” (João 17.3).

Por, Paulo Gonçalves

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