Ex-traficante se converte após oração da mãe e evangeliza favela

Ednilson, diácono da Assembleia de Deus do Parolin (PR), recebeu também inúmeros livramentos de morte enquanto sua mãe intercedia

Ex-traficante se converte após oração da mãe e evangeliza favelaO diácono Ednilson Ribeiro, membro da Assembleia de Deus em Curitiba (PR), liderado pelo pastor Wagner Gaby, era um dos traficantes mais perigosos e procurados da região até passar por uma experiência de conversão marcante, cujo testemunho já ganhou muitas vidas para Cristo. Hoje, na congregação da Assembleia de Deus do Parolin, seu pastor, Cleverson Padilha, testifica sobre o agir transformador do Espírito Santo em sua vida.

“O Ednilson é um grande cooperador, muito temente a Deus, que tem um amor muito grande pelas almas. Eu tive uma experiência pessoal com ele na nossa primeira saída de evangelismo juntos. Um rapaz quando o viu empalideceu, apavorado. Quando questionei, ele disse que preferia ver o diabo, mas não o ‘Amora’ [apelido do diácono no tráfico] de tão ruim que ele era. Ednilson então testemunhou do amor de Jesus para aquele jovem, o abraçou, orou por ele e o rapaz chorou muito, impressionado com a transformação de Deus”, testifica o pastor Cleverson

Crescido na periferia de Curitiba, conhecida como Parolin, o irmão Ednilson só frequentou a escola até os 12 anos de idade. Quando infelizmente, sua infância fora roubada pelo mundo do crime. Aos 13 anos já usava drogas e andava com criminosos, que segundo lembra, nenhum se encontra vivo hoje, ceifados pelo caminho que escolheram. Ao entrar na adolescência, com 14 anos, entrou também no mundo dos assaltos a mão armada e cometeu vários furtos, até que aos 15 anos foi preso e encaminhado para o Centro de Sócio-educação (Cense) São Francisco, em Piraquara, região metropolitana de Curitiba, onde permaneceu detido por quase um ano. Mas assim que saiu aos 17 passou a vender drogas para traficantes. Um abismo foi chamando outro abismo em sua vida até que aos 20 anos passou a distribuir pontos de venda de drogas na comunidade em que vivia, até se tornar um dos maiores e mais procurados traficantes da favela do Parolin.

“Aí começou a pior fase da minha vida. As pessoas queriam me matar, eu não tinha mais paz, começaram a me perseguir, nem dormir eu podia mais… Por quatro vezes bandidos arrombaram a casa da minha mãe atirando e dizendo que iam me matar. Em uma dessas ocasiões de grande troca de tiro meu pai foi baleado e quase morreu”, lamenta.

Ednilson recorda que nesse período, por volta do ano 2000, começou uma “guerra” entre o Morro do Sabão e a favela abaixo que é do Parolin, local onde nosso irmão mora e testemunha de Cristo até hoje. Muitas pessoas morreram nesses conflitos. E ele viu o pior sofrimento de sua mãe. Pois cada vez que ela ouvia os tiros, saía às ruas desesperadamente atrás do filho, temendo encontrá-lo morto.

“Lembro de uma vez em que encontrei o rival que atirou no meu pai. Eu estava com a arma na cabeça dele em um beco. Não sabia como, minha mãe apareceu do nada naquele lugar e disse que eu não tinha o direito de tirar a vida de ninguém, que ela não admitia o filho dela ser bandido, nem assassino e que para eu atirar nele, teria que atirar nela também. Não matei aquele homem graças a Deus e a coragem de minha mãe”, diz Ednilson.

Enquanto a salvação e mudança na vida dele pareciam impossíveis para todos os demais, sua mãe, irmã Antonina, se derramava em oração intercedendo dia e noite ao Altíssimo por sua vida.

Certa vez, segundo conta nosso irmão, houve uma intensa troca de tiros e bem próximo a ele uma pessoa morreu e duas foram atingidas. Mas sem entender como, naquela época, o tiroteio estrondoso, que parecia vir de todas as direções não lhe atingia, ele saiu ileso. Chegando em casa, ainda sem saber como tinha escapado daquela cena de horror, ele ouviu sua mãe orando: “Senhor, por favor, traz meu filho em segurança. Não deixe o inimigo ceifar a vida do meu filho”. Ele começou então a crer que esse Deus Todo-Poderoso ouvia as orações e o estava livrando. Nessa mesma ocasião, não querendo ser interpelado, foi para o quarto e fingiu estar dormindo. Até que de repente sentiu uma mão ungida sobre sua cabeça, era sua mãe, clamando por libertação. E ele pôde sentir que o Senhor começou a libertá-lo nesse momento.

Enquanto havia esse mover em seu coração, a polícia procurava prendê-lo a qualquer custo. Ednilson sabia que eles já tinham autorização, para que quando o pegasse seria para matar, pois ele era considerado um bandido de alta periculosidade. Por esse motivo, Ednilson saiu de Curitiba e foi passar um tempo na casa de parentes em São Paulo. Quando retornou, sem que os pais percebessem, ele ouviu uma dura conversa em que  o pai, seu Carlos, afirmou que eles só teriam paz quando o filho morresse. No entanto, a mãe insistia que Deus lhe prometera que seu filho não morreria, e ela ainda o veria de terno pregando a Palavra. O pai, no entanto retrucou que eles só o veriam de terno quando o tivessem enterrado.

“Aquelas palavras entraram no meu coração. Eu saí dali pensando em me matar, mas o Espírito Santo não deixou. Pelo contrário. Ele me atraiu. Por uns dois meses comecei a frequentar a igreja até que um dia, senti algo tão forte em meu coração que disse a minha esposa Núbia, que hoje era o dia que nós íamos nos entregar a Cristo. Fomos ao culto e uma criança de uns oito anos estava pregando sobre o tempo de Deus, que chegara na minha vida. Mas eu, com a arma na cintura, ainda pensava: ‘Como vou aceitar Jesus se tem tanta gente querendo me matar?!’ E Deus tomou o menino para falar comigo: ‘Você acha que precisa de drogas para se sustentar, mas sou Eu que te sustento. Você acha que precisa de arma para te guardar, mas sou Eu que tenho guardado a sua vida todo esse tempo. Você não vai morrer até eu cumprir meu plano na tua vida’. E ali eu larguei a arma, larguei as drogas, o crime e entreguei minha vida a Jesus”.

Para honra e glória do nome do Senhor, desde então, Ednilson está há oito anos liberto e ganhando muitas almas para Jesus. Ele afirma que um dos maiores presentes que recebeu de Deus, foi poder retornar aos becos e vielas onde antes distribuía drogas, levando vida verdadeira. Agora a arma que carrega é a Bíblia Sagrada e não mais uma pistola. Com caminhão de som, ele e sua esposa, que na mesma semana também se entregou a Jesus e foi batizada com o Espírito Santo, evangelizam, promovem cruzadas evangelísticas falando do amor e poder de Deus, ganhando muitas vidas para Cristo. Seu pai hoje frequenta a igreja e lhe chama de  “seu pastor”. E sua mãe, contempla maravilhada a recompensa de crer, clamar e confiar em Jesus.

“Eu gostaria de dizer aos irmãos, para não desistirem de seus filhos, de seus entes queridos que ainda não conhecem a Deus. Precisamos orar mais! Vale a pena você dobrar o seu joelho pela madrugada. Eu vi muitos milagres ajoelhada, jejuando, chorando e principalmente confiando em Deus. Creia, persevere e não desista dos seus filhos”, conclama irmã Antonina.

Por, Mensageiro da Paz.

image_printImprimir

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Google Translate »