Europa e árabes criam centro ecumênico

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Centro Internacional de Diálogo inter-religioso quer “alcançar a paz mundial”

Europa e árabes criam centro ecumênicoNo final do ano de 2012, foi criado em Viena, na Áustria, o Centro Internacional para o Diálogo Inter-Religioso e Intercultural Rei Abdullah Bin Abdulaziz. O evento contou com a participação do secretário-geral da Nações Unidas, Ban Ki-moon; dos ministros das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Áustria e Espanha; e dos líderes máximos do catolicismo, do anglicanismo e da Igreja Ortodoxa, além de líderes religiosos islâmicos, protestantes, hindus, judeus e budistas.

Segundo os criadores, o centro é “um projeto que busca ampliar o diálogo entre as diferentes religiões”. A iniciativa é um patrocínio do governo da Arábia e co-patrocinado pela Áustria e Espanha e um diretório formado por representantes católicos, protestantes, ortodoxos, judeus, budistas, hinduístas e pelas três principais vertentes do Islã: xiita, wahhabista e sunita representarão seu conselho.

“A nova instituição tem como objetivo tornar-se uma ponte para facilitar o diálogo entre as religiões, a fim de melhorar a cooperação, o respeito à diversidade, justiça e paz”, disse um observador do Vaticano. O centro recebeu o nome do rei saudita, mas seus idealizadores garantem “a independência do conselho” e que “não haverá interferência política”.

“O que tentamos mostrar é que a religião não deve ser vista não como parte de um problema, mas como parte de uma solução”, resumiu o ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manoel García-Margallo. Apesar da aparente boa vontade das autoridades internacionais, a presença da Arábia Saudita foi motivo de polêmica entre diferentes grupos de ativistas, pois o país, que considerado o berço do Islã, tem uma política de intolerância às demais religiões em seu território. Apesar disso, prega-se “a promoção de uma maior tolerância na nação islâmica”.

“Os atuais conflitos na Síria e as disputas entre israelenses e palestinos são exemplos que mostram a necessidade de um entendimento a longo prazo que passa por fronteiras e identidades religiosas, nacionais, culturais e étnicas”, lembrou o secretário Ban Ki-moon, da ONU, que exaltou o projeto. Por sua vez, o rabino David Rosen, representante do judaísmo na entidade, ressaltou que o Centro tem programas para “combater a intolerância e os preconceitos”. Ele falou de um dos objetivos do projeto: “Uma primeira iniciativa envolverá as diversas comunidades religiosas − principalmente igrejas e mesquitas − para combater a mortalidade infantil e favorecer uma educação básica para a saúde. Outros pontos são, por exemplo, a assistência aos órfãos da AIDS, a educação, os problemas relacionados ao ambiente. Também temos que reconhecer que ocorrem coisas terríveis em nome da religião. Há muitos conflitos que são territoriais, para os quais a religião é explorada. Conheço muito bem a Irlanda, mas isso também vale para o Sri Lanka, para Caxemira, para a Nigéria e, particularmente, para meus país no Oriente Médio”.

O que originou a ideia desse novo centro foi a Conferência Internacional do Diálogo realizada em Madri, em 2008, com o patrocínio da Arábia Saudita. Tentando afastar as críticas de ecumenismo, o ministro espanhol José Manoel García-Margallo ressalta que trata-se de um fórum de diálogo “não entre religiões, mas entre crentes de distintas religiões que compartilham valores e princípios para fazer com que o mundo viva mais em paz, mais estável e mais harmonioso”.

Entretanto, apesar das boas intenções dos idealizadores do projeto, há ainda questionamentos. Há a questão da tolerância em regiões onde o cristianismo ainda é tratado com hostilidade, sendo há muito tempo a religião mais perseguida do mundo. E o fenômeno não se restringe apenas em áreas dominadas pelo islamismo. O hinduísmo e o budismo também são intolerantes quando o assunto é a conversão a Cristo de antigos adeptos. Entidades humanitárias recebem constantemente denúncias de maus tratos e mortes de pessoas que ousaram revelar seu desejo de seguir Jesus. Logo, diante do complexo sistema religioso dominante neste mundo, fica a pergunta: esse projeto, capitaneado, dentre outros, pela repressiva Arábia Saudita, será bom para quem? Até que ponto essa entidade pode ajudar, de fato, na diminuição dos conflitos religiosos? E não podendo ajudar muito, até que ponto ela não vai servir mesmo, na prática, como um instrumento pró-ecumenismo? Ela já conta, inclusive, com as bênçãos da ONU, que sempre foi pró-ecumenismo. Portanto, não seria essa iniciativa, por mais bem intencionada que seja, mais um significativo passo rumo à formação do contexto religioso que marcará o governo mundial do Anticristo, profetizado pela Bíblia em Apocalipse 13? A conferir.

Por, Mensageiro da Paz.

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