Eu amo porque Deus me amou

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Gota-loveNós amamos Jesus e queremos nos parecer com Ele, e este amor que temos por Ele inicialmente vem Dele. Vem de Jesus. Às vezes, nos achamos bons e importantes por amá-lO. Mas o texto bíblico diz que não passa por nós esse benefício O fato de estarmos aqui, na Igreja, é porque Ele nos amou primeiro. Não teríamos a menor chance de estarmos aqui hoje, a não ser por causa dEle. João disse: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que enviou o seu Filho Unigênito para que todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna”.

O Evangelho é entendido a partir de apóstolos como João. Tem muita gente que pensa no Evangelho de modo diferente. Se olharmos o Evangelho a partir da perspectiva de Judas, veremos a percepção do lucro. A sua ótica era que o Evangelho poderia dar muito dinheiro. Existem pessoas pensando no lucro.

A aqueles que veem o Evangelho na base do radicalismo. É tudo na base da Lei e de regras sobre regras. Ou seja, há muita gente que acha que o Evangelho é do ponto de vista do legalismo.

João tem uma percepção correta do Evangelho. João gosta de deitar com a cabeça no peito. Ele gosta de tratar como “filhinhos”. Ele vê o Evangelho de Cristo como o exercício da misericórdia. Ele pensa a misericórdia.

João entende por meio de Cristo, que o Evangelho, na sua essência, é o amor, é a caridade. Caridade é o amor que move a vontade à busca efetiva do bem de outrem e procura identificar-se com o amor de Deus. O amor de Deus não é teórico, mas é o exercício da verdadeira compaixão. A caridade é o amor que nos leva a viver e a agir, e a buscar de forma efetiva o bem dos outros. Agindo assim, nos identificamos com Jesus.

Jesus falou que nós seremos Seus discípulos se fizermos o que Ele manda. E o Seu mandamento é este: que amemos uns aos outros. Podemos praticar esse amor, porque experimentamos esse amor. Só consegue viver Jesus, quem vive o Seu amor. João coloca três coisas maravilhosas:

1º – A caridade é a capacidade de, através da misericórdia, abrir caminho para que a vida se manifeste. Está no versículo 9 de 1 João 4: “O amor de Deus para conosco manifestou-se no fato de Deus ter enviado seu Filho unigênito ao mundo para que vivamos por meio dele”.

Se você ama como Deus ama, você é um facilitador para que a vida de Deus se manifeste em outras pessoas. Sou eu que tenho essa responsabilidade. A vida precisa fluir através de nós. Somos um agente de vida.

2º – A caridade nos ensina o caminho do perdão. Está no versículo 10 de 1 João 4: “Nisto está o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi Ele quem nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados”.

É através de nós que o mundo vai conhecer o que é perdoar. Quando tenho a capacidade de perdoar e agir como Jesus, então sou luz.

Tem gente que ainda carrega mágoas e dificuldades dentro de si, e ainda não aprenderam a perdoar. O perdão que Ele me ensina é o perdão que Ele nos deu na cruz. Ele nos trouxe para perto Dele depois do perdão. É assim que devemos fazer. Perdão é ter a capacidade de apagar os erros e criar uma relação fraternal. É este o Evangelho que Deus colocou para nós: aprender a andar com os nossos irmãos.

3º – O exercício da compaixão lança fora o medo. Sim, pois nos faz parecidos com o próprio Deus. Está no versículo 18 de 1 João 4: “No amor não há medo, pelo contrário, o perfeito amor lança fora todo o medo”.

Quando começo a exercer a compaixão e a viver a prática da caridade cristã, olhando as pessoas como Deus está olhando, então eu vou ficando parecido com o Senhor Jesus. E esse amor lança fora o medo, inclusive de uma condenação, de um julgamento.

Como é bom viver aquilo que o Senhor nos ensina! O mundo precisa ver o Senhor em nós! O mundo precisa olhar para nós e ver que parecemos com Jesus. Você tem que parecer com Jesus. João disse ainda: “Se alguém diz: ‘Eu amo a Deus’, mas odeia o seu irmão, é mentiroso. Pois ninguém pode amar a Deus, a quem não vê, se não amar o seu irmão, a quem vê.”

Você é mentiroso? O mandamento de Cristo é este: quem ama a Deus no domingo de manhã, ama seu irmão todos os dias. Essa é a ótica de João. Pedro pergunta: “Quantas vezes eu deve perdoar o meu irmão? Quem é meu irmão?” Lucas 10.25 narra a Parábola do Bom Samaritano. “A quem devo amar?”, era a pergunta do mestre da Lei. E Jesus contou essa parábola. Aquele samaritano tinha azeite. Aquele homem caído não era um bandido ou viciado, era um homem comum. Um homem comum que foi ferido no meio do caminho. Foi assaltado, ferido e estava prostrado no caminho. E muita gente é religioso demais e “santo” demais que não pode ajudar esse maltrapilho na beira da estrada, caído na beira do caminho e ferido. Mas, o samaritano unge ele com azeite. Você só unge pessoas com quem você quer se relacionar. Ungir quem está bem e é um seu amigo não é nada demais. Há homens caídos que você não sabe quem são. Nós não os conhecemos, mas temos a capacidade de ajudar esses.

O samaritano tinha vinho, tinha alegria. Tem gente que está muito amargurado e triste e você pode proporcionar alegria para essas pessoas!

Ele cobriu as feridas, não deixou estas expostas. O samaritano sabia que não poderia deixar aquele homem assim. E Jesus termina a parábola dizendo: “Vá e faça a mesma coisa. É assim que o Senhor deseja, que possamos ir e fazer a mesma coisa. Pareça com Ele, vá e faça o mesmo. Em Mateus 25.31-40, lemos: “Quando, pois, o Filho do homem vier na sua glória, e todos os anjos com ele, então se sentará no seu trono glorioso; e todas as nações serão reunidas diante dele; e ele separará uns dos outros, à semelhança do pastor que separa as ovelhas dos cabritos; e porá as ovelhas a sua direita, mas os cabritos a esquerda. Então o rei dirá aos que estiverem a sua direita: vinde, benditos do meu Pai. Possui por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era estrangeiro, e me acolhestes; precisei de roupas, e me vestistes; estive doente, e me visitastes; estava na prisão e fostes visitar-me. Então os justos lhe perguntarão: Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? Quando te vimos como estrangeiro e te acolhemos, ou precisando roupas e te vestimos? Quando te vimos doente, ou na prisão e fomos visitar-te?”

Meditemos sobre essa palavra de Jesus. Mais do que isso: vivamos essa verdade em nossas próprias vidas, hoje e sempre.

Por, Carlos Pedro da Silva.

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