Estéril com infecção generalizada tem filha e é curada de câncer

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Após oito anos desenganada pelos médicos, Salatielma, da Assembleia de Deus em Picos (PI), foi totalmente curada de câncer renal e no sangue

Estéril com infecção generalizada tem filha e é curada de câncerSalatielma Campos, membro da Assembleia de Deus de Picos (PI), presidida pelo pastor Luís Pereira de Souza, viveu, por oito anos, lutas tão terríveis que chegou a desejar para si a morte. Mas, também experimentou milagres divinos que hoje geram vida através de seu testemunho, narrado por onde ela passa.

Salatielma assiste na congregação da Assembleia de Deus em Picos no bairro Passagem das Pedras, dirigida pelo pastor Edivam Silva. Aos 19 anos, ela casou-se com o jovem obreiro Daniel, no ano de 2006. Vivendo o sonho de se casarem em Deus, o jovem casal teve a lua de mel interrompida pelo primeiro grande susto. Com 15 dias de casada, Salatielma sentiu uma dor muito forte na barriga e foi levada ao hospital, pensando se tratar de algo insignificante e que logo estaria de volta ao seu lar. Mas, o que ela pensava que levaria apenas algumas horas se tornou uma peregrinação de seis meses de hospital em hospital. O diagnóstico: infecção generalizada nos dois rins e na bexiga, e 87 % do sangue infeccionado, além de dois ovários comprometidos e o útero – que descobriu na ocasião já ter uma anomalia de nascença – impossibilitado de gerar. Você pode imaginar uma jovem de 19 anos, com 15 dias de casada, ouvir tudo isso somado à sentença médica “Você é estéril, não poderá ser mãe”?

“Meu mundo desabou. Cheguei a liberar meu marido do casamento comigo. Senti-me inútil, privada do direito de ter uma família, de dar um filho ao meu esposo”, relata emocionada.

Após fervorosa campanha de oração com toda a igreja, Salatielma conta que Deus enviou uma irmã que o casal nunca tinha visto na vida para lembrá-la que “o Senhor é o Deus do impossível” e dizer que Ele estava lhe dando “o que os médicos não podiam dar”. Poucos meses depois, ela descobriu que já estava grávida! Os médicos, de fato, não compreendiam como era possível, mas a surpresa deles estava apenas começando.

O casal lembra que a infecção bacteriana piorou durante a gestação e Salatielma teve descolamento de placenta, o que a levou a passar mais de sete meses de cama. Segundo eles, já aproximadamente com cinco meses de gravidez, ela teve uma crise e os médicos disseram que o caso a levaria ao ponto de escolher entre a vida dela ou a do bebê, pois os antibióticos necessários para impedir o avanço da bactéria eram extremamente fortes e abortivos. Afirmavam categoricamente que feto algum resistiria a esses medicamentos, mas a medida era necessária, pois a vida de Salatielma estava em risco.

“Meu marido é um homem de muita fé. Ele tentava me tranquüilizar, dizendo que o que o Senhor deu, só Ele e mais nada poderia tirar”, diz Salatielma. Ela conta que no dia seguinte, após tomar os remédios que a fizeram passar muito mal, os médicos fizeram um exame. Para eles, era já o preparatório para a curetagem – procedimento para limpar os restos do aborto espontâneo. Porém, os médicos ficaram em choque, pois o batimento cardíaco do bebê estava a todo vapor. E em 2007, a filha do casal, Myekaany Kelly, nasceu de nove meses, perfeita!

Entretanto, esse milagre foi apenas o alimento para a fé do casal se manter firme no Senhor para vencer um problema ainda maior que viria pela frente. Após oito anos de luta de Salatielma contra a infecção renal, ela só piorava. A bactéria se tornava mais resistente a cada nova tentativa de tratamento, a cada medicamento, por mais forte que ele fosse. Até chegar ao ponto de ser necessária a retirada do seu rim esquerdo. E durante a cirurgia, os médicos descobriram que ela estava com câncer, um carcinoma renal maligno, que, segundo a medicina, apesar dos avanços, continua sendo o tumor urológico mais letal, que leva de 30% a 40% dos casos a óbito.

Salatielma que já era franzina, perdeu 14 quilos, nem mesmo água conseguia ingerir. Os coquetéis de remédios para combater a doença a faziam perder os cabelos, ficar com a pele esverdeada e não conseguir mais urinar. Ela conta que quando ouviu, apenas um mês depois da cirurgia, que a infecção e o câncer já tinham atingido seu outro rim e seu sangue, e nem mesmo quimioterapia ou radioterapia surtiriam efeito em seu estágio cancerígeno, ela entrou em depressão profunda. Seu quadro clínico emocional foi tão grave que ela chegou a ficar fora de si, intentando contra a própria vida. Mas, até naquele abismo o Deus Todo-Poderoso era Senhor. Ele direcionou Daniel a levar sua família para São Paulo, onde foram hospedados pela irmã de Salatielma, Givaneide, e o cunhado, Jurandir, na época não-crente. Eles foram acolhidos pela Assembleia de Deus Ministério do Belém, no bairro Marilu, dirigida pelo pastor José Luis.

“No INCA, hospital referência no país, os médicos disseram que não podiam fazer muito por mim, pois meu estágio já estava muito avançado”, lembra Salatielma. “Nessa época, meu estágio era terminal, me sentia já em decomposição. Um dia ouvi meu cunhado dizer a minha irmã que não deveria ter me trazido para São Paulo, porque deportar morto para o Piauí era muito burocrático. Chorei muito e invoquei o nome do Senhor”, conta ela.

E quando tudo parecia perdido, eles começaram mais uma campanha de oração. E após três semanas com toda a igreja em oração, Salatielma foi fazer os exames de rotina e aquela bactéria resistente a todos os tratamentos ao longo de oito anos tinha sido morta pelo poder de Jesus. O câncer tão agressivo havia desaparecido pela atuação do Senhor. O sangue de Salatielma estava completamente limpo!

“Deus já tinha usado um instrumento seu para me dizer: ‘Filha, eu vou fazer uma obra na tua vida que as pessoas não vão acreditar’. Três dias depois, eu já tinha voltado a urinar. Durante uma madrugada, sentia movimentos na minha barriga. Cheguei a mostrar ao meu marido e dizer: ‘Eu não posso estar grávida nessa situação. O que está havendo?’. E quando o médico pegou meu exame, descobri que era o Senhor operando”, glorifica.

Eles contam que após repetir mais de um exame, o próprio médico exclamou: “Meu Deus, eu não estou acreditando! Pode voltar para o seu Piauí. Você não tem mais nada!”.

“Eu nunca vou esquecer essas palavras”, diz Salatielma emocionada. “Eu gritava: ‘Jesus me curou! Jesus me curou!’. E ele respondeu: ‘Esse seu Jesus é mesmo muito forte’. Praticamente a minha família inteira entrou na sala. Meu cunhado, que era alcoólatra e não acreditava em nada, achava que todos os testemunhos de milagres eram mentiras, caiu de joelhos e aceitou Jesus. Hoje, é pregador da Palavra de Deus. Alguns enfermeiros que tinham me recebido para ser internada ‘já nas últimas’ choraram de emoção. Hoje, eu digo que nasci outra vez em julho de 2013. Voltar a urinar, a beber água… No início, eu me emocionava fazendo essas coisas que para alguns parecem tão banais. Mas eu não consigo descrever a minha alegria em tomar um copo d’água quando estou com sede, de comer e não vomitar tudo depois… Dinheiro nenhum pode se comparar a isso. Me sinto até hoje como quem sonha. Glória a Deus!”, exulta Salatielma.

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