Ele tornou-se um de nós

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Ele tornou-se um de nósO que levaria um filho, herdeiro de uma fortuna incalculável, deixar a companhia de seu pai e empreender viagem rumo a um lugar hostil e ingrato? E chegando ao lugar inóspito, declarasse aos moradores da região, que o propósito de sua visita, era convencê-los a aceitarem o convite para uma grande festa, que em breve aconteceria no palácio onde ele morava juntamente como seu pai.

E a todos os que aceitassem, passariam a ter o mesmo direito da herança, que até então pertencia somente ao filho que levara o convite. Imagine se em vez de uma recepção e aceitação fervorosa por parte dos convidados, aquele filho, enviado pelo pai bondoso, começasse a perceber que; a maioria das pessoas se encontrava ocupadas, não tinham tempo nem sequer para ouvi-lo.

Poucos podiam atendê-lo, a maioria estava cuidando de suas próprias riquezas. Sabendo que a herança oferecida pelo seu pai era maior e mais sublime que as ocupações passageiras dos convidados, o filho então decide estender o convite pelas madrugadas e feriados, pelos becos e valados, pois não queria que ninguém perdesse a oportunidade.

Durante vários dias e noites, ofereceu sem cessar convites gratuitos para a grande festa, até que começaram a duvidar de suas intenções, ao ponto de ser acusado de tentar roubar a herança que os homens daquele lugar já possuíam.

Por diversas vezes procurou o seu pai para pedir conselho sobre aquela situação, e a resposta era sempre a mesma: “Continue insistindo, filho meu. Fale do meu amor a eles, procure ganhar a confiança e o carinho de cada um, não deixe de mostrar o cuidado e compaixão que tenho por todos. Mostre a eles o poder que tenho para curá-los, restaurá-los e a intenção de oferecer uma vida de completa paz no palácio”.

Outrora, o pai já havia enviado alguns de seus servos para tentar convencê-los: “Tendo ele, pois, ainda um seu filho amado, enviou-o também a estes por derradeiro, dizendo: Ao menos terão respeito ao meu filho”. Mas aqueles lavradores disseram entre si: Este é o herdeiro; vamos, matemo-lo, e a herança será nossa. E, pegando dele, o mataram, e o lançaram fora da vinha” (Marcos 12.6-8). Parece impossível rejeitar um convite dessa importância, mas é exatamente isso que ocorre todos os dias; a riqueza do amor de Deus é mais sublime que as efêmeras demonstrações do amor humano.

Amar é um ato de entrega, o que nem sempre é visto na sociedade moderna, que acabou sendo contaminada pelo egoísmo e acorrentada pelo materialismo. A rejeição dos princípios bíblicos tem ocasionado a distorção das verdades do Evangelho. Em troca de status rejeitamos o convite para estar na ceia do Rei (Lucas 14.16-24).Tenho a impressão, que para muitos, já não basta ser salvo, é preciso provar (através do excesso de bens materiais) que Deus está conosco. O “favor” de Cristo parece estar causando em muitos, um maior constrangimento que o seu próprio “amor” (2 Coríntios 5.14).

Ignoramos o verdadeiro significado do sacrifício de Cristo, e acabamos colocando a necessidade de viver para nós mesmos acima do valor do sangue precioso, derramado por Jesus, na ocasião de sua morte. O desejo desenfreado por acumular riquezas, tem levado muitos filhos de Deus para longe de sua presença.

Ignoramos o verdadeiro significado do sacrifício de Cristo, e acabamos colocando a necessidade de viver para nós mesmos acima do valor do sangue precioso, derramado por Jesus, na ocasião de sua morte. O desejo desenfreado por acumular riquezas, tem levado muitos filhos de Deus para longe de sua presença.

Ser rico sem conhecer a Deus é viver em completa miséria. Porém, aquele que possui uma fé viva e verdadeira no Filho de Deus, pode ser considerado como dono de um grande tesouro (Mateus 13.44-46). Longe de Deus qualquer tipo de benção só servirá para trazer dores e decepções (1 Timóteo 6.9).

Todas as vezes que aquilo que chamamos de “bênçãos” começarem a transtornar nossa vida e roubar a nossa paz, com certeza é sinal de que não provêm de Deus (Provérbios 10.22).

Dificilmente uma pessoa rica, aceitaria abandonar o conforto de suas posses e viver entre os menos favorecidos de um reino inferior ao seu. Muito menos, sabendo que teria de suportar a humilhação e a rejeição por aqueles que ele havia escolhido amar. E se não bastasse, passar pela ignomínia de ouvir uma multidão (que outrora fora alimentada por ele) exigindo sua morte.

Para compreender o excelso amor de Deus pelo homem, devemos entender que o Senhor Jesus, sendo Eternamente rico, aceitou deixar sua Majestade e habitar entre nós. E não somente aceitou tomar a forma de homem, também aniquilou-se a si mesmo (Filipenses 2.5-7).

Mais que um ato de entrega, Jesus mostrou possuir um sentimento coberto de Amor e Graça, que o levou, por amor de nós, a fazer-se pobre (2 Coríntios 8.9). Jamais conheci uma pessoa, que sendo forte, desejasse tornar-se fraco, para que através de sua aparente fraqueza outorgar força aos cansados e oprimidos. Foi exatamente o que Cristo fez por nós. Jesus tornou-se pobre para poder enriquecer o coração e a alma de muitos famintos. Alguns deles viviam escondidos sob o manto de suas riquezas e posições sociais.

Sua aparência mais frágil (Isaías 53.2) foi suficiente para enriquecer a milhares (1 Coríntios 1.25). O apóstolo Paulo mostrou conhecer a riqueza de não possuir nada, exortando-nos a viver como cooperadores do ministério de Cristo, mesmo que para isso tenhamos que viver “como contristados, mas sempre alegres; como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo e possuindo tudo” (2 Coríntios 6.10).

Que nossa maior riqueza seja conhecer a Cristo. Que haja em nós o mesmo sentimento que houve nEle, que possamos morrer para as nossas vontades e vivermos para o louvor da gloria de Deus. E o que temos feito para enriquecer a outros?

Ele foi ferido e oprimido para que hoje pudéssemos ter paz (Isaías 53.5); tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores (Isaías 53.5); tirou de sobre nós a miséria de nossos pecados e colocou sobre os seus ombros (Isaías 53.6); mesmo sendo angustiado, Ele se calou para que pudéssemos ter o direito de falar com o Pai (Isaías 53.7); chorou para que pudéssemos cantar (Lucas 19.41); suportou o abandono para que pudéssemos viver em comunhão com os nossos irmãos (Marcos 14.50); morreu para que pudéssemos ter vida (Marcos 15.37).

Agora é a nossa vez de viver para Ele. “E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2 Coríntios 5.15).

Deus abençoe.

Por, Rodrigo Faria.

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