DNA mostra que todos viemos de um casal

Novo estudo corrobora anteriores, que apontam para pai e mãe comuns

A Bíblia afirma que todos os seres humanos são descendentes de um pai e uma mãe comuns, sejam eles Adão e Eva, antes de tudo, ou, posteriormente, Noé e sua esposa. Agora, mesmo cientistas céticos estão tendo que reconhecer isso, apesar de não usarem os nomes dos personagens históricos bíblicos ao declararem o mesmo. No final do ano passado, cientistas dos Estados Unidos e da Suíça anunciaram uma descoberta que aponta para essa afirmação bíblica. Estudando o DNA humano, eles descobriram que este indica que todos os seres humanos são descendentes de um pai e uma mãe comuns que apareceram entre 100 mil e 250 mil anos atrás, após um evento que quase acabou com a raça humana. Embora seja biblicamente polêmica essa datação (os dados bíblicos apontam para milhares de anos e não 100 mil anos), tal indício nos faz lembrar naturalmente do relato bíblico de Noé e sua família sobrevivendo ao dilúvio universal.

Embora os pesquisadores à frente desse estudo acreditem em uma explicação evolucionista e não estejam apontando para o Adão e Eva bíblicos ou mesmo para Noé e sua esposa, a descoberta do DNA deles provocou muito debate no meio científico, justamente por lembrar o relato bíblico e ser um dos estudos mais desafiadores já realizados. Além disso, ele coloca em cena um mistério novo para os cientistas céticos: O que aconteceu para acabar com quase toda a vida no planeta, deixando para trás apenas as pessoas que se tornariam o pai e a mãe comuns de todos os seres humanos?

Além de apontar para o relato bíblico, essas novas descobertas, como frisa o jornal britânico Daily Mail, põem em dúvida os padrões da evolução biológica atualmente aceitos pela maioria da comunidade científica. A pesquisa foi liderada pelo pesquisador sênior Mark Stoeckle e pelo pesquisador associado David Thaler, da Universidade de Basel, na Suíça, e foi publicada na revista Human Evolution.

De acordo com os pesquisadores, foram estudados os “códigos de barras” genéticos de cinco milhões de seres humanos e animais – ao todo, cerca de 100 mil espécies – para chegar a essas conclusões. Os “códigos de barras” são trechos de DNA que residem fora do núcleo das células vivas, o chamado DNA mitocondrial, que as mães passam a seus filhos de geração em geração. Essa técnica e identificação é chamada de “DNA Barcoding”.

Os pesquisadores Stoeckle e Thaler revelaram ainda em seu artigo publicado na Human Evolution que mais de 90% de todas as espécies de animais vivos hoje vêm de pais comuns que começaram a dar à luz na mesma época, em algum lugar há cerca de 250 mil anos, o que outra vez aponta para o relato bíblico sobre a origem da vida.

Diante de tais evidências, o canal de notícias norte-americano Fox News frisou, ao divulgar as descobertas, que o resultado do estudo publicado pelos referidos cientistas se alinha notavelmente com o que a Bíblia diz de duas formas notáveis: primeiro, porque ele confirma que nós descendemos de um pai e uma mãe comuns, e também que o mesmo acontece com todos os animais; e segundo, todos esses pais e mães comuns desses seres começaram a dar à luz “na mesma época”, o que demonstra uma ação orquestrada por algum mecanismo desconhecido.

Todas essas evidências se chocam frontalmente com as afirmações evolucionistas tradicionais de que todos nós seres humanos não somos filhos de um pai e uma mãe comuns; que os seres humanos existem há pelo menos 500 mil anos; e que não houve um evento recente universal que acabou com toda a humanidade, sobrando só uma família que deu prosseguimento a toda a raça humana.

Outro detalhe dessa pesquisa é que ela mostra o quanto somos ligados uns aos outros geneticamente, apesar das diferenças étnicas. “No momento em que os humanos colocam tanta ênfase nas diferenças individuais e de grupo, talvez devêssemos passar mais tempo questionando como nos parecemos uns aos outros”, destacou o Dr. Mark Stoeckle ao jornal Daily Mail ao se referir ao resultado o estudo.

Esse estudo corrobora o estudo da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, publicado em agosto de 2013 na revista Science, que afirma que há, sim, ancestrais comuns a todos os homens e todas as mulheres do mundo e que eles viveram na mesma época. Os chamados “Eva mitocondrial” e “Adão cromossomial-Y”, cujos genes podem ser encontrados em toda a humanidade, teriam vivido, segundo essa pesquisa, entre 99 mil e 148 mil anos atrás, no caso da mulher; e entre 120 mil e 156 mil anos atrás, no caso do homem, o que os coloca no mesmo período de tempo.

Segundo o pesquisador sênior desse outro estudo, o professor de genética Carlos Bustamante, da Universidade de Stanford, trabalhos anteriores indicavam que esse antepassado do homem havia vivido bem antes da mulher, mas o estudo mais aprofundado realizado em 2013 os levou a revisarem os dados.

Um detalhe interessante é que o principal autor dessa pesquisa de 2013, David Poznik, disse à época que conjecturava que outros antepassados dos seres humanos podem ter existido além desses pai e mãe comuns, mas eles devem ter “morrido por um evento ainda não identificado”. Ou seja, na tentativa de fugirem de uma narrativa próxima do Adão e Eva bíblicos, caem em uma narrativa próxima da história bíblica de Noé. Como diz um antigo dizer popular, às vezes, “se correr, o bicho pega; se ficar, o bicho come”.

Em 2016, a Dra. Rebecca L. Cann, do Departamento de Biologia da Universidade da Califórnia (EUA), em Berkeley, realizou uma pesquisa com o mesmo intuito: descobrir a origem da raça humana através do mtDNA (DNA Mitocondrial). Ela e sua equipe realizaram ao todo testes com 147 pessoas das cinco populações geográficas do mundo, de todos os grupos étnicos de seres humanos, e concluiu que todos possuíam um mtDNA idêntico. Portanto, todos teriam uma mesma ancestral em comum, uma “Eva Mitocondrial”, como estudo de 2013 já apontava.

Ao tentarem descobrir quando e onde a primeira mulher havia surgido, as pesquisas revelaram que ela era africana e teria surgido há pelo menos 200 mil anos. Essa conclusão veio por meio de métodos baseados em datação radiométrica. Entretanto, contrariando essa forma de datação, um estudo feito pelos doutores Lawrence Loewe e Siegfried Sherer mostrou antes que, se compararmos o tempo necessário para que as pequenas variações genéticas passem a fazer parte do material genético de um grupo de indivíduos com o número dessas variações do mtDNA, chegaremos à conclusão de que a primeira mulher teria surgido em algum tempo entre 6000-6500 anos atrás.

A professora An Gibbons, em sua palestra no First International Workshop on Human Mitochondrial DNA, realizado de 25 a 28 de outubro de 1997, em Washington, D.C. (EUA), e publicada na edição 279, de 1998, da revista Science, sob o título “Calibrating the Mitochondrial Clock”, afirmou que os primeiros “investigadores calcularam que a ‘Evamitocondrial’ – a mulher cujo mtDNA foi ancestral de todos os seres humanos – viveu entre 100 mil a 200 mil anos atrás, na África. Mas, utilizando o novo relógio, ela teria uns meros 6 mil anos”. O problema é que o resultado desse outro método de contagem se choca como ideal evolucionista, por isso mantém-se a outra forma de datação, que, mesmo assim, ainda vai contra os 500 mil anos para os seres humanos, caindo para 100 mil anos. É a ciência “rebolando” para tentar driblar as evidências pró-narrativa bíblica.

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