Cristãos livres da morte por milagre

Ações divinas dão livramento de prisão, de terroristas e de incêndio

Desde a sua fundação, conforme registro no Livro de Atos dos Apóstolos, capítulo 2, a Igreja de Jesus tem se defrontado com inimigos cruéis que não hesitam a fim de conceber estratégias a fim de macular a sua honra ou mesmo destruí-la. O próprio Senhor alertou Seus seguidores de que eles seriam enviados como ovelhas ao meio de lobos (Mateus 10.16), de modo que a perseguição tornou-se uma constante e o derramamento de sangue dos mártires cristãos manchou a história da humanidade.

Ao longo de sua trajetória em sua missão, os cristãos defrontaram-se com muitos obstáculos, mas da mesma maneira como o Império Romano curvou-se à mensagem do Nazareno, ainda hoje, milhares de pessoas espalhadas pelos seis continentes têm sido alvo das agências missionárias ou mesmo de evangelizadores itinerantes cujos corações ardem com zelo evangelístico. Mas o preço para cumprir os reclames da Grande Comissão (Mateus 28.16-20) é muito alto. Apesar disso, o Senhor cumpre com a Sua promessa de estar com os Seus queridos e, muitas vezes, livra-os da morte iminente, como há relatos de testemunhos mundo a fora.

No Paquistão, por exemplo, a Suprema Corte absolveu a cristã Asia Bibi da sentença de morte. A decisão foi expedida no dia 31 de outubro. O veredicto foi pronunciado pelo presidente do tribunal, Mian Saqib Nisar. A ex-prisioneira foi conduzida para um local não revelado e, de acordo com seus amigos, a família articula-se para deixar o país. O marido da paquistanesa, Ashiq Masih, teceu elogios a decisão do tribunal. “Estou muito feliz. Meus filhos estão muito felizes. Somos gratos a Deus. Somos gratos aos juízes por nos darem justiça. Sabíamos que ela é inocente”, disse ele.

A cristã de 51 anos foi presa em 2009 após acusação de suas colegas muçulmanas que afirmavam que ela havia insultado Maomé, referência máxima da religião islâmica. De acordo com as leis nacionais, tal conduta é punível com a morte no Paquistão. A cristã defendeu-se e disse que a acusação era falsa e que a sua relação com as pessoas de seu convívio sempre foi respeitosa, incluindo a citação a Maomé. O incidente alegado pelas muçulmanas aconteceu no momento em que Bibi ingeriu um gole de água enquanto trabalhava. As colegas muçulmanas acusaram-na de contaminar a água por ser cristã.

No Paquistão a lei da blasfêmia tem suas bases fundamentadas na sharia (lei islâmica), que indica a pena capital para as pessoas consideradas culpadas de blasfemar contra Maomé.

Apesar de ter sido absolvida, contudo, a sua segurança ainda é uma incógnita. Bibi não é a primeira pessoa que ficou livre da morte sob acusação de blasfêmia. Outros prisioneiros acusados de blasfêmia e libertados acabaram assassinados por extremistas islâmicos. Os radicais mataram o ex-governador do Punjab Salman Taseer e Shabbaz Bhatti em 2011. Os dois apoiaram Bibi e aspiravam o fim da Lei de Blasfêmia no país.

“Claramente ela precisará de asilo em um país ocidental onde poderá viver o restante de seus dias em paz”, disse Wilson Chowdhry, presidente da Associação Britânica de Cristãos Paquistaneses, à CBN News.

Cristã foge após quatro anos de cativeiro

A cristã nigeriana Jumai, 35 anos, e seus seis filhos foi sequestrada em abril de 2014 e mantida em cativeiro pelo grupo extremista Boko Haram, mas ela conseguiu fugir e relatou à imprensa informações sobre como estão as demais mulheres que permaneceram no cativeiro. A nigeriana é oriunda de uma cidade perto de Chibok. Naquela época aconteceu também o rapto demais de 200 meninas da escola secundária em Chibok. Segundo depoimentos, o filho mais velho de Jumai se uniu aos militantes islâmicos e organizou a fuga de sua mãe e seus irmãos.

A cristã nigeriana disse por telefone à Reuters que os extremistas proíbem liberdade de movimento para suas “esposas”. Jumai informou que apenas uma das meninas, Dorcas Yakubu, desfruta liberdade, por ter declarado em um vídeo de propaganda do Boko Haram que não deseja retornar para casa.

“Sete meninas estão em Garin Magaji, enquanto outras 50 estão em Garin Mallam, onde vivem com seus maridos e filhos”, disse o presidente da Associação dos Pais das Meninas de Chibok, Yakubu Nkenke. Ele apelou ao presidente Muhammadu Buhari por colaboração junto ao governo de Camarões a fim de resgatar as meninas prisioneiras.

Pastores são livres da morte após revelação com Jesus

Os pastores Firos e Altaf (nomes fictícios por razões de segurança) anunciavam o Evangelho em uma cidade no Oriente Médio quando foram detidos pelo imã da mesquita local e entregues à terroristas por recusarem-se a voltar para o islamismo. No dia 6 de novembro, os dois pastores foram amarrados pelos extremistas que os posicionaram de joelhos a fim de serem decapitados, mas repentinamente eles observaram o céu e viram “Jesus sentado em um trono, cercado por milhares de anjos em adoração”. De acordo com o ministério Bibles For Mideast, os prisioneiros louvaram a Deus em alta voz.

A iniciativa dos pastores deflagrou a fúria dos algozes, mas quando preparavam-se para decapitar os prisioneiros, as facas caíram inesperadamente no chão. Tomados pelo medo, fugiram desarmados. De acordo com o relato dos pastores, as cordas que os amarravam foram soltas, mas eles permaneceram ajoelhados e continuaram a louvar e agradeceram ao Senhor. Os pastores acrescentaram que foram levados com a ajuda de anjos até a casa onde os demais fiéis estavam reunidos, uma vez que os dois líderes desconheciam o novo local secreto dos cristãos. A congregação os recepcionou efusivamente e adoraram ao Senhor por muitas horas.

Pastor salva vizinhos de incêndio na Califórnia

Em meio ao terrível incêndio iniciado no dia 8 de novembro, que devastou florestas e residências no norte da Califórnia (EUA), o pastor da Igreja Batista Magalia Pines, Doug Crowder arriscou a própria vida a fim de salvar dezenas de pessoas em desespero. O incêndio foi chamado de Camp Fire, e considerado o mais letal na história da Califórnia e o pior desastre natural da região. Crowder revelou aos veículos de informação que conseguiu salvar 30 moradores, além de quatro fiéis de sua igreja. Os desabrigados foram acolhidos no templo. O pastor afirmou que ele e os demais conseguiram “escapar do inferno”.

A Associação Batista local divulgou que pelo menos três pastores regionais perderam suas casas, inclusive Crowder. O pastor disse que havia confeccionado um sermão para ser ministrado no dia 11 e o argumento girava em torno de “Fazer algo por nosso próximo”. “Eu não consegui ministrá-lo, mas nós conseguimos vivê-lo”, destaca o líder evangélico.