Cresce o número de judeus no mundo que creem em Jesus como o Messias

Maioria é de judeus messiânicos, de comunidades com práticas e crenças mais judaicas, mas também há muitos judeus evangélicos

Cresce o número de judeus no mundo que creem em Jesus como o MessiasCresce cada vez mais no mundo o número de judeus que creem em Jesus como o Messias. Acredita-se que há hoje quase meio milhão de judeus nesta situação, o que representa cerca de 4% dos judeus do mundo. A maioria, porém, ainda é de judeus messiânicos, que têm algumas comunidades com práticas e crenças mais judaicas que cristãs, mas há também muitos judeus evangélicos.

As estatísticas mais completas são sobre os judeus messiânicos. Levantamento do final de 2013, isto é, de pouco mais de um ano, revelou que o número de judeus messiânicos em todo o mundo já passava de 300 mil. Destes, aproximadamente 20 mil viviam em Israel. Fala-se hoje de quase 25 mil. Segundo os registros oficiais israelenses, este número é um recorde, uma vez que existiam em Israel menos de 100 judeus messiânicos em 1948; em 1967, eles eram 250; em 1987, chegaram a 3 mil; e em 1997, a comunidade de judeus messiânicos chegou a 5 mil. Desde 2008, o número ultrapassou a casa dos 15 mil e continua crescendo vertiginosamente.

Nas últimas décadas, o movimento de judeus que aceitam “Yeshua” (Jesus) como Messias vem crescendo principalmente, e de forma constante, no Estados Unidos. A maioria deles, como ocorre em Israel, continua mantendo as tradições do judaísmo, mas outros são menos presos às tradições judaicas. Especialistas afirmam que o movimento de judeus messiânicos se fortaleceu quando Israel se tornou uma nação novamente em 1948. Porém, a situação desse grupo em solo israelense sempre foi difícil. Mesmo assim, há hoje diferentes ministérios que têm sido bem-sucedidos no alcance dos judeus.

Algumas das missões focadas em apresentar Jesus como Messias aos judeus existem há décadas, e iniciativas desse tipo vêm se multiplicando. Algumas delas são King of Kings, Centro Caspari, Judeus para Jesus, The Christian Jew Foundation, Chosen People Ministries, Joseph Storehouse, Christian Witness to Israel, Fundação Jewish Christian e Maos, entre outras menos conhecidas. A maioria desses grupos existe há pelo menos 20 anos.

O trabalho evangelístico em Israel está sendo realizado através de congregações messiânicas locais. As maiores estão nas cidades de Tiberias, K’far Saba, Netanya, Jerusalém e Joffa. Existem hoje mais de 150 congregações messiânicas. O maior índice de conversão de judeus à fé em Jesus como Messias está entre os que imigraram de países da antiga União Soviética. O crescimento no número de judeus que têm “voltado para casa” faz com que messiânicos de diferentes países fortaleçam as comunidades já existentes.

Esse aumento no número de participantes não passou despercebido pelos grupos religiosos tradicionais da nação israelense. Seu trabalho de ação social, incluindo apoio aos que tiveram perdas durante as guerras com o Líbano e com o Hamas, por causa da doação de alimentos, roupas, remédios e outros suprimentos, faz com que eles sejam bem aceitos pelos judeus em geral.

Os pastores dessas igrejas messiânicas em Israel contam das dificuldades que passam, mas acreditam que está acontecendo uma transformação nos dias de hoje. Isso porque aumentou o reconhecimento e a aceitação dos messiânicos. Eles relatam ainda que tantos conflitos políticos e religiosos na região geram uma busca por respostas, que abrem portas para que a Boa Nova de Jesus seja espalhada.

O rabino messiânico Barry Rubin relata que “hoje, os cidadãos israelenses estão mais abertos para falar sobre Yeshua e considerar seriamente a possibilidade de que ele realmente é o Messias”. Ele acha difícil estabelecer com certeza o número de judeus que seguem a Jesus, pois em muitas famílias a pressão continua grande e ainda há casos de perseguição severa.

Os polêmicos e diversos judeus messiânicos

De todos os grupos, os mais polêmicos para os cristãos são os judeus messiânicos, que se dividem em vários segmentos, com alguns com práticas mais cristãs do que outros. De forma geral, os judeus messiânicos são um movimento que objetiva converter os judeus ao cristianismo. Entretanto, esse movimento defende a manutenção de costumes judaicos tradicionais.

Eles também não gostam muito de usar o termo “cristão”, para evitar trazer à memória os séculos de perseguição e antissemitismo que os judeus receberam na Europa por pessoas e grupos que se diziam “cristãos”. Além disso, eles creem que enfatizar a designação “cristã” significaria dar a ideia, para os judeus, que ser seguidor de Jesus implica em perder a identidade judaica, que é considerada muito importante para os judeus de forma geral.

A Bíblia permite, no caso de judeus convertidos ao cristianismo, que se guarde costumes judaicos, mas faz determinadas ressalvas. O judeu cristão, por  exemplo, pode, conforme sua cultura, guardar dias e evitar certas comidas (Romanos 14; Colossenses 2.16, 17), mas ele não pode de forma alguma estabelecer que seus irmãos em Cristo não-judeus devam fazer a mesma coisa. É preciso também deixar claro que determinados aspectos da Lei não podem ser impostos como condição para a salvação. Infelizmente, nem todas as congregações de judeus messiânicos vê dessa forma. Muitos insistem em guardar, como se fosse importantes para a salvação, mandamentos mosaicos que, após Cristo, tornaram-se obsoletos.

O caso mais grave de erros de judeus messiânicos é o de alguns seguidores que negam as doutrinas bíblicas da Trindade e da divindade de Cristo. A maioria, porém, não nega essas doutrinas.

Judeus para Jesus

Nos Estados Unidos, um dos grupos de judeus cristãos mais conhecidos e atuantes é o chamado Judeus para Jesus (“Jews for Jesus”). Eles são um grupo mundial de judeus evangélicos com sede na cidade de San Francisco , na Califórnia (EUA). Sua teologia é totalmente cristã evangélica, e eles são muito atuantes na área de evangelização, tendo se tornado destaque no jornal “The New York Times”, edição de 4 de julho de 2006, pela sua atuação evangelística na cidade de Nova York.

Todos os seus componentes são crentes com linhagem judaica. Com mais de 40 anos de história, o grupo costuma enviar centenas de missionários seus às ruas das cidades do mundo fora de Israel que tenham mais de 25 mil judeus. Há também campanhas destinadas a judeus de língua russa, judeus israelenses e judeus hassídicos.

Suas campanhas de evangelização giram, cada uma, em torno de 1,5 milhão de dólares de gastos. Os Judeus para Jesus já enviaram mailings para mais de meio milhão de lares judaicos nos Estados Unidos e DVDs em Yiddish sobre Jesus para mais de 80 mil casas de judeus ortodoxos. Eles também usam campanha de marketing com spots de rádio e anúncios em metrô e em jornais que se caracterizam pelo slogan “Jesus para os judeus”.

A sua principal atividade, no entanto, é nas ruas, onde os membros do grupo, usando camisetas coloridas estampadas “Judeus para Jesus” e adornadas com a Estrela de Davi, distribuem literatura evangelística e tentam, através de uma conversa pessoal, levar a Cristo tanto para judeus como para não-judeus.

Curiosamente, a maioria das pessoas que aceitam Jesus através do trabalho dos missionários do movimento “Judeus para Jesus” é de não-judeus, de acordo com estatísticas da própria organização. Mas, há muitos judeus também sendo alcançados e se convertendo a Cristo. O grupo envia mensalmente um boletim a mais de 100 mil famílias de judeus nos Estados Unidos e fora do país que creem em Jesus.

O grupo sofre também muita oposição pela sua atividade, principalmente de líderes das comunidades judaicas locais. Na grande evangelização de Nova York em julho de 2006, que levou as ruas mais de 200 missionários do movimento “Judeus para Jesus”, foram colocados anúncios em mais de 60 jornais alertando os judeus para “a campanha de proselitismo” do grupo e incentivando-os a “aprender mais sobre o judaísmo e tomar parte nas suas práticas”, em vez de se deixar levar pela pregação do movimento.

Na ocasião, Craig Miller, que trabalha no braço “antimissionário” do Conselho de Relações da Comunidade Judaica de Nova York, se opôs ao trabalho dos “Judeus para Jesus”, dizendo: “Esta não é uma campanha de judeus contra cristãos. É sobre a decepção pura e simples. Os grupos que estão chegando estão trazendo uma mensagem enganosa que se pode ser cristão e parte da comunidade judaica ao mesmo tempo”. O rabino Joseph Potasnik, vice-presidente executivo do Conselho de Rabinos de Nova York, acrescentou: “Não acredito que você possa ser uma vegetariano carnívoro”, referindo-se a judeus que são cristãos.

Em resposta, os seguidores do movimento “Judeus para Jesus” afirmou: “Um judeu é definido na Bíblia e na sociedade por ter nascido de pais judeus. Judeus hoje têm uma variedade de pontos de vista em relação à religião, incluindo não crer em Deus, e ainda são considerados judeus. Você pode se tornar um mau judeu, mas você não pode tornar-se um não-judeu”.

Entre os membros do grupo “Judeus para Jesus” há os que frequentam igrejas cristãs evangélicas, mas também há aqueles que pertencem as sinagogas messiânicas, congregações que ensinam que os judeus podem acreditar em Jesus sem renunciar o judaísmo, e onde se comemora feriados judaicos, embora com um enfoque cristão. Cerca de metade dos missionários que participam das campanhas evangelísticas nas cidades é de membros em tempo integral da equipe missionária da organização. Os demais são voluntários que usam os seus dias de férias para evangelizar.

Conversão de famoso rabino em Israel

Em maio de 2014, a conversão de um famoso rabino israelense surpreendeu a todos. Ela foi narrada na obra “The Rabi Who Found Messiah” (“O Rabino que Encontrou o Messias”), lançado pelo escritor evangélico Carl Gallups naquele ano, levando alguns judeus e muçulmanos à conversão ao cristianismo. O livro conta a história do rabino Yitzhak Kaduri, que faleceu em 2006 aos 108 anos de idade, e era considerado um exemplo para todos.

Kaduri era considerado por muitos “O mais venerado líder espiritual de Israel” e, quando faleceu, deixou uma carta com instruções para abri-la um ano após sua morte. No documento, o rabino afirmava que durante sua vida chegou à conclusão de que o Messias era Jesus.

Conversão futura dos judeus a Cristo

A Bíblia afirma que, no futuro, todo os remanescentes dos judeus se converterão ao Evangelho de Cristo. São vários os textos bíblicos que falam desse acontecimento futuro.

Em Zacarias 12.10, o profeta fala dessa conversão, quando os habitantes de Israel verão Aquele “a quem transpassaram” – Jesus – e se converterão. O Apóstolo Paulo fala sobre essa conversão futura da nação israelita a Cristo em Romanos 11. O profeta Isaías falou sobre isso também em Isaías 51.11 e 52.8, por exemplo.

Oremos pelo povo judeu e por seu encontro com o Messias.

Por, Mensageiro da Paz (CPAD).

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4 Responses to Cresce o número de judeus no mundo que creem em Jesus como o Messias

  1. Adão Faustino disse:

    Assim será até ao fim! Até o Rei voltar.

  2. jose augusto gomes disse:

    muito bom gosto muito igreja juaica em sinando siao mui boa els em jesus

  3. alex disse:

    a politica e o tempo nao se altera quem tem nao que perder

  4. alex disse:

    a politica e o tempo e o poder
    nao se altera quem tem nao quer perder

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