Como tratar membros da família desviados

Como tratar membros da família desviadosInfelizmente, sabemos que há um grande número de cristãos que se afastam de Deus. Não é pequeno o número de pessoas que em algum momento estiveram atuantes na igreja, cujos nomes que receberam são de personagens bíblicos, e por vezes cresceram vendo os pais seguindo o Evangelho, tiveram uma história nesse contexto cristão, mas hoje estão ressentidas com lideranças, buscam uma falsa liberdade ou não conseguem se perdoar por algo, por se verem como não merecedores do perdão de Deus. Algumas estão até mesmo na vida de crimes, nas drogas, em presídios, hospitais psiquiátricos, clínicas para recuperação de dependentes químicos etc. E sua família sentindo-se arrasada, envergonhada, de coração partido. Mas, onde há vida ainda há esperança (Eclesiastes 9.4).

Para muitos pais, cristãos mais radicais, o “desviado” é motivo de raiva, mágoa. Os tratam como uma espécie de doença contagiosa, que vai passar para os demais membros de sua família ou para o membros da igreja. Aos olhos de Deus, isso também é errado! Não somos a favor do pecado, mas devemos amar a pessoa do pecador. O ministério de Cristo é acolhedor, e o membro afastado da igreja necessita desse tratamento que reflete quem realmente é Jesus: amor. Não de discriminação e repulsa. Quantos lares não são inda mais devastados invés de sarados por não entenderem essas verdades.

O termo desviado

Esse termo “desviado” é bíblico. A Bíblia nos mostra diversos exemplos de seu uso (2 Reis 21.9; 2 Crônicas 20.32; Jeremias 8.5; Ezequiel 44.10; Daniel 9.11, etc.). Desviado é: longe do caminho, fora de mão, afastado, apartado. Que ou quem se desviou do bom caminho.

Não são poucas as pessoas que se desviaram da Palavra de Deus, as vezes, até mesmo frequentando a igreja. Quando alguém da família (filho, marido, mulher etc.) errar, não o acuse ainda mais, esse trabalho é do diabo, o acusador (Apocalipse 12.10). Não fique lhe falando palavras ameaçadoras, punitivas. Mas mostre-lhes Cristo! Use palavras de vida e mostre que você o ama, independente do que ele fez e de seus erros. Porque o que ocorreu não te agrada, não agrada a Deus, e não faz bem para ele próprio, mas mesmo assim você o ama.

Filhos afastados de Deus

Inúmeros adolescentes se afastam dos caminhos do Senhor, principalmente quando entram no Ensino Médio ou na faculdade e se deparam com um novo círculo de amigos, que exerce grande pressão grupal. É necessário entender que religião e espiritualidade são duas coisas diferentes. E nessa fase ela é provada. Naturalmente, os pais ficam desapontados, quando o filho que criou está fora dos caminhos do Senhor. Porém, mais do nunca os pais precisam demonstrar amor incondicional, pois só assim, com amor, e através do Espírito Santo de Deus, que poderão ver seus filhos voltarem.

Muitos pais se culpam quando um filho se desvia, mas por mais que você ensine a Palavra, conversão é uma decisão pessoal e de responsabilidade individual diante de Deus. Cada um precisa ter a sua história. Precisa ficar claro que é possível ter feito tudo correto a respeito da criação no aspecto espiritual e mesmo assim o filho se desviar.

Porém quando o filho ainda estiver sob a responsabilidade, os pais deverão levá-los à igreja. Não perguntar se ele quer ir ou não, se está cansado ou não, os limites são dados pelos pais e não pelos filhos.

Estratégias de sabedoria

O Senhor nos diz para buscarmos, pedirmos sabedoria e Ele nos dará (Provérbios 2.4-10). Conviver com alguém que está distante do Senhor, que não quer frequentar a igreja exige sabedoria. Não faça disso um problema familiar ainda maior, mas sempre que possível sem ser exagerado, comente algo de maravilhoso que aconteceu na igreja, não necessariamente para a pessoa afastada, e sim para toda a família presente. Convide-o para ir à igreja, mas jamais force, chantageie ou manipule uma situação. Se a pessoa não quer, o respeite e entregue-o a Deus em orações. O importante é a família viver em harmonia no lar, e ter conhecimento do Evangelho, que transparece em: amar, perdoar, acolher, socorrer, ser solidário, falar a verdade e respeitar a individualidade.

Aquele familiar que quer ajudar ao afastado deve ter um modelo de vida íntegra, limpa, transparente e jamais comentar aspectos negativos da igreja. Que o lar seja um ambiente alegre, onde o louvor e a presença de Deus se manifestem. Profetize palavras de vida. Seja paciente, persevere na oração, pedindo a Deus pela melhor forma de criar estratégias cristãs para que o familiar, distante de Deus, possa ser tocado ao arrependimento.

Muitas mulheres, por exemplo contribuem para que o Marido se converta a Cristo ou retorne a ele, através do amor, demonstrado por ele em seu comportamento. O mesmo acontece com filhos, que ao verem o exemplo e o carinho entre seus pais, acabam retornando a Cristo.

Converse na igreja, para que os irmãos da mesma faixa etária venham fazer visitas, convites. É importante que, quem faz visitas, a faça sem falar do problema, sem cobrança ou condenação. É bom que a pessoa que vista tenha experiência, perfil conselheiro, simpático e acolhedor. Terem a capacidade de ouvir mais e falar menos, e terem a convicção de que Deus está no controle de tudo. “Pois o filho do Homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las” (Lucas 9.56): “Irmãos, se algum se tem desviado da verdade, e se alguém o converter, saiba que aquele que fizer converter do erro do seu caminho um pecador, salvará da morte uma alma, e cobrirá uma multidão de pecados” (Tiago 5.19-20).

Irmãos, a sua postura é muito importante para o seu familiar. Sua vida e ações de amor podem pregar de forma até mais eficaz do que palavras. Então, exorte em amor, corrigi-o com espírito de brandura (Gálatas 6.1). Lembre-se a Palavra nos ensina a sustentar os que estão fracos e ser pacientes com todos (1 Tessalonicenses 5.14).

Valquíria Salinas Goulart.

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