Criança ressuscita após oração da fé

Outros sinais ainda acompanham fiéis onde o milagre aconteceu

Os cânticos de adoração e as orações aconteciam durante o culto realizado na Assembleia de Deus na cidade de Coronel Goulart, distrito de Álvares Machado, campo eclesiástico de Presidente Prudente (SP), liderado pelo pastor Samuel Padilha; mas de acordo com o relato do pastor auxiliar Joel Cardoso dos Santos, algo de extraordinário estava para acontecer naquela noite chuvosa de domingo.

“As portas do templo estavam cerradas por causa do forte aguaceiro que caía naquela noite em nossa cidade. A reunião estava alegre, festiva, sentíamos a presença de Deus circular entre nós. Mas na agenda divina já havia algo de inusitado para acontecer”, lembra o pastor Joel Cardoso.

As testemunhas confirmam que após a leitura oficial e oração, os fiéis ouviram alguém do lado de fora em desespero e pedia para entrar no templo. Quando o porteiro permitiu a entrada da pessoa, tratava-se de uma jovem senhora chamada Érica Pereira da Silva, que estava afastada dos apriscos do Senhor. Ela entrou acompanhada de três primas e em grande desespero: ela trazia o seu filho Deivid William Rodrigues da Silva nos braços, envolvido em uma coberta, sem vida. Imediatamente os demais que estavam em adoração também foram contagiados pela agonia da jovem mãe. A festa espiritual que acontecia deu lugar à consternação, fruto do espectro da morte que agora pairava nas mentes dos fiéis reunidos.

“Contemplamos o desespero tomar conta do ambiente, considerando que a avó da criança estava no culto. A mãe gritava a plenos pulmões: ‘O meu filho morreu! O meu filho morreu!’, em seguida ela aproximou-se da sua mãe, que estava conosco em adoração ao Senhor, e entregou o corpo do menino, imediatamente a senhora colocou o menino em meus braços. Eu verifiquei se o coração da criança estava em atividade. Sem sucesso. Logo eu coloquei o corpo sem vida em cima do púlpito, e conclamei aos fiéis que glorificassem a Deus que é o dono da vida”, relatou o pastor.

De acordo com relato da jovem, o menino foi vítima de um mal súbito, mas ele já apresentava sinais de que a sua saúde estava debilitada. Diante de uma situação complexa na qual a única saída era apelar para a fé em Deus, o pastor Joel Cardoso clamou ao Senhor, pois a vida e a morte estão sob seu domínio e cabe ao Eterno doar ou retirar o fôlego de vida conforme a passagem bíblica em Samuel, na qual Ana, esposa de Elcana e futura mãe do profeta Samuel, exalta a majestade santa no que se refere a graça divina compartilhada com a humanidade.

“Lembro-me que naquele instante eu ouvi nossos irmãos em plena adoração a Deus. Eu levantei o menino para o alto e, inspirado pela autoridade divina, disse: ‘Espírito da morte eu te repreendo em nome de Jesus! Mas e o menino Deivid? De acordo como pastor Joel Cardoso, a criança goza de plena saúde, acompanha a mãe aos cultos e o pai que comparece nos finais de semana às reuniões. Mas o que o crente deve atentar é o vaticínio do próprio Jesus de que os seus seguidores realizariam sinais maiores dos que o dEle (Jo . ). A Palavra de Deus continua cumprir-se na vida de milhões de pessoas ao redor do mundo, semprevisão de data de validade. Volta espírito de vida!’. Imediatamente, a criança chorou e regurgitou!”.

As primas que acompanharam a desesperada mãe contemplaram o milagre e fugiram do santuário, mas de acordo com o testemunho das mulheres, elas sentiram um braço a conduzi-las de volta ao templo e ao altar de Deus. O pastor Joel Cardoso e os demais intercederam junto ao Senhor pelas primas de Érica, que foram libertas da opressão exercida por entidades malignas e aceitaram a Jesus como Salvador pessoal.

Mas qual a estratégia utilizada pelos fiéis conduzidos pelo pastor Joel Cardoso, nesses rincões afastados dos grandes centros urbanos? “A nossa igreja é pequena, mas trata-se de um povo que busca a face de Deus, mas o Senhor já havia dito para mim que Ele mostraria a sua glória. Esta profecia aconteceu há três anos enquanto estava em momento de oração com a minha esposa”, relata o pastor interiorano.

Mas após o acontecimento, diversas pessoas consideraram o agir de Deus entre os crentes regionais e passaram a frequentar os cultos ou demonstraram um respeito que outrora não tinham pela igreja local. Mas a ressurreição do menino Deivid foi o único milagre ocorrido na Assembleia de Deus no interior paulista? O pastor Joel Cardoso responde: “este foi o primeiro sinal entre nós, mas outros milagres passaram a acontecer, foi como se um portal abrisse para nós”.

Não muito tempo depois destes acontecimentos acima, os crentes depararam-se com mais desafios pela frente: uma menina que ficaria presa a botas ortopédicas para o resto da vida por recomendação médica. Os especialistas disseram aos pais da jovem que como desenvolvimento da paciente, eles teriam apenas que adaptar calçados de acordo com o seu crescimento. “Os pais a levaram a um de nossos cultos, nós oramos por ela ao Senhor e os pais a acompanharam de volta ao lar, mas com os aparelhos nas mãos. Deus a havia curado”, alegra-se o pastor. A senhora Maria Ilza que passou a deslocar-se em uma cadeira de rodas, após um Acidente Vascular Cerebral (AVC), pois ficou paralítica e foi aposentada por invalidez. Os crentes intercederam em seu favor e Deus a curou, a cadeira de rodas ficou inutilizada. “Até o meu filho Rogério Massarelli foi alvo da misericórdia divina. Ele estava em viagem para o Paraguai, o motorista do ônibus perdeu a direção e arremessou o veículo contra uma árvore. Foram vítimas fatais, mas o meu filho sobreviveu: ele foi arremessado fora do ônibus e permaneceu vivo”.

Mas e o menino Deivid? De acordo como pastor Joel Cardoso, a criança goza de plena saúde, acompanha a mãe aos cultos e o pai que comparece nos finais de semana às reuniões. Mas o que o crente deve atentar é o vaticínio do próprio Jesus de que os seus seguidores realizariam sinais maiores dos que o dEle (João 14.12). A Palavra de Deus continua cumprir-se na vida de milhões de pessoas ao redor do mundo, sem previsão de data de validade.




Livre da morte e amputação da mão

Ação divina dá livramento a Johnathan Ouverney, vítima de acidente no trabalho

A vida do jovem Johnathan Ouverney Quintanilha, na época, membro da Assembleia de Deus em Salinas, distrito de Nova Friburgo, região serrana do estado do Rio de Janeiro, sofreu um revés ao sofrer um acidente em seu ambiente de trabalho e cujas consequências levaram os médicos a desenganá-lo e indicar a necessidade de amputar a sua mão direita por causa da gravidade do acidente. Mas antes, ele havia sido alertado pelo próprio Deus que algo aconteceria, mas que fazia parte do plano divino em sua vida. Johnathan lembra exatamente como o Senhor falara e que mais tarde serviu para corroborar a sua confiança no Altíssimo. “Era o dia 5 de dezembro de 2010 e eu estava em um culto programado pelo Departamento Feminino na Assembleia de Deus em Olaria, bairro de Nova Friburgo, região serrana do Rio de Janeiro. No momento da mensagem da Palavra de Deus, a preletora foi instrumentalizada pelo Senhor e alertou que alguém naquela reunião seria vítima de um acidente, considerando que ela mesma não sabia qual área do corpo seria atingida, mas que alguém seria conduzido ao hospital porque Deus queria realizar algo”.

Não muito tempo depois deste vaticínio, no dia 6 de janeiro de 2011, Johnathan trabalhava na loja Cânticos de Sião, especializada em produtos evangélicos, instrumentos musicais e eletrodomésticos quando por volta das 18h30 ele foi verificar um produto na estante a pedido de um cliente. O jovem abriu a vitrine que soltou-se e desabou sobre sua mão direita que produziu um grave ferimento em seu pulso. “O acidente resultou no corte de três dedos, incluindo os nervos palmar, mediano e radial. Naquele instante eu perdi muito sangue. Imobilizaram o meu punho e conduzido ao Hospital Municipal Raul Sertã, em Nova Friburgo, dando entrada na emergência”.

Já no hospital, os profissionais realizaram os procedimentos de limpeza do local acidentado, mas apesar do empenho dos enfermeiros, eles não conseguiam estancar a hemorragia, uma enfermeira entrou em contato com a diretoria do hospital e disse que não seria responsável por um óbito. Imediatamente, Johnathan foi encaminhado para o centro cirúrgico, mas não havia médicos no plantão e a enfermeira local também não quis “responsabilizar-se por um óbito”. “Quando ouvi essa sentença, eu clamei a Deus por misericórdia, a enfermeira observou-me e chamou pelo nome (ela é irmã do pastor Edney Schuindt, líder da 5ª Assembleia de Deus na cidade de Nova Friburgo). A profissional pediu ao maqueiro que me conduzisse para dentro da sala de cirurgia. O procedimento foi realizado ao longo de duas horas. Quando cheguei ao quarto a minha mãe e o gerente da loja onde trabalho já aguardavam-me. O médico disse que a equipe empenhou-se o máximo que pôde, mas eu precisava ainda submeter-me a outra intervenção a fim de ligar os nervos cortados”.

Mas ao dar entrada no setor de Ortopedia, Johnathan sentiu o corpo tremer na maca e um frio agonizante começou a subir de seus pés até a cabeça. Logo todo o corpo foi tomado por aquele frio sobrenatural. “Naquele momento eu ouvi uma voz assustadora que dizia o seguinte: ‘Johnathan, você pode morrer, mas se sobreviver, você ficará aleijado, será rejeitado tanto na igreja como na sociedade, e todas as promessas que o teu Deus te fez, não serão concretizadas, ninguém vai querer um deficiente’”.

A agonia produzida por aquela voz terrível cedeu lugar a tranquilidade de uma voz doce mas poderosa que lhe disse o seguinte: “Johnathan você lembra de Mefibosete que foi um homem aleijado de ambos os pés? Eu não me esqueci dele e não me esquecerei de você. Todos poderão esquecer de você, mas Eu não”. Enquanto Deus lhe falava ao coração, o jovem lembra que seu corpo aquecia e o culto no qual o Senhor vaticinou o acidente: “Alguém vai dar entrada no hospital”. Enquanto permaneceu internado, o Senhor instrumentalizou um pastor que o visitou e lhe disse que Ele solucionaria o que a Medicina não foi eficaz.

No dia 14 de novembro, o paciente foi liberado pelos médicos para voltar para casa, o argumento utilizado pelos profissionais foi de que ele corria o risco de contrair uma infecção hospitalar, mas depois de indas e vindas nos hospitais e até ameaça de amputação, Johnathan deu entrada no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) no Rio de Janeiro (RJ), no dia 27 de novembro de 2017.

O paciente foi examinado por uma junta médica e conduzido à sala de cirurgia onde permaneceu por quatro horas e meia. De acordo com Johnathan o tumor já não era mais agressivo, restando aos profissionais rasparem os nervos comprometidos. O jovem voltou ao quarto por volta das 17h30, mas à meia noite, ele acordou com manifestações divinas que o despertaram.

“Eu acordei com a porta do quarto sendo aberta, mas eu imaginei que fosse um enfermeiro, a porta fechou, voltei a dormir, nesse momento eu contemplei alguém dentro de meu quarto, eu não consegui ver o rosto mas sabia ser um homem, ele olhou para mime disse: ‘Johnathan a minha vinda é resultado das lágrimas e orações da minha Igreja’, nesse instante eu apaguei”.

Atualmente Johnathan é casado com Fernanda Moreira da Silva e trabalha na mesma loja, ele já gravou um CD (produção independente) e conduz a congregação de Varginha do campo eclesiástico da Assembleia de Deus em Salinas, distrito de Nova Friburgo (RJ), foi destacado para exercer o diaconato e pretende organizar uma escola de música em Varginha, onde mora, além de oferecer assistência social aos moradores. “Eu permaneci deficiente, mas rendo graças ao Senhor porque Ele curou-me do tumor. Hoje em dia eu estudo e toco violino na orquestra de minha igreja, apesar de apresentar limitações como consequência do acidente”.

“Nós louvamos ao Senhor pelo livramento concedido ao nosso irmão Johnathan Ouverney que continua em plena atividade na loja onde trabalha e em nossa igreja como responsável de uma de nossas congregações”.




Ela superou passado de abuso e rejeição

Após tratamento com Deus, jovem tem vida restaurada e perdoa agressor

Ela superou passado de abuso e rejeiçãoCínthia Pereira de Oliveira, 38 anos é filha caçula em uma família com dois irmãos do sexo masculino, nascida em uma família sui generis: todos os herdeiros são provenientes de pais distintos. A jovem nascida em São Paulo (SP) sofreu muito por causa dos resquícios do relacionamento de seus pais. O sentimento de rejeição dos genitores à menina foi algo que conturbou a sua infância e transformou-se em profunda amargura em seu coração, de modo que foi necessária a intervenção divina a fim de libertar Cínthia e conceder-lhe uma novidade de vida.

O ambiente contaminado pela desilusão da matriarca atingiu os integrantes da família de modo que o filho do meio ouviu palavras destrutivas e que passaram a incitar a animosidade dentro de casa. “O meu irmão passou a dizer-me que eu havia roubado o seu lugar na família! Mas com o tempo as palavras deram lugar à agressão física. Sempre que ficávamos sozinhos ele me batia e me agredia verbalmente. O meu irmão chegou ao ponto de queimar as minhas mãos com um ferro de passar roupa, lembro-me de correr desesperada e colocar minhas mãozinhas em uma bacia de água, e observar as bolhas aparecerem na mesma hora. Nesta época eu era uma criança de quatro anos de idade”, disse.

Por sua vez, a atitude da genitora era de total simpatia pelo menino, uma vez que ao sentir-se culpada pela situação de total descontrole doméstico, a proteção ao filho agressivo era garantida, mesmo sob os protestos de Cínthia. “Todas as vezes que eu denunciava os abusos de meu irmão, ele chorava e a minha mãe acreditava nele. O menino foi muito doente na infância quase chegando ao óbito em uma das ocasiões. Um tempo depois do episódio do ferro, fiquei doente, e precisei ser internada, por causa disso eu perdi o ano no pré-escolar. Eu precisava de cuidados médicos de modo que a minha mãe levou-me para o trabalho dela. Eu era a única criança na casa, e aquela decisão mudaria para sempre a minha história”.

A jovem lembra que nessa época, a carência da figura paterna começou a incomodá-la o que a fez sofrer. “A minha mãe era uma pessoa muito exigente e difícil de ser satisfeita, e por isso até hoje tenho uma séria dificuldade em receber um elogio, ou acreditar que algo está suficientemente bom”.

Mas nesse período Cínthia passou a observar o cuidado divino em seu favor, e ela acabou sendo adotada por um padre ortodoxo grego, Iakovus Klimis, patrão de sua mãe, de modo que todo o referencial de amor que não havia recebido em sua infância veio de seu novo pai. O seu bem feitor a admirava e acreditava em seu potencial, manifestou seus projetos para a sua vida, demonstrou afeto e cuidou dela até os seus últimos dias. “Emociono-me todas as vezes que falo dele, e sei que ele foi uma providência do Pai para mim. Como o Senhor me amou através daquela vida!”.

Mas também nessa fase, algum tempo depois, começaram os abusos de ordem sexual. O agressor demonstrava carinho para se aproximar da menina e depois da violência, as ameaças. O tormento durou quatro anos. Quando completou nove anos, os abusos cessaram mas o silêncio entre agressor e vítima consolidou-se por anos a fio.

“Alimentei um ódio imenso por meu agressor, cheguei a dormir com uma faca embaixo do travesseiro por um tempo. Não me sentia digna de ser amada, por sentir-me impura. Pensava em como faria pra contar para o meu futuro esposo que eu não era mais virgem. Era uma tortura”, lembra.

Apesar dos problemas enfrentados, a mãe de Cínthia era afastada dos apriscos do Senhor e voltou quando amenina nasceu. “A minha mãe desejava criar a sua filha na Casa de Deus. Aos 11 anos desci as águas batismais e aos 12 o Senhor batizou-me no Espírito Santo”. A jovem lembra das diversas experiências proporcionadas pelo Mestre, se a sua infância foi afetada pelo desamparo e dor, a adolescência foi caracterizada pelo altar. O Senhor passou a revelar a sua vontade através de sonhos. “Mas nunca me senti livre daquelas lembranças dos abusos e de toda violência que sofri”.

Mas Deus havia reservado o bálsamo que a curaria de suas feridas emocionais. Após a ministração da Palavra de Deus, a jovem de 21 anos decidiu perdoar o seu pai pelo abandono e rejeição. “Coincidentemente, depois de perder uma pessoa querida decidi conhecê-lo. Depois de uma jornada, procurando-o sozinha, finalmente o conheci. E o melhor de tudo é que não havia ressentimento algum, posso dizer que senti amor pela vida dele no mesmo instante em que nos vimos”.

Após um período curto fora dos caminhos do Senhor, e alguns erros cometidos ao longo do percurso, Cínthia teve uma experiência sobrenatural: ela lutou contra um demônio. A jovem convertida afirma ter ficado paralisada enquanto o ser do mal repetia as mesmas palavras que ouvia enquanto era violentada em sua infância. “Entendi que o Maligno tentou marcar a minha história e paralisar-me através da dor e do trauma. Mas ainda sim, meus sentimentos não mudavam. Participei de cultos e ministrações outras vezes, e embora sempre perdoasse a pessoa que machucou-me, não conseguia olhar para ele. Havia um abismo enorme entre nós”.

Mas Deus conduziu a sua filha a um processo que mais pareceu a Casa do Oleiro conforme Jeremias 18 e, de acordo com a própria Cínthia, o Eterno desejava levá-la “um pouco mais fundo, esse chamado veio de encontro a uma sede imensurável por mais de Deus”. A jovem sentia que o Espírito Santo tratou de suas chagas emocionais profundamente, de modo que o perdão tornou-se uma realidade, não uma simples retórica. “Foi um divisor de águas na minha história. E como sou grata ao Pai, porque Ele não desiste de nós! Verdadeiramente, o amor do Pai nos constrange!”.

Cínthia afirma que enquanto o Senhor a conduzia ao lugar do perdão, a paz de Cristo passou a reinar nos corações. Ela é casada há 13 anos como evangelista Joel Isaías de Oliveira.“No último Natal eu confraternizei-me com a pessoa que agrediu-me no passado, mas naquele momento meu coração estava alegre, e agradecido pelo que o Pai fez na minha vida”.




Superando graves problemas de saúde

Ela foi desenganada, mas voltou a ter uma vida normal junto aos familiares

Superando graves problemas de saúdeApós a noite de Natal do ano de 2014 na residência do pastor Deori de Almeida na qual o pastor Jorge de Souza Leite acompanhado de sua esposa Mauriza Santana Leite participaram juntamente com os amigos deixou a dona de casa exaurida e com o desejo de descansar. A Ceia de Natal na residência do ministro estava farta e foi servida muita caloria naquela noite especial, como acontece todos os anos. Este ambiente natalino regado por muito refrigerante e alimentos servidos em momentos especiais não é nenhuma novidade nesta época do ano, e os brasileiros esmeram-se em apresentar o que existe de melhor na diversificada culinária nacional. Neste ano, o casal ainda residia na cidade de Costa Rica (MS) e serviam ao Senhor na Assembleia de Deus, liderada pelo pastor Silvino Cardoso dos Santos.

Mas enquanto preparava-se para repousar, após o jantar natalino, Mauriza sentiu ânsia de vômito e satisfez a sua necessidade, logo após este intervalo, ela dirigiu-se para o quarto e o sintoma voltou e mais forte de modo que a paciente não resistiu e desmaiou nos braços do marido. Alarmado com a situação, o pastor Jorge contou com a ajuda de outro pastor, Wanderlei de Jesus, e ambos conduziram a enferma ao hospital no centro da cidade. Lá foram atendidos pela doutora Adriane Malafaia que solicitou uma bateria de exames clínicos que indicaram aneurisma cerebral e hidrocefalia.

Quando o diagnóstico foi divulgado, Mauriza já estava em coma, e a sua transferência foi realizada em caráter de emergência a fim de salvar a vida da paciente. Apesar da urgência, a paciente foi encaminhada à sala de cirurgia apenas 24 horas depois, isto é, zero hora do dia 26. O atraso no procedimento foi consequência da distância entre Costa Rica e a capital Campo Grande (310 km), e vaga no Hospital Santa Casa. Apesar das dificuldades iniciais, a cirurgia foi realizada com sucesso. A paciente ficou internada por 17 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e embora os médicos se esforçassem no sentido de recuperar a saúde de Mauriza, seus familiares mantinham a sua esperança no Senhor.

“Contamos com as orações de irmãos em mais de 40 igrejas, inclusive em Costa Rica. Mauriza teve alta da UTI e foi deslocada para a enfermaria, mas uma infecção persistia em seu organismo. Ela permaneceu por 42 dias internada no hospital, até que a infecção foi controlada. Apesar disso, a minha esposa foi liberada pelos médicos. Ela passou a ser alimentada por sonda em seu leito, e respirando por traqueostomia, mas continuava em coma”, lembra o marido.

Nesse período de recuperação, a paciente foi vítima de uma crise de anemia, para desespero do marido e dos médicos que acompanhavam o quadro clínico de Mauriza. Diante de um quadro tão avassalador os médicos não conseguiram enxergar outra alternativa para salvar a vida da paciente, e disseram ter feito todo o possível para recuperá-la, considerando que mesmo sendo transferida para a capital, ela não resistiria até chegar ao destino. Mas o Senhor manifestou a sua misericórdia para com Mauriza e sua família, no sentido de os médicos mudarem de opinião e providenciarem o seu deslocamento para a capital novamente.

“O Senhor é fiel! Os médicos indicaram transfusão de sangue e uma nova internação de 13 dias, mas ao voltar para casa, a minha esposa teve seguidas crises de falência dos rins, mas em todas essas crises vimos o agir de Deus, pois ela permaneceu com vida. Mas nos mobilizamos para levá-la para o Hospital Mater Clin, em Rondonópolis, onde permaneceu internada por uma semana, e mais uma vez voltou para casa”, explica o pastor Jorge.

Quando Mauriza completou seis meses em coma, ela manifestou uma infecção urinária muito forte, os médicos pediram uma tomografia do crânio da enferma e a hidrocefalia continuava a ser uma ameaça. Ela foi conduzida às pressas para Rondonópolis sendo atendida em um Posto de Atendimento, o seu caso era tão urgente que deveria ser internada em uma UTI, mas já existia 17 pacientes no aguardo de uma vaga neste setor no hospital regional.

Mas Deus surpreendeu o desesperado marido: foi providenciado um táxi aéreo pelo plano de saúde que contribuiu na eficácia do atendimento médico através da transferência para Ribeirão Preto (SP) direto para o Hospital São Francisco. Lá a equipe médica esmerou-se no atendimento à paciente de modo que a infecção foi controlada três dias depois, ela foi submetida a mais uma cirurgia, e os resultados começaram a aparecer: a paciente voltou a falar, deslocou-se poucos dias na cadeira de rodas, a sonda foi dispensada e passou a alimentar-se normalmente e a traqueostomia ficou de lado. Embora a sua recuperação fosse notável, os médicos prescreveram três cirurgias nos olhos para retirar um coágulo por causa do aneurisma. As cirurgias foram realizadas em Goiânia (GO). Por fim a saúde foi recuperando lentamente, mudaram-se para a cidade de Sonora (MS) e passaram a servir ao Senhor na Assembleia de Deus local, conduzida pelo pastor Juraci Camilo; ela desfruta de uma vida normal junto aos familiares e amigos e seu testemunho tem edificado as pessoas que a escutam.

“Estou bem graças a Deus! Eu posso dizer isto porque conheci pessoas de meu convívio que também apresentaram os mesmos problemas de saúde que eu enfrentei, mas não resistiram, partiram para a eternidade há muito tempo. Mas eu louvo ao Senhor porque ao acordar de meu coma, tomei conhecimento de que havia nascido mais três netos. Eu tenho cinco filhos e 10 netos. Quando caminho nas ruas as pessoas olham-me e ficam admiradas com a minha recuperação, sem nenhuma sequela”, comemora Mauriza.

O pastor Juraci Camilo glorifica a Deus por sua providência e misericórdia. “A nossa irmã atravessou o vale da sombra da morte, mas o Senhor manifestou a sua compaixão e hoje Mauriza está conosco e testifica de sua bondade”.




Ele foi vítima de enfermidades raras

Missionário tem a saúde recuperada pelo poder de Deus após sofrer com três males

Ele foi vítima de enfermidades rarasA vida do missionário maranhense Gilmar Batista da Silva é pontilhada de acontecimentos inusitados e que poderiam destruir a sua vida. Ele foi vítima de três enfermidades que debilitaram o seu organismo, duas delas raras. Atualmente casado com Jonilda Souza da Silva e pai de três filhos, o missionário relata a sua história que também serve de inspiração para quem atravessa tribulações nesta vida e cujo único consolo é confiar na providência divina. A Bíblia Sagrada mostra o que aconteceu com o patriarca Jó, como a sua fé foi provada e os amigos que o acusavam de pecados que não havia cometido, mas ele perseverou e teve a sua vida restabelecida pela graça de Deus.

“Eu sou natural da cidade de Paulo Ramos (MA), recebi Jesus Cristo como Salvador pessoal aos nove anos de idade, em uma cruzada evangelística no povoado de Jejuí (MA), no dia 20 de novembro de 2005. Fui discipulado pelo pastor João Lima Torres. Os meus avós foram pioneiros da Assembleia de Deus nesta região, mas a minha mãe estava afastada dos apriscos do Senhor, mais tarde eu afastei-me do bom caminho e optei pelo pecado. Aos 15 anos de idade, contraí hanseníase (lepra) e precisei dos cuidados médicos e evitar contato com as pessoas”, lembra o missionário. A terrível enfermidade é descrita nas Sagradas Escrituras como uma das mais temidas pelos povos da Antiguidade. O Senhor havia prescrito regras que deveriam ser observadas pelos israelitas não somente para evitar a doença mas administrar o comportamento das pessoas que contraíram a moléstia (Levíticos 13). Ao longo da narrativa bíblica é possível identificar personagens que contraíram a lepra, como o general sírio Naamã, o servo do profeta Eliseu, Geazi (2 Reis 5) e alguns homens leprosos do Reino do Norte (2 Reis 7.1-10). O Senhor Jesus deparou-se com pacientes que foram alvo de sua misericórdia (Mateus 8.2; Lucas 17.12). O jovem submeteu-se a terapia, recuperou-se mas aos 18 anos uma nova doença foi diagnosticada em seu organismo: o Linfoma de Hodgkin. Segundo os especialistas a doença é uma forma de câncer que começa nos linfonodos (gânglios) do sistema linfático, formado por órgãos e tecidos que fabricam células que atuam na imunidade e vasos que conduzem estas células através do corpo. A moléstia surge no momento em que um linfócito (mais frequentemente do tipo B) transforma-se em uma célula maligna, capaz de crescer descontroladamente e disseminar-se pelo organismo.

“Hoje reconheço que esse processo foi necessário porque eu ainda resistia em voltar aos apriscos do Senhor. Esta foi a disciplina aplicada por Deus em minha vida”, diz Gilmar.

Novamente, o jovem teria que submeter-se a exames clínicos, prescrição de remédios e tratamento a fim de recuperar a saúde. “Os médicos disseram que seria necessária a quimioterapia para a minha recuperação. Mas também alertaram que eu ficaria estéril por causa do procedimento”, relata o missionário maranhense.

Nesse período conturbado de sua vida o jovem foi destacado pelo líder da Assembleia de Deus em Lago da Pedra (MA), pastor Raimundo Francisco dos Santos para atuar na obra missionária na cidade de Dom Pedro (MA), o missionário lembra que ainda estava solteiro e com Linfoma no seu organismo, mas a doença não o impediu de anunciar a salvação em Cristo. Já em atividade na cidade maranhense, Gilmar casa-se com Jonilda Souza, que soube por intermédio do próprio noivo que seu quadro clínico inspirava cuidados. O enlace foi um verdadeiro desafio ao jovem casal e seus projetos.

Em 2007 o missionário foi destacado para trabalhar no povoado de Santa Vitória (MA), nesse período ele prestou atendimento a mais seis povoados tendo uma bicicleta como meio de transporte. “Em 2009, eu me submeti a um transplante de medula óssea, nessa época eu estava com o desafio de construir um templo em Santa Vitória e implantar congregações nos demais povoados”. Mas devido ao procedimento, Gilmar foi aconselhado pelos médicos a evitar aglomerações, contato com poeira, exposição ao Sol e evitar crianças, por elas serem portadoras de bactérias das vacinas inoculadas em seu organismo.

Enquanto trabalhava no campo missionário e cuidava de sua família, o jovem missionário manifestou sintomas de uma derradeira doença, tão perigosa quanto as duas primeiras que o acometera: depressão. O estresse provocado pelo cotidiano do interior maranhense e o casamento sem a geração de descendentes, levou-o a um turbilhão de informações negativas, contribuindo com o processo depressivo que passaria a atormentá-lo. “Mesmo assim eu continuei a trabalhar para Jesus. Conseguimos concluir a construção do templo em Santa Vitória em 120 dias; permaneci 10 meses no bairro de Pedro Primeiro, onde construímos uma congregação em 90 dias; em seguida fui para a cidade de Godofredo Viana (MA), a fim de trabalhar com o pastor Wellington Alves de Lima e assumir a congregação Ponta do Jardim”. O jovem missionário lembra que ter conseguido realizar muitas obras sem sentir nenhuma sequela em meu organismo.

Atualmente o missionário Gilmar reside em seu povoado natal de Jejuí (MA), auxilia o pastor Itamar Coelho (líder da Assembleia de Deus local), mantém o seu casamento com a esposa Jonilda e cuida de seus três filhos: Eliabe, Lemuel e Joquebede. Quanto a depressão, a doença psíquica foi vencida através de orientação médica e administração de medicamentos sem que os mesmos tivessem prejudicado a sua saúde.

“Se eu tivesse obedecido aos médicos, jamais teria conduzido mais de 200 almas aos pés de Jesus, além disso, através das orações, eu pude ver o milagre de Deus em minha vida: o nascimento de meu primeiro filho. Hoje eu tenho uma vida normal junto à minha família”.




Da vingança ao perdão pelo Evangelho

Antes bandidos, pai perdoa homem que matou seu filho após ambos se converterem

Da vingança ao perdão pelo EvangelhoO perdão ainda continua sendo um verdadeiro desafio neste mundo contaminado pelo pecado, e foi justamente esse desafio que o pastor Pedro Gusmão, líder da Assembleia de Deus Ministério Quem Se Importa, na cidade da Serra, no bairro Barcelona, teve pela frente. O líder concebeu o projeto de assistência religiosa Ministério Quem se Importa voltado para evangelizar presídios, hospitais e cracolândias das cidades satélites junto a capital. Por este motivo, em 2011, esses evangelizadores alcançaram um jovem de 19 anos. Leonardo Moraes de Souza já era um conhecido da Polícia: traficante e homicida, ele havia sido capturado pelos policiais em uma operação; afastado das ruas, deveria responder por seus atos. “A minha mãe era doméstica e meu pai, pedreiro, a situação de ambos levou-me a cogitar cometer roubos para ‘melhorar de vida’. Ao longo de minha carreira no crime, empreendia minhas fugas e voltava para a comunidade”, lembra o jovem.

Mas também havia outro homem cuja história entrelaça-se com a do então desconhecido Leonardo: o ladrão de bancos e carro forte, Hélio dos Santos Calixto, com ficha corrida desde 1994. “Aminha decisão foi movida pelo desejo de oferecer melhores condições para a minha família. Comecei com assaltos, mas depois, passei a traficar também. A minha área de atuação era a comunidade Planalto, na cidade de Linhares. Tornei-me dono da boca de fumo na região”.

Os dois homens que não se conheciam viam o negócio de suas vidas “prosperar” até que os bandidos comandados por Leonardo detectaram um intruso que negociava drogas em sua área, sob ordens de um chefe rival, o nome do “concorrente” era Patrick Calixto, 15 anos que não somente consumia drogas como as revendia. O jovem acabou assassinado por Leonardo. O cruel destino de Patrick levaria o seu pai, Hélio Calixto procurar vingança e perseguir, implacavelmente, o responsável por sua morte.

Enquanto a equipe do pastor Pedro Gusmão esforçava-se em levar a Palavra de Deus aos internos nos presídios da Grande Vitória, dois homens corriam contra o tempo a fim de garantira sobrevivência. “Eu havia jurado matar o Leonardo, onde quer que ele estivesse, por este motivo eu o procurava nas comunidades, mas como eu não o conhecia, convocava alguém que o conhecesse para eu efetuar a minha vingança. Mas para a glória do Senhor jamais consegui matá-lo”, lembra o pastor Hélio Calixto.

Corria o ano de 2011 e Leonardo fora abordado por uma cristã que o avisou sobre a sua detenção. O vaticínio amedrontou o jovem traficante que logo buscou refúgio na cidade de Viana (ES), mas acabou preso durante a madrugada pelo Grupo Operacional Tático (GOT) que o conduziu à delegacia. Mesmo preso, Leonardo já manifestava o desejo de abandonar o crime e voltar-se para Deus. “Eu fui encaminhado ao delegado José Lopes e disse para ele: ‘a partir de hoje, aminha vida vai mudar’, isto aconteceu na Delegacia de Crimes Contra Vida (DHPP), em Vitória”. Mas antes de ir para a triagem e ser deslocado para outro setor, o jovem foi evangelizado pela equipe do pastor Pedro Gusmão, mas, simultaneamente, o mal também o espreitava. “Eu havia sido capturado e estava na mesma delegacia com o Leonardo, mas como eu não o conhecia, fiquei calado, mas um dos policiais perguntou para mim se eu sabia quem era o homem que havia assassinado meu filho Patrick, fiquei interessado em conhecê-lo, o policial abriu a porta e disse para mim: ‘ali está o assassino de seu filho’”. O sangue de Hélio ferveu de ódio, chegara a oportunidade de vingar a morte de seu herdeiro.

Leonardo já estava sob custódia da Polícia e estava para ser encaminhado para o local onde ficaria preso, mas Hélio pediu ao policial que o conduzisse até o jovem traficante, mas resultou inútil: o rapaz foi para o Centro de Detenção Provisória Vila Velha 1 (CDPVV 1) e depois remanejado para quatro presídios diferentes. Enquanto isso, Hélio foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória Vila Velha 5 (CDPVV 5) e lá dentro, o assaltante resolveu contabilizar a sua fatura: já havia perdido dois filhos, três irmãos e dois amigos, todos mortos pelo tráfico. Por sua vez, Leonardo aceitou Jesus como Salvador pessoal em julho de 2011, foi discipulado e, em dezembro, desceu as águas batismais, com abandono definitivo de qualquer conexão com seu passado.

Enquanto isso, Hélio procurava ser transferido para a cadeia e pavilhão onde estava Leonardo a fim de cumprir a sua terrível promessa, mas não conseguiu. “Eu queria vingança, mas ao mesmo tempo, fui abandonado por minha família, todos ficaram com medo de aproximar-se de mim, depois da morte de familiares e pessoas próximas. Onde eu estava encarcerado, eu costumava ser abordado pelos crentes, inclusive um deles disse-me: ‘Eu vejo você de terno, pregando a Palavra de Deus’. Eu odiava os crentes e dizia que Deus não existia”. Mas após tanto sofrimento, o assaltante colocou-se de joelhos na cela e gritou: “Deus o que queres de mim? Eis-me aqui!. Depois procurei os crentes para orar em meu favor. A minha conversão aconteceu em dezembro de 2011”.

A equipe de evangelização ainda continua o seu árduo trabalho de conduzir almas aos pés de Cristo, incluindo a regeneração do ser humano, na geração de uma nova criatura, capaz de dispensar o perdão e neutralizar o ódio que destrói o homem. O pastor Pedro Gusmão soube do ocorrido, de que dois homens que foram evangelizados e discipulados pelos fiéis ligados à sua igreja, compartilhavam histórias semelhantes com conexões inquebráveis, por este motivo, urgia a necessidade de se conhecerem e perdoarem-se.

“Foi uma cena linda: o Hélio havia se tornado pastor e o Leonardo era o preletor em nosso templo-sede. A graça de Deus prevaleceu e, com a igreja lotada, os dois abraçaram-se e o perdão aconteceu entre ambos”.




Seduzido por ateísmo volta a Cristo

Perturbadora experiência espiritual com demônios levou Faustino ao altar da oração

Seduzido por ateísmo volta a CristoO jovem Faustino Monteiro de Souza recebeu Jesus como Salvador pessoal aos 17 anos, ele era oriundo de uma família tradicionalmente católica, sendo o único a confessar a fé evangélica entre seus familiares. Após a sua conversão, ele foi discipulado na Assembleia de Deus em Lago da Pedra (MA). Segundo Faustino, a sua decisão foi resultado de suas consultas à Palavra de Deus.

“Antes de minha conversão eu já lia a Bíblia Sagrada. Trata-se de um livro muito especial para mim. Eu procurei o meu amigo Gelson Lucena, que orou em meu favor. Eu iniciei as minhas leituras a partir dos sete anos de idade. Na verdade, entendi que eu era pecador e que poderia ir para o inferno. A minha decisão aconteceu no dia 27 de agosto de 2003”.

Entrementes, Faustino sempre foi um homem dedicado aos livros, segundo suas próprias palavras, seus questionamentos sempre o motivaram à busca pelo conhecimento não somente no terreno religioso, mas no campo secular também. O gosto do jovem pela Filosofia o impeliu a consultar clássicos da literatura e absorver conteúdo nem sempre salutar para uma vida com Deus. Em 2007, ele já servia em sua igreja como obreiro e iniciava a sua jornada profissional no fórum, mais tarde, em 2011, o rapaz ingressa na faculdade para estudar Direito. No ambiente acadêmico Faustino começa a familiarizar-se com as ideologias de professores e colegas descrentes na existência de Deus, no que o tornou agnóstico (os agnósticos afirmam não saber com certeza se Deus existe).

“As literaturas e conceitos debatidos por colegas e mestres começaram a minar a minha comunhão com o Senhor, e este processo levou-me a distanciar de sua presença, ou seja, não procurava mais por Ele em oração, não me consagrava mais através do jejum, e relaxei com as minhas convicções cristãs. O Senhor Jesus exortou aos seus fiéis: ‘Guarda o que tens para que não percas a tua coroa’ (Apocalipse 3.11), mas ignorei essa passagem bíblica. Com o passar do tempo, a minha situação ficou crítica”, lembra Faustino.

Mas antes de qualquer decisão, o jovem obreiro participou dos festejos do centenário da Assembleia de Deus, quando a ele foi delegada a missão de falar sobre a História da Igreja, durante a programação na cidade de Lago da Pedra. Segundo Faustino, ele foi instrumentalizado de forma contundente pelo Espírito Santo ao ministrar a Palavra de Deus nas reuniões. Após a sua participação, no mês de julho, mais tarde, em 27 de novembro de 2011, o obreiro da Casa de Deus abandona o seu posto e declara-se oficialmente ateu. Esse processo de abandono da fé também estendeu-se ao lar, pois a esposa Léia Leite Vasconcelos e os dois filhos Arthur Gabriel e Carlos Heitor ficam sem o devido amparo de Faustino.

“O Senhor falou à minha esposa e disse para ela não desistir de mim. Léia passou a frequentar os cultos de oração e Deus a transformou em uma mulher forjada no altar da intercessão durante esse período crítico de nossas vidas. Mas lembro-me de ter feito a minha última oração ao Senhor, antes de deixar de ser crente: ‘Senhor eu não estou tendo a vida que planejei para estar diante de ti, portanto decidi sair de sua casa, mas venha buscar-me e não me deixe morrer lá fora, no mundo”.

Desvinculado como Pai, e não tendo que responder por uma vida pautada na moral cristã, Faustino entregou-se a todo tipo de “prazer” com as suas devidas consequências; o seu lema a partir de então seria: “Deus não é o ente supremo descrito na Bíblia e Jesus não é o Filho de Deus”. As suas consultas a literaturas de autores céticos transformaram-no em uma pessoa agressiva em termos de fé cristã, e ele utilizava os recursos disponíveis para atacar seus defensores.

Passaram-se três anos e Faustino não manifestava o menor interesse em voltar para o aprisco do Senhor. Sua esposa, ainda confiante, mantinha a sua agenda de oração em seu favor; assim, o Altíssimo não o abandonou a própria sorte. Como passar do tempo, Faustino passou a ter visões terríveis de demônios que o atormentavam. Como não acreditava mais em Deus, atribuiu o acontecimento a alguma doença psicossomática, mas a perturbação causada pelas imagens tenebrosas que via a partir da meia noite tiraram-lhe o sono e não conseguia mais trabalhar normalmente.

“Eu enxergava imagens com perfil humano, mas a diferença é que eram entidades totalmente escuras. Eu sentia uma presença maligna quando observava essas criaturas. Mas o Senhor avisou-me que atravessaria por essa experiência: a minha esposa alertou-me que seria alvo de uma ação maligna”.

Sem saber o que fazer e esgotado por não conseguir dormir, Faustino cogitou cometer suicídio, mas ele raciocinou de forma lógica: “se o mal existe, então o bem deve existir, mas para quem eu devo pedir ajuda?”. No dia 25 de maio de 2014, Faustino sentiu estar cercado por demônios. Naquele ambiente terrível, o Espírito Santo disse para ele: “clama ao Deus que você abandonou”. “Lembrei-me da Bíblia e de Jesus, e na sala da casa do meu pai eu clamei ao Senhor. Eu disse o seguinte: ‘Jesus, me socorre porque eu estou morrendo’. Naquele instante eu atendi ao telefonema de uma missionária que trabalhava no Acre, que recebeu de Deus a ordem para orar por mim. Recebi a oração e o Senhor libertou-me, não enxerguei mais vulto nenhum, conciliei o sono e pude dormir normalmente”.

Faustino acordou um novo homem, reconciliou-se com a esposa e conversou com o pastor Francisco de Assis Gonçalves de Araújo (hoje vice-presidente da Assembleia de Deus em Lago da Pedra). Hoje Faustino é um advogado devidamente habilitado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), trabalha no Tribunal de Justiça e exerce a função de diácono, além de administrar uma congregação do campo eclesiástico de Lago da Pedra. Ele também é empresário dos ramos de autopeças, material de construção e farmacêutico. “Nós temos 12 missionários inseridos na folha de pagamento, dessa forma contribuímos para o Reino de Deus”.

O líder da Assembleia de Deus em Lago da Pedra, pastor Raimundo Francisco dos Santos jubila com a reconciliação do obreiro com o Reino de Deus.

“O nosso irmão atravessou uma experiência terrível no campo espiritual, mas o Senhor o reabilitou. Hoje ele é um homem que se dedica totalmente à Palavra de Deus”.




Traficante é resgatado por Deus

Livramento de morte chancelou nova vida para jovem envolvido na criminalidade

Traficante é resgatado por DeusA grande maioria dos criminosos iniciou a sua carreira no submundo ainda na infância, e Felipe Macedo Brasileiro, 39 anos, casado com Rossele Bezerra dos Anjos Brasileiro, entrou na estatística. Morador do Complexo da Maré, na Vila do Pinheiro, comunidade localizada na Zona Norte do Rio de Janeiro (RJ), o jovem ficou fascinado com a “vida fácil” proporcionada pelo crime. “Meus pais eram separados e eu fiz amizade com jovens que praticavam furtos, aos 12 anos eu dei início a minha trajetória na vida do crime. Eu fui detido pela primeira vez aos 13, por furto”, lembra.

A Vila do Pinheiro foi a sua área de atuação. Para quem não sabe, a escalada de um indivíduo na vida do crime obedece a uma hierarquia e Felipe começou a sua trajetória neste perigoso universo quando estava no início de sua adolescência. “Os meus amigos que praticavam furtos ingressaram no tráfico de drogas, eu fui junto com eles. Iniciei como ‘vapor’, isto é, a pessoa responsável pela venda das drogas no varejo e tem acesso direto aos consumidores, mas trabalha desarmado e por esse motivo, é o componente mais vulnerável à ação policial”.

O tempo passou e Felipe subiu o íngreme escalão do “poder” entre os bandidos. Ele conseguiu mostrar fidelidade e trabalho para seus lideres e estes logo viram um jovem determinado a tudo para ascender criminalmente. As lideranças o destacaram para a endolação (a pessoa que embala a droga), segurança (bandido responsável em proteger os arredores da boca de fumo das ações policiais e de quadrilhas rivais)e mais tarde, responsável pela comunidade (chefe abaixo do “patrão”, o mandante de toda a quadrilha local).

Enquanto militou na vida do crime, Felipe tinha certeza que poderia ser preso a qualquer momento ou morto em tiroteio com a polícia ou por traficantes rivais. Dessa forma, entregou-se a uma vida sexual desenfreada. “Então eu procriei, isso mesmo, se eu fosse morto, pelo menos a minha descendência ficaria neste mundo. Eu sou pai de 15 filhos. O meu envolvimento amoroso acontecia durante as baladas e festas funk organizadas na comunidade”, revela. Nas comunidades controladas pelo tráfico, a “vida social” de um traficante de drogas é intensa. Na verdade, as jovens e mulheres da região ficam à espreita, aguardando uma oportunidade de serem apresentadas ao chefe da boca de fumo e se tornar a “primeira dama” da favela dominada pelo crime organizado.

Mas a preocupação de Felipe não era apenas em deixar filhos neste mundo, mas com a própria vida. Ele mesmo recorda ter sido alvo da compaixão divina. “Eu estou vivo pela misericórdia de Deus, uma vez que escapei diversas vezes da morte. Dou todo o crédito ao Senhor, que livrou-me de ir para o inferno. Eu já fui detido oito vezes e ainda na infância fui encaminhado para o Instituto Padre Severino, que não existe mais”.

Mas a sua conversão aconteceu através de uma revelação divina. Enquanto participava de um evento na Vila do Pinheiro, Felipe foi abordado por Sônia, uma fiel da Assembleia de Deus Caetés, que serviu como instrumento divino para alertar-lhe que o Senhor tinha uma obra a ser realizada em sua vida e que seria alvejado, mas o Senhor o livraria da morte. De acordo com o seu relato, os crentes locais o evangelizavam, mas a sua resposta era sempre a mesma: “eu vou me converter, pastor”. Por sua vez, o pastor Roberto Costa Copquel, líder da Assembleia de Deus Vinde à Ceifa, foi um desses evangelizadores que apregoou a mensagem de fé, mas o traficante hesitava diante do convite para uma nova vida.

“O incidente previsto pela cristã aconteceu, e desenrolou-se da seguinte maneira: eu devia atender a um compromisso com o meu ‘superior’ no tráfico, embarquei no carro e a profecia cumpriu-se cabalmente. Isto ocorreu 17 dias depois da revelação. Mesmo tendo saído incólume do episódio, o tiroteio deixou-me impressionado devido a exatidão dos fatos que haviam acabado de acontecer. Eu entrei em contato com o pastor Roberto Copquel, contei que Deus livrara-me da morte certa e manifestei o meu desejo de abandonar o crime”.

A vontade de tornar-se crente esbarrava em um detalhe: Felipe ainda devia obediência aos seus superiores na vida do crime, por este motivo teve que pedir ao “dono” da comunidade que o liberasse pois decidira seguir Jesus Cristo. O bandido estava detido em Bangu 1, dentro do complexo penitenciário que leva o mesmo nome. “A vida pregressa tinha que ficar para trás, agora um horizonte abria-se para mim”, jubila Felipe. A sua transformação incluiu um período internado em uma casa de recuperação para viciados no município de Itaguaí (RJ), mas depois, ele procurou administrar suas escolhas de acordo com a Palavra de Deus. Hoje, Felipe é um chefe de família, pai de dois filhos com a atual esposa, procurou sustentar a casa através da venda de açaí. A esposa trabalha como gerente de vendas em uma grande rede de lojas de calçados femininos. “Eu ainda moro na comunidade e posso dizer que sou um exemplo de superação para as pessoas que me conheceram no passado”, comenta Felipe.

O pastor Roberto Copquel concorda com as palavras de Felipe e reitera que somente Jesus consegue proporcionar uma nova vida ao pecador. “O Senhor mostrou a sua compaixão e resgatou o nosso irmão do submundo das drogas e do crime, e continua a salvar quem deseja sair desse caminho de trevas. O Senhor continua o mesmo, cabe ao ser humano confiar nEle”.




Do crime e da mendicância para Cristo

Hoje, Danilo Martins é pastor no Rio de Janeiro (RJ) e evangeliza em favelas

Do crime e da mendicância para CristoO envolvimento com o crime começou cedo na vida de Danilo Martins Filho. Nascido em 16 de outubro de 1967, o menino criado no Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio de Janeiro (RJ), conheceu de perto a violência e a criminalidade na capital fluminense. Hoje o pastor “Danilão” – como é conhecido pelos demais fiéis da Assembleia de Deus em Bonsucesso (RJ), liderada pelo pastor Jaime Soares da Silva, e pelos moradores da região por onde perambulou – é visto como um verdadeiro milagre.

Danilo conta a sua história: “Eu fui criado sem o meu pai que passou a viver pelas ruas como mendigo. A minha mãe cuidou de mim e mais quatro crianças. O nosso sustento era proveniente de sua vida de prostituição. Mas o meu ingresso na vida do crime começou aos oito anos de idade quando um traficante pediu para eu levar munições para uma área do Complexo do Alemão denominada ‘Central’”.

O tempo passou e a família mudou-se de endereço e foi viver em outra área do Complexo chamada “Fazendinha” e neste momento de sua vida, Danilo entregou-se à bebida. O menino contava apenas 11 anos de idade. Ele lembra que não foram poucas as ocasiões que chegava em casa completamente bêbado. Mas como um abismo chama outro abismo (Salmos 42.7), o jovem envolveu-se, de fato, na vida do crime ao fazer parceria com o primo que já atuava como assaltante. “Ele assaltava as kombis que transportavam cigarros e café, mas eu também fiz parceria com outros bandidos como o ‘Durval’ e o ‘Zé Pequeno’, ambos criminosos que agiam no Complexo. Lembro-me do ‘Mineiro’ também, mas este se converteu a Jesus e abandonou a vida do crime”, comenta.

Mas se a vida do jovem Danilo já estava complicada por conta do vício da bebedeira e seu início como bandido, a situação ficaria bem mais perigosa quando decidiu “fechar o corpo” contra seus inimigos. Para isso, o rapaz recorreu aos demônios em uma visita ao cemitério e naquele ambiente assustador, fazer um pacto com o Maligno. “O trato era o seguinte: que os meus assaltos seriam promissores, sem a intervenção das autoridades. Na verdade eu queria ganhar muito dinheiro, e foi o que realmente aconteceu, pois em nossas atividades saíamos com naturalidade sem nenhuma interferência da polícia”.

O jovem iludido pelos assaltos realizados e com o dinheiro adquirido nos roubos, decidiu investir pesado na cocaína, narcótico que passaria a ser seu companheiro constante. Se o pacto com os demônios o transformara em um bandido impiedoso, ele adotou um apelido que o tornaria mais sombrio. “Escolhi o nome Jason, devido ao filme de terror cujo protagonista é um assassino armado com um facão. Pois bem, adotei o uso do tal facão e passei a ameaçar as minhas vítimas com a arma em punho”. O ex-assaltante lembra-se de uma investida na qual ele e seus “colegas” embarcaram em um ônibus com destino ao Paraguai, todos utilizando nomes falsos para não serem reconhecidos. Ao longo da viagem, em plena Avenida Brasil, no Rio de Janeiro, a quadrilha anuncia o assalto, Danilo retira o facão de dentro de uma mochila e passa a intimidar os passageiros; um deles, um senhor com uma aliança na mão esquerda foi o alvo do jovem assaltante. Ele ordenou que o homem retirasse a aliança, mas devido a dificuldade em tirar o objeto do dedo, o rapaz perdeu a paciência e disse ao homem que pusesse a mão no braço da poltrona que “em um só golpe eu resolveria o problema”, mas ao arremessar a sua arma contra a mão do passageiro, ele retirou e o braço da poltrona que foi partido ao meio. “Eu gritei: ‘como é que não sai do dedo?’ Em seguida, eu arremessei o facão contra o rosto daquele senhor. Mais tarde, ao contarmos o dinheiro de nosso roubo, a cena gravada em minha mente perturbou-me de tal maneira que eu não aguentei e passei a chorar compulsivamente. Ninguém conseguia acalmar-me. Até hoje eu lembro daquela cena com o rosto do homem ensanguentado”.

A saúde do jovem assaltante não era das melhores, o seu organismo entrou em processo de deterioração com o consumo de bebidas e narcóticos e o resultado foram crises de epilepsia. Além do mais, o vício do álcool afastou-o de seus companheiros. “Eles passaram a me chamar de ‘vacilão’, isto porque não havia mais condições de eu acompanhá-los nos assaltos”. Embora casado com a jovem Luciene, Danilo mudou-se para as ruas e sua vida como mendigo foi degradante: o seu vício em bebidas alcoólicas fez com que se humilhasse a fim de ganhar um copo de cachaça dos donos de botecos da região e exalava odor desagradável por não manter a higiene corporal. O jovem decidiu então cometer suicídio. Tentou matar-se duas vezes, sem sucesso. “Em uma das tentativas, eu ingeri diversos comprimidos de Gardenal acompanhados de bebida alcoólica. Eu dormi dois dias e já havia pessoas preocupadas com a minha suposta morte”.

Desesperado, o rapaz lembrou-se de alguém que poderia compadecer-se de sua situação e estender a mão amiga. “Eu fiz uma oração a Deus sobre o meu desejo em mudar de vida, depois eu compareci a um culto na congregação Fonte da Vida, filial da Assembleia de Deus em Bonsucesso. Era o ano de 2003. Durante o culto o demônio manifestou-se mas fui liberto pelo poder do Senhor. Eu também fui curado da epilepsia, pois a doença desapareceu. Eu já havia procurado os Alcoólicos Anônimos e até a feitiçaria, sem resultado”.

Hoje o pastor “Danilão” transporta viciados para acompanhamento em clínicas especializadas e costuma comparecer em bailes funks para anunciar a salvação por intermédio de Jesus, além de possuir passaporte para as suas viagens internacionais. “Eu sou casado há 31 anos, na época eu e minha esposa éramos adolescentes. Ela tinha 16 anos e eu 18. A minha filha Fernanda mora nos Estados Unidos, tem 27 anos, é casada há três com um norte-americano. Eu dou glória a Deus por minha libertação”.

O pastor Jaime Soares exulta na recuperação de Danilo e no evangelismo que realiza.

“O Danilo é um obreiro de valor, porque a sua recuperação é um exemplo a ser seguido por todos aqueles que almejam a sua ressocialização. Deus o tem instrumentalizado na salvação de outras pessoas também”.




Presbítero é livre duas vezes da morte

Mãe é recompensada por sua fé e testemunha sobre milagres na vida de seu filho

Presbítero é livre duas vezes da morteO presbítero Gérson de Oliveira (foto 1) é um testemunho vivo da compaixão divina, uma vez que dede a tenra infância o Senhor tem dispensado o seu favor e garantido saúde quando a Medicina já o desenganara. O obreiro é filho do presbítero Alexandre de Oliveira (in memoriam) e Hilda Bertoldo (foto 2), 76 anos, que sempre demonstrou uma fé inabalável no Criador. O pai de Gérson pertencia ao setor 39 – 15 de Novembro ligada à Assembleia de Deus no Belém (SP), na capital paulista, igreja liderada pelo pastor José Wellington Bezerra da Costa. Levando em conta os milagres registrados nas páginas da Bíblia Sagrada, sem esquecer na recuperação da saúde dos inválidos e ressurreição dos mortos, como aconteceu no lar da viúva de Sarepta (1 Reis 17.17-24), da sunamita (2 Reis 4.32-34) e do homem que tocou nos ossos do falecido profeta Eliseu (2 Reis 13.21)sem esquecer o mais emblemático, a ressurreição de Lázaro (João 11.43, 44).

A saúde de Gérson começou a dar sinais de que nem tudo estava bem em sua infância, a sua mãe revela que aos seis meses de idade, o pequeno manifestou sintomas de uma severa desidratação. O menino foi analisado pelos médicos que receitaram o soro que poderia devolver-lhe a saúde. O sofrimento do filho levou-a a procurar ajuda do pastor Paiva Figueiredo, responsável pela Assembleia de Deus no bairro de Vicente de Carvalho. O obreiro intercedeu junto ao Senhor em favor da saúde da criança e durante o clamor, o menino chorou e transpirou muito, de modo que encharcou a roupinha que utilizava. O pastor aconselhou o casal a alimentá-lo e aguardar o agir de Deus. A criança não apresentou mais nenhum sintoma de desidratação, e cresceu com saúde.

Mas ao completar 24 anos em 1989, mais uma vez o seu organismo foi alvo de uma enfermidade fatal: a leucemia. Os médicos que o examinaram não lhe deram esperanças e o estágio era terminal, inclusive disseram que em seu caso somente um milagre o salvaria.

Os especialistas explicam que a leucemia é uma doença que ataca os glóbulos brancos (leucócitos) e cuja origem, na maioria dos casos, desconhecida. A principal característica é o acúmulo de células jovens (blásticas) anormais localizadas na medula óssea, que acabam por substituir as células sanguíneas normais. As células sanguíneas são formadas na medula, que ocupa a cavidade dos ossos, conhecida popularmente por tutano. Neste local são encontradas as células mães ou precursoras, que dão origem aos elementos do sangue: glóbulos brancos, glóbulos vermelhos (hemácias ou eritrócitos) e plaquetas.

Os sintomas mais relevantes da Leucemia são resultado do acúmulo dessas células na medula óssea. De acordo com os especialistas, o processo impede ou prejudica a produção dos glóbulos vermelhos (anemia), dos glóbulos brancos (infecções) e das plaquetas (hemorragias). A rápida progressão da doença e seu diagnóstico fazem com que o paciente inicie o tratamento, juntamente com a classificação da doença.

Os médicos explicam que geralmente a causa da leucemia é desconhecida, o tratamento visa tão somente destruir as células leucêmicas, com o objetivo de que a medula óssea volte a produzir células normais. Mas para que o paciente alcance a cura total da leucemia é administrada a associação de medicamentos (poliquimoterapia), controle das complicações infecciosas e hemorrágicas e prevenção ou combate da enfermidade no sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal).

Nesse momento de sua vida, ele havia sido contratado por uma empresa, tendo sido considerado apto para exercer as suas funções com autorização por escrito do médico que o examinara. Porém, depois de uma semana, passou a sentir febre intermitente e ter hematomas por todo o corpo. A severidade da doença o deixou com o semblante abatido. “Algumas pessoas de meu convívio chegaram a afirmar que eu estava com Aids”, lembra.

Quando os familiares decidiram levá-lo ao médico, o jovem manifestou ao pai o seu interesse em voltar aos apriscos do Senhor.

“Quando meu filho foi desenganado fiz um voto ao Senhor: se meu filho saísse daquela UTI com vida e curado, esse relato seria publicado de modo que outras vidas pudessem ser alcançadas e edificadas através dele”, revela a sua mãe Hilda.

A mãe recorda quando Gérson permaneceu 30 dias internado, em estado crítico, de modo que foram necessários 10 doadores de sangue. Mas no momento em que Gérson foi agraciado com a cura divina, ele encerrou por conta própria o tratamento quimioterápico. A sua mãe lembra do ocorrido.

“Quando ele saiu do hospital, eu agradeci a Deus, mas o tratamento prosseguiu, com a administração da quimioterapia, mas o meu filho compareceu ao local uma única vez para submeter-se ao procedimento. Gérson disse que fora curado por Deus, portanto, não precisava mais dos medicamentos. Passou um ano e meu filho não apresentou nenhum tipo de problema orgânico”, conta Hilda.

Hoje Gérson de Oliveira está com 52 anos, está casado, pai de duas filhas e com dois netos. A esposa não comungava a fé evangélica mas aceitou a Jesus como Salvador pessoal, sendo a atual dirigente do Círculo de Oração da igreja paulista.

A idosa é só gratidão com a cura do filho, mesmo depois de quase 30 anos do ocorrido. “Quando o Senhor realiza algo na vida do ser humano, Ele faz a obra completa. Eu acreditei que Deus nos concederia essa graça. Jamais perdi a esperança, porque essa foi a segunda vez que o Senhor me deu ele de volta”.