Categoria: Sobre Israel

A Terra Prometida e a Terra da Promessa

Os nossos olhos viram os sorrisos emocionados e apertos de mãos calorosos. A cordialidade entre o novo presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ficou estampada diante de outros nove chefes de governo, além de outros vice-representantes e líderes de organizações internacionais na cerimônia de posse do mandatário brasileiro. O primeiro-ministro israelense não disfarçou a sua alegria durante a sua visita oficial ao Brasil. A sua viagem ao país sul-americano era a primeira de uma pessoa de seu status político desde o estabelecimento do Estado Hebreu em 1948. Para alguns, Netanyahu, sua esposa Sara e o filho Yair apenas escapavam da situação política tensa que experimentam em seu país de origem, debaixo de acusações e pedidos de renúncia, principalmente por parte do Partido Trabalhista e seu líder, Avi Gabbay. Entretanto, o encontro entre os dois chefes de Estado já é considerado um marco histórico. “Israel é a Terra Prometida e o Brasil é a terra da promessa. Israel quer ser parceiro do Brasil nessa empreitada”, foram as palavras ditas por Netanyahu em seu encontro com Bolsonaro no Forte de Copacabana.

O Brasil entoando os Cânticos dos Degraus

Subir a Jerusalém – o sonho de todos os peregrinos vai muito além dos cerca de metros de altitude que alcança o relevo da cidade santa, também chamada de Salém, Jebus, Cidade de Davi, Cidade do Grande Rei, Sião, Cidade de Deus e Cidade de Justiça. Quando subimos a Jerusalém ultrapassamos o sentido geográfico do termo e fazemos de todo e qualquer lugar da Terra um lugar mais baixo, dada à excelência do lugar escolhido por Deus para, a partir dali, instruir os povos, remir com o precioso sangue do Cordeiro e, num breve futuro, estabelecer Seu trono e reger as nações. Ainda que os atos de seus habitantes tenham despertado o lamento de Jesus sobre a cidade, sua glória não lhe foi tirada, bem como não cessou o Senhor de despertar intercessores que clamam sobre ela de dia e de noite, até que seja efetivamente estabelecida como objeto de louvor. As promessas de Deus acerca de sua Ariel (leão de Deus) permanecem firmes.

Israel e os habitantes do deserto

Habitantes dos desertos do Oriente Médio e do norte da África, os beduínos têm seu nome derivado das palavras al bedu, habitantes das terras abertas, ou al beit, povo da tenda. Provavelmente surgiram na Antiguidade remota e habitavam o norte da África. Dispersaram-se após a expansão árabe do século . Na Arábia viveram seus grupos principais, sofrendo com conflitos pelos poços e pastagens. Cada grupo é composto por várias famílias, compondo uma tribo, ou hamula, sob a liderança de um xeque. Conforme a importância de seus ancestrais, dividem-se em mais ou menos nobres. Os grupos nobres criam camelos, sendo a presença desses animais um símbolo de status social e importância econômica. Em suas tendas, anteriormente tecidas em pelo de cabra, dedicam-se à conservação de suas tradições, à prática do islamismo e aos negócios.

A brotação de Israel ao cheiro das águas

A comparação entre homens e árvores feita por Jó e registrada no capítulo 14 de seu livro faz concluir que é melhor a condição dos vegetais do que a dos filhos de Adão. Segundo o desabado do sofredor, há a esperança do renascimento, mesmo tendo chegado a um estado agravado de sequidão, tendo restado apenas uma raiz envelhecida, ainda assim há, para a árvore, a esperança da brotação. O tempo do renascimento é marcado pela expressão “mereyiachmayim” – cheiro das águas – divisor entre a quase morte e a vida exuberante.

O selo da Torah arde em nossos corações

O selo da Torah arde em nossos corações“Levarei comigo, em meu coração, o selo da Torah de Moisés, e suas palavras pairarão para sempre diante de meus olhos”. A bela afirmativa, feita por um ancião de longas barbas brancas, fronte alta e olhos meigos pode parecer ter sido a expressão de um velho rabino, legando aos seus ouvintes o testemunho de sua fé pessoal. No entanto, quem a proferiu foi o imperador brasileiro Dom Pedro II, por ocasião de sua visita à sinagoga de Bruxelas, no ano de 1871. Não é de espantar que aquele que comandou o Império entre os anos de 1841 e 1889, ano da Proclamação da República, pudesse assim se expressar, em língua hebraica. Dom Pedro alcançou fluência em várias línguas, tornando-se imortal da Academia Francesa e membro da Liga dos Quarenta Sábios em Paris. Traduziu e publicou a tradução de canções tradicionais hebraicas, resgatando à comunidade alguns tesouros esquecidos. A fluência foi resultado de anos de dedicação nos estudos, iniciados com um professor judeu sueco de nome Akerblom, ao qual se seguiram outros, uma vez que o aprofundamento linguístico foi uma atividade que percorreu toda a sua vida.

Parashiot e haftarot: leituras em paralelo para uma perfeita consolação

Parashiot e haftarot - leituras em paralelo para uma perfeita consolaçãoFoi durante o governo de Antíoco Epifanes, entre os anos 175 e 164 AC, que os judeus começaram a fazer a leitura regular de trechos dos profetas no serviço a Deus nas sinagogas. A medida deu-se em resposta à tentativa frustrada do governador de origem greco-síria de impedir a leitura da Torah. Diante da proibição desse homem que tanto afrontou Israel, os líderes religiosos passaram a selecionar porções dos profetas que contivessem mensagens próximas àquelas que teriam sido levadas ao povo não fosse a proibição. Há, portanto, um paralelismo entre a porção da Torah, e a leitura dos profetas. Mais tarde, quando do fim da proibição da leitura da Lei, o estudo dos profetas permaneceu como uma leitura complementar.

Israel: herança de Deus

Israel - herança de DeusO World Israel News Staff anunciou no último dia 8 de julho o resultado da pesquisa publicada pela US News and World Report no dia anterior, que classificou Israel como o oitavo país mais poderoso do mundo. O trabalho avaliou 80 países e envolveu 21 mil pessoas que consideraram a influência da nação, o poder político, o poder econômico e o poder militar. Na subárea do poder político foram levados em conta, entre outros aspectos, a influência política, as alianças internacionais e as alianças militares. Os atributos alinharam os países pesquisados e com melhores resultados da seguinte maneira: em primeiro lugar, os EUA, seguidos da Rússia, China, Alemanha, Grã-Bretanha, França, Japão e Israel.

“Nada além de Bíblias”

Nada além de BíbliasNo curso das muitas comemorações que tiveram lugar em Israel por ocasião de seu aniversário de fundação, destacaram-se as transferências das embaixadas dos EUA, da Guatemala e do Paraguai. O presidente do terceiro país a fazer o deslocamento, Horacio Cartes, assim se manifestou: “A decisão concretiza outro acontecimento histórico em nossos vigorosos laços de amizade, que coincide com a comemoração da criação do Estado de Israel, que meu país acompanhou nas Nações Unidas, decidida e decisivamente, há 70 anos”. O premier israelense, Benjamin Netanyahu respondeu com alegria que “este é um grande dia para Israel e um grande dia para o Paraguai, um grande dia para nossa amizade… nós lembramos de nossos amigos. Obrigado Horacio, obrigado Paraguai”. Lembrou, ainda, a maneira como aquele país ajudou judeus a escaparem da Alemanha nazista: “Vocês fizeram isso antes do Holocausto, durante o Holocausto e depois do Holocausto. Um ato de benevolência e misericórdia que estará sempre em nosso coração”.

Perspectiva de vitória para Israel

Perspectiva de vitória para Israel“E acontecia que, quando Moisés erguia as mãos, Israel prevalecia” (Êxodo 17.11a) O Tratado Mishnah ensina que a vitória de Israel sobre os amalequitas no vale de Refidim não foi alcançada por alguma ação externa e milagrosa operada pelas mãos de Moisés. A tradição judaica não atribui aqui, ao homem que foi o instrumento através do qual o Eterno operou tantas maravilhas, qualquer poder especial, como um gesto mágico que fizesse depender dele próprio a vitória do povo do Senhor, a Quem seja toda a honra, a glória e o louvor para sempre. Para a Mishnah, a guerra conduzida por Josué, tendo as figuras de Moisés, Arão e Ur sobre o cume do outeiro, foi vencida no campo interior, a partir daquilo que ocorria dentro do coração de cada um dos filhos de Israel. As mãos erguidas do filho de Joquebede fizeram com que aquela que foi a primeira batalha enfrentada recém libertos tivesse um direcionamento correto. Moisés apontou para o alto, para os céus, único lugar de onde pode vir o socorro, a esperança, a força e a vitória. Assim, nos corações, todo o tempo em que prevaleceu a certeza de que o Senhor estava no controle, houve vitória na peleja. Quanto essa convicção desfalecia, os amalequitas prevaleceram. Arão e Ur ajudaram o líder na tarefa, por vezes árdua, de manter clara a melhor direção para os olhos do povo.

Por princípio, Jerusalém, capital de Israel

Por princípio, Jerusalém, capital de IsraelA expressão latina “pacta sunt servanda” expressa um princípio basilar do Direito Internacional e significa que os acordos devem ser cumpridos. Ora, não se pode obrigar um Estado Nacional a cumprir um tratado, mas, uma vez que opte por tornar-se signatário, o país torna-se comprometido em fazer valer e a cumprir seus termos. Esse importante princípio está sujeito a um outro, maior, pois é baseado na boa-fé de que um tratado não pode interferir nas disposições que digam respeito ao direito interno das nações. Assim, o “pacta sunt servanda” tem por limite o “jus cogens” (direito cogente), que são as normas irrevogáveis, premissas mesmo do Direito. Antes dos pactos, por exemplo, figura a autodeterminação dos povos, sua soberania, o direito básico de se autorreger, inclusive a liberdade de estabelecer sua capital, o centro de suas decisões políticas e o núcleo de sua visão sobre si mesmo e sobre seu território.

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