Categoria: Respostas

Ditadores cruéis e assassinos que ocupam a liderança de países

Como entender Romanos 13.1 diante da atuação de autoridades sanguinárias?

Sempre deparamo-nos com esta indagação e passamos a considerar o ensino do apóstolo Paulo em sua carta endereçada aos cristãos romanos. Como compreender a existência de autoridades civis cruéis no mundo em que vivemos, diante do que o Apóstolo dos Gentios alertou a comunidade cristã na capital do Império, que não somente conquistou mas mantinha o mundo conhecido sob a sua égide? “Sendo o conceito de autoridade no Novo Testamento, vem termo grego exousia, que originalmente significava, o poder e a liberdade de escolha, e que veio a significar, o poder de direito de agir, possuir e controlar (dicionário bíblico Wycliffe, pg. 239). O governo civil é uma autoridade “delegada” por Deus para manter a ordem do povo, na comunidade em que vive, assim como a autoridade eclesiástica na igreja e os pais no lar, contra uma anarquia e a corrupção generalizada, para o bem-estar da comunidade.

Jesus fez um acordo com os demônios que possuíam o gadareno?

Segundo Marcos 5.1-20 e Lucas 8.26-39, o pedido deles de não serem lançados no abismo foi atendido pelo Senhor, que os enviou para uma manada de porcos.

A história retrata o pior estado que o ser humano pode chegar: Ser possuído por demônios. Aquela alma, não controlava aquele corpo, ele era controlado pelos demônios, de maneira que nenhuma cadeia ou força humana podia detê-la. Ele foi liberto! O contexto histórico e as pessoas envolvidas serão determinantes para uma interpretação correta da mensagem divina e assim responder a pergunta em questão. Essa história assemelha-se como Antigo Testamento. Jesus permitiu que os demônios possuíssemos porcos. No Antigo Testamento, Deus permitiu que um demônio tomasse os lábios dos profetas de Acabe. O demônio declarou que seria um espírito de mentira agindo entre os profetas. Entender a razão pela qual Deus permitiu que o demônio de mentira tomasse os lábios dos profetas de Acabe, nos ajudará e entender a permissão para que os demônios possuíssemos porcos. Acabe, o rei que teve seus profetas enganados pelo espírito de mentira, reinava sobre dez tribos da nação de Israel; aquelas que seguiram a rebelião de Jeroboão após a morte de Salomão.

Há contradição entre ter que amar e aborrecer pais, irmãos, filhos e esposa para ser discípulo de Jesus?

Como cumprir o mandamento de Jesus, sobre amarmos uns aos outros (João 13.34-35), se Ele diz que ninguém pode ser seu discípulo a menos que aborreça seus pais, seus irmãos, seus filhos ou sua esposa (Lucas 14.26)?

Obviamente que não há nenhuma contradição entre o novo mandamento de Jesus de amar-mos uns aos outros (João 13.34-45), e o desafio proposto por Cristo aos Seus verdadeiros seguidores (Lucas 14.26). Basta olharmos com atenção, no contexto e propósito em que o Senhor transmitiu cada uma destas instruções.

No primeiro texto (João 13.34, 35), Jesus dá aos Seus discípulos o mandamento de amar uns aos outros como Ele os havia amado. O Senhor coloca-se como modelo deste amor que Ele quer que Seus discípulos pratiquem entre eles. A recomendação do Senhor é bem clara: “Como eu vos amei”. Certamente o Senhor amou profundamente Seus discípulos, mas isso não o impediu de rejeitar o nefasto pedido de Tiago e João de sentar-se um à direita e outro à esquerda de Cristo em sua glória, dizendo-lhes claramente: “Não sabeis o que pedis” (Mateus 10.35-40). Seu verdadeiro amor também não O impediu de repreender severamente a Pedro quando este lhe aconselhava a que não fosse para a cruz, dizendo-lhe: “Para trás de mim Satanás, que me serve de escândalo” (Mateus 16.23). A Palavra de Deus é clara: “O Senhor repreende aquele a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem” (Provérbios 3.12). Portanto, amarmos uns aos outros não significa completa ausência de discordância. Podemos e devemos discordar das pessoas que amamos quando seus conceitos e atitudes ferem os princípios e mandamentos dAquele a quem devotamos todo nosso amor (Mateus 22.37).

Foram Tiago e João ou a mãe deles que fez pedido a Jesus?

Como explicar a aparente contradição entre Mateus 20.20, 21 e Marcos 10.35-37? Quem fez o pedido dos assentos ao lado do Mestre em Seu Reino, Tiago e João ou a mãe deles?

Parece haver uma hipotética contradição nos registros dos evangelistas Mateus e Marcos. O primeiro registra (20.20, 21) que a mãe de Tiago e de João, filhos de Zebedeu, fez o pedido ao Senhor. Marcos relata o fato dizendo que foram os filhos de Zebedeu, Tiago e João, que arrogaram o pedido de assentarem ao lado de Jesus em Seu Reino (10.35-37). Como entender esta aparente contradição?

Os bens levados do Egito pelos hebreus foram frutos de roubo?

Como entender a parte final de Êxodo 3.21,22, que fala em despojar ao Egito, e tantos outros textos semelhantes, se há o Mandamento que diz “Não Roubarás” (Êxodo 20.15)?

Com a ajuda de Deus, tentaremos elucidar uma pergunta que não quer calar e que parece uma contradição nas Sagradas Escrituras sobre o mandamento divino de não furtar (Êxodo 20.15), por analogia também não roubar (que fala de tomar com violência) e o despojo que os israelitas fizeram aos egípcios por ocasião do êxodo. Vejamos algumas considerações.

Mulheres de cabelos longos em referência aos anjos

Em 1 Coríntios 11.10, quando Paulo aconselha as mulheres a cultivarem cabelos compridos em referência aos anjos, o que exatamente o apóstolo estava querendo dizer?

A passagem de 1 Coríntios 11.2-16 trata de questões relacionadas ao culto público, da maneira como homens e mulheres deveriam se apresentar. O texto apresenta diversas nuances metafóricas e culturais do período romano que exigem informações além daquelas obtidas com a leitura do texto e o estudo das palavras. É importante entender o significado simbólico do estilo do cabelo e das roupas, que, entre outras coisas, está relacionado à autopercepção da identidade de sexo e classe, ao respeito ou à indiferença em relação à percepção dos outros e ao discernimento da circunstância.

Relação da fé com a salvação

Efésios 2 sugere que a fé salvífica é um dom […] Sendo assim, então a salvação alcança apenas àqueles a quem Deus der o dom, e nesse caso estaria certa a tese de que a salvação é limitada a um grupo de predestinados.

Quando Paulo se refere à salvação pela graça (“pela graça sois salvos”), quer dizer que a possibilidade de ser salvo foi criada por Deus, e é uma ação única e exclusiva de Deus em favor dos homens, por isso é graça. Deus deliberadamente decide salvar o ser humano, através da obra de Cristo, “por meio da fé”. Paulo a coloca como a confiança na ideia de que por meio dela o homem alcança a salvação. Portanto, a confiança na salvação (criada por Deus) é de responsabilidade humana e é a condição para a salvação.

Falar em línguas é dom ou é um sinal?

Há diferença entre o falar em línguas como sinal e como dom?

Antes de responder a essa pergunta é necessário entender que cada escritor bíblico precisa ser lido nos seus próprios termos. Nem sempre o mesmo assunto é discutido da mesma forma em dois autores bíblicos diferentes. Esse é o caso do falar em línguas, conhecido também pela expressão grega glossolalia. Apenas o apóstolo Paulo e o evangelista Lucas falam da glossolalia no Novo Testamento. Será que Lucas, que é o autor de Atos dos Apóstolos, e Paulo, o autor da Primeira Carta aos Coríntios, queriam dizer a mesma coisa quando falavam da glossolalia? Ora, várias evidências textuais apontam para uma resposta negativa.

Teste de fidelidade apenas para mulher?

Como entender Números 5.11-31?

A pergunta de nosso leitor é pertinente, considerando que nós servimos a um Deus imparcial e não faz acepção de pessoas. Nos tempos da Antiga Aliança, a moralidade sexual para a mulher era estrita e severa. A mulher era casada com um homem e quando este suspeitava que a esposa estava tendo relacionamento extra conjugal, e ela confessasse o seu pecado, ela era condenada a pena capital que era aplicada com pedradas até a sua morte. Mas no caso de dúvidas, a lei contra a infidelidade conjugal exigia que o marido conduzisse a sua esposa diante do sacerdote que, depois de descrever a norma que condena este pecado, a escrevia num pergaminho e, antes que as letras secassem, mergulhava a sentença num recipiente com água à qual era acrescentado um pó amargo. Esta água amarga, tendo dissolvido as palavras condenatórias, dava-se à mulher para beber e, mediante a intervenção divina, se a mulher fosse culpada, cairia doente, com inchação no ventre e infecção do útero, descaimento da coxa, arrastando a perna ao andar, dando mostras de sua infidelidade (Números 5.27). Mas se a mulher fosse inocente, estaria livre da terrível condenação, e estaria livre para gerar filhos (Números 5.28).

Pais férteis transgridem ao não terem filhos?

Se um casal fértil evita de ter filhos, eles transgridem a indicação de Gênesis 1.28 acerca da manutenção da espécie humana?

Após criar o ser humano, em sua natureza e configuração sexual binária, homem e mulher, ou “macho” e “fêmea”, e ordenou que o casal frutificasse e se multiplicasse, e enchesse a terra (Gênesis 1.27, 28). Esse foi o plano original de Deus para que a raça humana se multiplicasse, e povoasse todo o planeta.

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