Cristãos livres da morte por milagre

Ações divinas dão livramento de prisão, de terroristas e de incêndio

Desde a sua fundação, conforme registro no Livro de Atos dos Apóstolos, capítulo 2, a Igreja de Jesus tem se defrontado com inimigos cruéis que não hesitam a fim de conceber estratégias a fim de macular a sua honra ou mesmo destruí-la. O próprio Senhor alertou Seus seguidores de que eles seriam enviados como ovelhas ao meio de lobos (Mateus 10.16), de modo que a perseguição tornou-se uma constante e o derramamento de sangue dos mártires cristãos manchou a história da humanidade.

Ao longo de sua trajetória em sua missão, os cristãos defrontaram-se com muitos obstáculos, mas da mesma maneira como o Império Romano curvou-se à mensagem do Nazareno, ainda hoje, milhares de pessoas espalhadas pelos seis continentes têm sido alvo das agências missionárias ou mesmo de evangelizadores itinerantes cujos corações ardem com zelo evangelístico. Mas o preço para cumprir os reclames da Grande Comissão (Mateus 28.16-20) é muito alto. Apesar disso, o Senhor cumpre com a Sua promessa de estar com os Seus queridos e, muitas vezes, livra-os da morte iminente, como há relatos de testemunhos mundo a fora.

No Paquistão, por exemplo, a Suprema Corte absolveu a cristã Asia Bibi da sentença de morte. A decisão foi expedida no dia 31 de outubro. O veredicto foi pronunciado pelo presidente do tribunal, Mian Saqib Nisar. A ex-prisioneira foi conduzida para um local não revelado e, de acordo com seus amigos, a família articula-se para deixar o país. O marido da paquistanesa, Ashiq Masih, teceu elogios a decisão do tribunal. “Estou muito feliz. Meus filhos estão muito felizes. Somos gratos a Deus. Somos gratos aos juízes por nos darem justiça. Sabíamos que ela é inocente”, disse ele.

A cristã de 51 anos foi presa em 2009 após acusação de suas colegas muçulmanas que afirmavam que ela havia insultado Maomé, referência máxima da religião islâmica. De acordo com as leis nacionais, tal conduta é punível com a morte no Paquistão. A cristã defendeu-se e disse que a acusação era falsa e que a sua relação com as pessoas de seu convívio sempre foi respeitosa, incluindo a citação a Maomé. O incidente alegado pelas muçulmanas aconteceu no momento em que Bibi ingeriu um gole de água enquanto trabalhava. As colegas muçulmanas acusaram-na de contaminar a água por ser cristã.

No Paquistão a lei da blasfêmia tem suas bases fundamentadas na sharia (lei islâmica), que indica a pena capital para as pessoas consideradas culpadas de blasfemar contra Maomé.

Apesar de ter sido absolvida, contudo, a sua segurança ainda é uma incógnita. Bibi não é a primeira pessoa que ficou livre da morte sob acusação de blasfêmia. Outros prisioneiros acusados de blasfêmia e libertados acabaram assassinados por extremistas islâmicos. Os radicais mataram o ex-governador do Punjab Salman Taseer e Shabbaz Bhatti em 2011. Os dois apoiaram Bibi e aspiravam o fim da Lei de Blasfêmia no país.

“Claramente ela precisará de asilo em um país ocidental onde poderá viver o restante de seus dias em paz”, disse Wilson Chowdhry, presidente da Associação Britânica de Cristãos Paquistaneses, à CBN News.

Cristã foge após quatro anos de cativeiro

A cristã nigeriana Jumai, 35 anos, e seus seis filhos foi sequestrada em abril de 2014 e mantida em cativeiro pelo grupo extremista Boko Haram, mas ela conseguiu fugir e relatou à imprensa informações sobre como estão as demais mulheres que permaneceram no cativeiro. A nigeriana é oriunda de uma cidade perto de Chibok. Naquela época aconteceu também o rapto demais de 200 meninas da escola secundária em Chibok. Segundo depoimentos, o filho mais velho de Jumai se uniu aos militantes islâmicos e organizou a fuga de sua mãe e seus irmãos.

A cristã nigeriana disse por telefone à Reuters que os extremistas proíbem liberdade de movimento para suas “esposas”. Jumai informou que apenas uma das meninas, Dorcas Yakubu, desfruta liberdade, por ter declarado em um vídeo de propaganda do Boko Haram que não deseja retornar para casa.

“Sete meninas estão em Garin Magaji, enquanto outras 50 estão em Garin Mallam, onde vivem com seus maridos e filhos”, disse o presidente da Associação dos Pais das Meninas de Chibok, Yakubu Nkenke. Ele apelou ao presidente Muhammadu Buhari por colaboração junto ao governo de Camarões a fim de resgatar as meninas prisioneiras.

Pastores são livres da morte após revelação com Jesus

Os pastores Firos e Altaf (nomes fictícios por razões de segurança) anunciavam o Evangelho em uma cidade no Oriente Médio quando foram detidos pelo imã da mesquita local e entregues à terroristas por recusarem-se a voltar para o islamismo. No dia 6 de novembro, os dois pastores foram amarrados pelos extremistas que os posicionaram de joelhos a fim de serem decapitados, mas repentinamente eles observaram o céu e viram “Jesus sentado em um trono, cercado por milhares de anjos em adoração”. De acordo com o ministério Bibles For Mideast, os prisioneiros louvaram a Deus em alta voz.

A iniciativa dos pastores deflagrou a fúria dos algozes, mas quando preparavam-se para decapitar os prisioneiros, as facas caíram inesperadamente no chão. Tomados pelo medo, fugiram desarmados. De acordo com o relato dos pastores, as cordas que os amarravam foram soltas, mas eles permaneceram ajoelhados e continuaram a louvar e agradeceram ao Senhor. Os pastores acrescentaram que foram levados com a ajuda de anjos até a casa onde os demais fiéis estavam reunidos, uma vez que os dois líderes desconheciam o novo local secreto dos cristãos. A congregação os recepcionou efusivamente e adoraram ao Senhor por muitas horas.

Pastor salva vizinhos de incêndio na Califórnia

Em meio ao terrível incêndio iniciado no dia 8 de novembro, que devastou florestas e residências no norte da Califórnia (EUA), o pastor da Igreja Batista Magalia Pines, Doug Crowder arriscou a própria vida a fim de salvar dezenas de pessoas em desespero. O incêndio foi chamado de Camp Fire, e considerado o mais letal na história da Califórnia e o pior desastre natural da região. Crowder revelou aos veículos de informação que conseguiu salvar 30 moradores, além de quatro fiéis de sua igreja. Os desabrigados foram acolhidos no templo. O pastor afirmou que ele e os demais conseguiram “escapar do inferno”.

A Associação Batista local divulgou que pelo menos três pastores regionais perderam suas casas, inclusive Crowder. O pastor disse que havia confeccionado um sermão para ser ministrado no dia 11 e o argumento girava em torno de “Fazer algo por nosso próximo”. “Eu não consegui ministrá-lo, mas nós conseguimos vivê-lo”, destaca o líder evangélico.




Governo persegue cristãos em Angola?

Centenas de templos são fechados por Lei que visa legalizar igrejas

Em Angola, na África, um decreto Executivo Conjunto (01/2018) apresentado no dia 5 de outubro pelos Ministérios do Interior, da Administração do Território e Reforma do Estado, da Justiça e Direitos Humanos e da Cultura tem gerado alvoroço da parte de muitos cristãos no país. Por conta da medida do governo, nos últimos dias vídeos vêm circulando na internet de pastores pedindo orações pelos cristãos em Angola, que, segundo eles, estão sofrendo intensa perseguição.

Afinal de contas, que decreto é esse e o que está acontecendo no país do Continente Africano? O que diz o governo e o que dizem os cristãos, sobretudo os líderes das igrejas?

Segundo o documento emitido, as igrejas cristãs que funcionam no país sem o devido registro legal, sem personalidade jurídica, deveriam se regularizar no prazo de 30 dias, a partir de sua publicação. Para seu reconhecimento, as denominações possuidoras dos requisitos mínimos devem se submeter às medidas do Instituto Nacional para Assuntos Religiosos (INAR), órgão do Ministério da Cultura. Segundo estimativas oficiais, as denominações religiosas não reconhecidas no país passam de 1,2 mil. Apenas 81 igrejas estão dentro dos requisitos legais.

Uma das formas que algumas igrejas em Angola encontraram para funcionar foi o ingresso em plataformas ecumênicas, criadas para agrupar e ajudar no processo de reconhecimento do exercício religioso, mas seis delas foram extintas pelo decreto.

Segundo o site de notícias angola 24 horas, “após a extinção das seis plataformas ecumênicas em Angola, o Executivo lançou a ‘Operação Resgate’, que já levou ao encerramento de cerca de 500 igrejas em todo país. A maior parte delas, cerca de 200, foi encerrada em Cabinda”.

Dados os fatos, um protesto liderado pela Ordem de Pastores Evangélicos de Angola (OPEA), realizado no início de dezembro, reuniu fiéis da maioria das confissões religiões encerradas e teve como objetivo “apelar à liberdade religiosa”, que, segundo Lubrado Vicente, da Comissão Técnica da OPEA, “está em risco”. “Já recorremos, escrevemos a todos os grupos parlamentares escrevemos ao Presidente da República e não temos nenhuma resposta, o que nos resta é ir para a rua com uma multidão para protestarmos contra a medida do Governo”, garante Vicente. Quanto ao processo de reforma da nova lei para a legalização das igrejas, reiterando, a OPEA diz não ter sido consultada pelo Governo.

Segundo os pastores que buscam legalizar as situações das igrejas que lideram, um dos requisitos que dificultam é que a denominação religiosa “deve ser subscrita por um mínimo de 100 mil fiéis, devendo as assinaturas serem reconhecidas no notário e recolhidas num mínimo de 2 terços do total das províncias”, conforme está na Lei nº 2/04 de 21 de maio. Dentre as exigências impostas, as igrejas também“devem abster-se de realizar propaganda enganosa nos cultos, práticas e atos que atentam contra os direitos econômicos, sociais e culturais dos cidadãos”.

Há alguns anos no Brasil, mas com contato diário com seus parentes na África, o angolano Manuel Matheus, que cursa Teologia no Instituto de Ensino Teológico de Campo Grande (IETECG), ligado a Assembleia de Deus em Doutor Augusto Vasconcelos (ADAV) no Rio de Janeiro (RJ), diz que o que está acontecendo em Angola “não é bem perseguição do ponto de vista da palavra”. Matheus diz que hoje em Angola muitas pessoas estão abrindo seus ministérios próprios, criando uma onda de abertura de muitas igrejas sem o devido preparo de seus ministros, e, na maioria das vezes, como foco de ganharem dinheiro à custa da Palavra e do povo. “Há casos onde alguns ditos ‘profetas’ estão cobrando a famosa consulta profética no valor de R$ 300 a 350 (trezentos a trezentos e cinquenta reais) para atenderem o povo e darem respostas às questões dos que os buscam”, comenta. O jovem estudante, diz ter consciência plena de que o que está acontecendo no momento em Angola não é mesmo perseguição religiosa, “pois é correta a forma que o governo está tratando este fenômeno de que qualquer pessoa abra a sua própria igreja sem critérios, mas por outro lado é preocupante, porque não se sabe na verdade como será o quadro daqui uns cinco anos; se as medidas do governo visam apenas isso mesmo”.

Autoridades em Angola pedem a colaboração das igrejas ilegais, como pontua o chefe do Departamento da Cultura, Juventude e Desportos da província angolana da Huíla, Bernardino Gabriel: “As igrejas que se encontram nessa situação devem colaborar com as autoridades administrativas no sentido de procurarmos as melhores vias de sanar estes males que vêm acontecendo”. Na Huíla, 52 igrejas são tidas como legais, 94 ilegais e 12 aguardam por reconhecimento, enquanto que 61 igrejas têm os seus processos pendentes.

A decisão do Governo de encerrar igrejas, de acordo com o pastor Nelson Kuassa, da Igreja Visão Cristã, partiu de um diálogo exclusivo em que algumas igrejas foram ignoradas. A crítica de Kuassa é que o Executivo “consultou as igrejas pelas quais ele se identifica”. “Isso é injustiça em termos de lei porque a nossa constituição defende que os cidadãos devem ser considerados numa base de equidade”, comenta.

Para o reverendo Francisco D. Sebastião, presidente da Assembleia de Deus Pentecostal Ministério do Maculusso, “o Estado tem procurado regular a atividade religiosa no país, a fim de evitar a proliferação dos charlatães em nome de Deus”. Mesmo com a igreja que lidera devidamente registrada e legalizada, sem queixar-se, pontua o líder: “Algumas de nossas congregações que estão em residências em locais não apropriados foram encerradas e isto obriga-nos a trabalhar para melhorar”. Outro ponto destacado pelo reverendo Francisco é que, segundo ele, “a decisão também ajuda evitar a insubordinação juvenil religiosa de muitos aos seus líderes”.




Evangélicos no governo: conheça os ministros evangélicos de Bolsonaro

Primeiro presidente conservador após redemocratização do Brasil declara que considera o seu mandato como uma “missão de Deus” em favor do país

Neste 1º de janeiro, Jair Messias Bolsonaro, 63 anos, eleito em 28 de outubro de 2018 com 57,8 milhões dos votos (55.13% dos votos válidos), entrará para a história como o primeiro presidente conservador após a redemocratização do país e que assumirá a Presidência tendo o Congresso Nacional mais conservador de toda a sua história. Só na Câmara Federal, como divulgado na edição passada deste jornal, mais de 300 das 513 cadeiras são de parlamentares declaradamente conservadores. Pesquisa CNI/Ibope divulgada em 13 de dezembro mostra também que o novo governo assume com impressionantes 75% de apoio da população.

A onda de otimismo é grande, e isso é muito importante, porque muitos são os desafios que o novo governo enfrentará e que devem ser alvo de nossas orações. Dentre eles, podemos destacar pelo menos cinco como sendo os principais: reformas urgentes a serem feitas na área previdenciária e fiscal; o enxugamento da máquina pública; o combate à corrupção e à violência; uma reforma na educação brasileira; e a diminuição dos problemas sociais, especialmente no Nordeste brasileiro. Se o atual governo conseguir resolver pelo menos metade desses problemas, ele já terá marcado a história de nosso país para sempre.

Não é nada fácil, mas, em um primeiro momento, anima a população brasileira saber que o novo governo assume com ministérios ocupados principalmente por técnicos, especialistas na área, com grande potencial para implementar as mudanças que o país precisa. Inclusive, alguns dos nomes escolhidos para ocupar os 22 ministérios da gestão Bolsonaro são quase que unanimidade no país, como é o caso, por exemplo, do ministro da Justiça, o ex-juiz Sérgio Moro.

E por falar da equipe de governo, vamos conhecer nesta edição do jornal Mensageiro da Paz os “evangélicos do presidente”: os quatro ministros de Estado escolhidos por Bolsonaro que são evangélicos e que, juntamente com a também evangélica primeira-dama Michelle Bolsonaro – 38 anos, membro da Igreja Batista Atitude no Rio de Janeiro (RJ) e que deve desempenhar importante papel na área social do atual governo –, serão de grande importância para que essas transformações aconteçam.

Onyx Lorenzoni, ministro da Casa Civil

O gaúcho Onyx Lorenzoni, 64 anos, é membro da Igreja Evangélica Luterana, filiado ao DEM e um dos deputados mais atuantes na Câmara Federal nos últimos anos, sendo considerado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) um dos 100 parlamentares mais influentes do Congresso Nacional.

Ele foi deputado estadual no Rio Grande do Sul de 1995 a 2003 e deputado federal de 2003 a 2018, tendo nesse período sido ferrenho crítico do PT; líder do DEM na Câmara dos Deputados (2007); presidente da Comissão de Agricultura da Câmara (2008 e 2009); membro de dez comissões parlamentares de inquérito (CPI), dentre elas algumas famosas como a CPI dos Correios e a CPI da Petrobrás; relator das Normas de Combate à Corrupção e da Comissão que analisou as medidas de combate à corrupção; foi um dos principais nomes na luta pelo impeachment de Dilma Rousseff; foi a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos, das “10 Medidas Contra a Corrupção” proposta pelo Ministério Público Federal e da prisão em segunda instância; foi contra a anistia ao caixa 2 e contra a continuidade do foro privilegiado; e foi defensor da Reforma Trabalhista de abril de 2017, proposta pelo então ministro do Trabalho do governo Temer, o também gaúcho, deputado federal e pastor assembleiano Ronaldo Nogueira (PTB).

Acusado de ter recebido cerca de 200 mil reais de caixa 2 da JBS em 2014, ele surpreendeu assumindo publicamente a ilegalidade em 2017, manifestando seu compromisso de pagar o que era devido e mantendo sua posição de 2016 contra o projeto de anistia de caixa 2. Seu processo nesse caso, assim como o de outros nove parlamentares, foi arquivado em junho de 2018. No final do ano passado, porém, uma nova denúncia foi aberta contra ele sobre um pagamento ilegal ocorrido em 2012, o qual Onyx nega.

Perguntado sobre o caso no início de dezembro, o presidente Bolsonaro disse confiar na palavra de seu amigo, mas que, se as investigações confirmarem a ilegalidade de 2012, Onyx será demitido. Onyx foi nomeado o ministro extraordinário que comandou o governo de transição de Bolsonaro e ocupará, a partir de 1 de janeiro, o cargo de ministro-chefe da Casa Civil, sendo o responsável por coordenar a relação entre a futura gestão e o Congresso. Em nota divulgada em 17 de novembro, ele foi classificado pela Frente Parlamentar Evangélica, da qual fez parte por muitos anos, como “um interlocutor do mais alto nível junto ao novo governo da República”.

André Luiz de Almeida, ministro da Advocacia Geral da União

André Luiz de Almeida Mendonça é pastor na Igreja Presbiteriana Esperança de Brasília (DF), liderada pelo pastor Valter Moura, onde também é professor de Escola Dominical. Ele é formado em direito pela Faculdade de Direito de Bauru (SP), com mestrado na Universidade de Salamanca, na Espanha, sobre Corrupção e Estado de Direito, e doutorado na mesma universidade com o projeto “Estado de Direito e Governança Global”, além de ser pós-graduado em Direito Público pela Universidade de Brasília.

Pastor André está na Advocacia-Geral da União (AGU) desde 2000. Ele ganhou destaque na AGU ao ser vencedor da categoria especial do Prêmio Innovare de 2011, que homenageia práticas eficientes no Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública e Advocacia. O Innovare reconheceu as práticas de combate à corrupção adotadas pelo Grupo Permanente de Atuação Pró-Ativa da AGU, chamado de “departamento de defesa da probidade” e liderado pelo pastor André.

A equipe liderada por ele recuperou cerca de meio bilhão de reais em três anos. O trabalho foi responsável, por exemplo, pela recuperação de R$ 55 milhões relativos ao caso de corrupção na obra da sede do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo em 1998, que custou 169 milhões. Em 2010, a Justiça determinou a restituição em decisão tomada a partir de uma ação proposta pelo pastor André e sua equipe. Entre os condenados no caso estavam o juiz Nicolau dos Santos Neto e o então senador Luiz Estevão.

A partir de 1 de janeiro, pastor André comandará a AGU, uma instituição com mais de 12 mil servidores.

Marcelo Álvaro Antônio, ministro do Turismo

O mineiro Marcelo Álvaro Antônio, 44 anos, é membro da Igreja Cristã Maranata há 16 anos. Ele foi o deputado federal mais votado em Minas Gerais no pleito passado, com 230 mil votos. Em seu Estado, ele é presidente do PSL, partido do presidente, e está há sete anos na vida política, tendo iniciado a carreira como vereador em Belo Horizonte. Suas principais bandeiras políticas são o combate à corrupção, a descentralização de recursos da União para os Estados e Municípios, a defesa dos animais e a ampliação da participação popular nas decisões das câmaras legislativas.

Marcelo estudou Engenharia Civil e foi eleito vereador de Belo Horizonte em 2012 (9º mais votado), deputado federal em 2014 (3º mais votado) e reeleito em 2018 (o mais votado). Ele integrava a Frente Parlamentar Evangélica desde 2014 e foi um dos nomes cogitados a se tornar vice na chapa de Bolsonaro à Presidência da República. Em 1 de janeiro, assume como ministro do Turismo.

Como deputado, Marcelo participou de comissões externas de acompanhamento sobre o vírus zika e da situação hídrica dos municípios mineiros. Em 2016, o futuro ministro votou a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Ele também coordenou a campanha de Bolsonaro à Presidência em Minas Gerais nas eleições deste ano.

Em discurso na Câmara dos Deputados em 25 de maio do ano passado, por ocasião do Jubileu de Ouro da Igreja Cristã Maranata no Brasil, irmão Marcelo falou sobre a necessidade de “professar uma fé verdadeira em Jesus Cristo” e que “os valores e princípios cristãos são um verdadeiro legado que, se colocados em prática, podem transformar a sociedade”.

Damares Alves, ministra dos Direitos Humanos, Família e Direitos da Mulher

Formada em Pedagogia e Direito, Damares Alves, 54 anos, é pastora da Igreja Batista da Lagoinha, advogada, assessora parlamentar no Senado e uma já antiga e famosa ativista evangélica a favor da família. Ela foi preletora do evento Liderar & Impactar Nordeste de 2016, promovido pela CPAD em Salvador (BA). Ao ser anunciada pelo presidente Bolsonaro, seu nome contou com o apoio de mais de 200 entidades, dentre elas ONGs, grupos pró-vida, entidades ativistas das causas indígenas e das causas ciganas, e entidades de luta pelos direitos dos portadores de necessidades especiais.

Filha de um pastor e uma dona de casa, Damares é contra o aborto, a ideologia de gênero, a pedofilia, o infanticídio indígena, a liberação das drogas, a doutrinação ideológica nas escolas e demais causas sensíveis a evangélicos e conservadores no Brasil. Ela foi abusada sexualmente aos 6 anos de idade, perdendo a possibilidade de ser mãe, mas encontrou em Jesus restauração emocional e espiritual. Hoje, ela é mãe adotiva de uma menina índia, que foi abandonada para morrer, e tem dedicado apaixonadamente a sua vida, há mais de 20 anos, na luta em favor das crianças e dos valores da família.

Grande auxiliadora da Bancada Evangélica desde a sua criação, Damares foi assessora da referida bancada e do deputado federal assembleiano João Campos (PRB-GO), que durante muito tempo presidiu a Frente Parlamentar Evangélica; assessora do deputado federal batista e hoje senador Arolde de Oliveira (DEM-RJ); e do senador batista Magno Malta (PR-ES).

Damares é coordenadora do Movimento Nacional pela Cidadania Brasil Sem Aborto; Movimento Nacional Brasil Sem Drogas; da Campanha “Brasil Um País que Adota”; do Instituto Flores de Aço com sede Brasília, que milita em defesa dos direitos da mulher; uma das fundadoras do Movimento Brasil Sem Dor, que atua na prevenção da automutilação, da autolesão e do suicídio de jovens, crianças e adolescentes; membro do Programa Mundial Infância Protegida; fundadora da instituição e “Movimento ATINI – Voz Pela Vida”, que tem uma chácara em Brasília onde são acolhidas as mães e as crianças indígenas em situação de risco; uma das idealizadoras do Projeto Tekoê, que tem sede no Gama (DF) e também acolhe mães e crianças indígenas em situação de risco; e a idealizadora do projeto de lei na Câmara dos Deputados que propõe o “combate a práticas tradicionais nocivas e à proteção dos direitos fundamentais de crianças indígenas”.

Bolsonaro chama seu mandato de “missão de Deus”

No dia 10 de dezembro, em sua diplomação como novo presidente da República, o presidente Bolsonaro fez um discurso em que destacou principalmente Deus, falou dos desafios que tem pela frente e disse considerar seu mandato uma “missão” divina para o Brasil. “Em primeiro lugar, quero agradecer a Deus por estar vivo. E também agradecer a Deus por essa missão à frente do Executivo. Tenho certeza que ao lado dEle venceremos os obstáculos”, frisou o presidente.

O presidente destacou também os valores que o levaram à vitória no pleito de outubro do ano passado e o apoio da sua família. “Não poderia estar mais honrado com a confiança demonstrada pelo povo brasileiro. Essa vitória não é só minha. O caminho que me trouxe aqui foi longo e nem sempre foi fácil. Durante a minha vida pública como militar, vereador e deputado federal, sempre me pautei pela defesa dos valores da família, pelos interesses do Brasil e pela soberania nacional. Orientei a plataforma da minha campanha à Presidência da República pela defesa desses valores. A todos aqueles que me apoiaram e que confiaram na minha capacidade de lutar em favor do Brasil, o meu muito obrigado. Agradeço, com carinho, à minha família; à minha mãe Olinda, ainda viva, com 91 anos de idade; à minha esposa Michelle e a meus filhos Flávio, Carlos, Eduardo, Renan e à minha querida filha Laura. Nada disso teria sido possível sem o amor e o apoio incondicional de vocês. Agradeço também a todos os que acreditaram e que estiveram comigo desde o início de minha trajetória, nos momentos felizes, mas, sobretudo, nos momentos difíceis. Essa vitória é de todos nós. Agradeço muito especialmente aos mais de 57 milhões de brasileiros que honraram com o seu voto”, afirmou o presidente.

O presidente asseverou também a necessidade de unir o país. “Aos que não me apoiaram, peço sua confiança para construirmos juntos um futuro melhor para o nosso país. A partir de 1º de janeiro serei o presidente dos 210 milhões de brasileiros. Governarei em benefício de todos, sem distinção de origem social, raça, sexo, cor, idade ou religião. Com humildade, coragem e perseverança, e tendo fé em Deus para iluminar as minhas decisões, me dedicarei, dia e noite, ao objetivo que nos une: a construção de um Brasil próspero, justo, seguro e que ocupe o lugar que lhe cabe entre as grandes nações do mundo. Esse é o nosso norte. Esse é o nosso compromisso. A construção de uma nação mais justa e desenvolvida requer uma ruptura com práticas que historicamente retardaram nosso progresso, não mais a corrupção, não mais a violência, não mais as mentiras, não mais manipulação ideológica, não mais submissão do nosso destino a interesses alheios, não mais mediocridade complacente em detrimento do nosso desenvolvimento”, disse o presidente.

Ele encerrou seu discurso frisando os desafios e pedindo a bênção de Deus sobre o Brasil. “Tenho plena consciência dos desafios que se colocam diante de nós. Sem subestimá-los, trabalharei com afinco para que daqui a quatro anos possamos olhar para trás com orgulho pelo caminho trilhado em benefício do nosso amado Brasil. O Brasil deve estar acima de tudo. E que Deus abençoe o nosso país e a todos nós brasileiros”, concluiu o presidente.




A situação dos cristãos na Venezuela

Perseguição religiosa e luta pela sobrevivência marca cenário nacional

A crise política e econômica que assola a Venezuela tem criado um ambiente de total desigualdade não somente no âmbito social, mas tem atingido a comunidade evangélica do país caribenho. Como o regime socialista conduzido pelo presidente Nicolás Maduro tem acenado amistosamente às nações de orientação muçulmana como o Irã e Turquia, e consequentemente, demonstra simpatia ao islamismo, a comunidade evangélica tem sido hostilizada, mas também estimulada a manter-se firme em sua confissão de fé em Jesus Cristo em meio ao caos social.

O pastor venezuelano Pedro Garcia (nome alterado por motivos de segurança), morador da cidade de Mérida, foi detido pelas autoridades e falsamente acusado de traficar e vender suprimentos médicos. A Confederação de Pastores de Mérida emitiu uma declaração que explica a prisão do pastor ter acontecido no final de outubro, após o seu comparecimento na sede do Centro para Investigações Criminais Científicas para testemunhar em favor de uma mulher (membro da congregação) que também acabou sendo presa após os agentes encontrarem suprimentos médicos em seu carro.

A sua prisão aconteceu em circunstâncias nada ortodoxas: o pastor venezuelano deslocava-se para a sua casa quando a polícia realizava uma busca sem mandado. Os agentes encontraram uma pequena sacola com alguns suprimentos médicos e dentais que a igreja havia adquirido para utilizar em consultas odontológicas oferecidas sem qualquer custo aos moradores das comunidades de Mérida e demais cidades.

Mais tarde, os policiais foram a igreja do pastor Garcia com a missão de encontrar mais evidências contra o religioso. Durante a diligência, os agentes interromperam o culto, mas não encontraram nenhuma evidência que pudesse ser utilizada como prova. Os advogados do pastor explicaram durante a audiência que seu cliente foi acusado falsamente e que os procedimentos seguidos pela polícia descumpriram a lei. Apesar dos esforços dos advogados em mostrar a validade e pontos fortes dos argumentos legais, o juiz disse que o pastor Garcia deveria ser mantido preso, decisão que será apelada pela defesa.

Em outubro, aconteceu a prisão de pastores por tentarem distribuir artigos de necessidade básica. Os profissionais da saúde têm reclamado que os hospitais não possuem equipamentos básicos e medicamentos para atender a população. Mas a fim de preencher esta lacuna deixada aberta pelo governo, as igrejas tem se mobilizado a fim de prover alimento e cuidados médicos para os necessitados, principalmente os moradores das comunidades pobres.

Mas o governo socialista de Maduro não observa com bons olhos essa mobilização cristã voltada para os cidadãos, por este motivo, nem mesmo as igrejas evangélicas escapam da crise. Os problemas humanitários tem sido a razão do êxodo de crentes aos cultos nos templos. Simultaneamente, as organizações evangélicas internacionais têm oferecido ajuda aos venezuelanos com envio de medicamentos e comida ao país caribenho, mas esbarram em dificuldades impostas pelo governo de Maduro.

Por todo o planeta, as estatísticas denunciam a quantidade de refugiados e migrantes que deixaram a Venezuela para trás nos últimos anos por causa da crise que vitimou 3 milhões de pessoas. Os números foram divulgados no dia 8 de novembro pelas agências das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) e para Migrações (OIM).

Evangélica foge com filhos e missionário atende necessitados

A professora Anabel (nome alterado por motivos de segurança) teve que empreender fuga acompanhada de seus filhos por causa da perseguição movida pelo governo de Nicolás Maduro e cujos seguidores não toleram a influência dos cristãos no cenário nacional. “Eles me chamam de ‘a evangélica’ e desdenham de mim porque sou cristã. Dizem que nós, cristãos, somos enganadores e mentirosos”, desabafa Anabel que outrora atuava como professora em uma escola pública em seu país e teve que abandonar a sua casa para morar na casa dos pais com seus filhos. “Eu flagrei pessoas armadas rondando a minha casa em atitude ameaçadora. Eu precisei sair de lá. Mudei com meus filhos para a casa de meus pais, em busca de um lugar mais seguro. Eu abandonei tudo, só tive tempo de levar alguns pertences pessoais comigo”, desabafa.

Entrementes, o missionário brasileiro Elias Costa (nome alterado por motivos de segurança) juntamente com a sua família esforça-se a fim de evangelizar a comunidade indígena venezuelana e atender aos necessitados que o procuram. A esposa dele explicou que a família é mantida pela Assembleia de Deus em Pacajus (CE), conduzida pelo pastor Eliackim Rodrigues (responsável pela manutenção dos missionários), igreja ligada ao campo eclesiástico do pastor presidente José de Oliveira, na capital cearense. O casal administra uma creche com 150 crianças cujos pais estão encarcerados ou em fuga à Justiça venezuelana. “Nós oferecemos a Palavra de Deus e também alimentação às crianças, mas o nosso principal desafio neste momento é pagarmos o imóvel onde funciona a nossa creche, caso contrário os antigos donos vão requisitar o prédio para vender a outros interessados”. Os missionários afirmam que dependem exclusivamente da graça divina e do que conseguem vender do que trazem do Brasil: sucos industrializados e arroz para fazer doce e vendê-lo nas ruas e conseguir recursos. Esta é a situação de um país que sente os resultados de um sistema político e econômico nocivo e que tem feito vítimas em outros países. A Venezuela precisa das orações dos crentes de todo o mundo.




Por reforma fiscal, mais segurança e enxugamento da máquina pública

Frente Parlamentar Evangélica lança manifesto “O Brasil para Todos os Brasileiros” em que defende reformas estruturais para o nosso país

Em sintonia com a onda reformadora que se refletiu nas eleições deste ano e até mesmo com algumas das propostas do então candidato Jair Messias Bolsonaro, que seria eleito presidente da República no referido pleito, a Frente Parlamentar Evangélica (FPE) lançou, em 24 de outubro, quatro dias antes das eleições para o segundo turno, em coletiva à imprensa no Salão Verde da Câmara dos Deputados, em Brasília, o manifesto “O Brasil para Todos os Brasileiros”, em que defende reformas estruturais para o nosso país.

Com tal documento, a Frente Parlamentar Evangélica acrescenta novas bandeiras às suas já conhecidas bandeiras de defesa da família e dos valores judaico-cristãos, bandeiras estas que fizeram com que a Frente fosse, nos últimos anos, conhecida nacionalmente e principalmente pelo combate à descriminalização do aborto, à liberação das drogas, à pedofilia, ao “casamento” homossexual, à ideologia de gênero e à doutrinação ideológica nas escolas, bem como pela defesa do respeito à fé e da participação religiosa nas discussões públicas. Todas essas bandeiras continuam, mas agora somam-se a elas novas bandeiras que dizem respeito a necessidades prementes de nossa nação nestes novos tempos.

Como exemplo de que a luta na área dos valores continua, o documento “O Brasil para Todos os Brasileiros” traz, como uma de suas propostas principais, o combate ao “democratismo comunista” e à “ideologia de gênero na escola, punindo severamente todos que atentem contra a inocência infantil”; e a condenação do “uso político-partidário das escolas e universidades públicas”, que, como frisam os parlamentares evangélicos, “se tornaram instrumentos ideológicos que preparam os jovens para a Revolução Comunista, para a ditadura totalitária, a exemplo da União Soviética e demais regimes sanguinários”. Para reverter essa situação, o documento propõe “valorizar e incentivar o mérito em todo o sistema educacional nacional”.

Os quatro eixos da agenda mínima da FPE

O documento da FPE é apresentado como uma agenda mínima dos parlamentares para os próximos quatro anos. Trata-se de um documento programático baseado em quatro “eixos principiológicos” que se subdividem em 16 diretrizes. Esses quatro eixos são “Modernização do Estado”, “Segurança Jurídica”, “Segurança Fiscal” e “Revolução na Educação”.

No tópico “Modernização do Estado”, o diagnóstico, como era esperado, é de que o Estado brasileiro é “mastodôntico”, “exageradamente grande e sistematicamente ineficiente”, “excessivamente intervencionista”, “erigido sob a égide do patrimonialismo, tornando-se um fim em si mesmo, há muito divorciado dos anseios da população que o sustenta a duras penas”.

As saídas propostas pela Frente são um forte “enxugamento da máquina” e uma maior “racionalidade administrativa”. As ações propostas nesse sentido são:

1) Redução dos atuais 29 ministérios para 15 (algo pretendido também pelo presidente eleito e sua equipe, que já anunciava isso em sua campanha presidencial);

2) Extinção dos cargos comissionados no governo federal;

3) Unificação das áreas meios dos ministérios (Gestão de Pessoas, Gestão de Recursos Logísticos e Gestão de Planejamento, Orçamento, Finanças e Contabilidade), o que faria com que os cargos comissionados nessas áreas caísse em 90%, dos atuais 3 mil funcionários para 300 cerca de 300;

4) Unificação de todas as superintendências e escritórios regionais dos ministérios nas capitais, passando tudo a estar em um único local nas capitais;

5) Centralização do sistema de autorização de viagens e pagamento de diárias, com critérios rígidos de concessão e de posterior prestação de contas;

6) Criação de um programa nacional de conclusão de obras inacabadas;

7) Uso intensivo de terceirização de mão de obra;

8) Ampliação do tempo de exigência para adquirir estabilidade no Serviço Público;

9) E melhor capacitação da alta administração pública.

Outras medidas relacionadas à desburocratização do Estado e à melhor transparência dos gastos públicos também foram colocadas no documento.

No eixo “Segurança Jurídica”, a FPE pede uma Emenda Constitucional para incluir a segurança jurídica no artigo 5º da Constituição Federal, como valor fundamental; e a criação de uma comissão, formada pelos maiores juristas brasileiros, para elaborar em 90 dias um anteprojeto de consolidação e codificação normativa para atualizar às necessidades de nosso país nas áreas de Direito Administrativo, Direito do Trabalho, Direito Previdenciário, Direito Penal e Processo Penal, garantindo nossa segurança jurídica.

No eixo “Segurança Fiscal”, a Frente propõe especialmente uma reforma fiscal e a reforma da Previdência como urgentes.

No último eixo, da “Revolução Educacional”, como já adiantado, o foco está no combate ao ensino da ideologia de gênero e da doutrinação ideológica nas escolas, mas o documento também propõe um ensino básico e um ensino técnico de melhor qualidade, e um novo ensino superior, com ênfase em pesquisa e gastos públicos mais eficientes, e ênfase na meritocracia.

No documento, é afirmada a necessidade de “uma campanha ininterrupta de combate à sexualização e erotização das crianças e adolescentes em todo o Brasil, utilizando-se todos os meios possíveis, e punindo severamente todos que atentarem contra a inocência infantil”. Ele propõe ainda o “ensino moral”, como conteúdo transversal, ou seja, que deveria ser transmitido em todas as disciplinas. Esse ensino difundiria “os mais elevados e profundos princípios e valores da civilização”, entre eles “o amor à pátria, aos símbolos nacionais, aos heróis nacionais”.

Outra proposta é o trabalho dos graduandos. O documento da FPE propõe obrigar todos os graduandos e pós-graduandos de universidades públicas a trabalhar por um semestre para uma “turma de analfabetos, da criança ao idoso”, como forma de “retribuir à nação os impostos pagos”.

Os parlamentares evangélicos acreditam que, implementadas essas medidas, o Brasil estará sendo “devolvido aos brasileiros”, com o Estado, em vez de ser mais servido do que servir, servindo agora melhor ao povo que o sustenta.

Novo parlamento brasileiro deve viabilizar a pauta

Um ponto forte para a viabilização dessa agenda é que, além de ela estar em sintonia com os anseios de hoje da maioria da população, ela deve encontrar ressonância no presidente Jair Bolsonaro, pela semelhança que há entre algumas dessas propostas e muitas das de sua pauta para o país. Além disso, ela vai encontrar um Congresso nacional que sofreu uma grande renovação no último pleito. Metade da Câmara Federal e metade do Senado sofreram uma renovação significativa, que resultou no Congresso nacional mais conservador desde a redemocratização do país.

Nessa renovação, a Bancada Evangélica não sofreu. Ela manteve suas 88 cadeiras nas duas casas, sendo que agora com mais representatividade no Senado, onde tem agora sete senadores, sendo três das Assembleias de Deus. Já no país, somando deputados estaduais, deputados federais e senadores, a Frente Parlamentar Evangélica conta com mais de 180 parlamentares engajados em todo o território nacional.

A onda conservadora começou a se refletir nas urnas em 2014 e se consolidou neste ano. Nas eleições de quatro anos atrás, um levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) já mostrava que o número de deputados ligados a movimentos sociais havia caído drasticamente em 2014, com a frente sindical, por exemplo, sendo reduzida quase à metade: eram 83 parlamentares na legislatura 2010-2014 e o número caiu para pouco mais de 40 na legislatura 2014-2018. Junto com a redução desses grupos, pautas como a liberação do aborto e do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo e a descriminalização das drogas, que haviam vindo com força nas legislaturas anteriores, começaram a ter diminuídas profundamente as suas chances de avançarem no Congresso.

Não por acaso, na época, Antônio Queiroz, diretor do Diap, declarou, em entrevista ao jornal “Estado de São Paulo” de 6 de outubro de 2014: “Posso afirmar com segurança que houve retrocesso em relação a essas pautas. Se no Congresso houve dificuldade para que elas prosperassem, no próximo isso será muito mais ampliado. Houve uma redução de quem defendia essa pauta no Parlamento e praticamente dobrou o número de quem é contra”. Hoje, quatro anos depois, esse número foi ainda mais ampliado. Logo, projetos que envolvem restrições ao aborto legal, que apoiam o Escola sem Partido, que objetivam a flexibilização do Estatuto do Desarmamento e a redução da maioridade penal, além de propor reformas na área fiscal e de Previdência, têm muito mais chance de serem aprovadas.




Comunismo chinês quer alterar Bíblia

Governo quer também introduzir hinos ao comunismo nas igrejas

O reverendo Bob Fu, ex-líder chinês de igrejas domésticas que está radicado nos Estados Unidos desde 1997 e fundador da organização China Aid, divulgou uma alarmante informação dos projetos urdidos pelo governo chinês contra a igreja nacional. Os dirigentes do Partido Comunista estão mobilizados em torno de um projeto que tem como objetivo, em cinco anos, “socializar” o cristianismo.

O reverendo pronunciou-se no dia 27 de setembro em uma audiência no Congresso dos Estados Unidos. A assistência que o ouvia era formada por membros do Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Estados Unidos sobre a África, a Saúde Global, os Direitos Humanos Globais e as Organizações Internacionais.

As notícias vindas do país mais populoso do mundo não são nada animadoras: o governo comunista tem sido responsável pela demolição de diversas igrejas, queima de Bíblias nas ruas e a destruição de milhares de cruzes. Apesar disso, o ativista cristão manifestou a sua preocupação como que descreveu como “o maior grau de perseguição para grupos religiosos independentes que o país já viu em décadas” que está previsto acontecer em seu país natal. “A liberdade religiosa na China chegou ao seu pior nível, o qual não é visto desde o início da Revolução Cultural pelo presidente Mao Zedong, nos anos 1960”, analisa.

O plano concebido pelo governo chinês é “promover uma reformulação do cristianismo, cultivando e implementando os valores centrais socialistas” contando com a supervisão do escritório nacional de assuntos religiosos. A intenção é interferir no conteúdo da Bíblia Sagrada no sentido de efetuar uma releitura do Antigo Testamento com a introdução de novos comentários ao Novo Testamento. O objetivo é fazer com que os ideais socialistas e a cultura chinesa ganhem um verniz “divino” e seja aceito pela comunidade cristã. O ativista explicou que esse revisionismo seria uma amálgama de um resumo da Bíblia hebraica com escrituras budistas e ensinamentos confucionistas. O líder evangélico chinês disse na ocasião que esta nova estratégia de perseguição é conduzida por uma nova regulamentação no país, lançada em 2017, e promulgada em 1º de fevereiro. De acordo com Fu, o objetivo dos comunistas é fazer com que o cristianismo seja “adaptado à sociedade socialista”.

O ativista registrou que sob os novos regulamentos os locais de atividades religiosas “aceitarão a orientação, supervisão e inspeção de departamentos relevantes do governo do povo local com relação à administração de pessoal, finanças, ativos, contabilidade, segurança, proteção contra incêndios, proteção de relíquias, saúde e prevenção de doenças e assim por diante”.

O líder afirmou que o projeto de cinco anos foi urdido pelo Movimento dos Três Patriotas e o Conselho Cristão Chinês (órgãos protestantes reconhecidos pela China) com a meta estabelecida de “promover a Sinicização do Cristianismo” e com isso abrir as portas para o cumprimento das novas regras religiosas. De acordo com o ativista, foi realizado um seminário em julho promovido pelo CCC e o TSPM e a pauta apresentada foi a discussão acerca deste plano quinquenal. Fu explicou que o esboço do plano foi concluído em uma reunião em março deste ano. O plano indica “cultivar e implementar os valores centrais socialistas”. A supervisão do plano caberá ao escritório nacional de assuntos religiosos e “todos os seminários e igrejas do TSPM e do CCC da província, região autônoma e do município cooperarão com ele”.

O ativista afirma que a releitura da Bíblia é a maneira pela qual os comunistas pretendem sinimizar o cristianismo. “O plano deixou claro que ‘Sinicization of Christianity’ significa mudar ‘Cristianismo na China’ para ‘Cristianismo Chinês’”, explicou Fu. (O plano) enfatizou que “o coração e a alma da Sinicização do cristianismo é Sinicizar a teologia cristã”, e até propõe “re-traduzir a Bíblia ou reescrever comentários bíblicos”.

“Existem esboços de que a nova Bíblia não deve parecer ocidentalizada e (deve parecer) chinesa e refletir a ética chinesa do confucionismo e do socialismo”, observou o líder chinês ao The Christian Post. “O Antigo Testamento será confuso. O Novo Testamento terá novos comentários para interpretá-lo”.

O ativista acrescentou que o plano de cinco anos tem como meta a “incorporação dos elementos chineses aos cultos da igreja, hinos e canções, roupas de clero e o estilo arquitetônico dos edifícios da igreja”.

“Isso inclui ‘editar e publicar músicas de adoração com características chinesas e promover a Sinicização da música de adoração’, usando formas de arte exclusivamente chinesas, como pintura chinesa, caligrafia, inscrição e corte de papel para expressar a fé cristã. Também está incentivando as igrejas a se misturarem ao estilo da arquitetura chinesa, ao estilo arquitetônico local”. O ativista exibiu um quadro sombrio baseado nos últimos acontecimentos em seu país: enquanto mais de 4 mil a 6 mil cruzes de igrejas liberadas pelos comunistas acabaram removidas, os santuários que ostentam crucifixos em seu interior devem “colocar fotos do presidente Mao tsé tung e do Presidente Xi (Jinping) nos dois lados da cruz”. Mas isto não é tudo, o líder evangélico acrescentou que “no início de cada culto, o coro da igreja tem que cantar algumas canções revolucionárias comunistas louvando o partido comunista antes que possam cantar as canções de adoração”, detalhou o líder chinês.




O preço de ser cristão na Nigéria

Família é queimada viva e cristã pede socorro através de áudio

O pastor nigeriano Adamu Gyang Wurim, a esposa e os três filhos foram vítimas da brutalidade de extremistas islâmicos que puseram fogo em sua residência no dia 28 de agosto. A família não teve chances de escapar com vida. A tragédia aconteceu em uma vila no estado de Plateau, na Nigéria. De acordo com depoimentos dos habitantes do local ao Daily Post Nigeria, os fanáticos também destruíram 95 casas durante o ataque e a igreja do pastor assassinado ardeu em chamas.

O pastor nigeriano conduzia a Igreja de Cristo nas Nações e pastoreou uma congregação na aldeia de Abonong no distrito de Foron. A agência de notícias indica que o líder religioso e sua família foram assassinados enquanto se refugiavam em casa, depois que o local foi incendiado pelos atiradores.

O parlamentar e representante da área na legislatura estadual, Peter Gyendeng, confirma a informação da agência de notícias sobre a atrocidade cometida em nome da intolerância. “Houve ataques no meu círculo eleitoral por Fulanis, com oito vítimas fatais, incluindo um pastor, sua esposa e três crianças, além de uma pessoa morta em Dorowa. Duas outras estão desaparecidas”.

A testemunha ocular Isaac Choji, disse ao jornal nigeriano “The Nation” que a casa do pastor foi cercada por um grande número de homens armados que atearam fogo, os incendiários também puseram fogo em outros prédios do local. Mas o que chamou atenção de Choji foi o desejo dos criminosos em aguardar a total destruição do lar do pastor a fim de garantir que seus ocupantes estavam mortos.

O desejo de matar estendeu-se, inclusive, a uma vizinha que acabou sendo alvejada pelos extremistas islâmicos. A mulher foi ferida e levada para um hospital próximo. O “The Nation” divulgou que o pastor e sua família foram sepultados no mesmo túmulo por membros da igreja e parentes.

O presidente de Movimento Juvenil Berom, Thomas Tsok revelou ao “The Guardian” que os guerrilheiros portavam facões e fuzis AK47. Tsok disse que os assassinos invadiram a aldeia por volta das 20h e acionaram as armas. “Primeiro, eles atiraram em dois jovens que saíam da aldeia onde foram para carregar seus telefones na casa do pastor, matando um e ferindo o outro”, disse Tsok.

Jovem pede socorro por áudio

Os familiares de Leah Sharibu, uma adolescente cristã nigeriana de 15 anos sequestrada por guerrilheiros do grupo extremista Boko Haram em 19 de fevereiro, divulgaram ser verdadeira uma nova mensagem em áudio da sequestrada em busca de socorro. A gravação tem 35 segundos de duração e foi compartilhada pela primeira vez pelo jornalista nigeriano Ahmad Salk ida e anunciada no dia 27 de agosto.

A estudante foi sequestrada em fevereiro durante uma invasão dos fanáticos vinculados ao Boko Haram em uma escola de meninas em Dapchi, estado de Yobe. No áudio a menina implora: “Eu sou Leah Sharibu, a garota que foi sequestrada. Eu estou pedindo ao governo e às pessoas de boa vontade que intervenham para me tirar da minha situação atual”.

A jovem acrescenta: “Eu também peço para ajudar minha mãe, meu pai, meu irmão mais novo e parentes. Por favor, ajude-me a sair da minha situação. Estou implorando por compaixão. Estou pedindo ao governo, particularmente ao presidente, que tenha pena de mim e me tire desta grave situação. Obrigada”.

A dolorosa situação da adolescente correu o mundo quando ela permaneceu cativa e não foi liberada, junto com as outras 110 meninas. O motivo: Leah Sharibu recusou-se a renunciar a sua fé em Jesus Cristo. A International Christian Concern, organização cristã localizada em Washington DC tem sido um dos grupos que tem se destacado na luta para a libertação da jovem nigeriana. Seus representantes disseram que a família confirmou que é sua voz na gravação.

A esperança de ter a filha de volta ao lar tem servido como combustível para mobilizar a família da adolescente. A mãe da sequestrada, Rebecca Shiburi, viajou para Jos, capital do estado de Plateau onde permaneceu nos dias 29 e 30 de setembro para participar de uma coletiva de imprensa. A nigeriana reiterou a informação de que os guerrilheiros pretendem matar a jovem cristã. “Ao entrarmos no mês de outubro, eu apelo ao governo federal e ao presidente para que ouçam meu clamor e o clamor do pai de Leah, para que assegurem a libertação da nossa filha. Meu filho Donald, de 13 anos, que costumava brincar e fazer tudo com ela, têm sido muito afetado por sua ausência e fica perguntando: ‘Quando a Leah vai voltar para casa?’ Como pai, eu o encorajo dizendo: ‘Pela graça de Deus, ela vai voltar a qualquer momento”, disse a mãe de Leah.

Por sua vez, o presidente Muhammadu Buhari conversou pela primeira vez com a mãe da adolescente sequestrada. O governante escreveu no Tweeter: “Hoje eu falei com a sra. Rebecca Sharibu, para reiterar nossa determinação de trazer sua filha Leah de volta em segurança. Os pensamentos e orações de todos os nigerianos estão com a família Sharibu e com as famílias de todos que ainda estão em cativeiro. Vamos fazer tudo o que pudermos para trazê-los de volta”. Este foi o primeiro contato de uma autoridade do governo com a família. O Boko Haram ganhou notoriedade por ter sequestrado 276 alunas da cidade de Chibok em 2014. Apesar de várias delas tenham sido liberadas pelos militantes, estima-se que pelo menos 100 dessas moças ainda estejam em cativeiro e talvez casadas com combatentes muçulmanos.




China queima Bíblias e fecha igrejas

Em desafio, cristãos chineses pregam nas ruas

China queima Bíblias e fecha igrejasEm setembro, autoridades do governo comunista da China incendiaram Bíblias e forçaram os cristãos a assinar documentos renunciando sua fé. O momento em que exemplares da Bíblia foram queimados foi registrado em vídeo por ativistas cristãos.

O presidente da organização China Aid, Bob Fu, publicou o vídeo no seu canal no Twitter em 5 de setembro, informando que as Bíblias e cruzes foram queimadas pelo Partido Comunista da China na província de Henan. “A última vez que a campanha de queima de Bíblias aconteceu foi no final dos anos 1960, pela esposa do ditador Mao, Jiang Qing, em Xangai. Ela foi presa em 1976, mas os cristãos cresceram em milhões. Isso nunca será bem-sucedido”, destacou Bob Fu em sua publicação.

Além da queima de Bíblias e cruzes, as autoridades chinesas têm forçado os cristãos a renunciarem sua fé através de documentos, para não perderem benefícios sociais, de acordo com a apuração do canal de tevê norte-americano Fox News.

Bob Fu explicou que o governo está tentando “sinicizar” o cristianismo, impondo a religião com princípios nacionalistas e exigindo lealdade ao Partido Comunista (“Sinicizar” é um neologismo usado pelo governo chinês para se referir à prática de “transformar em chinês” uma cultura não-chinesa, mas entendendo como sendo chinês aquilo que estabelece o Partido Comunista Chinês).

Nos últimos anos, a China tem sido marcada pela repressão aos cristãos e igrejas. Em 9 de setembro, uma das maiores igrejas protestantes em Pequim teve “materiais promocionais ilegais” confiscados pelas autoridades governamentais. A Igreja de Sião, outrora uma “igreja autorizada”, passou a ser classificada pelo governo como uma denominação “clandestina”. Durante anos, ela atraía centenas de fiéis em seus cultos na capital do país. Neste ano, porém, está enfrentando uma crescente repressão. Em abril, a igreja foi impedida de instalar câmeras de televisão no prédio e enfrentou ameaças de despejo.

O pastor Jin Mingri contou que as autoridades comunistas acusaram a igreja de realizar eventos sem ter registro, declarando a igreja “legalmente banida”. “Temo que não há como resolver essa questão com as autoridades”, disse Mingri à agência de notícias Reuters.

O Centro Americano de Direito e Justiça iniciou petições para abordar a repressão à liberdade religiosa na China. “O governo chinês está tentando impedir a disseminação do cristianismo. Essa perseguição flagrante não pode ser tolerada”, disse a organização em sua petição, que já foi assinada por mais de 40 mil pessoas até o momento.

“Estamos abordando a severa perseguição dos cristãos chineses nas Nações Unidas”, acrescentou a organização. “Estamos trabalhando internacionalmente para pressionar a China a parar de perseguir os cristãos”, conclui a organização.

Reação: chineses pregam nas ruas de Chengdu

Ao que parece, os cristãos chineses estão começando a reagir ao governo. Depois que autoridades da China fecharam as portas de uma igreja classificada como “clandestina” em Chengdu, seus membros saíram para realizar cultos em praça pública. Um vídeo foi publicado em 9 de setembro por Christopher Gregory, da organização China Missions, mostrando cristãos orando, louvando e pregando o Evangelho nas ruas. Trechos das imagens mostram fiéis cantando alegremente, falando sobre Deus em microfones e orando publicamente.

A igreja, localizada na cidade de Chengdu, costumava fazer cultos aos domingos até ser fechada pelas autoridades chinesas, disse Gregory ao site Christian News Network. O pastor foi detido por policiais na ocasião, mas foi solto mais tarde.

“Acharam que era o fim [da igreja], mas não era. As pessoas levaram o Evangelho às ruas e fizeram os cultos nos parques, enquanto as autoridades observavam perplexas sem saber o que fazer”, descreveu Gregory na legenda do vídeo.

“Pela primeira vez, as pessoas em toda a China estão dizendo ‘não’ ao que o Partido Comunista quer: controle. Controle sobre o que elas podem fazer, no que podem acreditar, onde podem ir, o que podem dizer. É mais um sinal de que algo está começando a tomar forma aqui na China, um chamado para a democracia”, o missionário acrescentou.

O governo chinês exige que os cristãos façam parte de associações autorizadas pelo Partido Comunista. Os protestantes devem seguir as normas do Movimento Patriótico das Três Autonomias e da Associação Cristã da China, enquanto os católicos devem se registrar na Associação Patriótica Católica. As igrejas que não seguem a liturgia oficial do governo são consideradas clandestinas. As chamadas “igrejas domésticas”, como a congregação de Chengdu, é formada por cristãos que se reúnem nas casas.

“Como a maioria das igrejas oficiais é instruída a ensinar a lealdade ao Partido Comunista, promovendo muitas vezes os princípios dessas crenças, muitos fiéis se encontram fora do sistema religioso oficial, em grupos conhecidos como igrejas domésticas ou subterrâneas”, explica a organização China Aid. Além disso, as igrejas clandestinas evangelizam, enquanto as igrejas autorizadas podem cultuar, mas não podem evangelizar. No entanto, as igrejas que estão fora do registro oficial estão sujeitas à prisão. A aplicação da pena varia de província para província.

“O governo está tentando silenciar qualquer coisa relacionada ao cristianismo por causa de seu crescimento, mas está enfrentando uma resistência interna. O governo chinês vê o aumento de cristãos como um risco de perder o controle sobre a sociedade”, explicou Gregory.

Gregory ainda pediu orações pelo país: “Ore por todas as igrejas na China, tanto sancionadas pelo Estado como as não registradas (igrejas domésticas). Ore por uma mudança aqui, para que o Evangelho alcance o coração dos homens, para que a verdadeira mudança possa acontecer. Então veremos um avivamento na China”.

(Fontes: CPADNews, China Aid, Fox News, Christian Post, Christian News Network e Guia-me)




Ações missionárias são decisivas na vida de milhares pelo mundo

Evangelização e resgate pontuam trabalho de obreiros cristãos em várias partes do mundo, com destaque recente para Honduras, Quênia e Tailândia

Ações missionárias são decisivas na vida de milhares pelo mundoRecentemente, ações evangelísticas e sociais promovidas em Honduras, Quênia e Tailândia por missionários foram destaque na imprensa internacional. No caso de Honduras, o esforço missionário tem alcançado os antes inacessíveis índios Tolupan naquele país. Segundo o missionário John Nelms, fundador da missão Final Frontiers, “nos últimos seis anos, a entidade tem ministrado a esses índios, considerados ‘o último grupo de não alcançados’ no país”. O missionário explicou que diversas organizações cristãs tentaram evangelizá-los, mas as aldeias localizadas nas montanhas não tinham contato com o mundo civilizado. “Ninguém havia visitado todas as 45 aldeias que estão no alto das montanhas, acessíveis apenas por trilhas de mulas”, diz Nelms.

A maioria dos missionários havia visitado apenas as duas aldeias acessíveis desta tribo,mas o missionário explica que os índios estão hesitantes com essa aproximação do homem branco. “Em grande parte, eles não aceitam estrangeiros com medo de sermos outra leva de conquistadores brancos, que, como fizeram nossos predecessores, vieram pilhar, estuprar, assassinar e escravizá-los”. Nelms lembra que, em diversas ocasiões, os Tolupan ateavam fogo na aldeia e fugiam para as montanhas, devido à aproximação dos estrangeiros. “Tem sido assim há cerca de 500 anos”, informa.Mas a Final Frontiers teve êxito em sua aproximação junto aos nativos. “Em breve eles passarão de não alcançados a saturados com o Evangelho!”, comemora.

Mas como os missionários da Final Frontiers conseguiram vencer o medo coletivo dos Tolupan? Nelms revela que o segredo foi a amizade fechada com alguns chefes do passado de ambos os ramos. Este diferencial abriu as portas dos evangelizadores para viajar a cada aldeia para divulgar a Palavra de Deus e distribuir seus materiais às famílias da tribo. Já havia alguns homens que converteram-se a Cristo e passaram a acompanhar os missionários da Final Frontiers como guias, tradutores e protetores. “A maioria dos tolupans não fala bem o espanhol. Nas aldeias principais de San Juane Ceiba, alguns conseguem se comunicar na língua dos brancos,mas nas aldeias remotas não há ninguém”, diz Nelms, que vive na região e afirma que as comunidades que ainda carecem de evangelização tem populações de 30 a 30mil pessoas.

O missionário disse que em junho deste ano, o Senhor disse a ele que deveria distribuir comida em uma aldeia chamada Rio Arriba. “Nós rapidamente fizemos novos amigos e parecia que a fila de famílias que saía da floresta era interminável. Mas Deus havia providenciado que tínhamos exatamente o número de sacos de comida que eram necessários”, comemora. Quando perceberam que havia um bom número de nativos, os missionários anunciaram o evangelho e o convite para receber Jesus como Salvador. “No final, alguns indicaram que queriam seguir a Cristo e três senhoras falaram com nosso líder da juventude, Ricky Torres, pedindo nossa presença fixa. Ricky me chamou e eles apontaram para um pequeno pedaço de terra vazia no centro da aldeia e disseram: ‘nós lhe daremos esta terra para uma igreja’”.

Crianças devoradas por bichos

No Quênia, a situação é crítica quando o assunto gira em torno das crianças deficientes: os pequenos são abandonadas pelos pais e deixadas em campo aberto para serem devoradas por animais selvagens. O resgate das vítimas coube ao ministério cristão En-Gedi Children’s Home parceiro ministerial do Set Free e que estão sob seus cuidados. Os integrantes do grupo disseram que “todos são filhos de Deus” e merecem proteção.

A missionária Margaret Njuguna disse ao site Mission Network News que as crianças nascidas com deficiências no Quênia devem permanecer escondidas ou deixadas para morrer por seus genitores. “Eu compareci aos escritórios do governo local e descobri que muitas pessoas são denunciadas por deixarem as crianças com deficiência morrerem, escondendo-as e negando-lhes comida”, disse Njuguna. Margaret Njuguna revelou também que encontrou várias crianças deficientes abandonadas nas cidades. “Deus me levou a crianças que não conversavam, que não andavam. E a maioria morreria antes que alguém soubesse que elas existem”, disse ela. O árduo trabalho de Njuguna resume-se em“resgatar crianças que são abusadas, negligenciadas, isoladas, e algumas dessas crianças seriam deixadas no mato para morrerem de causas naturais ou fossem comidas por animais selvagens. Outras seriam amarradas atrás das casas de seus pais. Eles não permitem que elas façam parte da família”, relatou.

A missionária explicou que a sua tarefa é creditada no conteúdo do texto de João 10.16. “Como cristãos, somos chamados a sermos pastores neste mundo. Jesus nos deu a responsabilidade de cuidar dos nossos”, acrescentou. A alimentação e abrigo são garantidos em suas instalações, como objetivo de levar essas crianças a entender o seu valor e agirem de modo a transformar as atitudes dos pais intolerantes. A superstição interfere no modo de vida familiar, uma vez que muita gente crê que crianças deficientes trazem má sorte.

“Por mais que eles não estejam prontos para levar seus filhos de volta, vimos que eles estão construindo amor e esse é um grande objetivo. Verão que é Deus na vida dessas crianças”, disse Njuguna sobre os pais. Apesar de seu trabalho ter alcançado muitas crianças, a missionária admitiu que existe um longo caminho a ser percorrido antes que aconteça transformações nessa área no Quênia, embora seja difícil observar uma mudança na geração mais velha em suas crenças, a esperança está depositada na geração mais jovem.

O Quênia é um país em que grande parte de sua população diz-se cristã, apesar de um quarto dos cidadãos sigam várias crenças nativas. A trajetória recente do país africano inclui ataques terroristas com hostilidades entre cristãos e muçulmanos. As mídias divulgaram em janeiro que diversos estudantes cristãos foram esfaqueados e espancados em uma escola secundária em Nairobi. Os estudantes muçulmanos tentaram forçar os cristãos a recitar o credo islâmico de conversão e submeterem-nos por rituais de limpeza muçulmana.

Resgate na caverna foi milagre

A missionária brasileira Tatiane de Araújo, 36 anos, trabalha na Tailândia há seis anos. Durante o resgate dos 12 meninos que ficaram presos na caverna Tham Luang Nang Non por duas semanas, no norte do país asiático, a brasileira trabalhou como voluntária para traduzir do inglês para o tailandês durante a operação de resgate. O assunto foi divulgado por mundo afora pelos veículos de informação. Mas a missionária disse também que a religião predominante entre os tailandeses é o budismo e que mais de 80% da população segue essa religião. Apesar disso, o sincretismo religioso não passa despercebido e as culturas tribais otimizam a influência dos espíritos, causando terror entre os nativos.

Os tailandeses acreditam que os espíritos habitam o interior das cavernas e Tatiane explicou que os monges de Mae Sae posicionavam-se na entrada da caverna para realizar rituais e orar seus mantras. “Mas em meio disso havia uma família cristã, membros da Igreja Grace de Mae Sae. Alguns crentes foram até o local e oraram com a família e adoraram ao Senhor Jesus no local”.

A própria missionária juntou a sua voz com de outros cristãos em várias ocasiões e que “no dia 1° de julho, cristãos de várias denominações de Chiang Rai reuniram-se no Estádio Shingha para interceder pelos meninos”. A iniciativa dos cristãos impactou a cidade. A confiança depositada na graça de Deus motivou não somente os adultos, os amigos dos garotos reuniram-se na entrada da caverna para interceder junto ao Altíssimo e cantar louvores ao seu nome. “Creia em Deus. Apenas a fé pode mover montanhas”, cantaram as crianças naquele complexo momento.

“Depois que os meninos foram encontrados e resgatados os budistas dizem que os rituais feitos no local fizeram com que os espíritos os liberassem, mas nós cristãos sabemos que Jesus fez um milagre, mantendo eles vivos até o dia que foram encontrados em 2 de julho, no dia seguinte do movimento de intercessão”, destaca. “Em todo momento que estive lá, não deixei de orar e de crer que o Senhor iria se revelar”, testemunha.

Entre os meninos presos na caverna, o birmanês Adul Sam-on, 14 anos, destacou-se por saber falar inglês, birmanês, tailandês e chinês e que serviu para iniciar os primeiros contatos com as equipes de resgate. O menino pertence a minoria cristã na Tailândia. A missionária Tatiane atua com o Ministério Casa da Graça, em que ela e equipe trabalha na “prevenção contra prostituição e tráfico humano, através da pregação do Evangelho de Cristo e a educação. Identificamos adolescentes e jovens em área de risco, desenvolvemos relacionamento com elas e apresentamos Jesus como Salvador, oferecendo a elas a oportunidade de voltar a estudar”, destaca.




Luta cristã contra o aborto pelo mundo

Decisões pró e contra legalização do aborto ganham novos capítulos

Luta cristã contra o aborto pelo mundoA madrugada do dia 9 de agosto foi memorável na Argentina, foi neste dia que o Senado rejeitou o projeto de lei que tornaria legal o aborto no país platino, entretanto existe a possibilidade da pauta voltar a ser discutida no Congresso do país vizinho. O conteúdo da medida rejeitada prescrevia a interrupção da gravidez durante as primeiras 14 semanas de gestação. A lei também previa que o procedimento fosse realizado em qualquer hospital ou clínica além de obrigar o Estado a custear o procedimento, medicamentos e tratamentos de apoio necessários.

A interrupção voluntária da gravidez é considerada crime na Argentina, excetuando casos de estupro e que ofereçam risco à vida da gestante. Nos demais casos, tanto a mulher como o médico responsável pelo procedimento são penalizados com até quatro anos de detenção. Desde o fim da Ditadura Militar, em 1983, foram inúmeros os projetos sobre aborto apresentados no Congresso, mas esse foi o primeiro a ser votado.

“Essa votação nos permite um tempo de reflexão para fazer propostas melhores e humanistas para as mulheres vulneráveis. Não há vencedores nem vencidos”, disse Alberto Bochatey, arcebispo de La Plata e responsável pela Conferência Episcopal para o diálogo com o Congresso neste tema. Apesar disso, os defensores da causa devem apresentar um novo projeto para a legalização do aborto, mas somente a partir de março por causa da derrota no Senado. Uma nova proposta só poderá ser analisada pelos parlamentares a partir de março. Os defensores da causa não se dão por vencidos e provavelmente apresentem um novo projeto para a legalização do aborto. Desta forma, o procedimento não se torna um direito garantido pelo Estado, como previa o projeto recusado na madrugada, mas a mulher que deseja interromper a gestação não estará mais infringindo alguma legislação, por isso não será presa.

Mas se o projeto foi indeferido na Argentina para alegria dos defensores da vida, o mesmo não aconteceu na Irlanda. Por lá, os defensores do procedimento comemoraram a legalização do aborto. Em vídeos publicados nas redes sociais, é possível contemplar a emoção estampada nos rostos dos ativistas ao tomarem conhecimento do resultado da votação dos parlamentares. A medida foi aprovada no dia 22 de junho com 66,4% dos votos em um referendo realizado para revogar a oitava emenda à Constituição. A decisão é considerada histórica por se tratar de um país de forte tradição católica. A nova medida faculta às mulheres irlandesas o “direito” ao procedimento de forma irrestrita até a 12ª semana de gestação, e caso haja risco para a saúde da mulher e anormalidade fetal até a 23ª semana.

Até então, a Irlanda tinha uma das legislações mais restritivas da Europa sobre o tema. Na prática, o aborto era proibido em praticamente todos os casos. Com a reforma da lei de aborto, a Irlanda deixa para trás a Polônia e Malta, os únicos países europeus que continuam a proibir a interrupção da gravidez. A maioria dos cidadãos da capital, Dublin votou favoravelmente ao projeto abortista, confirmando o que analistas já haviam previsto anteriormente, superando a média nacional. As regiões de Bay South e Mid-West, as duas regiões na capital irlandesa, 78,49% dos votos computados e 73% da população, respectivamente, foram canalizados para aprovação do aborto.

Foi promovido um seminário no dia 30 de maio na Câmara dos Deputados contra a descriminalização do aborto no Brasil, no encontro os participantes discutiram quanto a questão ser decidida pelo Congresso e não pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os participantes do seminário debateram a ação (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental – ADPF 442) em que o Partido Socialismo e Sociedade (Psol) solicitou que o Supremo declare inconstitucionais os artigos do Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40) que criminalizam a mulher que realiza ou autoriza um aborto, assim como os profissionais que o fazem.

O deputado Diego Garcia (Pode-PR), presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Vida e da Família e um dos solicitantes do debate, afirmou que cabe ao Poder Legislativo discutir a questão. “Todas as vezes que tentaram aprovar matérias que dizem respeito à descriminalização do aborto na Câmara, elas foram rejeitadas”, disse. “Estão tentando, por meio de medida judicial, tirar prerrogativas do Parlamento”, completou.

O parlamentar lembrou que no fim de 2017, foi aprovada pela comissão especial da Câmara a proposta que aborda o princípio da dignidade da pessoa humana e a garantia de inviolabilidade do direito à vida, apesar de já constarem na Constituição, ambos deverão ser respeitados desde a concepção, isto é, desde a fecundação do óvulo pelo espermatozoide, e não apenas após o nascimento da criança (PEC 181/15). Mas ainda falta a análise de seis destaques para a votação ser concluída na comissão.

Mesmo assim, o presidente da Comissão de Seguridade Social e Família, Juscelino Filho (DEM-MA) indica o Congresso como o ambiente adequado para o debate e ainda defendeu “o direito à vida”. Por sua vez, o presidente da Frente Parlamentar Evangélica, deputado Hidekazu Takayama (PSC-PR) disse que em caso de rejeição pela mãe, a criança deve ser entregue à adoção.

“O aborto não foi disciplinado pela Constituição, por isso não é possível inferir um suposto direito constitucional ao tema. Ela avaliou ainda que o direito da vida do feto se sobrepõe ao direito de escolha da mulher”, disse a advogada Angela Vidal Gandra. O procurador de Sergipe José Paulo Veloso Silva salientou “a ausência de representatividade e de pluralidade no STF e que não há mecanismo de controle do órgão”.

Durante o seminário, os participantes seguravam cartazes defendendo a aprovação do Projeto de Lei 4754/16, autoria do deputado e pastor Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), com o objetivo de tornar crime de responsabilidade dos ministros do Supremo Tribunal Federal “a usurpação de competência do Poder Legislativo ou Poder Executivo”. Até o fechamento desta edição, o projeto ainda aguardava análise na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania.