Somos salvos pela graça de Deus

Para entendermos a maravilhosa graça de Deus, que se manifestou em seu filho Jesus Cristo, devemos falar também da Lei, a Lei dada por Deus a Moisés e o povo hebreu para que fosse cumprida por eles, para que eles um povo separado e diferente dos outros povos, pois é a partir dessa Lei que conhecemos a graça de Deus. Deus atuou na vida do povo hebreu com salvação e graça mesmo antes da Lei dada à esse povo, como fidelidade a promessa feita a Abraão. Deus prova tal graça e misericórdia antes da Lei, ao tirar esse povo do Egito com mãos poderosas e grandes milagres, para só depois do povo livre, dar à eles Sua Lei, mostrando que a ação de Deus, a libertação e salvação do povo de Israel, não veio pela obediência a obras da Lei e ritos, mas pela graça e fidelidade do Senhor. Seria a Lei então inútil? Claro que não! O apóstolo Paulo diz que a Lei se faz necessária para mostrar o pecado, e ainda, a Palavra de Deus diz que a Lei veio para que todo homem se reconheça culpado e não possa abrir a boca diante de Deus. Mostrando que, pela Lei, todos estamos condenados, mas é pela graça de Deus que somos salvos!

A obediência de Israel à Lei devia fundamentar-se na misericórdia redentora de Deus e na libertação que o Senhor promoveu, uma obediência pela fé e confiança no Deus que os resgatou da escravidão do Egito. Então, a obediência à Lei se fazia, primeiramente, por uma obediência sem Lei, somente na fé, confiança, e gratidão à Deus. Só a partir daí, da obediência por gratidão, que viria a completa e sincera obediência à Lei dada, pois haveria, antes, a obediência a Deus por amor e gratidão. A Lei não foi dada como um meio de salvação para os perdidos, ela foi destinada para os que já tinham um relacionamento de salvação com Deus. Para exemplificar, seria como as obras e novos comportamentos em algumas igrejas. Eles não são dados para aqueles que não são salvos para se salvarem, eles são dados para aqueles que já são salvos, para seguirem uma nova maneira de andar. É algo feito por quem já é salvo, que já recebeu a graça de Deus, e diante de um novo parâmetro de vida, o fazem por amor e obediência, por que já foram alcançados pela graça salvífica, o fazem com gratidão. Pela Lei, Deus ensinou seu povo como andar em retidão diante dEle como seu Redentor, e igualmente diante do seu próximo. Os israelitas deviam obedecer a Lei mediante a graça de Deus a fim de perseverarem na fé e cultuarem a Deus também por fé, pela graça de salvação, aprender a andar como Deus queria como gratidão ao que foi feito, não buscar ser salvos por isso. Tanto no Antigo Testamento, quanto no Novo Testamento, a total confiança em Deus, na Palavra dEle, e o amor sincero à Ele, formaram o fundamento para a guarda dos seus mandamentos, só guardamos seus mandamentos por que O amamos, e só O amamos, por que Ele nos amou primeiro, mesmo nós ainda sendo pecadores. Sem o amor à Deus, e a gratidão sincera pela salvação que Ele operou, não há uma obediência verdadeira nem na Lei do Antigo Testamento, nem aos mandamentos de Cristo no Novo.

Israel fracassou justamente aí, pois na maior parte das vezes, aquele povo não fazia da fé em Deus, nem do amor a Ele, e do propósito de andar nos caminhos do Senhor, o motivo de cumprirem a Sua Lei. O apóstolo Paulo diz que Israel não alcançou a justiça que a Lei previa, porque “não foi pela fé” que a buscavam, mas pelas obras da Lei, pelas obras de suas próprias mãos. A Lei ressaltava a verdade eterna que a obediência à Deus, partindo de um coração cheio de amor levaria a uma vida feliz e rica de benção da parte do Senhor. Mas deveria partir de um coração cheio de amor, não somente pelas obras da Lei.

Mas a verdadeira manifestação da graça de Deus, em seu mais alto grau, foi manifestada em Jesus Cristo (João 1.16,17; Gálatas 4.4-6). Que maravilhosa graça é essa?! Pelo sacrifício de Jesus, pela fé nEle, hoje recebemos muito mais do que só o perdão de nossos pecados. Como Paulo diz que Jesus nos libertou dos afazeres da lei, e nos remiu, nos resgatou para Ele, nos adquiriu para Ele, expiou nossos pecados, pagou nossas dívidas para com Deus, para que a partir do que Ele fez, e nós crendo nEle como sendo o Filho de Deus, mesmo sendo pecadores, receberemos o perdão, e mais, recebemos o Espírito de Seu Filho, Jesus Cristo, pelo qual passamos a ser filhos adotivos de Deus. Deus, pela Sua graça, manifestada em Cristo Jesus, nos dá não só o perdão, mas também nos adota como filhos.

Mas, já não éramos filhos de Deus? Não! Antes éramos criaturas de Deus. Só quando aceitamos a Cristo e seu sacrifício é que passamos a ser filhos de Deus, filhos adotivos. E o que precisamos fazer? Nada! É nisso que consiste a graça, por que Jesus, o Filho de Deus, sendo também Deus, se despojou de toda a sua glória e poder, e veio ao mundo, como homem, o Criador como criatura, para nos mostrar a grandiosa graça de Deus, morrendo por nossos pecados, pagando nossas dívidas para com Deus, Ele nos deu, de graça e pela graça, o acesso a vida eterna! Como João Batista diz no evangelho narrado pelo apóstolo João; a Graça e a verdade vieram por Jesus Cristo. Foi por Sua morte e sacrifício que a graça foi derramada a todos quanto quiserem.

E o que devo fazer quanto à isso? Receba a Jesus Cristo, e a graça que Ele veio nos dar. Sem sacrifício, sem dor, sem esforço pessoal. Somente crer e receber o que Ele já fez por nós. Toda a bíblia nos mostra que a graça é um presente de Deus, como diz o apóstolo Paulo. Devemos reconhecer que semDeus não somos nada, e nada podemos fazer para ser salvos, em nenhum outro há salvação, só em Jesus Cristo! E é pela Sua graça que somos salvos !

“Porque pela graça sois salvos por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus, não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2.8,9).

Por, Wanderson Reginaldo Monteiro.




Doutrinação no ambiente escolar

A aquisição do conhecimento e o desenvolvimento da capacidade e habilidades do aluno dependem de um ambiente que favoreça a aprendizagem e do desempenho do professor, que pode tanto contribuir para uma boa educação como para uma educação não saudável.

A prática educativa ocorre por meio da ação pedagógica do professor com os alunos. O ambiente escolar deve ser um lugar por excelência, onde ocorra uma mediação do conhecimento sistemático, científico elaborado ao longo dos tempos pelo conjunto de sujeitos sociais.

Infelizmente, nem sempre a escola cumpre o seu papel. O jovem, e o adolescente principalmente, vivem ainda um processo de maturação moral e ético, o que os torna vulneráveis ao influxo constante de ideias. A escola, ao invés de se preocupar com o processo educativo faz do aluno um depositário de teses materialistas vulgarizadas pela mídia, respaldadas de conceitos e valores antibíblicos.

O professor se julga instância máxima de saber e poder ao impor suas ideias, ratificando-as como verdades absolutas. De forma coercitiva incute na cabeça do jovem e adolescente uma aventura ideológica e social ligadas a vertentes políticas que inseminam a promoção de uma visão de mundo anticristã e negativista.

A decadência da escola

A educação sempre foi vista sob a perspectiva de uma formação moral e ética abrangente, que une o interesse educativo formador com os princípios norteadores da sociedade. No entanto, vivemos uma realidade drástica que mostra o retrato de uma escola decadente que, não só perdeu o seu papel como agente educador no processo educativo formador, como se divorciou dos princípios morais e éticos que norteiam a sociedade.

A escola não tem cumprido o seu papel. Pesquisas apontam que cerca de 95% dos alunos que saem do ensino médio não tem conhecimentos básicos em matemática, quase 40% dos universitários são analfabetos funcionais e 78,5% dos estudantes brasileiros finalizam o ensino médio sem conhecimentos adequados em língua portuguesa. O Núcleo Brasileiro de Estágio (Nube) aponta que quatro em cada dez universitários são barrados em seleções para estágio por causa de erros de ortografia – os estudantes de Pedagogia lideram entre os piores índices. Por outro lado, dados apresentados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostram que 55% dos professores brasileiros possuem pouco contato com a leitura. A realidade mostra que a escola ensina muito pouco.

A influência das ideologias

O ambiente social onde nos desenvolvemos e os fatores relacionados aos processos psicológicos como: os valores culturais, os valores morais e espirituais, atitudes, necessidades, estereótipos, tendências cognitivas etc., são preponderantes para um desenvolvimento saudável. A escola tem um papel importante nesse processo, a medida que contribui na formação do caráter, valores e princípios morais, e conduz o aluno a utilizar os conhecimentos aprendidos em favor da sociedade. O sistema educacional brasileiro, no entanto, vem se tornando, cada vez mais, falho, obtuso, centralizador, ideológico e doutrinário, além de revolucionário e transgressor.

O ensino nas escolas brasileiras, públicas e privadas, tem recebido uma forte influência de ideologias políticas partidárias de esquerda. No Brasil, hoje, os conteúdos ensinados em sala de aula estão contaminados por esses conceitos. A rede pública de ensino, na sua maioria, vive sob o controle de docentes sindicalistas, militantes partidários que com frequência usam vocabulários relacionados à ideologia esquerdista.

O aluno sofre uma doutrinação constante desses conceitos, impostos por seus mestres mal formados de Ciências Humanas, chegando a universidade com uma mente impregnada de conceitos e ideias que mudam os padrões e valores socioculturais envolvidos na organização da vida social e anulam os bons princípios estabelecidos pela família.

Educação X Doutrinação

O problema da doutrinação escolar vai além das questões políticas partidárias. Há embutidos nas pautas escolares temas totalmente desprovidos de significado ético. Essas ideologias não valorizamos princípios morais e éticos tradicionais ou aqueles respaldados nos preceitos bíblicos; mas, de forma coercitiva, impõe uma nova filosofia de vida, desprovida de responsabilidade e pudor, promovendo uma inversão de valores.

O método usado pelos doutrinadores tem sido a relativização das coisas. O relativismo que nega os valores absolutos tornando todas as coisas relativas. Estas filosofias têm impactado a sociedade e, consequentemente, a família cristã.

O secularismo e indiferentismo religioso promovidos por essas ideologias promovem a formação de alunos contaminados por uma sociedade de consumo, dominada pelo hedonismo e a ambição de poder gerando uma conduta social baseada no relativismo ético.

Essa onda de influências filosóficas que invadiu a escola como um tsunami é agrande tendência da atualidade. Não é algo novo, documentos como o CDC – Convenção sobre os Direitos da Criança – documento adotado por unanimidade pela ONU em 20 de novembro de 1989, já enunciava um amplo conjunto de direitos fundamentais – os direitos civis e políticos, e também os direitos econômicos, sociais e culturais – de todas as crianças, bem como as respectivas disposições para que sejam aplicados.

Cerca de 192 países ratificaram a Convenção da ONU sobre os Direitos da Criança. O Brasil criou em 1990 o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente espelhado nos interesses e imposições desse documento.

É fato que todos os sistemas totalitários dedicam especial atenção à formação da juventude, começando com a criança. Sob pretexto de ensinar, impõem uma “verdade” coerente com o poder vigente ou a ser implantado.

Vemos isto claramente com a difusão da ideologia de gênero, o absurdo que ameaça as crianças na escola. Segundo essa teoria ideológica, os dois sexos – masculino e feminino – são considerados construções culturais e sociais, de modo que, embora existindo um sexo biológico, cada pessoa tem o direito de escolher o seu sexo social (gênero). Seus adeptos querem ensinar às crianças que elas, socialmente falando, não são homens ou mulheres, mas podem escolher qualquer opção sexual que quiserem. Para os seus defensores, quando a criança nasce ela não deve ser considerada do sexo masculino ou feminino, mas somente uma pessoa do gênero humano, que depois fará a escolha do seu próprio sexo.

A ideologia de gênero deixa as crianças confusas, enfraquecidas. É uma afronta esvaziar a denominação macho e fêmea das crianças. Se colocar essa confusão em suas cabeças, elas tendem a: não entenderem se vão se relacionar com menino ou menina; serem estimuladas a terem experiências amorosas ou homossexuais cada vez mais cedo; perderem o referencial de família.

O ensino intelectualmente honesto se preocupa em formar nos alunos a aptidão para o pensamento independente dos vícios e das ideologias, ao passo que a chamada “doutrinação” consiste na imposição, pelo professor, de uma doutrina na qual ele acredita e para a qual deseja ganhar a adesão dos alunos.

A Igreja e a doutrinação no ambiente escolar

Diante dessa trágica realidade, constatamos que grande é a nossa responsabilidade de mantermos as estacas e os mourões bem fincados, de ter sólido o alicerce sobre o qual se mantém firme a família.

Existe hoje uma mobilização nacional tentando coibir essa prática nas escolas, a exemplo do Projeto de Lei que cria o Programa Escola Livre, o Escola Sem Partido. De acordo com este Projeto “é vedada a prática de doutrinação política e ideológica em sala de aula, bem como a veiculação, em disciplina obrigatória, de conteúdos que possam induzir aos alunos a um único pensamento religioso, político ou ideológico”. Defende-se a ideia de uma escola livre, sem partido, doutrinação e a necessidade de uma nova educação.

Independentemente desta mobilização, a Igreja precisa fazer a sua parte, cumprindo o seu papel no ensino da Palavra, ensinando crianças, adolescentes e jovens os preceitos bíblicos. Jesus nos comissionou: “Ide e Ensinai” (Mateus 28.20).

A tarefa da Igreja não é impedir a profusão dessas ideologias, mas preparar crianças, adolescentes e jovens para enfrentá-las. A Bíblia nos orienta: “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele” (Provérbios 22.6).

Não podemos incorrer o erro de pensar que apenas uma lei aprovada proibindo a doutrinação nas escolas seja suficiente para garantir que os nossos filhos estejam seguros. O que realmente fará a diferença será o ensino permanentemente da Bíblia no lar e na igreja, além da experiência e vivência com Deus.

Por, Jamiel de Oliveira Lopes.




Decidindo entre a fé e a razão

O apóstolo Paulo é uma das grandes personalidades do Novo Testamento. Sua trajetória, suas cartas e seus trabalhos missionários o credenciam como um grande vulto no cristianismo.

Sua história, ora descrita por si mesmo em suas epístolas, ora no escrito lucano de Atos dos Apóstolos, retratam um homem genuinamente de Deus. São fartos os relatos históricos sobre sua pessoa. Sua vida foi e é objeto de inúmeros historiadores. Essas obras, inclusive, têm significativos valores, mas nenhuma delas se equiparam aos registros escriturísticos do doutor Lucas em Atos dos Apóstolos.

Como é sabido de todos, o enfoque lucano muda definitivamente a partir de Atos 13. Passando do protagonismo de Pedro para o protagonismo de Paulo. E deste capítulo até o derradeiro, as páginas da narrativa estão permeadas da figura paulina.

São vários os retratos pintados por Lucas a respeito deste homem. Todavia, gostaria de convidar o querido leitor para analisarmos um episódio em específico. Este se encontra registrado em Atos 27.11. O texto diz: “Mas o centurião cria mais no piloto e no mestre do que no que diz Paulo”. O contexto desta perícope é a viagem de Paulo para Roma. Após apelar para César diante de Festo, o apóstolo fora enviado num navio juntamente com outros presos a fim de ser julgado em Roma.

Sob a jurisdição do centurião Júlio, esses presos e Paulo zarparam nesse navio singrando os mares da costa da Ásia. Porém, a viagem tornou-se perigosa, pois os ventos eram contrários. Diante desta situação adversa o apóstolo aconselhou o centurião, bem como toda a embarcação, a não continuarem a viagem naquele momento. É neste cenário que entra o versículo em apreço, onde se diz que o centurião decidiu crer mais no piloto e no mestre do que em Paulo.

Após ouvir o conselho do apóstolo, o centurião decidiu consultar o piloto e o mestre do navio. A palavra piloto no texto refere-se ao timoneiro e o termo mestre é a palavra grega kybernetes, cujo significado é comandante. Ou seja, o centurião consultou o timoneiro que era o indivíduo que traçava os planos de navegação e o comandante da embarcação.

O que se entende por inferência é que estes dois especialistas na arte de navegar emitiram opinião diferente da do apóstolo. Há, portanto, dois lados distintos aqui. De um lado está Paulo, que é um homem de Deus, agente da vontade divina, representante da fé, contudo leigo no quesito navegação; e do outro lado, o timoneiro e o comandante, que especialistas em navegação tinham a experiência de navegar. Estes representando a voz da razão, aquele representando a fé. No meio desta situação, um centurião que deve tomar uma decisão de ouvir um dos dois lados.

Sabemos o final desta narrativa. Infelizmente, o centurião ignorou o conselho de Paulo. Ele preferiu confiar mais na experiência dos especialistas em navegação do que na orientação divina por intermédio do apóstolo. O final foi trágico. Naufragaram! Duzentas e sessenta e seis almas quase morreram porque o centurião ignorou a orientação divina.

Da mesma forma que este centurião, muitos estão numa encruzilhada precisando tomar uma decisão. Outros estão no limiar entre ouvir e obedecer a orientação divina ou acatar a voz da razão. Em quem crer e confiar? Em Deus e Seus conselhos ou naquilo que parece ser mais racional?

Diante de um diagnóstico médico que decretou o fim, em quem confiar? Na voz do especialista ou na orientação divina que diz que o Senhor é a cura? Diante de uma sentença negativa proferida por um juiz ou advogado, em quem confiar? Na voz da razão ou na voz da fé que diz que o Senhor é o Deus que muda sentenças? Em quem temos crido?

O naufrágio daquele barco foi fruto de uma decisão equivocada. Não permita que seu barco se quebre por ignorar um conselho de Deus na sua vida. Muitos cristãos estão com suas vidas arruinadas por não ouvirem o conselho de um homem de Deus. Ouça e obedeça a voz do Senhor através dos Seus instrumentos. Um grande desastre poderá ser evitado!

Conta-se que um empresário americano cristão, cuja empresa era uma prestadora de serviços, foi chamado para fechar um contrato milionário com certa empresa. Antes, porém, de fechar o negócio e assinar o contrato, o empresário decidiu consultar o seu pastor, que não entendia absolutamente nada do mundo empresarial. O pastor se prontificou em orar por aquele irmão e dar-lhe um conselho no outro dia. Ao passo que o pastor estava em oração, pessoas especialistas no mundo dos negócios palpitaram sobre a melhor de decisão a ser tomada. No outro dia o pastor liga para o irmão empresário e diz: “Irmão, Deus disse que não é para o irmão fechar este negócio”. Depois de um rápido diálogo, desligaram o telefone. Bastante relutante com aquele conselho, o irmão ponderou e decidiu obedecer a voz de Deus em detrimento do conselho dos especialistas. Não fechou o contrato milionário com aquela empresa. Após poucos meses, aquela empresa que queria contratar a empresa do irmão pediu falência e deixou um rombo milionário de dívida que causou a bancarrota de empresas menores que lhe prestavam serviço. Deus livrou a empresa do irmão através de um conselho!

Talvez você esteja sendo tentando a dar ouvidos a muitas outras pessoas e a ignorar o conselho de um homem ou mulher de Deus. Saiba que quando você estiver entre a fé e a razão, decida-se pela fé! Deus não irá lhe desamparar.

Por, Weder Fernando Moreira.




Como nós podemos vencer as tentações?

Vamos meditar no texto bíblico registrado na Carta de Paulo aos Gálatas 5. 16-26 , onde o Apóstolo dos Gentios exorta os cristãos a cultivarem uma vida de total dependência do Espírito Santo, visando o afastamento das diversas estratégias dos demônios em tentar conduzir o homem ao pecado. “Digo, porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne; e estes opõem-se um ao outro; para que não façais o que quereis. Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei. Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus. Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra essas coisas não há lei. E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito. Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros”.

A Bíblia revela que existe uma verdadeira guerra espiritual dentro de cada um de nós. A concupiscência carnal investe contra o espírito como objetivo de levar o homem a transgredir contra o Criador. Reitero: existe uma guerra dentro de cada um de nós. Mas o cristão que é guiado pelo Espírito Santo consegue vencer essa guerra. A Palavra de Deus afirma que somos o templo do Espírito Santo proveniente de Deus, por este motivo é interessante que esse santuário, nosso ser, sempre seja ocupado e dominado pelo Espírito do Senhor Deus em toda a sua plenitude, e isto inclui nossos pensamentos, vontade, decisões e caminhos. Como cristãos, resta-nos aceitar que a Terceira Pessoa da divindade seja percebida em nossa alma. O Espírito Santo está conosco e nos oferece proteção contra as tentações, e das setas das hostes espirituais da maldade.

A nossa meditação envolve a ação do Espírito Santo em moldar o caráter do ser humano. É a ação do Deus Espírito Santo que desenha o nosso caráter e transforma a natureza caída do homem. A natureza humana pode estar subjugada a natureza divina; esse quadro depende de cada pessoa. A natureza humana deve estar sujeita à natureza do Espírito Santo que habita no interior de cada cristão. Dessa forma, vamos poder vencer as tentações engendradas pelo Inimigo do ser humano. Podemos vencer os desafios que o diabo coloca diante da Igreja do Senhor, por que a Terceira Pessoa caminha conosco. Devemos lembrar das palavras de Jesus que diz: “o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós” (João 14.17 ). Isto significa que o mundo pecaminoso não sabe quem é, mas os filhos de Deus O conhecem. É o Espírito Santo que recebemos e está conosco quem subjuga a nossa natureza carnal.

No momento do nascimento do ser humano, o mesmo já vem ao mundo “dotado” de mau caráter, mas o Senhor Jesus se apresenta e propõe mudar essa realidade. Nascemos com o caráter corrompido, mas a Segunda Pessoa deseja mudar isso. A mudança acontece quando o homem reconhece a sua terrível situação, O recebe como Salvador e O aceita como aquEle que trabalhará em sua vida. Dessa forma, apresentamos à Ele os nossos desejos e passamos a fazer parte do próprio Jesus como Igreja, diferente dos que vivem no pecado e distante do Criador. Os homens que persistem no erro, somente o Senhor, por Sua graça, consegue restaurar o caráter contaminado pelo pecado.

Por, José Wellington Costa Junior.




“Mulher, que tenho eu contigo?”

O capítulo 2 do evangelho de João narra um dos episódios mais curiosos do Novo Testamento. Para muitos, as “bodas de Caná da Galileia”, mais do que uma festa nupcial comum em Israel, foi uma oportunidade de Cristo ratificar sua divindade entre os homens e afastar-se das limitações humanas que os laços familiares com Maria poderiam lhe cominar.

Sem dúvida, é curioso pensar que a reação de nosso Senhor para com Maria, no que diz respeito ao atendimento das necessidades da festa, fosse tão ríspida como se lê na narrativa das bodas de Caná. “Mulher, que tenho eu contigo?” É uma expressão que alimenta as mais terríveis imaginações e críticas dos dias atuais no tocante aos direitos das mulheres, ao posicionamento da figura feminina na sociedade, e às atribuições do papel feminino no contexto bíblico. Jesus estaria concordando com o rigor do judaísmo de seus dias quanto ao tratamento para com as mulheres? Afinal de contas, o Mestre, apesar de ser divino, também não era filho de Maria e, portanto, não é devida a honra aos pais como cumprimento ao primeiro mandamento com promessa conforme ensinam as Escrituras? Antes de tirarmos qualquer conclusão a respeito deste assunto é preciso considerar alguns aspectos que envolvem a dinâmica dos fatos.

As bodas em Caná da Galileia

O casamento em Israel nos tempos de Jesus era marcado por muita bebida e alegria. Diferentemente dos casamentos dos dias atuais a festa durava cerca de uma semana (sete dias). Uma festa com mais de um dia de duração, certamente carecia da provisão de comida e bebida em abundância. Como o vinho era a bebida mais exigida para a festa, a primeira rodada era servida pela família dos noivos que, naturalmente, apresentava um nível maior de qualidade. As demais eram servidas especialmente pelos convidados mais próximos à família dos noivos 1. Ao que tudo indica o vinho servido nos demais dias era misturado com maior quantidade de água, o que resultava num vinho de menor qualidade. Esse procedimento poderia ser adotado sem problemas, tendo em vista que os convidados já estavam saciados de beber vinho nos primeiros dias da festa.

Acontece que naquela ocasião os familiares proveram o melhor vinho no início, mas este acabou e a festa ficou à mercê de servir um vinho mais inferior. Alguns autores acreditam que Jesus e Maria seriam parentes dos noivos e, por esse motivo, o Mestre teria comparecido com seus discípulos à festa. O fato que reforça essa ideia é justamente Maria notificar Jesus acerca da necessidade de vinho. A água transformada em vinho torna evidente que o Mestre assumiu o seu papel de convidado e forneceu a parte que lhe cabia. O mestre-sala do casamento confirma a provisão quando diz: “Todo homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então, o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho (cf. João 2.10). Jesus evidenciou nas bodas de Caná que o seu ministério estava inaugurado e que a partir de então os milagres ocorreriam com maior notoriedade (cf. João 2.11).

O casamento judaico

Na cultura judaica os noivos eram acompanhados de pessoas que ajudavam na preparação dos mínimos detalhes da festa. A noiva era acompanhada pelas virgens que eram responsáveis pelo banho e ornamentação. Ela deveria estar bela como uma verdadeira rainha, coberta de pedras preciosas e os cabelos bem trançados. O noivo deveria se vestir também de maneira elegante, adornado com jóias e acompanhado pelo seu amigo íntimo, conforme ilustra João Batista (cf. João 3.29). Os casamentos na cultura judaica eram arranjados e acordados entre as famílias. Um amigo e o pai do noivo negociavam um valor como representante do pai da noiva. A compensação com trabalho (omohar) também podia ser combinada com a família da noiva e como dote ao pai da noiva. A quantia deveria ser guardada para a mulher no caso dela ficar viúva ou se ocorresse o divórcio. Como parte do contrato, o pai da noiva deveria dar um presente à filha (Gênesis 24.59-61; Juízes 1.12-15. Vale ressaltar que esta prática não significava que os pais ignorassem por completo os sentimentos dos filhos, pois na maioria das vezes a negociação tinha influência direta do amigo do noivo que intercedia em seu favor. Em muitos casos o sentimento entre o casal se despertava com o tempo e isso trazia maior estabilidade para as relações 2.

“Que tenho eu contigo?”

O que Jesus quis dizer com isso? Antes de qualquer coisa é preciso investigar a motivação da pergunta de Maria. Como já mencionado anteriormente, a provisão do vinho não era responsabilidade exclusiva da família dos noivos. RICHARDS (2007) discorre que os convidados teriam de participar revezando os turnos para compra da bebida afim de que a festa não fosse interrompida. E Jesus estivesse tentando dizer “Mulher, o que isso tem a ver conosco?” Ou seja, ainda não era a sua vez de contribuir como suprimento do vinho. Partindo desse pressuposto, a pergunta de Maria não se tratava de qualquer motivação relacionada à natureza messiânica de Jesus, e sim uma pergunta natural num contexto em que os convidados teriam de assumir a responsabilidade com a provisão do vinho. A resposta do Mestre deveria ser na mesma naturalidade: “ainda não é chegada a minha vez”. No entanto, Jesus responde que ainda não é chegado “o seu tempo”, o que revela haver alguma intenção no teor da sua resposta no que diz respeito à sua missão como Filho de Deus 3.

Alguns autores contestam a afirmativa que assinala para a naturalidade dos fatos e apontam para outras possibilidades. Há quem afirme que Jesus estivesse demonstrando à Maria e aos demais discípulos uma prova da sua natureza divina, desvinculando-se dos laços maternos e dizendo à sua mãe que a hora e o momento para a realização do milagre não era competência dela, e sim do Filho de Deus. Seria uma demonstração da sua autoridade divina a fim de mostrar à Maria que a manifestação do milagre exigia, a partir de então, que sua mãe não interferisse nas ações de Jesus como Messias. RICHARDS (2007) argumenta ainda que esta opinião se associa à linha protestante tendo em vista que é uma resposta ao argumento católico de que Maria seja a intercessora junto à Cristo para que Ele conceda alguma beneficência àqueles que rogam por sua misericórdia.

Uma abordagem evangelística

A natureza do evangelho de João, diferentemente dos demais sinópticos, apresenta Jesus como o Cristo, o Filho de Deus. João tinha a preocupação em consolidar os fundamentos da fé a respeito da divindade de Jesus em contraste com os falsos ensinamentos que rodeavam as igrejas daquela época. O evangelho foi escrito com vista em atender às necessidades dos irmãos para que tivessem a convicção de que Jesus era, de fato, o prometido e aguardado Unigênito Filho de Deus (cf. João 20.31).

É mais provável que o registro do apóstolo sobre a festa nupcial em Caná da Galileia tenha como objetivo apresentar os aspectos da divindade de Cristo do que esclarecer ocasiões que resultaram em discussões quanto à influência ou não de Maria às ações milagrosas de Jesus. Os escritos joaninos revelam que o propósito da vida de Jesus era mostrar ao mundo o amor do Pai e a figura representativa da água transformada em vinho é um símbolo do Novo Testamento marcado pelo sangue do Cordeiro vertido na cruz (cf. Mateus 26.27-29).

João não discute apenas as implicações do tratamento de Jesus à Maria, embora na língua original grega a expressão “mulher” não se trata de uma repreensão, e sim de uma forma de tratamento normal da época, exemplificado no momento da cruz quando Jesus diz a João que recebesse Maria como sua mãe, e à Maria que recebesse a João como seu filho (cf. João 19.26,27). Além disso, o apóstolo é feliz ao citar os elementos do judaísmo como a talha das purificações onde o vinho novo, isto é, o elemento central do Novo Testamento é inserido. João apresenta aos seus leitores que um novo relacionamento será inaugurado no momento certo, na hora certa, indicada por Jesus na representação da água transformada em vinho 4.

Considerações finais

Finalmente, haja vista os argumentos dissertados neste artigo, não é possível chegar a um denominar comum. Até onde o texto nos permite compreender o que mais se aceita é que Maria, mesmo tendo consciência da natureza divina de seu Filho e tomada de preocupação quanto aos detalhes materiais da festa, acreditava que Jesus podia trazer a solução para aquela situação um tanto embaraçosa para a família dos noivos.

Maria foi até a pessoa certa a procurar o auxílio, embora a resposta de Jesus revele a limitação da compreensão humana (de Maria) acerca do plano divino. A intervenção do Senhor, seja em favor dos seus servos ou mesmo para trazer juízo sobre as más obras, ocorre no tempo demarcado por Deus. Ainda que a intenção de Maria fosse louvável o Criador tem seus propósitos e toda realização miraculosa visa que o seu Nome seja glorificado e os homens possam entender que os critérios para a realização dos milagres são de ordem particular do próprio Deus. Ele é quem conhece o coração dos homens e sabe a hora certa de intervir.

Talvez o que mais nos choca é a resposta de Jesus diante do argumento de sua mãe. Entretanto, vale ressaltar que a sua resposta e a forma miraculosa como provê o vinho de qualidade elevada estão atrelados preferencialmente ao propósito dos escritos de João no tocante à divindade de Cristo, do que necessariamente discutir as formas de tratamento dos tempos bíblicos que, diga-se de passagem, já esclarecido anteriormente, expõe apenas um tratamento normal da época que não possui nenhuma conotação pejorativa.

Notas Bibliográficas

1 GOWER, Ralph. Novo Manual dos Usos e Costumes dos Tempos Bíblicos. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 61.
2 Idem, pp. 61,62.
3 RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p. 200.
4 Eds. In ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, p. 504).

Por, Thiago Santos.




O cuidado de Deus com o Seu povo

O nosso texto bíblico encontra-se em Lucas 12.7 que diz: “Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais! Bem mais valeis do que muitos pardais”. Nesse capítulo Jesus está falando para milhares de pessoas. Conforme podemos ler Jesus faz várias admoestações. E uma delas é sobre os medos e os temores da vida. O Senhor sabia o quanto o medo tem feito mal para as pessoas. Então, para ensinar usa a metáfora do pardal. Um pássaro das terras da palestina. Para Jesus as figuras são as melhores maneiras de descrever as verdades eternas.

Deus cuida dos pardais

1. O que a Bíblia fala sobre os pardais – Que os pardais são aves sem muito valor. Não se pagava muito pelos pardais. Na Bíblia Viva lemos: “Qual é o preço de cinco pardais? Uns dois centavos, apenas!”. Os pardais era aves desprezíveis. A sociedade não estimava muito os pardais. Contudo, a Bíblia diz que, Deus escolheu as coisas humildes do mundo e as desprezadas para reduzir a nada as que são (1 Coríntios 1.28).

2. A simplicidade dos pardais – Os pardais são simples e pequenos de mais para serem assados. Mediam mais ou menos uns cinco a seis centímetros. Eram comuns de mais para se tornarem aves de estimação. O canto deles é muito monótono. Tinham grande prole. Hoje eles teriam dificuldades para encontrar aluguel.

3. A alegria dos pardais – Apesar de os pardais não terem o canto mais bonito, canta, canta e canta. A vida dos pardais é cantar. Eles louvam diariamente o Seu Criador. Os pardais nunca têm problema com a depressão. Visto que os que cantam seus males espantam.

4. Deus não esquece dos pardais – Eles são na verdade de pouco valor. Mas estão citados na Bíblia. Isso deve nos ensinar algumas verdades espirituais. Quando lemos as Escrituras notamos que o pardal foi lembrado pelo Senhor Jesus. Prezado leitor Cristo nunca se esqueceu de você. Tenha bom animo e vá em frente. Jesus não te abandonou.

O cuidado minucioso de Deus

1. Deus do Seu povo – Se Deus cuida dos pardais, não cuidará de cada um de nós? Seria Deus injusto para com o Seu povo? Deixando-os a mercê deste mudo? Não! Deus é fiel e cuida do Seu povo. O pardal depende exclusivamente de Deus para sobreviver. Assim também deve acontecer com nós (Atos 17.28).

2. Deus valoriza o Seu povo – Jesus disse que valemos muito mais que os pardais (Lucas 12.7). E às vezes pensamos que não valemos nada. E achamos que ninguém se importa com nós neste mundo. Entretanto, nenhuma pessoa está no esquecimento diante de Deus. Todas as pessoas têm valor para Deus. Ele tem um plano maravilhoso de salvação e cuidado para cada que se achega a Ele por meio de Cristo.

3. Deus ama o Seu povo – Não somos ninguém, somos alguém. Somos pessoas amadas e cuidadas pelo Pai. Um velho pastor disse: “Quando servimos a Jesus de todo o nosso coração, Deus cuida de nós”. No plano da salvação, está incluso o cuidado de Deus. Então tenhamos confiança em Deus. Creiamos na Sua Palavra.

4. Deus nos livra dos temores – Então nada de medos e temores. Jesus prometeu estar conosco todos os dias (Mateus 28.20). Talvez você se sente abandonado. Esta palavra então é para você. Aprenda com o pardal. No grego a palavra pardal está no diminutivo. Mas apesar disso, ela é considera uma ave sábia (Salmos 102.7).

Áreas que abrangem o cuidado de Deus

1. Deus cuida de Seu povo – Isso é a mais pura verdade (1 Pedro 5.7). Deus cuidou no passado, presente e futuro o povo de Israel. O Senhor cuida da Sua Igreja. E cuida individualmente de cada um de nós. Portanto deixemos de lado os temores da vida. E vivamos felizes com o nosso Deus.

2. Deus cuida da nossa família – Basta lermos os salmos 127 e 128 para constatarmos esta verdade. O Senhor cuida dos cônjuges. Ele cuida do nosso casamento. E cuida de nossos filhos. E cuida também que toda a nossa família seja salva (Atos 16.31). Ainda que lutem para destruírem a família. Ainda assim ela subsistirá. Porque Deus cuida dela.

3. Deus cuida de nossa saúde – A nossa saúde faz parte do cuidado de Deus. A cura das enfermidades faz parte da salvação. Deus tem cuidado para que o Seu povo desfrute de saúde física, mental e espiritual. Ele nos livra das pragas (Salmos 91.6). Caso você está doente prezado leitor, ore ao Senhor e confie nele. Leia agora (Tiago 5.14).

4. Deus cuida da nossa salvação – Deus arquitetou a salvação, Jesus consumou a salvação e o Espírito Santo aplica a salvação. O Pai cuidará para que sejamos arrebatados (1 Coríntios 15.51,52). O Senhor cuidará da nossa eternidade junto dele e do Seu Filho Jesus. Permanecemos firmes! Porque Jesus cuidou em ir preparar um lugar no céu para nós (João 14.1-3). Imaginemos o quão lindo e maravilho é o céu. E tudo isso com a presença de Jesus.

Conclusão

O pardal pode nos ensinar muitas lições preciosas. Mas podemos citar apenas duas, a confiança e louvor ao Deus Criador. Com ele aprendemos a pedagogia do cuidado divino. Deus é um Pai cuidador. Este é o ensino geral das Escrituras. Ora, se Deus cuida de algo tão barato! Não cuidará do salvo, pessoa tão cara? Na verdade, o pardal não tem a graça dos homens, mas tem o cuidado de Deus. E isso deve nos animar. E se somos filhos de Deus, então estamos cuidados. Jesus cria no cuidado minucioso de Deus. Ele sabia que os olhos do Senhor estavam sobre os pardais. Então, Jesus diz para cada um de nós hoje: “Não temais! Bem mais valeis do que muitos pardais”.

Por, João Fernandes de Lima.




Salvação: de graça ou pela graça?

Existem várias pessoas que arrependeram-se dos seus pecados, receberam Jesus como seu Salvador pessoal, desceram às águas batismais e passaram a fazer parte do Corpo de Cristo. Em verdade, estas pessoas obtiveram da parte de Deus uma grande oportunidade de fazer parte das promessas das Escrituras Sagradas que garantem aos fiéis a vida eterna, a entrada no Reino Celestial e a certeza de uma vida vitoriosa e abençoada. Porque Deus tem prazer em abençoar a todos os que Ele recebe por filhos.

Mas, todas estas bênçãos têm uma condicional, o próprio Deus diz isso. No convite formalizado por Jesus está a graça de Deus e a abertura para se alcançar o favor do Pai celestial: “Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos e Eu vos aliviarei” (Mateus 11.28-30).

Como observamos, os dizeres são aprazíveis. Mas Jesus continua: “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para vossas almas”. A partir deste momento, muita gente estaciona, não prossegue, pois não quer jugo nenhum, sacrifício nenhum, responsabilidade nenhuma.

O que está em pauta na mente dessas pessoas são as bênçãos materiais e espirituais. Como o jovem rico, que procurou Jesus em busca de uma herança no céu, mas desprezou a proposta que o Nazareno apresentou-lhe, e afastou-se desconsolado.

O grande preço da salvação já foi pago por Jesus quando Ele derramou seu sangue na cruz. Absolutamente ninguém neste mundo poderia pagar este preço. Como declarou o salmista: “Nenhum deles, de modo algum, pode remir a seu irmão, ou dar a Deus o resgate dele” (Salmo 49.7,8).

Em verdade, a proposta de Jesus para o jovem rico era o preço que ele teria que pagar para alcançar a vida eterna, um preço muito caro para quem ama o presente século. O preço era abandonar a boa vida que desfrutava com suas comodidades, e no qual residia a sua confiança. Após a sua renúncia, o rapaz deveria seguir Jesus, sem a certeza de um lugar para reclinar a cabeça, conforme o mesmo Jesus declarou (Mateus 8.20).

A salvação através da mensagem de Cristo é a maior de todas as conquistas e bênçãos da parte do Eterno para o homem, mas custou um alto preço. O preço foi a vida do Seu próprio Filho em um mundo de homens e mulheres contenciosos e satisfeitos com o pecado, incluindo os próprios judeus, compatriotas do Messias. O apóstolo João deixou registrado: “Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam” (João 1.11). Tal sacrifício não foi observado pelo Pai, no qual o pecado foi castigado ao sofrer o justo juízo (Mateus 27.46). Ali o Senhor serviu como sacerdote e vítima simultaneamente (Hebreus 8.3).

Paulo declarou: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus que me amou a si mesmo se entregou por mim” (Gálatas 2.20).

Esta nova vida custa o preço da nossa vaidade, orgulho, submissão ao Evangelho e ao ministério da igreja que pertencemos (Romanos 6.17-22). Quem está disposto a pagar este preço?

Que diferença da mensagem que divulgam por aí! O que chega aos nossos ouvidos dá conta de que o povo ouve um conteúdo de relaxamento espiritual, adaptação às heresias e às fantasias mundanas nas liturgias. Paulo escreveu que este não é o Evangelho genuíno (2 Coríntios 11.4).

A entrada nesta graça de Deus exige um novo nascimento, nova vida, novo comportamento, novo caráter. (2 Coríntios 5.17) e muita gente não tem o menor interesse em pagar o preço e muito menos crucificar o seu ego.

O Apóstolo dos Gentios acrescenta com muita severidade aos que estavam desanimados pelo preço que teriam de pagar. São verdades bíblicas que muitos líderes evitam ler nas suas congregações: “Confirmando o ânimo dos discípulos; exortando-os a permanecer na fé, pois que por muitas tribulações importa entra no Reino de Deus” (Atos 14.22).

De sorte que esta graça nunca foi de graça. E aqueles que dizem ser cristãos mas não pagam o preço da sua fé, jamais serão crentes fiéis. Essas pessoas desejam, apenas, desfrutar do ambiente social e fraternal entre os evangélicos, mas nunca chegam a entrar no Reino de Deus que está entre nós (Lucas 17.21). Enganam-se aqueles que imaginam que o Evangelho e a salvação manifestada em Cristo não implicam renúncia e compromisso.

Por, José Edson de Souza.




O caráter segundo a Palavra de Deus

Nós, pastores, temos a responsabilidade diante do Senhor na condução de Sua Igreja. Cabe a nós o papel de orientar os nossos irmãos segundo os reclames da Palavra de Deus, e não de acordo com as nossas opiniões ou demais conceitos. É verdade que a nossa denominação, que completou recentemente anos, apresenta as suas prerrogativas, identidade e liturgia, mas a base para que este aparato se sustente na Assembleia de Deus é a doutrina bíblica. Evidentemente que o cristão devidamente orientado observa todos os detalhes referentes à denominação, cumpre com as suas tradições, mas o referencial é o ensino da Palavra de Deus em sua vida, que forja nele o caráter de Cristo. Se a todos os cidadãos é requerido comportamento exemplar na sociedade a fim de que tenhamos uma boa convivência, ao cristão é requerido muito mais ainda.

Pensando nisso, não podemos, como crentes e comprometidos com o Reino de Deus, exibir o mesmo comportamento de quem não tem responsabilidade com o Altíssimo. Vemos por exemplo a conduta do povo brasileiro, com seu peculiar “jeitinho”. Tal o tema caráter, o nosso comentário não se restringe somente ao círculo evangélico, mas incluímos o nosso relacionamento com a sociedade. Infelizmente a formação cultural do brasileiro deixa a desejar no que se refere a este aspecto.

Conheço o testemunho de um crente, residente nos Estados Unidos, que sofreu um acidente com seu carro, e acabou sendo questionado por diversos policiais, a medida que as viaturas estacionavam próximo de seu automóvel, se ele estava com o cinto de segurança. Ele respondeu que sim, mas se estivesse mentindo? Logo as autoridades descobririam e seria penalizado por ter cometido uma infração de trânsito.

Quanto ao nosso comportamento, vejamos o que diz a Palavra de Deus. Lemos o seguinte na Carta de Paulo ao Efésios . – : “Que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano […]. E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade”. O caráter de Cristo nos faz ser corretos. Se nos comportarmos como a Palavra nos orienta, nosso destino é a Cidade Santa que Jesus foi preparar para nós (João 14.1-23). Estejamos firmes e obedientes, aguardando o Senhor vir nos buscar para o Seu Reino, onde desfrutaremos as benesses celestiais.

Por, José Wellington Costa Junior.




A importância das confissões de fé

No período da Igreja primitiva a expressão Confissão de Fé era utilizada para descrever o testemunho dos mártires na hora de enfrentarem a morte. Depois o termo passou a ser utilizado para designar as declarações formais da fé cristã escritas pelos protestantes desde os primeiros dias da Reforma. Assim, a Confissão de Fé está relacionada com vários outros tipos de breves resumos autorizados da fé.

Há outros termos que estão relacionados: o credo e os catecismos. O credo refere-se às declarações da Igreja primitiva em que os cristãos em todos os tempos e lugares têm reconhecido como o Credo dos Apóstolos, de Niceia, entre outros. Já os catecismos são declarações de fé estruturadas, escritas na forma de perguntas e respostas e geralmente exercem as mesmas funções das confissões.

Desde a Reforma Protestante no século XVI, os reformadores sentiram a necessidade de produzir resumos teológicos de forma que todos pudessem melhor compreender a fé e prática cristã que estava sendo proposta, inclusive a Confissão de Fé era uma forma de reposicionar o próprio cristianismo dentro das forças da Europa moderna que nascia.

Assim, as Confissões de Fé exerceram, no século XVI, um papel fundamental no cristianismo reformado nascente: instruíam os fieis mais humildes, entesouravam as novas ideias dos teólogos, reunificava a fé e a pratica visando a unidade cristã reformada, contribuía na distinção entre ortodoxia e heterodoxia e se tornava um referencial para disciplinar os desregrados.

Como a Reforma Protestante foi um movimento politicamente diverso, isso impediu a formulação de uma única e completa confissão. Normalmente o processo do surgimento das Confissões de Fé era o mesmo: logo que um indivíduo ou grupo aceitava a fé Protestante, escrevia-se uma Confissão de Fé.

Considerando que as Confissões de Fé surgiram em meio à diversidade protestante, os povos das nações reformadas fizeram vários usos delas, porem é inegável o valor das Confissões no protestantismo, pois serviram de ponte entre a revelação bíblica e culturas especificas e surgiram como resposta à necessidade de compreensão diante do ensino cristão concernente a um problema ou lugar específico.

Ao longo dos tempos sempre houve duas tendências gerais: os que desprezam as Confissões de Fé alegando lealdade somente às Escrituras e considerando que as Confissões de Fé podem errar. Foi assim que no século XIX surgiu uma tendência de rejeição as confissões de Fé. E os que defendem o uso de Confissões de Fé citando textos bíblicos como suporte para tal como: 2 Tessalonicenses 2.13; 1 Coríntios 15.1-8; Gálatas 6.6; Tito 1.9; Romanos 6.17; 1 Coríntios 11.2; 2 Tessalonicenses 3.6.

Um fator digno de nota é que as Confissões de Fé, para o protestantismo, não tem o mesmo valor das Escrituras, mas são instrumentos valiosos de resumos e diretrizes da vida cristã.

Desde os primeiros anos as Assembleias de Deus preocupou-se em expressarem que elas criam e os que elas praticam. Segundo o Pr. Isael de Araujo, em Obreiro Aprovado nº 75, “O Que nós cremos” foi publicado no jornal Boa Semente de 16 de Abril de 1919 e foi repetido no jornal O Som Alegre de Março de 1930. Este foi a primeira publicação de deixar explicita a todos a sã doutrina esposada pelas Assembleias de Deus.

Em 1962, o Missionário Otton Nelson publicou no jornal MP de Janeiro de 1931 o artigo doutrinário sob o titulo: “O que ensinamos”. Tratava-se de uma doutrina bíblica em cada um dos 11 parágrafos.

A partir de 1969 passa a ser publicado um “Cremos” no jornal MP. Segundo o historiador Isael de Araujo, não se conhece quem e as razões para que esse “Cremos” fosse publicado, mas provavelmente foi devido a um debate sobre a Trindade em 1968.

Nas décadas de 60, 70 e 80 houve discussões sobre a necessidade de se ter um Credo, mas os pastores mais conservadores achavam que credo era coisa de católicos.

Em 2012 foi proposto a reforma do credo oficial e promulgado em Abril de 2017 a Confissão de Fé assembleiana.

Confissão de Fé e pós-denominacionalismo

Com a ampla liberdade religiosa no Brasil isto favoreceu o surgimento de varias denominações e consequentemente isto desembocou no surgimento de varias grupos que distanciando-se de suas denominações de origem, criam novos grupos independentes, onde a linguagem e tendência de mercado é utilizada: não importa o rotulo e sim o conteúdo. Ou as vezes permanecendo no mesmo grupo mas com práticas que não condizem com a fé professada pela denominação. Assim passou-se do denominacionalismo para o pós-denominacionalismo e neste caso vem se mudando não apenas o rótulo, mas também o conteúdo pois no afã de crescimento a qualquer custo para bater frente a “concorrência”, o conteúdo também é mudado. Isto é uma tendência que vem se acentuando no Brasil nos últimos anos.

No período denominacionalista pensava-se como denominação, no pós denominacionalismo não se pensa tanto mais como denominação. As denominações já não conseguem abranger somente aqueles que pensam como a denominação, mas como indivíduos. Reflexo das tendências sociais contemporâneas do individualismo.

É exatamente aí que entra a importância da Confissão de Fé. Se há mudanças no conteúdo, o conteúdo ortodoxo precisa ser distinguido para ser diferenciado e a Confissão de Fé é uma das alternativas para isto.

A Confissão de Fé pode se tornar um elemento unificador da denominação bem como a sua voz oficial diante da sociedade, além de elemento de refutação das heresias. No caso da Assembleia de Deus, tendo em vista a sua abrangência em todo o território nacional e portanto sua expressividade, a Confissão de Fé é imprescindível

O grande desafio, no entanto, é fazer com que a Confissão de Fé alcance a denominação na sua amplitude, tendo em vista a grandeza das Assembleias de Deus no Brasil. Assim deve se trabalhá-la nos seminários e Institutos Bíblicos assembleianos, bem como nos cursos de formação de ministros das Assembleias de Deus, em Escolas Bíblicas e Convenções Regionais e no discipulado de novos crentes.

À medida que a sociedade avança e surgem e ressurgem heresias há a necessidade de acrescentar novos elementos e explicitar outros na Confissão de Fé, atentando sempre para o aspecto linguístico, tendo em vista a vivacidade da língua, afinal a Confissão de Fé deve sempre cumprir o seu propósito que é comunicar de forma precisa e inteligível os principais aspetos de uma fé ou denominação. Porém, não se deve perder um elemento inegociável em qualquer Confissão de Fé: a biblicidade.

Referências Bibliográficas

CHAMPLIN. Russel Norman. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia 13ª Edição. São Paulo. Hagnos 2015
DEUS. Declaração de Fé das Assembleias. 1ª Edição. Rio de Janeiro. CPAD 2017
APROVADO. Revista Obreiro. Nº 75. Artigo A Historia do Cremos. Isael de Araujo. 2016. Rio de Janeiro. CPAD.
CRISTÃ. Enciclopédia Histórico Teológica da Igreja. 1ª Edição. Vol. 1. Editor Walter A. Elwell.1988.São Paulo. Vida Nova

Por, Adejarlan Ramos.




A mordomia ministerial

Mordomia Cristã é administrar as coisas que Deus nos confiou, a saber: família, trabalho, dinheiro, casa, carro, tempo, dons, talentos, ministérios, igreja, vida, saúde, corpo, etc. Uma vez definido o termo Mordomia Cristã, é possível então definirmos especificamente o termo “Mordomia Ministerial” como administração do ministério que Deus confiou a alguém.

Diante de tudo o que Deus tem confiado aos seres humanos, a gratidão e a devoção devem permear o significado de toda existência humana. O escritor aos Hebreus afirma que “…a palavra de Deus… é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração” (4.12), ou seja, para Deus não é válido apenas o que se faz, mas principalmente o propósito e a intenção do coração ao fazê-lo. Isso significa que, tudo o que se realiza para o Senhor, deve ser pautado por motivações e intenções santificadas, caso contrário não haverá nenhum valor para Deus.

Para que haja então uma correta aplicação quanto às motivações e intenções na Mordomia Ministerial, é importante que se tenha uma compreensão maior sobre ministério, e o faremos a partir da visão dada pelo Novo Testamento.

Podemos observar que o ministério cristão no Novo Testamento sempre esteve atrelado aos fundamentos apostólicos, podendo ser dividido em duas vertentes: 1) Ministério geral – é concedido por Deus a todos os cristãos, e são identificados como serviço, dons funcionais ou espirituais; 2) Ministério específico – é concedido a alguns cristãos segundo a soberania e a vontade divina, objetivando promover o aperfeiçoamento do corpo de Cristo.

A primeira definição ministerial exposta acima esclarece que cada cristão possui uma missão como igreja. Essa responsabilidade individual de cada cristão pode ser classificada como um ministério de “caráter externo” e envolve seu papel evangelizador, cooperando assim com a transformação do mundo em tudo que envolve o ser humano (mudança integral).

Com isso, é possível envolver toda a igreja no trabalho em cooperar com Deus em Sua missão de resgatar o homem, por meio de Jesus Cristo, o Senhor. A falta dessa consciência torna o cristão omisso quanto à sua responsabilidade individual como igreja, sempre atribuindo a responsabilidade apessoas que ele julga ter uma chamada específica.

Embora exista esse grupo de pessoas com chamadas específicas, isso não isenta o cristão individualmente –e sem exceção – de cumprir sua responsabilidade como igreja diante da sociedade.

A segunda definição ministerial compartilhada é que alguns cristãos possuem chamadas específicas, e isso pode ser afirmado a partir de exemplos bíblicos e também na história da própria igreja. Alguns princípios fundamentais marcam essas chamadas: Deus é sua fonte, conforme observamos na chamada de Jeremias (Jeremias 1.5); seu principal propósito é cumprir a vontade de Deus no mundo (aspecto geral); e edificar a igreja e, por meio dela, o mundo ser alcançado. Esse ministério específico possui um caráter mais interno, em que o mesmo é exercido dentro da realidade e dos desafios da igreja, visando ao aperfeiçoamento dos santos para que possam tornar Cristo conhecido.

À partir dos princípios da Mordomia Ministerial, é impossível não associar essa chamada à pessoa que a recebeu, e o primeiro questionamento surge: será que ele (o ministro) realmente tem chamada? É importante destacar que aquilo que credencia e autentica uma chamada é sua fonte, ou seja, o próprio Deus, exigindo um reconhecimento de que ser chamado é o mesmo que ser consagrado, ser propriedade exclusiva do Senhor, pois tudo pertence a Deus, inclusive o próprio cristão (Romanos 11.36).

O apóstolo Paulo em 1 Coríntios 4.1, 2 apresenta duas verdades: a pessoa chamada por Deus se torna um ministro de Cristo; ele, Paulo, recebeu uma missão particular, mas isso nada tem a ver com exclusividade no sentido elitista da palavra, antes o torna servo de Cristo e da própria igreja. Observa D. A. Carson sobre o texto citado: “A expressão ‘despenseiros dos mistérios de Deus’ poderia ser traduzida mais literalmente por ‘mordomos dos mistérios de Deus’. É verdade que os mordomos desfrutavam uma posição de confiança, mas, em uma sociedade mais hierárquica do que a nossa, essa posição era comumente ocupada por criados ou até por escravos. E confiança lhes era dada em sua função como criados, como escravos. Quanto os líderes cristãos são chamados ‘ministros de Cristo’, a obrigação específica é colocada sobre eles como servos de Cristo é a obrigação de promover o evangelho. Isso é tudo que está implícito em ser ‘despenseiros dos mistérios de Deus’. O que significa ser um ministro de Cristo é estar obrigado a promover, por palavras e exemplo, o evangelho do Messias crucificado“(Carson, 1993, p. 121).

Segundo as palavras de Carson, os que atenderam ao chamado de Deus, devem cumpri-lo com uma consciência pura de que receberam do Senhor sua chamada, e também de certa forma se trata de uma obrigação exercê-lo. Porém, essa consciência é resultado de um preparo, que proporcionará à pessoa uma consciência genuinamente cristã para o exercício de seu ministério que deve objetivar a glória de Deus, a edificação da igreja e a promoção do Reino de Deus por meio do evangelho de Cristo.

Essa consciência pura, proporciona à pessoa algumas verdades que são fundamentais no exercício de uma função no Reino de Deus, que são: define a posição da pessoa dentro do Reino de Deus (como servo); aponta para a posição de Deus em Seu próprio Reino (Soberano). Com isso, é possível que a pessoa nunca se esqueça de quem é a fonte de tudo e qual é seu papel dentro do Reino, além de fazê-lo compreender que Deus tem o controle dos detalhes de Sua obra, além de ajudá-lo a tomar as decisões corretas.

Todo cristão possui um papel importante na execução do plano redentivo de Deus para o homem, e também alguns possuem chamadas específicas que visam à edificação da igreja, e na execução das mesmas são mordomos, ou seja, administradores de bens que não lhes pertencem, mas que receberam do Senhor. Trata-se de um grande privilégio a ser exercido de maneira a agradar a Deus.

Por, Elias Torralbo.