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O que a Bíblia diz sobre as riquezas

Nos nossos dias tornou-se muito comum encontrar pregadores na TV ou na internet, que proclamam a teologia da prosperidade, dizendo que o crente não pode ser pobre ou estar em sofrimento, pois isso demonstra falta de fé ou a existência de pecado. Esses pregadores afirmam com muita veemência que o cristão deve ser rico e muito saudável sempre, por causa da sua fé em Cristo. São os pregadores da prosperidade, que, na verdade, vendem esta ideia, pois pedem contribuições aos seus telespectadores, tornando-se, em muitos casos, mercadores da prosperidade, infelizmente.

Sobre teologia e prosperidade

Já há algum tempo que muitos teólogos e cristãos em geral têm demonstrado seu descontentamento, sua revolta e condenação contra o que se convencionou chamar de “teologia da prosperidade” ou “doutrina da prosperidade”: aquela velha crença/concepção, modernamente revigorada com outra maquiagem doutrinal, de que riqueza é sinal de se estar na presença de Deus, com alguns até fazendo “poupança” aqui na terra objetivando lograr passaporte para o paraíso. Esse tipo de teologia norteia a conduta de alguns crentes, impulsionando-os a ganhar dinheiro, armazenar bens e a objetivar sempre o lucro, mas nunca, jamais, o bem da comunidade dos irmãos; e o que é bem pior, a sua real salvação segundo o Evangelho.

Em defesa da evidência inicial

Em defesa da evidência inicialA doutrina da evidência inicial é uma marca importante do pentecostalismo clássico e tem uma forte base escriturística. As Sagradas Escrituras normalmente associam o enchimento do Espírito ao discurso vocal. É claro, a partir de uma leitura no progresso revelacional das Escrituras, que há uma mudança de chave da evidência do revestimento de poder. Gradualmente, da Antiga a Nova Aliança, a evidência do enchimento do Espírito passa da profecia à glossolalia. E, também, o enchimento do Espírito deixa de ser apenas para alguns escolhidos e passa a ser disponível a todos os homens. Apesar das críticas costumeiras a essa doutrina, o seu embasamento exegético, hermenêutico e teológico é bastante robusto.

O perigo de estudar seitas sem preparo

O perigo de estudar seitas sem preparoAo longo de muitos anos ensinando em igreja ou em classes de seminário, tomei conhecimento de diversos casos de irmãos que assumiram o compromisso de evangelizar adeptos de seitas, mas que acabaram se tornando vítimas delas – por falta de preparo. Os casos mais comuns se relacionam ao judaísmo, ao mormonismo, ao sabatismo e às testemunhas-de-jeová.

As causas principais desse tipo de fracasso são, geralmente, (a) o pouco conhecimento das Escrituras; (b) o desconhecimento da hermenêutica sagrada, da exegese bíblica, e do vernáculo. Outra causa, ainda, seria a falta de bom senso.

Verdadeiros apóstolos do Senhor

Verdadeiros apóstolos do SenhorA palavra apóstolo vem do grego (apostellein) dizia respeito ao servo de alguém com uma autoridade maior que os outros servos, para executar determinadas tarefas específicas, ao ponto de ser enviado para cumprir determinada missão. O apóstolo estava sempre debaixo da autoridade de alguém para executar determinada ordem ou trabalho. Daí o fato de os doze homens escolhidos por Jesus para o representarem serem chamados de apóstolos. Reparem que Jesus não chamou um único representante para substituí-lo ou representá-lo, mas doze homens, um grupo, que mais tarde, seriam milhares.

Os Evangelhos e a real prosperidade

Os Evangelhos e a real prosperidadeNos nossos dias tornou-se muito comum encontrar pregadores na TV ou na internet, que proclamam a teologia da prosperidade, dizendo que o crente não pode ser pobre ou estar em sofrimento, pois isso demonstra falta de fé ou a existência de pecado. Esses pregadores afirmam com muita veemência que o cristão deve ser rico e muito saudável, sempre, por causa da sua fé em Cristo. São os pregadores da prosperidade, que, na verdade, vendem esta ideia, pois pedem contribuições aos seus telespectadores, tornando-se, em muitos casos, mercadores da prosperidade, infelizmente.

Muitos cristãos, que estão passando por dificuldades financeiras ou por enfermidades, ao ouvir essas mensagens ficam se perguntando: será que isto é verdade? E o que eu faço, já que estou nesta situação? Estou em pecado, ou não tenho fé suficiente para ser abençoado?

A pregação “aos espíritos em prisão”

A pregação aos espíritos em prisãoA morte de Cristo na cruz do Calvário é conhecida como umas das mais cruéis e repugnantes que se tem conhecimento, todavia, tornou-se um marco na história da humanidade. O mundo espiritual sofreu mudanças significativas com a morte do Messias. Além da manifestação da graça de Deus trazendo salvação aos homens, nosso Senhor, durante o tempo em que Seu corpo esteve sepultado, não permaneceu confinado ao sono da morte. Antes, Sua alma santa desceu até as profundezas do Hades, às partes mais inferiores do mundo oculto e, com autoridade e poder, “pregou aos espíritos em prisão” (cf. 1 Pedro 3.19).

Declaração ou profecia?

Declaração ou profeciaHoje em dia é possível ver de tudo um pouco nos arraiais evangélicos: desde bizarrices a sandices em nome da fé e da manipulação das massas. A moda agora, embora não seja nenhuma novidade, é a famosa frase dita por pregadores evangélicos: “vire para o seu irmão e profetize”. Embora, a meu ver, interagir com o ouvinte não seja de todo ruim, classificar como profecia tais palavras é perigoso demais. Geralmente tais falas, são oriundas da falta de conteúdo bíblico do pregador durante a exposição da mensagem. Para preencher tempo e envolver emocionalmente a plateia, esses preletores lançam mão dessas táticas e falas que na sua maioria, servem apenas para provocar emoções e frenesi na assistência.

O trato com as heresias e os hereges

O trato com as heresias e os heregesA Igreja do Senhor existe há mais de dois mil anos, passando por provações, lutas, perseguições e vitórias. Desde a sua fundação, surgiram várias linhas teológicas, doutrinas, pensamentos, interpretações e heresias, cada uma mais absurda que a outra. Tentativas de inserir livros não canônicos como regra de fé aos cristãos e argumentos baseados em experiências espirituais pessoais estão entre os problemas enfrentados. Sempre que surgia uma nova doutrina, era quase sempre para se adequar aos interesses do povo ou do líder em geral.

As ordenanças da Ceia e do Batismo

As ordenanças da Ceia e do BatismoDurante o período da Idade Média, a Igreja Católica, por ocasião do Concílio de Constança em 1415, suspendeu aos fiéis a participação do vinho por ocasião da celebração da Ceia do Senhor (Eucaristia). Pouco mais de 100 anos após este Concílio, em 1519, o reformador alemão Martinho Lutero (1483- 1546) publicou alguns sermõesSobre os sacramentos. Neles, o reformador apontou o erro em não servir o cálice aos servos de Cristo. No dia 6 de outubro de 1520 em sua obra Do cativeiro babilônico da Igreja, Lutero dedicou-se, entre outros temas, a defender a participação dos leigos no partir do pão e absorção do vinho por ocasião da Ceia do Senhor. Neste escrito, o reformador desfez exegeticamente as teses contrárias, estabeleceu comunhão do pão e do cálice para todos os crentes e concluiu:

“Mateus, Marcos e Lucas concordam entre si que Cristo teria dado todo o sacramento a todos os seus discípulos, e é certo que Paulo tenha dado as duas espécies; de modo que nunca houve alguém tão desavergonhado ao ponto de afirmar outra coisa […] É ímpio e tirânico negar ambas as espécies aos leigos, nem esta nas mãos de anjo algum e menos ainda do papa e de qualquer concílio”.

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