Arquivos da Categoria: Apologética

Em defesa da evidência inicial

Em defesa da evidência inicialA doutrina da evidência inicial é uma marca importante do pentecostalismo clássico e tem uma forte base escriturística. As Sagradas Escrituras normalmente associam o enchimento do Espírito ao discurso vocal. É claro, a partir de uma leitura no progresso revelacional das Escrituras, que há uma mudança de chave da evidência do revestimento de poder. Gradualmente, da Antiga a Nova Aliança, a evidência do enchimento do Espírito passa da profecia à glossolalia. E, também, o enchimento do Espírito deixa de ser apenas para alguns escolhidos e passa a ser disponível a todos os homens. Apesar das críticas costumeiras a essa doutrina, o seu embasamento exegético, hermenêutico e teológico é bastante robusto.

O perigo de estudar seitas sem preparo

O perigo de estudar seitas sem preparoAo longo de muitos anos ensinando em igreja ou em classes de seminário, tomei conhecimento de diversos casos de irmãos que assumiram o compromisso de evangelizar adeptos de seitas, mas que acabaram se tornando vítimas delas – por falta de preparo. Os casos mais comuns se relacionam ao judaísmo, ao mormonismo, ao sabatismo e às testemunhas-de-jeová.

As causas principais desse tipo de fracasso são, geralmente, (a) o pouco conhecimento das Escrituras; (b) o desconhecimento da hermenêutica sagrada, da exegese bíblica, e do vernáculo. Outra causa, ainda, seria a falta de bom senso.

Verdadeiros apóstolos do Senhor

Verdadeiros apóstolos do SenhorA palavra apóstolo vem do grego (apostellein) dizia respeito ao servo de alguém com uma autoridade maior que os outros servos, para executar determinadas tarefas específicas, ao ponto de ser enviado para cumprir determinada missão. O apóstolo estava sempre debaixo da autoridade de alguém para executar determinada ordem ou trabalho. Daí o fato de os doze homens escolhidos por Jesus para o representarem serem chamados de apóstolos. Reparem que Jesus não chamou um único representante para substituí-lo ou representá-lo, mas doze homens, um grupo, que mais tarde, seriam milhares.

Os Evangelhos e a real prosperidade

Os Evangelhos e a real prosperidadeNos nossos dias tornou-se muito comum encontrar pregadores na TV ou na internet, que proclamam a teologia da prosperidade, dizendo que o crente não pode ser pobre ou estar em sofrimento, pois isso demonstra falta de fé ou a existência de pecado. Esses pregadores afirmam com muita veemência que o cristão deve ser rico e muito saudável, sempre, por causa da sua fé em Cristo. São os pregadores da prosperidade, que, na verdade, vendem esta ideia, pois pedem contribuições aos seus telespectadores, tornando-se, em muitos casos, mercadores da prosperidade, infelizmente.

Muitos cristãos, que estão passando por dificuldades financeiras ou por enfermidades, ao ouvir essas mensagens ficam se perguntando: será que isto é verdade? E o que eu faço, já que estou nesta situação? Estou em pecado, ou não tenho fé suficiente para ser abençoado?

A pregação “aos espíritos em prisão”

A pregação aos espíritos em prisãoA morte de Cristo na cruz do Calvário é conhecida como umas das mais cruéis e repugnantes que se tem conhecimento, todavia, tornou-se um marco na história da humanidade. O mundo espiritual sofreu mudanças significativas com a morte do Messias. Além da manifestação da graça de Deus trazendo salvação aos homens, nosso Senhor, durante o tempo em que Seu corpo esteve sepultado, não permaneceu confinado ao sono da morte. Antes, Sua alma santa desceu até as profundezas do Hades, às partes mais inferiores do mundo oculto e, com autoridade e poder, “pregou aos espíritos em prisão” (cf. 1 Pedro 3.19).

Declaração ou profecia?

Declaração ou profeciaHoje em dia é possível ver de tudo um pouco nos arraiais evangélicos: desde bizarrices a sandices em nome da fé e da manipulação das massas. A moda agora, embora não seja nenhuma novidade, é a famosa frase dita por pregadores evangélicos: “vire para o seu irmão e profetize”. Embora, a meu ver, interagir com o ouvinte não seja de todo ruim, classificar como profecia tais palavras é perigoso demais. Geralmente tais falas, são oriundas da falta de conteúdo bíblico do pregador durante a exposição da mensagem. Para preencher tempo e envolver emocionalmente a plateia, esses preletores lançam mão dessas táticas e falas que na sua maioria, servem apenas para provocar emoções e frenesi na assistência.

O trato com as heresias e os hereges

O trato com as heresias e os heregesA Igreja do Senhor existe há mais de dois mil anos, passando por provações, lutas, perseguições e vitórias. Desde a sua fundação, surgiram várias linhas teológicas, doutrinas, pensamentos, interpretações e heresias, cada uma mais absurda que a outra. Tentativas de inserir livros não canônicos como regra de fé aos cristãos e argumentos baseados em experiências espirituais pessoais estão entre os problemas enfrentados. Sempre que surgia uma nova doutrina, era quase sempre para se adequar aos interesses do povo ou do líder em geral.

As ordenanças da Ceia e do Batismo

As ordenanças da Ceia e do BatismoDurante o período da Idade Média, a Igreja Católica, por ocasião do Concílio de Constança em 1415, suspendeu aos fiéis a participação do vinho por ocasião da celebração da Ceia do Senhor (Eucaristia). Pouco mais de 100 anos após este Concílio, em 1519, o reformador alemão Martinho Lutero (1483- 1546) publicou alguns sermõesSobre os sacramentos. Neles, o reformador apontou o erro em não servir o cálice aos servos de Cristo. No dia 6 de outubro de 1520 em sua obra Do cativeiro babilônico da Igreja, Lutero dedicou-se, entre outros temas, a defender a participação dos leigos no partir do pão e absorção do vinho por ocasião da Ceia do Senhor. Neste escrito, o reformador desfez exegeticamente as teses contrárias, estabeleceu comunhão do pão e do cálice para todos os crentes e concluiu:

“Mateus, Marcos e Lucas concordam entre si que Cristo teria dado todo o sacramento a todos os seus discípulos, e é certo que Paulo tenha dado as duas espécies; de modo que nunca houve alguém tão desavergonhado ao ponto de afirmar outra coisa […] É ímpio e tirânico negar ambas as espécies aos leigos, nem esta nas mãos de anjo algum e menos ainda do papa e de qualquer concílio”.

A visão evangélica sobre Maria

A visão evangélica sobre MariaO Evangelho de Lucas inicia-se contando um pouco da mulher mais Agraciada que já existiu na face da terra. Maria era uma camponesa simples que como outra qualquer, tinha os seus afazeres domésticos, mesmo a sua família e toda a nação de Israel estando debaixo do poder de Roma, imperialisticamente o povo estava dominado.

E Herodes querendo ganhar a confiança dos Judeus, logo tratou de professar a fé judia, para que fosse favorável aos judeus. Concomitantemente, percebeu também o grande temor que eles tinham pelo templo que fora construído por Salomão, demolido por Nabucodonosor, reerguido por Zorobabel, então Herodes tratou de reformá-lo.

Começou fazer grandes empreendimentos, construções magníficas em várias cidades segundo as tendências helenísticas visto que o grego havia se globalizado. Só que essas obras custaram uma enorme quantidade de dinheiro, e ele estava lidando com cidades que havia passado por guerras civis, por isso o povo estava sufocado com tantos impostos e tributos a pagar.

Profetas de causas espúrias

Profetas de causas espúriasAo longo da narrativa bíblica, encontramos profetas e “profetas”. Os primeiros são aqueles que, atendendo à voz de Deus, falaram aquilo que o Senhor lhes ordenou que falassem. Mantiveram a humildade e a dependência do Altíssimo. Já no segundo caso, ou seja, os “profetas”, foram homens arrogantes, presunçosos, desviados da vontade de Deus; falaram aquilo que lhes convinha, motivados pelas circunstâncias do momento. O que lhes interessava era o seu bem estar social e financeiro, não dando à mínima para a vontade soberana de Deus A esses e suas atitudes é que qualifico como “profetas de causas espúrias”. Tanto num caso, como no outro, os exemplos se enfileiram nas páginas das Escrituras Sagradas, permitindo-nos a análise de ambos os casos.

Diante de tal constatação poderíamos elaborar uma pergunta pertinente ao presente assunto: será que existem tais profetas nos dias atuais? Infelizmente, a resposta é: sim! Entranhada no meio evangélico existe uma gama de “pregadores” atuais que se intitulam “profetas de Deus”, porém, não passam de lobos vorazes, que conseguem se aproveitar da boa vontade do povo de Deus e defraudar-lhe recursos financeiros, sob o pretexto de estarem pregando a Palavra de Deus. Para considerar o presente assunto, usarei como exemplo desta categoria, o malfazejo “profeta” Balaão. No presente texto procurarei traçar um paralelo desse personagem com os ditos “pregadores” da atualidade.

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