Aumento da degeneração social: forte sinal da volta de Cristo

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Nunca antes houve uma campanha midiática tão forte no Brasil para tentar perverter os valores; qualidade dos evangélicos no país também preocupa

x-defaultNunca antes houve uma campanha midiática tão forte no Brasil para tentar perverter os valores da sociedade. Cada vez mais, a mídia brasileira, impressa, televisiva e virtual, tem defendido abertamente causas que se chocam frontalmente com os valores cristãos e da família. E como se não bastasse isso, a qualidade dos evangélicos no Brasil também preocupa.

No passado, muitos imaginavam que no dia em que os evangélicos se tornassem um grupo forte na sociedade brasileira, o país mudaria para melhor. O problema é que crescemos, mas sem qualidade na maioria dos casos. Hoje, não somos mais 5% da população, mas 25%. De cada quatro brasileiros, um se diz evangélico. Só que esse avanço quantitativo não foi acompanhado por um avanço qualitativo.

Há os que se dizem evangélicos, mas não acham nada de mais continuarem com práticas como a pirataria, o “jeitinho” brasileiro e a “mentirinha”, sem falar de casos ainda mais graves. Em 9 de setembro, o jornal “Extra”, do Rio de Janeiro, noticiou que um grupo de “traficantes evangélicos” havia expulsado pais de santo de favelas do Rio de Janeiro. Segundo o jornal, eles se intitulavam evangélicos mesmo. Ou seja, pessoas que se dizem evangélicas não acham nada de mais ser evangélico e traficar drogas (sic). Ainda em setembro , o site UOL divulgou que a capa da próxima revista pornográfica “Playboy” seria uma evangélica, que, segundo se divulgou, não só se diz evangélica como teria afirmado que daria o dízimo do valor que receberia pela exibição de sua nudez na revista. Sem falar que há as autointituladas “igrejas inclusivas”, que reúnem homossexuais e lésbicas.

Ora, os evangélicos podem ser mais de 40 milhões no Brasil, mas pergunta-se: Que tipo de evangélicos são? Quantos deles podem realmente ser chamados de cristãos, biblicamente falando?

Fala-se que os evangélicos podem chegar a 50% da população em nosso país em 10 ou 15 anos, mas, cheguem a isso mesmo ou não, parece que não fará muita diferença, porque fato é que nunca o crescimento evangélico mudará o país se a qualidade da maioria desses crentes estiver muito aquém do que estabelece a Palavra de Deus e se muitos desses ditos evangélicos  não puderem, na prática, biblicamente, ser considerados cristãos de verdade.

Ao falar sobre o final dos tempos, Jesus apresentou como um dos sinais da proximidade de Sua Segunda Vinda um cenário de profunda depravação moral da sociedade: “Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem” (Mateus 24.37). Nos dias de Noé, as pessoas estavam se preocupando só com as coisas materiais (“comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento”, Mateus 24.38), esquecendo das coisas espirituais, mas havia também a depravação moral tomando conta da Terra (Gênesis 6.5, 11, 12). Jesus disse também que Seu retorno seria marcado por uma época semelhante aos “dias de Ló” em Sodoma e Gomorra, onde, além do secularismo, da preocupação só com as coisas materiais (Lucas 17.28, 29), havia a completa depravação moral de Sodoma e Gomorra (Gênesis 18.20; 19.4-9). E em relação aos crentes disse: “E por se multiplicar a iniquidade o amor de muitos esfriará” (Mateus 24.12). Disse ainda que haveriam muitos falsos profetas nos últimos dias e que, no final dos tempos, no Dia do Juízo, haveria crentes que clamariam “Senhor, Senhor!” e não entrariam, porque praticavam a iniquidade (Mateus 7.15-23).

Paulo falou de “dias trabalhosos” e de intensa depravação moral (2 Timóteo 3.1-9). Estamos vivendo esses dias, que exigem uma definição e não um andar em cima do muro: “… O tempo está próximo. O injusto faça ainda injustiças, o impuro pratique impurezas. Mas o justo faça a justiça e o santo santifique-se ainda mais. Eis que venho em breve, e a minha recompensa está comigo, para dar a cada um conforme as suas obras. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Começo e o Fim. Felizes aqueles que lavam as suas vestes para ter direito à árvore da vida e poder entrar na cidade pelas portas” (Apocalipse 22.10-14).

Campanha pró-aborto, nudismo e gayzismo

Em agosto, a novela “Amor à Vida”, da Rede Globo de Televisão, fez uma defesa aberta do aborto. Como divulgado no dia seguinte em muitos sites, a cena se desenrolou da seguinte maneira: uma paciente chegou com hemorragia no hospital. Na emergência, um médico, vendo do que se tratava, afirma que não iria atendê-la. Mesmo sem a ajuda do médico, a equipe do hospital tenta salvar a moça, mas ela acaba morrendo. Diante do cadáver, os médicos e enfermeiros conversam entre si dizendo que o aborto ilegal “é uma das principais causas da morte de mulheres no Brasil”, sugestionando que, por isso, o aborto deveria ser liberalizado, quando, na verdade, essa afirmação do personagem é mentirosa.

Morrem, por ano, no Brasil, uma média de 600 mil homens e 400 mil mulheres, segundo dados do Censo 2010 do IBGE. Destas 400 mil mulheres mortas, apenas 2 mil são de mortes maternas. As demais são vítimas de doenças circulatórias, assassinatos, vítimas do trânsito, vítimas de doenças respiratórias, infecções, doenças parasitárias etc. Além disso, segundo dados do Sistema Único de Saúde (SUS), dessas cerca de 2 mil mulheres mortas em decorrência da gravidez, aproximadamente 100 são vítimas do aborto, e esse número envolve tanto o aborto espontâneo como o provocado. E mesmo que alguma morte por aborto escape desses dados, não há como supor que o número de mulheres mortas em decorrência de aborto seja muito maior que esse. Ou seja, se há uma verdade incontestável sobre esse assunto é que o aborto não é “uma das principais causas de mortes de mulheres no Brasil”. Algumas ONGs pró-aborto no Brasil falam de incríveis 200 mil mulheres mortas por aborto no país, o que é um número absolutamente fantasioso.

Como se não  bastasse, ainda durante a cena, uma enfermeira declara que só quem morre assim são mulheres pobres, porque as ricas fazem aborto em segurança, sugestionando mais uma vez que o assassinato de crianças no ventre deve ser liberado para “benefício dos pobres”, que quiserem matar seus filhos indesejáveis. Há até quem defenda, como já o fez o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que liberar e incentivar o aborto no Brasil seria bom, porque diminuiria a pobreza no Brasil (sic) – segundo ele, as mães pobres assassinariam seus bebês no ventre e aí teríamos menos meninos de rua e pobres nas cidades.

Finalmente, encerrando a cena da novela global, um médico mais velho vai procurar aquele médico que não quis atender à mulher com hemorragia e pergunta: “Por que você não quis atender à paciente?”. A resposta: “Porque ela fez aborto. Isso é contra as leis divinas”. E ainda: “Me recuso a atender uma pecadora!”. Ele é expulso do corpo de residentes do hospital. Ora essa é uma caricatura absurda dos defensores da vida. Nenhum médico cristão deixaria de socorrer uma mulher que chegasse ao hospital por ela ter realizado um aborto ilegal. É simplesmente um absurdo.

O detalhe é que tal novela, que defende o assassinato de crianças no ventre de suas mães, se intitula “Amor à Vida”. Imagine se não amasse a vida…

Ainda em agosto, os programas “Globo Repórter” e “Na Moral” defenderam abertamente o que seriam “novos formatos de família”, sobretudo duplas gays, que nada mais são do que uma afronta à família natural, criada por Deus. E no dia 3 de outubro, conforme divulgado pela imprensa especializada, o programa “Amor & Sexo”, aproveitando a grande audiência da estreia da segunda temporada do programa “The Voice Brasil”, entrou em seguida com cerca de 10 atores e atrizes de mãos dadas e absolutamente nus, no que foi celebrado pela imprensa especializada como “o primeiro nu frontal” na tevê brasileira. O programa, conforme informado, debatia a nudez, dizendo que as pessoas não deveriam se chocar mais com o nu no dia-a-dia, mas deveriam achar absolutamente natural, protestos com nudez etc. Enfim, uma total perversão dos valores morais. Pergunta-se: Aonde chegaremos dentro de mais alguns anos, se hoje as coisas já estão assim?

Influência sobre toda a sociedade

As novelas brasileiras, sejam de qualquer canal que for – Rede Globo, Record etc. – são já há décadas uma verdadeira praga de disseminação e instigação de imoralidades, influenciando as pessoas ( principalmente jovens, mas não só eles) a um estilo de vida e a comportamentos que se chocam frontalmente com os valores da Palavra de Deus. Isso é um fato comprovado, inclusive, cientificamente.

Em janeiro de 2009, conforme divulgado no jornal Mensageiro da Paz, pesquisadores do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) revelaram um estudo que mostrava a ligação concreta entre as novelas e o aumento no número de divórcios no Brasil nas últimas décadas. Na pesquisa, foi feito um cruzamento de informações extraídas de censos dos anos 70, 80 e 90 e dados sobre a expansão do sinal da Rede Globo de Televisão pelo país, que chegou a 98% dos municípios brasileiros em meados da década de 1990.

De acordo com os autores do estudo, Alberto Chong e Eliana La Ferrara, o estudo mostra que “a parcela de mulheres que se separaram ou se divorciaram aumentou significamente depois que o sinal da Globo se tornou disponível nas cidades do país”. A pesquisa também descobriu que esse efeito é mais forte em municípios menores, onde o sinal é captado por uma parcela mais alta da população local. Os resultados mostram claramente que as áreas onde o sinal das novelas chegava pela primeira vez apresentavam em seguida um aumento na porcentagem de mulheres de 15 a 49 anos divorciadas ou separadas. “O aumento é estatisticamente significativo”, afirmou Chong em matéria publicada na BBC Brasil à época. Simplesmente, nas últimas décadas, a taxa de divórcios aumentou enormemente no Brasil. Segundo a ONU, os divórcios pularam de 3,3 para cada 100 casamentos em 1984 para 17,7 em 2002 em nosso país.

Os pesquisadores do BID lembraram ainda no estudo que “o enredo das novelas frequentemente inclui críticas a valores tradicionais e, desde os anos 60, uma porcentagem significativa das personagens femininas nas novelas não refletia os papeis tradicionais de comportamento reservado às mulheres na sociedade. A exposição das telespectadoras a estilos de vida modernos mostrados na TV, a funções desempenhadas por mulheres emancipadas e também a uma crítica aos valores tradicionais mostrou estar associada aos aumentos nas frações de mulheres separadas e divorciadas nas áreas municipais brasileiras”.

Foram analisadas 115 novelas transmitidas pela Globo entre 1965 e 1999. Nelas, 62% das principais personagens femininas não tinham filhos e 26% eram infiéis a seus parceiros.

Sim, as novelas afetam as pessoas. Comprovadamente, afetam até  a moda – tanto no que diz respeito as roupas como as novas gírias e motes populares. Afeta comportamentos. Esfria as pessoas espiritualmente. Faz com que elas comecem a aceitar paulatinamente como normal atitudes e pensamentos que são absolutamente reprováveis, que não condizem com um cristãos. E de lá para cá, o cardápio das novelas brasileiras não ficou só em apologias a infidelidade conjugal, à prática da mentira, a separações e a divórcios. Nas últimas novelas, tem havido divulgação do homossexualismo e da poligamia, além de sempre haver uma chacota em relação a certos valores cristãos e a personagens que são verdadeiros estereótipos de cristãos, caricaturas do que seria um cristão. Sem falar da já tradicional propaganda espírita e esotérica.

Já dizia o salmista Davi: “Não porei coisa má diante dos meus olhos; nada se me pegará” (Salmos 101.3). Fiquemos com a Palavra de Deus. Novela não é programa pra crente.

Por, Mensageiro da Paz.

One Response to Aumento da degeneração social: forte sinal da volta de Cristo

  1. Tânia Maria Rodrigues Loureiro disse:

    Concordo plenamente A respeito de tudo que vc falou, a inversão de valores demonstra plenamente o retorno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo! Mas a qualidade de vida cristã de muitos evangélicos deixa dúvida para aqueles que não foram convencidos pelo espírito santo. Pessoas frágeis e influenciáveis mesmo dentro das igrejas se escandalizam por qualquer motivo. Ah! o pastor pecou, ele que era pra ser exemplo, isso já é um motivo para abandonar a fé. Amado, vivemos dias difíceis de manejar, já diz a palavra de Deus, porém os verdadeiros crentes, que estiverem arraigados na palavra de Deus, continuarão firmes nos seus propósitos de servirem à Cristo. Ademais, tudo que estamos assistindo o mestre nos advertiu que aconteceria. Afinal de contas, a sua vinda só acontecerá, quando tudo isso acontecer. Passará o céu e a terra, mas a sua palavra não passará. Amém. Graça e Paz!!!

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