Aumenta consideravelmente a perseguição a cristãos em todo o mundo

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De acordo com dados da Aliança Evangélica Mundial, mais de 200 milhões de cristãos têm direitos negados por sua fé; na China, perseguição sobe 42%

igrejaperseguidaDe acordo com os dados da Aliança Evangélica Mundial, atualizados plenamente até o ano de 2011, mais de 200 milhões de cristãos no mundo estão com os seus direitos negados em seus respectivos países pelo simples fato de professarem a fé cristã. E segundo a organização Portas Abertas, com sede nos EUA, os 10 países, em 2013, onde mais os cristãos são perseguidos no mundo são, em ordem,  Coréia do Norte, Arábia Saudita, Afeganistão, Iraque, Somália, Maldivas, Mali, Irã, Yemen e Eritreia. E na China, segundo dados da ChinaAid, a perseguição aos cristãos subiu 42% em 2012 em comparação com os dados de 2011.

Há pouco tempo, o Mensageiro da Paz divulgou um levantamento do sociólogo italiano Massimo Introvigne, com base nos dados estatísticos da organização norte-americana Center for Study of Global Christianity, dos Estados Unidos, e divulgada na Conferência sobre o Diálogo Inter-Fé Cristão-Judeu-Muçulmano, realizada pela União Europeia, em junho de 2011, na Hungria, que revela que, na primeira década do século 21, a média anual de assassinatos de cristãos em todo o mundo por sua fé era de impressionantes 160 mil, e a previsão para o ano de 2011 era de pelo menos 105 mil cristãos martirizados. Esses dados foram publicados em detalhes no World Christian Encyclopedia, dos EUA, e no britânico e centenário Atlas of Global Christianity.

Perseguição na China sobe 42%

Em 6 de fevereiro, a ChinaAid, uma organização cristã sem fins lucrativos, com sede nos Estados Unidos, dedicada a monitorar a liberdade religiosa na China, disse em seu relatório anual de 2012, divulgado em 4 de fevereiro, que o governo chinês aumentou a sua perseguição contra os cristãos no país pelo sétimo ano consecutivo. Em 2012, o relatório analisou centenas de casos de perseguição envolvendo 4.919 pessoas, encontrando um aumento de 42% na incidência de perseguição de 2011 para 2012. Além disso, o número de pessoas condenadas em casos relativos à perseguição religiosa aumentou 125% em 2012 em comparação com 2011, de acordo com a conclusão do grupo.

“Pequim teme uma autoridade superior, e também está horrorizado com qualquer grupo que é capaz de se organizar particularmente em torno de uma ideologia ou crença”, afirma a organização ChinaAid em seu site, em resposta aos resultados do seu relatório de perseguição de 2012.

Na China as igrejas protestantes devem se registrar no Movimento Patriótico das Três Autonomias (MPTA) e no Conselho Cristão da China (CCC) a fim de operar legalmente. No entanto, o MPTA e o CCC são órgãos do governo que controlam as igrejas não permitem a evangelização e aberturas de novas congregações, por isso as “igrejas subterrâneas” se recusam a fazer parte do MPTA e do CCC. As igrejas subterrâneas defendem que “Cristo é a cabeça da Igreja, não o governo”, e que este não pode limitar o avanço da Igreja de Cristo.

De acordo com o relatório da ChinaAid, métodos para suprimir o cristianismo na China incluem “proibição e vedação forçosas de igrejas, pressionando-as a se juntarem ao sistema oficial do governo; detenção dos líderes das igrejas, que são enviados para campos de trabalho sob o pretexto de ‘suspeita de organizar e usar um culto para minar a aplicação da lei’; e estritamente restringir a propagação da fé cristã entre os estudantes”.

Em dezembro de 2012, a International Christian Concern, um grupo de vigilância cristã de direitos humanos, culpou o aumento contínuo na perseguição ao Partido Comunista na China, que, no passado, teria pressionado os cristãos pertencentes a igrejas com “Cult” acusações para que o governo possa evitar ser criticado como religiosamente intolerante.

“A atitude hostil do Partido Comunista para com os adeptos religiosos ficou clara no mês de janeiro, quando o Congresso chinês encorajou as autoridades locais a reprimir ‘os dissidentes grupos cristãos’ e ‘limpar suas áreas para travar a atividade cristã’”, disse Ryan Morgan, gerente regional da International Christian Concern para o Sudeste Asiático, em um comunicado de dezembro.

Embora o relatório da ChinaAid acredite que a perseguição na China deve continuar em ascensão, o grupo está otimista sobre o futuro do cristianismo no país, pois a fé cristã continua a se espalhar no país. Estima-se que haja pelo menos 100 milhões de cristãos hoje na China. “A Igreja ainda está de pé e firme na China, florescendo como os cedros do Líbano e as árvores frutíferas plantas às margens dos córregos, dando muito fruto na estação própria”, afirma o relatório, em conclusão.

Por sua vez, o ativista cego de direitos humanos Chen Guangcheng continua a condenar o governo chinês pelo seu histórico de desrespeito aos direitos humanos. “A situação dos direitos humanos na China está, de fato, ficando pior”, disse Chen, que fugiu do país em maio de 2012, em um vídeo produzido em dezembro de 2012 pelo ChinaAid, acrescentando que “na China, ninguém está a salvo”.

Após Nadarkani, Irã continua perseguindo

O pastor norte-americano Saeed Abedini está sendo confessadamente torturado em uma prisão iraniana em resposta a um recurso contra a sua sentença de oito anos de prisão, que está sendo arquivado.

“Quando eu ouvi isso do meu marido, eu chorei. Ele quebrou meu coração. Atrás daquelas paredes, ele se sente impotente e confia em nós para ser a sua voz. É tão fácil sentir-se esquecido nos muros da prisão. Por favor, me ajudem a ter certeza de que ele não está sendo esquecido”, disse a esposa do pastor Abedini, Naghmeh, ao Centro Americano para Lei e Justiça (ACLJ, na sigla em inglês), depois de visitar o marido em 4 de fevereiro.

O ACLJ, que está representando Naghmeh e os dois filhos do casal nos Estados Unidos, acrescentou, em um comunicado à imprensa em fevereiro, que Abedini permanece impedido de falar com sua família após o julgamento em janeiro. Ele foi preso em setembro de 2012, durante uma de suas muitas visitas ao seu local de nascimento, enquanto trabalhava em um orfanato, e foi preso desde então.

Depois do que foi descrito como “uma farsa de julgamento”, o Tribunal Revolucionário Islâmico em Teerã considerou Abedini culpado de “ameaçar a segurança nacional” do Irã por ajudar igrejas subterrâneas em seu país de origem em 2000, mesmo ano em que ele se converteu do islamismo ao cristianismo. Seu advogado no Irã entrou com um recurso contra a sentença.

O pastor, de 32 anos de idade, tinha sido autorizado a falar com a sua esposa periodicamente por telefone, mas a verdade é que, pelo menos até o início de fevereiro, até mesmo esses telefonemas esparsos estavam sendo proibidos. Naghmeh disse que ela não sabe quando – ou se nunca – irá ouvir a voz do marido novamente.

“Nós continuamos o nosso trabalho aqui em casa e em todo o mundo para chamar a atenção para o caso pastor Saeed e gerar pressão global sobre o Irã para libertá-lo”, disse Jordan Sekulow, diretor-executivo do ACLJ. “Pastor Saeed não foi esquecido”, acrescentou.

John Kerry, o novo secretário de Estado dos EUA, e agências norte-americanas condenaram o Irã pela prisão e o julgamento injusto do pastor Saeed Abedini, e pediram a sua libertação.

“Nós continuamos profundamente preocupados com a equidade e a transparência do julgamento do Sr. Abedini”, disse Kerry ao senador republicano Marco Rubio, da Flórida, quando perguntado por sua resposta ao caso Abedini no final de janeiro. “Eu, juntamente com o governo dos EUA, condenamos a contínua violação do Irã ao direito universal de liberdade de religião e chamamos as autoridades iranianas para que respeitem os direitos humanos do Sr. Abedini e libertem-no”, afirmou Kerry. O ACLJ está mobilizando os norte-americanos a assinarem uma petição pedindo a libertação do pastor Saeed.

Incerteza no Quênia

Em fevereiro, a instabilidade política no Quênia desencadeada pela influência do grupo minoritário muçulmano Al-Shabaab está causando grande preocupação sobre o futuro da atmosfera religiosa no país da África Oriental, segundo informações da organização Portas Abertas nos Estados Unidos. A organização está pedindo oração antes das eleições gerais do país,  que ocorrem neste mês.

“Estamos em um momento de definição, porque estas são as primeiras eleições sob a nova Constituição, com as suas muitas novas estruturas e cargos eletivos e nominativos”, explica o coordenador de Portas Abertas para a região, que permanece anônimo por razões de segurança.

O sucesso do grupo Al-Shabaab em pressionar o governo queniano para permitir uma maior influência oficial para o Islã é preocupante, dizem funcionários da Portas Abertas. Tribunais de família islâmicos com base na Lei da Sharia foram implementados em todos os municípios – mesmo naqueles com uma baixa presença muçulmana. Teme-se que pelo menos dez municípios com maior representação muçulmana consigam a implementação da Lei da Sharia. Alguns deles alimentam a ambição de romper com o resto do país, que é majoritariamente cristão.

“Foi relatado por Portas Abertas que 22 cristãos foram mortos em incidentes no final do ano passado e mais de 100 estão seriamente feridos ou mutilados”, disse o porta-voz da Portas Abertas nos EUA, Jerry Dykstra. “A perseguição dos cristãos nas regiões muçulmanas do país tem aumentado. Juntemo-nos em oração pelo Quênia, que se prepara para as eleições de março”, conclamou Dykstra.

Mais de 1.200 pessoas morreram na violência pós-eleitoral em 2007. Após a instalação de um tribunal foi bloqueados por políticos no Quênia, o Tribunal Penal Internacional (TPI) decidiu processar seis políticos. As acusações contra dois foram descartadas, enquanto dois dos quatro restantes estão em execução nas eleições – uma para o presidente e outro como seu companheiro de chapa. Alguns relatos de violência já surgiram este ano.

One Response to Aumenta consideravelmente a perseguição a cristãos em todo o mundo

  1. Irineu Rodrigues de Pinho disse:

    Tt3.14

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