Alvo da Revelação de Deus (2)

Outro exemplo marcante é o do profeta Moisés, que foi criado em um palácio, onde permaneceu por 40 anos, a Bíblia dá conta de que ele aprendeu toda a ciência do Egito. O futuro libertador de Israel era um homem inteligente, era conhecido como “o filho da filha de faraó” (Hebreus 11.24). Moisés dispunha dos recursos que desejasse naquela nação. Mas percebemos que enquanto estava no palácio, o Senhor jamais falou com Moisés. Aquele príncipe era hebreu e conhecia a Deus, isto porque ele havia sido criado alguns anos por sua mãe que lhe prescreveu algum ensinamento judaico, mas enquanto permaneceu no palácio, o Senhor não falou com ele, por não ter encontrado ambiente. O Altíssimo veio a falar com Moisés 40 anos depois que saiu do Egito, com 80 anos, e fora do palácio.

Naqueles dias, Moisés estava no Monte Horebe e cuidava das ovelhas de seu sogro Jetro e neste lugar o Senhor manifesta a Sua glória através da sarça ardente e fala com o profeta. Não escolha lugar para Deus manifestar-se. Ele pode manifestar-se neste momento em tua vida. Mais tarde, o Altíssimo revela-se para Elias, na caverna, em um momento crítico na vida do profeta, totalmente desanimado por estar sendo perseguido, e vemos que antes ele havia pedido a morte para o Senhor (1 Reis 19.4). Mas quando ele dirige-se para a caverna, o Senhor o encontra por lá e, de forma gloriosa, Deus manifesta-se para aquele homem. A pergunta de Deus para Elias é a seguinte: “Elias o que fazes aí, vem para fora” (1 Reis 19.9-11). A caverna não era o lugar do profeta, por este motivo Deus ordenou: “sai da caverna, Elias. O pior já passou em tua vida e quero falar com você, mas saia da caverna!”

O Senhor manifestou-se e continua a manifestar-se de maneira especial sobre as nossas vidas. Ele continua a revelar-se porque tem interesse em cada um de nós. Vejamos o que a Bíblia Sagrada relata na Ilha de Patmos, onde o apóstolo João, em revelação recebida, conta que ouviu voz de trombeta, viu sete castiçais de ouro, e alguém vestido com roupas compridas, cingido com cinto de ouro, com cabelos brancos como a neve, olhos como chamas de fogo, os pés semelhantes a latão reluzente, voz semelhantes a muitas águas; tinha a sua direita sete estrelas, de sua boca saía uma espada aguda de dois fios, e seu rosto era semelhante ao sol quando está em seu maior fulgor. Essa foi a visão que o apóstolo teve na Ilha de Patmos, que fez que ele caísse como morto diante do personagem que colocou a sua mão direita sobre ele e identificou-se de maneira gloriosa: “Não tenha medo. Eu sou o primeiro e o último. Eu sou aquele que vive. Estive morto, mas agora estou vivo para todo o sempre! E tenho as chaves da morte e do inferno” (Apocalipse 1.17,18).

Por, José Wellington Costa Junior.