Ações missionárias são decisivas na vida de milhares pelo mundo

Evangelização e resgate pontuam trabalho de obreiros cristãos em várias partes do mundo, com destaque recente para Honduras, Quênia e Tailândia

Ações missionárias são decisivas na vida de milhares pelo mundoRecentemente, ações evangelísticas e sociais promovidas em Honduras, Quênia e Tailândia por missionários foram destaque na imprensa internacional. No caso de Honduras, o esforço missionário tem alcançado os antes inacessíveis índios Tolupan naquele país. Segundo o missionário John Nelms, fundador da missão Final Frontiers, “nos últimos seis anos, a entidade tem ministrado a esses índios, considerados ‘o último grupo de não alcançados’ no país”. O missionário explicou que diversas organizações cristãs tentaram evangelizá-los, mas as aldeias localizadas nas montanhas não tinham contato com o mundo civilizado. “Ninguém havia visitado todas as 45 aldeias que estão no alto das montanhas, acessíveis apenas por trilhas de mulas”, diz Nelms.

A maioria dos missionários havia visitado apenas as duas aldeias acessíveis desta tribo,mas o missionário explica que os índios estão hesitantes com essa aproximação do homem branco. “Em grande parte, eles não aceitam estrangeiros com medo de sermos outra leva de conquistadores brancos, que, como fizeram nossos predecessores, vieram pilhar, estuprar, assassinar e escravizá-los”. Nelms lembra que, em diversas ocasiões, os Tolupan ateavam fogo na aldeia e fugiam para as montanhas, devido à aproximação dos estrangeiros. “Tem sido assim há cerca de 500 anos”, informa.Mas a Final Frontiers teve êxito em sua aproximação junto aos nativos. “Em breve eles passarão de não alcançados a saturados com o Evangelho!”, comemora.

Mas como os missionários da Final Frontiers conseguiram vencer o medo coletivo dos Tolupan? Nelms revela que o segredo foi a amizade fechada com alguns chefes do passado de ambos os ramos. Este diferencial abriu as portas dos evangelizadores para viajar a cada aldeia para divulgar a Palavra de Deus e distribuir seus materiais às famílias da tribo. Já havia alguns homens que converteram-se a Cristo e passaram a acompanhar os missionários da Final Frontiers como guias, tradutores e protetores. “A maioria dos tolupans não fala bem o espanhol. Nas aldeias principais de San Juane Ceiba, alguns conseguem se comunicar na língua dos brancos,mas nas aldeias remotas não há ninguém”, diz Nelms, que vive na região e afirma que as comunidades que ainda carecem de evangelização tem populações de 30 a 30mil pessoas.

O missionário disse que em junho deste ano, o Senhor disse a ele que deveria distribuir comida em uma aldeia chamada Rio Arriba. “Nós rapidamente fizemos novos amigos e parecia que a fila de famílias que saía da floresta era interminável. Mas Deus havia providenciado que tínhamos exatamente o número de sacos de comida que eram necessários”, comemora. Quando perceberam que havia um bom número de nativos, os missionários anunciaram o evangelho e o convite para receber Jesus como Salvador. “No final, alguns indicaram que queriam seguir a Cristo e três senhoras falaram com nosso líder da juventude, Ricky Torres, pedindo nossa presença fixa. Ricky me chamou e eles apontaram para um pequeno pedaço de terra vazia no centro da aldeia e disseram: ‘nós lhe daremos esta terra para uma igreja’”.

Crianças devoradas por bichos

No Quênia, a situação é crítica quando o assunto gira em torno das crianças deficientes: os pequenos são abandonadas pelos pais e deixadas em campo aberto para serem devoradas por animais selvagens. O resgate das vítimas coube ao ministério cristão En-Gedi Children’s Home parceiro ministerial do Set Free e que estão sob seus cuidados. Os integrantes do grupo disseram que “todos são filhos de Deus” e merecem proteção.

A missionária Margaret Njuguna disse ao site Mission Network News que as crianças nascidas com deficiências no Quênia devem permanecer escondidas ou deixadas para morrer por seus genitores. “Eu compareci aos escritórios do governo local e descobri que muitas pessoas são denunciadas por deixarem as crianças com deficiência morrerem, escondendo-as e negando-lhes comida”, disse Njuguna. Margaret Njuguna revelou também que encontrou várias crianças deficientes abandonadas nas cidades. “Deus me levou a crianças que não conversavam, que não andavam. E a maioria morreria antes que alguém soubesse que elas existem”, disse ela. O árduo trabalho de Njuguna resume-se em“resgatar crianças que são abusadas, negligenciadas, isoladas, e algumas dessas crianças seriam deixadas no mato para morrerem de causas naturais ou fossem comidas por animais selvagens. Outras seriam amarradas atrás das casas de seus pais. Eles não permitem que elas façam parte da família”, relatou.

A missionária explicou que a sua tarefa é creditada no conteúdo do texto de João 10.16. “Como cristãos, somos chamados a sermos pastores neste mundo. Jesus nos deu a responsabilidade de cuidar dos nossos”, acrescentou. A alimentação e abrigo são garantidos em suas instalações, como objetivo de levar essas crianças a entender o seu valor e agirem de modo a transformar as atitudes dos pais intolerantes. A superstição interfere no modo de vida familiar, uma vez que muita gente crê que crianças deficientes trazem má sorte.

“Por mais que eles não estejam prontos para levar seus filhos de volta, vimos que eles estão construindo amor e esse é um grande objetivo. Verão que é Deus na vida dessas crianças”, disse Njuguna sobre os pais. Apesar de seu trabalho ter alcançado muitas crianças, a missionária admitiu que existe um longo caminho a ser percorrido antes que aconteça transformações nessa área no Quênia, embora seja difícil observar uma mudança na geração mais velha em suas crenças, a esperança está depositada na geração mais jovem.

O Quênia é um país em que grande parte de sua população diz-se cristã, apesar de um quarto dos cidadãos sigam várias crenças nativas. A trajetória recente do país africano inclui ataques terroristas com hostilidades entre cristãos e muçulmanos. As mídias divulgaram em janeiro que diversos estudantes cristãos foram esfaqueados e espancados em uma escola secundária em Nairobi. Os estudantes muçulmanos tentaram forçar os cristãos a recitar o credo islâmico de conversão e submeterem-nos por rituais de limpeza muçulmana.

Resgate na caverna foi milagre

A missionária brasileira Tatiane de Araújo, 36 anos, trabalha na Tailândia há seis anos. Durante o resgate dos 12 meninos que ficaram presos na caverna Tham Luang Nang Non por duas semanas, no norte do país asiático, a brasileira trabalhou como voluntária para traduzir do inglês para o tailandês durante a operação de resgate. O assunto foi divulgado por mundo afora pelos veículos de informação. Mas a missionária disse também que a religião predominante entre os tailandeses é o budismo e que mais de 80% da população segue essa religião. Apesar disso, o sincretismo religioso não passa despercebido e as culturas tribais otimizam a influência dos espíritos, causando terror entre os nativos.

Os tailandeses acreditam que os espíritos habitam o interior das cavernas e Tatiane explicou que os monges de Mae Sae posicionavam-se na entrada da caverna para realizar rituais e orar seus mantras. “Mas em meio disso havia uma família cristã, membros da Igreja Grace de Mae Sae. Alguns crentes foram até o local e oraram com a família e adoraram ao Senhor Jesus no local”.

A própria missionária juntou a sua voz com de outros cristãos em várias ocasiões e que “no dia 1° de julho, cristãos de várias denominações de Chiang Rai reuniram-se no Estádio Shingha para interceder pelos meninos”. A iniciativa dos cristãos impactou a cidade. A confiança depositada na graça de Deus motivou não somente os adultos, os amigos dos garotos reuniram-se na entrada da caverna para interceder junto ao Altíssimo e cantar louvores ao seu nome. “Creia em Deus. Apenas a fé pode mover montanhas”, cantaram as crianças naquele complexo momento.

“Depois que os meninos foram encontrados e resgatados os budistas dizem que os rituais feitos no local fizeram com que os espíritos os liberassem, mas nós cristãos sabemos que Jesus fez um milagre, mantendo eles vivos até o dia que foram encontrados em 2 de julho, no dia seguinte do movimento de intercessão”, destaca. “Em todo momento que estive lá, não deixei de orar e de crer que o Senhor iria se revelar”, testemunha.

Entre os meninos presos na caverna, o birmanês Adul Sam-on, 14 anos, destacou-se por saber falar inglês, birmanês, tailandês e chinês e que serviu para iniciar os primeiros contatos com as equipes de resgate. O menino pertence a minoria cristã na Tailândia. A missionária Tatiane atua com o Ministério Casa da Graça, em que ela e equipe trabalha na “prevenção contra prostituição e tráfico humano, através da pregação do Evangelho de Cristo e a educação. Identificamos adolescentes e jovens em área de risco, desenvolvemos relacionamento com elas e apresentamos Jesus como Salvador, oferecendo a elas a oportunidade de voltar a estudar”, destaca.

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