A verdadeira missão da Igreja

A verdadeira missão da IgrejaAssim também a Igreja, que faz parte do corpo de Cristo, está consciente de que ninguém foi escolhido e chamado para fazer parte da Igreja, sem que tenha sua importância e sua função nesse corpo, não importando em qual parte do corpo. Importante é reconhecer que não se pode desprezar a função atribuída, desenvolvendo com fidelidade para manter a harmonia, numa mesma sintonia, obedecendo os sinais de comando da Cabeça, que é Cristo. Interessante notar que as próteses não atendem os sinais de comando provindos da Cabeça, nem trabalha na mesma sintonia e não têm compromissos com os demais membros do corpo. Elas estão ali colocadas e aparentemente correspondem com o desejado, mas não corre, nelas, sangue como nos demais membros, por isso são insensíveis a tudo. Como parte desse corpo, sob o comando da Cabeça, que é Cristo, estamos trabalhando bem ajustados, no ritmo e avanço para experimentar o grande dia, o dia da chamada final e, como membros ativos, fiéis ao comando da Cabeça, seremos galardoados, segundo o bom desempenho nas funções a que fomos destinados.

Ele, a cabeça da Igreja, nosso Senhor e Salvador, tem todo trabalho deste corpo sintonizado no objetivo maior: alcançar todos, através da mensagem das boas novas, o Evangelho da reconciliação. “Ide por todo mundo”, não é uma opção que teremos em nossa vida cristã, é sim uma ordenança do Senhor aos seus discípulos, Ele disse: “nisto é glorificado o Pai, que deis muito fruto e assim sereis meus discípulos” (João 15.8), aos que buscam obedecer a Sua Palavra, membros deste corpo, que temos a responsabilidade de fazer e tornar o Evangelho difundido e espalhado ao mundo. Não importa se alguém, parte deste corpo, não tem uma oratória notável, uma capacidade invejável de preparar um sermão e construir uma linda prédica. Com a nossa vida, vivida de forma ajustada com a Cabeça, teremos um viver, que, sem nenhuma palavra, instigará a muitos que nos rodeiam (2 Reis 4.9), colocando em prática o ajuste que o Evangelho das Boas Novas produz na vida do homem transformado pelo seu poder. Quem recebeu e alcançou uma benevolência como esta, deseja dizer a alguém que sua vida foi transformada e a esperança de vida plena voltou ocupar lugar em seu coração.

Esta é a verdadeira missão da Igreja. Uma vida diferenciada na esperança futura de em breve estar na formação total deste corpo na presença do seu criador com um chamado especial: “vinde benditos de meu Pai” (Mateus 25.34). Este é o tempo que foi reservado para que a Igreja em missões ocupe seu verdadeiro lugar no mundo. Fomos chamados para fora (ekklesia). De fato, Igreja (do grego εκκλησία [ekklesia] e do latim ecclesia), designa, principalmente no Novo Testamento, o conjunto do povo de Deus em Cristo, que se reúne como cidadãos do reino de Deus (Efésios 2.19), com o propósito de adorar a Deus. A Palavra “Igreja” pode referir-se a uma Igreja local (denominação) (Mateus 18.17; At 15.4) ou à Igreja no sentido universal (Mateus 16.18; At 20.28; Efésios 2.21,22).

A Igreja é apresentada como o povo de Deus (1 Coríntios 1.2; 10.32; 1 Pedro 2.4-10). É o agrupamento dos crentes redimidos, fruto da morte e ressurreição de Cristo (1 Pedro 1.18,19; Apocalipse 5.9). É um povo peregrino, que já não pertence a esta terra (Hebreus 13.12-14), cujo primeiro dever é viver e cultivar uma comunhão real e pessoal com Deus (1 Pedro 2.5), buscando a Deus com diligência e desejando ansiosamente a sua presença e graça.

Etimologicamente a palavra grega “ekklesia” é composta de dois radicais gregos: “ek”, que significa para fora e “klesia”, que significa chamados. A reunião destes radicais dá-nos: “chamados para fora”. A Igreja foi chamada para deixar o mundo e ingressar no reino de Deus. A separação do mundo é parte inerente da natureza da Igreja e a recompensa disso é ter o Senhor por Deus e Pai (2 Coríntios 6.16-18).

Os apóstolos, separados por Jesus, deram inicio à Igreja e fizeram o que lhes competia fazer. Estabeleceram uma Igreja pujante, vigorosa, pentecostal, avivada (Atos 2.46-47), que prontamente se espalhou por muitos lugares, contagiando muita gente, levando consigo os sinais e os testemunhos daqueles que experimentaram uma grande regeneração, através do poder da palavra libertadora, contida nos evangelhos do Senhor.

Ocupar o tempo com a tarefa primordial, investir recursos humanos e materiais no projeto de expansão do Evangelho. A Igreja deve estar ativa e presente além das paredes, exatamente entre a multidão. Somos o sal da terra e como sal, devemos estar no equilíbrio moral da família que vem experimentando desintegração, com agravamento a cada dia que se passa. O sal não deixa decompor, o sal realça o sabor e conserva (Mateus 5.13). Como Igreja, somos a luz do mundo (Mateus 5.14) e, porque somos a luz do mundo, refletimos Cristo em nossas vidas e para isto fomos transformados, afim de sermos a luz do mundo. A Palavra do Senhor diz que não se pode esconder uma cidade edificada no monte, sim, não pode porque a luz refletirá e qualquer um poderá vê-la. Claro está, portanto, que ser luz é refletir, através de nosso viver, a luz de Cristo.

Os membros da Igreja de Cristo devem viver um evangelho, que desperte entre os que os rodeiam o desejo de participarem desse corpo, do qual são refletidos os sinais de uma vida feliz, harmoniosa, de gozo e de paz, de onde exala o perfume de Cristo. Cada membro deve transmitir, através do seu viver, a compaixão de Cristo; deve ver as pessoas através do olhar de Cristo, com muito amor, preocupando-se e dedicando-se a estas vidas na busca de alcançá-las a qualquer preço, a fim de incorporá-las no corpo, cuja cabeça é Cristo. Não podemos e não devemos viver uma vida despreocupada, menosprezando o que se passa no nosso redor. Onde estivermos, devemos entender que é uma oportunidade que o Senhor esta nos proporcionando para refletir, nos que nos rodeiam, a luz dos evangelhos, as boas novas. Um crente em Cristo se importa com a vida de qualquer um que lhe esteja próximo e ao seu alcance, acontece ai a aplicação dos versículos “vós sois a luz do mundo”. Que todos vejam e saibam e digam: “ali está um que reflete a luz de Cristo”.

Esta nobre tarefa, não será realizada com estratégias de marketing, nem com levantamento de áreas e projetos suntuosos. Também não será promovendo show gospel e movimentos de massas, com ofertas de “pacotes” de benefícios de ordem pessoal, propondo solução dos problemas dos homens, criados exatamente pela falta de Deus. Entretanto há, nesses movimentos, interesses outros, diversos da verdadeira vontade de levar o homem à reconciliação com Deus.

Para conseguir os objetivos determinados e expostos, cada membro do corpo de Cristo deve estar consciente de que, para o êxito, o necessário é buscar o revestimento de poder, promessa feita pelo Senhor (Atos 1.8; Lucas 24.49). O Salmista ensina que, para alcançarmos nossa meta, há necessidade de buscar ao Senhor. Ele afirma: “pede-me e darei as nações por herança” (Salmos 2.8). A sabedoria de cada membro desse corpo poderá ser demonstrada na conquista de almas (Provérbios 11.30). Quem reconhece o valor de uma alma, nunca se conformará em perder uma só das que estiverem ao seu alcance (Mateus 16.26).

Que o Senhor nos ajude a entender o propósito da salvação e do chamado de cada um para pertencer ao seu reinado, e vivamos um Evangelho genuíno, procurando aplicar nossas vidas no maior projeto já feito e disponibilizado aos homens, que é o de alcançar vidas para Cristo. “E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra” (Apocalipse 22.12).

Por, José Monteiro de Oliveira.

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