A mídia precisa começar a ler a Bíblia

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A mídia precisa começar a ler a Bíblia“Nova descoberta arqueológica contradiz a Bíblia” – eu direi porque manchetes como esta valem a pena serem revisadas pelos meios de comunicação constantemente. Ouvimos muito sobre “Fake News” (“Notícias Falsas”) dos grandes meios de comunicação neste ano, e em agosto fomos alvos de mais uma enxurrada de falsas novidades, voltadas para a confiabilidade da Bíblia. Um estudo publicado no “American Journal of Human Genetics” informou que o DNA dos cananeus, de 3.700 anos atrás, permanece estreitamente igual ao do libanês moderno. Em outras palavras, um grande povo bíblico está vivo e bem, ainda vivendo na região!

Foi uma confirmação emocionante da história da Bíblia. Mas, para uma dúzia de meios de comunicação importantes, foi precisamente o contrário. “Estudo refuta a sugestão da Bíblia de que os cananeus antigos foram exterminados”, anunciou o jornal “Telegraph” do Reino Unido.

O jornal “The Independent” declarou: “A Bíblia diz que os cananeus foram exterminados pelos israelitas, mas os cientistas acabaram de encontrar seus descendentes vivendo no Líbano”. E a Rede ABC, em sua versão online, informou: “Os cananitas sobreviveram à matança bíblica, mostra o DNA antigo”.

Mesmo o jornal “Science” se juntou ao debacle com a manchete “DNA rebate o relato bíblico dos misteriosos cananeus”. A revista, porém, logo emitiu uma correção casual, dizendo: “A história e a manchete foram atualizadas para refletir que, na Bíblia, Deus ordenou a destruição dos cananeus, mas que algumas cidades e pessoas podem ter sobrevivido”. “Pode ter”? Uh, esses repórteres precisam reler as suas Bíblias. Ou talvez lê-las pela primeira vez. Porque, longe de reivindicar que os cananeus foram destruídos, as Escrituras registram em numerosos lugares que grandes populações cananitas sobreviveram e prosperaram na região.

Como diz David Klinghoffer na “Evolution News”, “o primeiro capítulo do livro bíblico de Juízes lista todos os lugares em Israel onde os cananeus persistiram, porque eles [os israelitas] não os expulsaram”. Inclusive, no capítulo 2 do mesmo livro, Deus repreende Israel por não expulsar os cananeus, dizendo: “Eles se tornarão espinhos junto a vocês, e seus deuses serão um laço para vocês”. Grande parte do resto do Antigo Testamento é a triste realização desta profecia.

Alguns cananeus, como Raabe, que esconderam os espiões em Jericó, converteram-se à religião judaica e foram incorporados a Israel. E em Josué 9, aprendemos que toda a cidade cananéia de Gibeão enganou Israel fazendo os israelitas assinarem um tratado de paz que fez com que seu povo fosse autorizado a permanecer.

Mesmo no Novo Testamento, em Mateus 15, lemos sobre uma mulher cananeia que implorou a Jesus que curasse sua filha possuída por demônios. Ele a rejeita duas vezes antes de conceder o pedido daquela mulher após ela manifestar uma “grande fé”. E de acordo com as genealogias de Mateus e Lucas, o próprio Jesus tinha um DNA cananeu, já que Ele descendia de Davi através de Jessé, Obede e… Raabe! Tudo isso mostra o quanto os meios de comunicação estão muito inclinados contra o judaísmo e o cristianismo. Mas também mostra que estamos vivendo em um momento de analfabetismo bíblico surpreendente.

O destino dos cananeus prepara o cenário para grande parte do drama bíblico. Em outras palavras, não é uma questão de religião, mas de ter um conhecimento básico com o livro mais influente na civilização ocidental.

Então, há duas coisas para atentarmos aqui: primeiro, a arqueologia continua a reforçar elementos-chave da história bíblica. Recentemente, foi divulgado um relatório sobre jarros antigos em Jerusalém que confirmam a destruição da cidade e o exílio na Babilônia. Os arqueólogos israelenses descobriram artefatos de 2,6 mil anos que dizem oferecer mais evidências concretas da destruição babilônica de Jerusalém em torno de 586 a.C. A Autoridade de Antiguidades de Israel anunciou a descoberta alguns dias antes do “Tisha B’Av”, um dia judeu que comemora o aniversário da destruição do primeiro Templo pelos babilônios e do segundo Templo pelos romanos no ano 70. O dia de jejum começa no pôr-do-sol no dia 31 de julho.

Nossa fé é baseada em um Deus real que trabalhou em eventos reais na história, não em alguma lenda concebida em sonhos. Os cananeus eram tão reais quanto os seus descendentes são hoje.

Em segundo lugar, a história de nossa fé é de autoria de um Deus perfeito, cuja palavra, sem surpresa, nunca cai por terra.

Por, Eric Metaxas.

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