A face do ativismo feminista

A face do ativismo feministaO ativismo feminista tem sido extremamente atuante nos últimos anos. A atual conjuntura da sociedade tem contribuído para este afloramento. O relativismo do mundo pós-moderno tem fomentado procelas deste teor. Nas programações televisivas, e demais veículos de informação como jornais, revistas, internet, é possível identificar um espaço considerável para os pressupostos do feminismo. E tem sido justamente nestes âmbitos que, entrincheirados, o movimento tem de forma deletéria bombardeado com seus axiomas a Bíblia Sagrada e o cristianismo. Os ataques dos defensores desta ideologia deturpam a mensagem cristã ao alegar que seu conteúdo é machista e discriminante. Se a função da Teologia, além de responder as questões espirituais, é também elucidar, a partir do ponto de vista bíblico, as obscuridades e questionamentos dos tempos modernos, então surgiu uma oportunidade de cumprir os seus desígnios. Qual seria a visão bíblica a respeito do assunto? Poderia uma cristã fazer parte do movimento? Qual o real valor da mulher perante a perspectiva bíblica? Estas e outras indagações é que pretendemos esclarecer.

O movimento feminista tomou forma em meados das décadas de 1950 e 1960 nos Estados Unidos. No início, o movimento continha em seu escopo assertivas saudáveis. O projeto inicial tinha como meta proporcionar oportunidades mais igualitárias, como acesso a educação, direitos civis, profissionais e etc. Indubitavelmente, a luta pela igualdade entre gêneros masculino e feminino é legítima. Inclusive na visão bíblica, homem e mulher foram criados, ambos, à imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1.26). Portanto, a mulher em nada é inferior. Foi mediante isso que, na origem do movimento, os ativistas tiveram o apoio de cristãos que se engajaram na luta. Entretanto, conforme o feminismo radical foi modelando as propostas inicias, desvirtuando o propósito original, aconteceu uma ruptura. São essas premissas radicais que o cristão, mediante a Palavra de Deus, se posiciona contra.

Hoje, o feminismo milita por uma suposta “libertação” da mulher que vai contra os pilares da moral e da ordem social. O objetivo é entregar para a mulher o controle a fim de que ela direcione a sua vida e seu corpo da maneira que desejar e “livre” de qualquer pressão social, seja machista ou desigual. Contudo, a tal “liberdade” tropeça em um princípio elementar da vida humana – a ética e a moral que envolve o viver em sociedade. Os defensores do feminismo afirmam que a mulher é livre para fazer o quiser do seu corpo, até mesmo abortar um ser humano em formação no seu ventre. Este é o “poder” que o movimento deseja alcançar. Outrossim, a ideologia fere o princípio bíblico da completude (Gênesis 2.18-25) ao anunciar esta independência. Homem e mulher se complementam, ninguém é superior ou inferior, apenas diferentes.

É preciso dizer que Deus e a Bíblia não discriminam ninguém, especialmente a mulher. Porém, a cultura e a sociedade no decorrer dos tempos, sim. Os ativistas costumam qualificar como discriminação e machismo determinadas passagens bíblicas, porém, na verdade, é resultado de uma cultura contaminada pelo pecado e de uma sociedade moralmente abjeta, por isso, longe de ser o ideal divino para a humanidade. Prova disso é que segundo os historiadores a História é androcêntrica. Entretanto, encontramos na Bíblia relatos históricos nos quais a mulher protagoniza determinados eventos e não adendo dos retratos sociais arcaicos.

Ester e Rute são dois exemplos que não passam despercebidos. O próprio Senhor Jesus Cristo jamais desprezou as mulheres, pelo contrário, dispensou o mesmo tratamento a ambos os sexos, tendo, inclusive, no grupo de seguidores, seguidoras fiéis (Lucas 8.1-3 e João 19.25). A história de Débora é também uma pedra no salto alto das feministas, haja vista ter exercido liderança política e religiosa nos tempos dos juízes (Juízes 4.4), contrariando a lógica preconceituosa. Temos ainda, no livro sapiencial de Provérbios 31.10-31 uma poesia dedicada à mulher sábia e virtuosa. São diversos os exemplos bíblicos.

Mas, se a mulher em nada é inferior, como então explicamos a expressão do texto de 1 Pedro 3.7 que se refere a mulher como ‘vaso mais fraco’? Estaria o apóstolo Pedro diminuindo as mulheres? Absolutamente não! Numa análise superficial dos textos supracitados, vimos que em hipótese alguma Deus, a Bíblia e o cristianismo esboçam um dos mais levianos pecados – o preconceito. O contexto da passagem não fala de superioridade do homem em detrimento de inferioridade da mulher. O enredo dissertativo na perícope são os deveres do casal cristão em relação um ao outro. Especificamente, o versículo sete é uma orientação de como o marido cristão deve coabitar com a sua esposa com sabedoria, carinho e afeto. Ao utilizar o termo ‘fraco’ para a mulher, o objetivo não é torná-la inferior, mas a sensibilidade. O mandamento é para que o marido trate sua esposa com cuidado, zelo, afeto e amor, pois a mulher é um vaso sensível. Fato, este inequívoco, atestado biológica e psicologicamente. Este próprio texto é um fato de como as mulheres, por serem estimadas dentro do contexto bíblico, devem ser tratadas com dignidade. Observe o valor dispensado pelo Criador e sua Palavra à mulher.

Como imitadores de Cristo devemos lutar pela justiça e igualdade de todos (Atos 10.34). Porém, no contexto feminista atual, onde as propostas bíblicas são feridas frontalmente pelas premissas imorais do movimento, devemos rejeitar estas vãs filosofias (Colossenses 2.8).

Por, Weder Fernando Moreira.

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