A desejável água do Rei

A desejável água do ReiEm minha atividade profissional militar, nas caminhadas e nos exercícios de campo, já passei por momentos de sentir muita sede. E, quando estamos com sede mesmo, não há coisa melhor do que tomarmos uns bons goles de água. Abrimos o nosso cantil e matamos a nossa sede. Nenhum refrigerante substitui a água!

Mas, sentir sede e não ter como saciá-la é algo muito terrível para o ser humano. Aliás, nem os animais suportam a sede. Há um quadro bastante desolador em Jerusalém e que foi presenciado pelo profeta Jeremias, na época da destruição dessa cidade pelos babilônicos. Contemplando às várias desolações que sobreveio a Jerusalém, assim se expressou Jeremias: “De tanta sede, a língua dos bebês gruda no céu da boca; as crianças imploram pelo pão, mas ninguém as atende” (Lamentações 4.4).

Sentir sede é algo muito comum, mas eu só me lembro de dois casos, de dois homens de Deus, citados no Antigo Testamento, e que tiveram muita sede. O primeiro deles foi Sansão. Certa feita ele sentiu tanta sede que chegou a perguntar ao Senhor: “…morrerei eu pois agora de sede, e cairei na mão destes incircuncisos? (Juízes 15.18b). O outro foi Davi. Numa certa ocasião, estando o rei Davi numa fortaleza, sem o suprimento de água e com uma sede muito intensa, ofegante, disse assim: “Quem me dera beber da água do poço de Belém, que está junto à porta!” (1 Crônicas 11.17).

É óbvio que por Davi ter morado em Belém, bem conhecia o sabor que tinha a água de lá. Digamos que ele havia até se acostumado com a boa água de Belém. Porém, agora como rei, ansiava matar a sua sede com a desejável água de Belém. Este desejo de Davi não demorou em ser atendido. É que “três valentes” de seu exército arriscaram às suas próprias vidas para que o desejo de seu rei fosse concretizado. A peripécia dos três valentes ficou assim evidenciada: “Então aqueles três valentes romperam pelo arraial dos filisteus, e tiraram água da cisterna de Belém, que está junto à porta, e a tomaram, e a trouxeram a Davi…” (1 Crônicas 11.18a).

Sabe o que aconteceu? Davi não bebeu da água desejada! E, por que ele não bebeu, depois de tanto esforço dos seus três valentes soldados que arriscaram as suas vidas só para lhe trazerem da boa água? O texto mostra que: “Mas ele [Davi] se recusou a beber; em vez disso, derramou-a como uma oferta ao Senhor” (1 Crônicas 11.18b).

Daí, Davi explicou qual a razão de haver derramado aquela água tão desejada de Belém, a sua água preferida: “Nunca meu Deus permita que faça tal! Beberia eu o sangue destes varões com as suas vidas? Pois com perigo das suas vidas a trouxeram” (1 Crônicas 11.19).

Ora, se o rei Davi se recusou a tomar daquela água de Belém, por achar que ela custou o risco de vida de seus leais soldados, que valor nós temos dado a Verdadeira Água do Rei, o Senhor Jesus Cristo, o que nasceu em Belém?

A água de Jesus Cristo é uma água tão especial que Ele mesmo disse à mulher samaritana: “Se tu conheceras o dom de Deus, e quem é o que te diz – Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva” (João 4.10).

Eu pergunto: que importância nós temos dado a água dada pelo próprio Cristo? Temos dado dessa água ao mundo que está tão carente dela? Temos procurado levar a boa água, mesmo com a possibilidade de arriscarmos a própria vida, assim como aconteceu aos valentes de Davi?

Irmãos, se Davi teve três valentes para trazer-lhe daquela desejável água de Belém, temos estes “Valentes” que nos ajudarão a levá-la aos que estão sedentos. Temos: “… o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um” (1 João 5.7b). E temos também: “… o Espírito, e a água e o sangue; e estes três concordam num” (1 João 5.8b). Você ainda está tomando da água do Verdadeiro Rei? A água é a Palavra dEle!

Por, Moisés Soares da Câmara.

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