Você já orou por um missionário hoje?

Você já orou por um missionário hojeNa passagem bíblica que trata das armas espirituais que o Senhor colocou à nossa disposição para defesa e ataque ao exército inimigo, a oração consta como parte indispensável da lista. Aquele que foi inspirado pelo Espírito Santo, para escrever esta preciosidade bíblica foi uma autoridade inquestionável no assunto. A vida de Paulo, o apóstolo dos gentios, também conhecido como o maior dos missionários que a Igreja tem conhecimento, teve um ministério pautado na oração.

A primeira providência que tomou, imediatamente após sua conversão, foi jejuar e orar. O impacto da visão do Cristo glorificado, na estrada de Damasco, foi tão marcante que, durante três dias, ele permaneceu cego e em jejum (Atos 9.9). O próprio Senhor, ao orientar Ananias, o discípulo que orou pela recuperação de Paulo, testificou a respeito da intensa atividade do novo discípulo: “Eis que ele está orando” (Atos 9.11). Daí, em diante, em todas as cartas paulinas há ricas orientações sobre a oração.

Na carta aos efésios, Paulo enfatiza a intercessão como algo indispensável na vida do cristão (Efésios 6.18,19). Observe o texto: a palavra súplica aparece duas vezes no mesmo versículo, denotando a necessidade intensa e a expressão de um coração derramado diante de Deus. A lição maior extraída aqui, não é, necessariamente, a carência do missionário, mas o que a igreja local pode fazer em seu favor, como se um tratado bilateral fosse firmado.

Quais as necessidades básicas de um missionário?

1. Mensagem eficaz – O missionário Paulo precisava, antes de qualquer coisa, de uma mensagem eficaz: “para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança” (Efésios 6.19). Todo missionário precisa ter uma mensagem viva para seus ouvintes. Mensagem viva é aquela que deixa o pecador consciente dos seus pecados e que necessita, urgentemente, de um salvador. Para a mensagem ser viva é indispensável que seja acompanhada de sinais e prodígios. Os discípulos da Igreja Primitiva não abriam mão deste princípio. Fazia parte da oração diária (leia Atos 4.29,30).

2. Sabedoria – “Para fazer notório o mistério do Evangelho” (Efésios 6.19). Quem pensa que ser missionário é uma tarefa fácil está enganado. As atividades no campo missionário, às vezes, são extremamente penosas, especialmente nos primeiros anos de trabalho. Algumas dessas tarefas incluem as práticas de evangelismo, em todas as suas diversidades; discipulado dos novos crentes (Jesus, o Mestre dos mestres, levou três anos para discipular 12 alunos, imagine nós?); preparar obreiros; estabelecer igrejas autóctones (de acordo com o método paulino); aprender uma nova língua (e isso pode levar anos); algumas vezes alfabetizar, traduzir textos bíblicos, etc.

Somente revestido de uma sabedoria especial “para fazer notório o mistério do Evangelho (de modo simples, claro e objetivo).

3. Postura de embaixador – Dentre as várias características que dignificam o trabalho de um missionário, o título de embaixador valoriza ainda mais o obreiro chamado para esse ministério: “para fazer notório o mistério do Evangelho, pelo qual sou embaixador” (Efésios 6.19,20). Mais do que, simplesmente, um representante do país de nacionalidade, o missionário representa o Reino de Deus, cujas decisões são inquestionáveis, inequívocas. Se a igreja local orar intensamente, esse embaixador terá autoridade dobrada sobre as enfermidades, e espíritos imundos (Mateus 10.9).

4. Liberdade de ação – “Para que possa falar dele livremente” (Efésios 6.20), tem a ver com a liberdade de ação. Essa liberdade se desdobra no sentido interno e externo. Na área interna o missionário precisa da liberdade emocional, que diz respeito às saudades dos parentes, amigos, da cidade onde morava, dos costumes do seu país, além de, não poucas vezes, problemas envolvendo membros da família, como a educação de filhos, por exemplo. No sentido externo estão dois fatores decisivos, onde, constantemente, o maior opositor da obra missionária logra êxito. Um é a saúde física e o outro é a questão financeira. A enfermidade pode ser ocasionada, inclusive, por ordem emocional ou por mudança de clima. Sem saúde não se pode fazer nada. E sem dinheiro? Pior ainda.

5. Liberdade de expressão – “Como me convém falar” (Efésios 6.20) é a última expressão, nesse texto, que demonstra a preocupação do apóstolo na maneira de entregar sua mensagem. O apóstolo não se preocupava somente com o teor da mensagem, mas, igualmente, com o modo de transmiti-la ao seu público alvo. Como convém falar um missionário? Primeiro, como embaixador, ele precisa de uma mensagem inequívoca, que expresse o desejo do governo que o enviou. Segundo, como um profeta que é o porta-voz de Deus. Terceiro, como um pastor que ama suas ovelhas e procura conduzi-las aos “pastos verdejantes” da Palavra.

A Bíblia diz que a “oração feita por um justo pode muito em seus efeitos” (Tiago 5.16). Portanto, se você ainda não orou por um missionário hoje, quem sabe esta leitura poderá ajudar.

Por, Cyro Mello.

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