Vivendo Deus no casamento

Vivendo Deus no casamentoNão existe caminho mais excelente para o sucesso no casamento do um princípio simples: “Cristo deve ser o Senhor do lar”. Se Cristo é o Senhor do lar, não haverá problema que não possa ser resolvido. Esposo e esposa que oram e adoram a Deus juntos, e falam e meditam no lar a respeito da Palavra de Deus num ambiente de amor cristão genuíno, descobrem que toda área problemática da vida conjugal tem solução em Deus. O lar constituído em Deus sempre encontra um caminho para resolver qualquer conflito que posa aparecer.

Conselhos práticos

Vejamos alguns conselhos práticos com considerações sobre o casamento vivenciado sob a orientação de Deus.

Superação de crises – Todos os casais passam por desentendimentos. Não existe casamento sem conflito. Porém, conflitos mal resolvidos podem levar o casal a um desajuste sério. Na verdade o que falta a maioria dos casais nessas situações é habilidade para discutir os problemas e chagar a um consenso e por fim resolve-los. E esta habilidade é ensinada pelas Escrituras Sagradas.

Creia que Deus pode ajudá-lo – Muitos casais cristãos já perderam a esperança de que as coisas melhorem. Porém, os casais crentes devem crer que, pelo poder de Deus, eles poderão resolver seus problemas de casamento. Se confiarem em si mesmos falharão.

Ore buscando a direção divina – Pedro nos aconselha a lançar sobre o Senhor toda a nossa ansiedade (1 Pedro 5.7). Paulo diz: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças” (Filipenses 4.6).

Diante dos conflitos matrimoniais, é preciso crer que Deus responde a oração. No caso de esposo e esposa crente, precisam passar mais tempo orando juntos e individualmente buscando a direção de Deus para equacionar os seus problemas.

Busque o conselho das Escrituras – Pratique o que as Escrituras dizem ao invés de sentimentos ou da sabedoria humana. “Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento. Reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas” (Provérbios 3.5-6). Muitos casais no momento da crise, preocupados, buscam fontes de orientação fora da Bíblia. Muitos crentes aceitam a autoridade da Palavra de Deus no que diz respeito à salvação, adoração ou governo da igreja. Por que seria diferente a respeito da família?

Discuta o problema – Para superar uma crise é preciso disposição para dialogar, para poder considerar o ponto de vista do outro. Entretanto, falar para resolver a crise, não para aprofundar mais ainda as feridas. Algumas vezes um casal começa a tentar resolver o problema, mas um insulta o outro, então o outro replica com outro insulto. Logo a meta se torna em ver quem pode ferir mais a outra pessoa. Não se deve dominar a discussão. É preciso deixar a outra pessoa expressar seus pontos de vista. Muitos cônjuges só apreciam quando outros só acatam seus pontos de vista, mas recusam-se a ouvir o que o outro tem a dizer! (Mateus 7.12).

Tenha paciência (temperamento sob controle) – É fácil ficar irritado quando a crise não é rapidamente supera. Nem todos os problemas são resolvidos rapidamente, pode levar um bom tempo, pois às vezes exige que o cônjuge vá melhorando gradualmente. Não é justo exigir que o cônjuge mude da noite para o dia. É necessário dar tempo a você e a seu cônjuge para pensar sobre o que foi discutido. Se sua discussão inicial não leva a uma solução, é preciso tempo para pensar sobre ela.

Perdoem um ao outro – O dever do cristão é perdoar como Deus perdoa. “O ódio excita contendas, mas o amor cobre todos os pecados” (Provérbios 10.12 ACF). Se existe amor real na família o perdão genuíno atuará como o bálsamo divino que cura as feridas da alma.

O compromisso do casal cristão

Existem dois relacionamentos nos quais Deus exige compromisso absoluto: o relacionamento do cristão com Cristo e o relacionamento de duas pessoas unidas pelo matrimônio. Um crente pode mudar sua cidadania, mudar de emprego ou de casa, porém seu compromisso com Cristo e com o seu cônjuge é para a vida toda. A vontade de Deus em relação ao casamento é revelada na Palavra de Deus. No casamento, o homem deixa seu pai e mãe e se une à sua esposa (Gênesis 2.14). São ligados (Romanos 7.2-3). São ajuntados por Deus e não devem ser deparados (Mateus 19.6). Eles se tornam uma só carne (Mateus 19.6).

Compromisso absoluto gera confiança no casamento. O compromisso um com o outro é tão sério que o esposo descansa na fidelidade de sua esposa, e a esposa da mesma forma. Ambos procuram em virtude deste compromisso evitar a aparência do mal, bem como rejeitar a tentação à infidelidade.

Compromisso absoluto cria segurança no casamento. Segurança vêm de confiança e permanência. Quando uma pessoa duvida se seu relacionamento com outra pessoa é forte e permanente, ela se sente insegura.

Compromisso absoluto cria estabilidade no casamento. Já passaram os dias perturbados, instáveis e inseguros do namoro. Agora vem um relacionamento seguro e duradouro com um único parceiro.

Compromisso absoluto constrói um alicerce sólido como base do casamento. Sem esse alicerce, nenhuma família de qualidade será construída. As pessoas que não possuem a Bíblia por base, buscam outros modelos de casamento. Fala-se hoje do “casamento aberto” onde nenhum dos cônjuges tem qualquer compromisso com o outro. O casamento cristão é monogâmico e o cônjuge cristão só encontra junto de seu(sua) esposo(a).

Um casamento renovado

Como o casal poderá aplicar os princípios de Deus revelados na Bíblia no casamento? Como é possível atingir estes padrões? Quando o cristão é salvo por Jesus, pode contar com a ajuda do Espírito Santo que o convence do pecado e o capacita a viver de acordo com os padrões de Deus.

Somente aceitando o senhorio de Cristo se pode viver uma vida plena e feliz. Existem muitas pessoas que gostam do Evangelho, não estão dispostas a romper totalmente com o pecado. Professam uma fé baseada unicamente em emoções e busca de satisfação pessoal, em vez da vontade de Deus. Algumas dessas pessoas não são atraídas somente pela beleza do Evangelho, mas também pela música, pela beleza do templo, pelo social, etc. Estes ficam por muito tempo até que deixam sua igreja e se esquecem ou enfraquecem a ponto de não dar mais atenção às coisas de Deus.

Não estão dispostas a receber a Cristo como Senhor de suas vidas, dando a Ele o leme da sua vida. O discípulo exige renúncia e auto-negação diárias (Marcos 8.34, 35; Lucas 9.23).

É preciso entender que o homem é pecador, e por isso está separado de Deus. A Bíblia testemunha a realidade do pecado no homem (Ezequiel 16.4, 5; Isaías 1.6; Romanos 3.10-18). Essa condição detestável e pecaminosa não é adquirida pelo ambiente ou causada pela falta de oportunidade social ou educacional, mas sim, pelo pecado, pois todo homem é pecador desde o ventre (Gênesis 8.21; Salmos 51.5; 58.3). O homem pode perceber que não pode salvar-se a si mesmo. A salvação restabelece nosso relacionamento com Deus, antes rompido, e transforma radicalmente nossa natureza corrupta. Quando o pecador consciente de seu estado de pecado, toma conhecimento da distância entre ele e Deus, e ouve a Palavra de Deus pregada, encontra a fé que é o único meio de alcançar a cobertura do sacrifício de Jesus (1 Pedro 1.23, 25; Efésios 2.8, 9).

Deus nos ama e nos deu Jesus para que conhecêssemos Seu amor e Seu plano. O Senhor Jesus Cristo veio a este mundo para salvar os pecadores (1 Timóteo 1.15), não existe salvação em nenhum outro nome pelo qual os homens devam ser salvos (Atos 4.12). Esta atitude salvadora de Deus resume-se na expressão usada por Lutero “o Deus Crucificado”, isto é, o Filho unigênito de Deus, que partilha da própria natureza de Deus, tornou-se homem para morrer na cruz por nós, nos salvando e vencendo o mal.

A família precisa entregar-se a Jesus. Jesus Cristo veio buscar e salvar o que estava perdido (Lucas 19.10). Estamos vivendo numa geração perversa e pecaminosa (Atos 2.40). A salvação em Cristo também opera no homem uma transformação que o capacita a andar em novidade de vida e conservar alvos os seus vestidos.

Por, Paulo André Barbosa.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Google Translate »