Verdade bíblica em sítios arqueológicos

Casa de Eliseu e nova prova de localização do Templo foram encontrados

Verdade bíblica em sítios arqueológicosNos últimos meses, vários achados arqueológicos e descobertas vêm reforçando argumentos da historicidade bíblica e da ação sobrenatural de Deus na humanidade por meio do povo de Israel, como foi destaque no Mensageiro da Paz, edição 1540, de setembro.

Os achados publicados na edição passada foram só o início de uma série de descobertas, pois cada dia surgem outras em escavações. Em Tel Rechov, no Vale do Jordão, em um sítio arqueológico explorado há 16 anos, encontraram uma cidade de três mil anos de idade. Nela, eles encontraram as instalações do que pode ter sido a casa do profeta Eliseu, cuja história encontra-se registrada nas páginas Sagradas do livro de 2 Reis. O achado pode indicar como era a vida na época do profeta bíblico e as práticas de culto a Deus.

O arqueólogo chefe das escavações, Ami Mazar, disse em entrevista a CBN News que “a casa estava cheia de objetos diferenciados […] com dois altares de cerâmica para queimar incenso”. O que reforça a ideia de que essa de fato tenha sido a casa do profeta. Durante as escavações os arqueólogos descobriram um cômodo com uma mesa e um banco e nas dependências do local acharam uma cerâmica do século 9 a.C. com o nome Eliseu sobre ela, inscrita em tinta vermelha.

O celebre texto bíblico do milagre do azeite de uma viúva para saldar uma dívida deixada pelo marido e o escape dos filhos de serem levados escravos pelo credor para quitar o débito é uma das mais conhecidas narrativas envolvendo o profeta Eliseu (2 Reis 4.1-7).

Outras histórias bíblicas com profeta como personagem são a da mulher sunamita, que teve seu filho ressuscitado pelo pode de Deus por meio de Eliseu (2 Reis 4.8-37) e a cura milagrosa do general do exército sírio, Naamã, de lepra ao mergulhar sete vezes no rio Jordão (2 Reis 5.1-19).

Mazar diz que mesmo tendo muitas pessoas na época com o nome Eliseu, é levado a crer que se trata do profeta, pois ele viveu na segunda metade do século 9 a.C., a cerca de sete quilômetros de Tel Rechov, em Abel-Meholah, e cruzou o reino de Israel a partir de Jericó, Samaria e Suném.

Outro lado que aponta para Eliseu são duas inscrições que citam diferentes famílias Nimsi. “Lembramos que Elias foi convidado para ungir Jeú como rei, filho de Nimsi. Ele passou para Eliseu (2 Reis 9.1-3), que por sua vez, enviou um de seus discípulos para finalmente ungir”, disse o arqueólogo Pfann.

Nome do pai do profeta Jaaziel

Comunicado oficial divulgado pelas Autoridades de Antiguidades de Israel dá conta de outro importante achado. Desta feita se tratam de milhares de fragmentos de cerâmica, velas, vasos e estatuetas que datam do final do Primeiro Templo. As escavações se deram em Jerusalém, na antiga “cidade de Davi”, ao sul do Monte do Templo, perto da fonte de Giom e da aldeia árabe de Silvan.

Em parte de um pequeno vaso de cerâmica, dentre as peças encontradas, consta a inscrição de algumas letras de uma forma antiquíssima de hebraico, conforme afirmam os arqueólogos Joe Uziel e Naason Zanton. O fragmento é considerado a mais importante peça em relação às demais, e é datado de cerca de 586 a.C., do tempo da destruição de Jerusalém pelo governo do rei Zedequias, de Judá.

Mesmo faltando a primeira letra, os arqueólogos conseguiram identificar o nome gravado sobre o artefato. Trata-se do nome de Zacarias, pai do profeta Jaaziel, que proferiu seus oráculos no tempo do rei Josafá, conforme consta no texto bíblico de 2 Crônicas, capítulo 20.

Diz ainda a nota oficial: “Apesar de não estar completa, a inscrição nos apresenta o nome de uma figura importante que viveu no século 7 a.C. Se assemelha a outros nomes conhecidos por nós, tanto do registro bíblico quanto do arqueológico […] e nos proporciona uma conexão com as pessoas que viveram em Jerusalém no final do período do Primeiro Templo”.

Uziel e Zanton acreditam que a inscrição decorava originalmente o aro do vaso e que ela “foi gravada na taça no momento que foi feita”; “e não escrita num fragmento após o vaso ser quebrado”.

Indicação do local do Templo

O Monte do Templo, na Cidade Velha, em Jerusalém, continua sendo um local bastante fértil quanto a achados arqueológicos, foi lá que 36 peças de ouro que ajudam a resgatar a história dos judeus foram encontradas.

No anúncio, feito em entrevista coletiva concedida por arqueólogos israelenses no campus do Monte Scopus da Universidade Hebraica, no dia 9 de setembro, foi colocado em exibição um medalhão em ouro e várias joias em ouro e prata que datam da época bizantina, há mais de 1.400 anos.

Segundo a líder das escavações Eilat Mazar, as peças foram abandonadas “no contexto da conquista persa de Jerusalém, em 614. Após a conquista de Jerusalém pelos persas, muitos judeus voltaram a esta cidade com a esperança de encontrar liberdade política e religiosa e eram a maioria da população. Mas os persas, com a decadência do seu poder, ao invés de se aliar aos judeus, procuraram o apoio dos cristãos e autorizaram estes a tirar os judeus de Jerusalém”.

Eilat Mazar comemora a descoberta, que ela chama de “impressionante” e diz que isso “só acontece uma vez na vida”. A especialista afirma que o achado ajuda os judeus a comprovar arqueologicamente que o templo construído pelo rei Salomão ficava realmente naquele local, algo negado pelos mulçumanos. Os objetos foram encontrados a cerca de 50 metros do muro sul da Esplanada das Mesquitas, que o judeus chamam de “Monte do Templo”.

Outro fato importante é que o medalhão maior traz o desenho de um menorá (candelabro de sete braços – um dos utensílios do Templo) e de um rolo da Torá (livro da Lei lido regularmente nas sinagogas pelos judeus), o que indica ligação com o judaísmo

Segundo Mazar, as 36 moedas de ouro encontradas no local podem indicar que se tratava de dinheiro para financiar a construção de uma sinagoga no local.

Por, Mensageiro da Paz.

2 Responses to Verdade bíblica em sítios arqueológicos

  1. Bill Rocha disse:

    “Mazar diz que mesmo tendo muitas pessoas na época com o nome Eliseu, é levado a crer que se trata do profeta”

    Nunca foi provado a existência do povo Judeu em eventos narrados na Bíblia. Nenhuma evidência EXISTE da passagem dos Judeus pelo Egito, das dez pragas e mesmo do triunfo sobre o Faraó, sendo morto com seu exército no mar.

    Citar outros exemplos de mentiras da Bíblia é fácil, porém consativo.
    Acreditar na Bíblia é pura perda de tempo (e dinheiro).

    • Ledson Alves Diassis disse:

      Boa noite,
      Apesar do tempo que passou, espero que o Bill tenha mudado de opinião, pois tantos outros fatos bíblicos são comprovados pela ciência ou arqueologia, inclusive muitas peças em museus constam a veracidade dos fatos. Claro que é direito dele duvidar, mas discordo dele, a bíblia é um livro fora de série, de uma compreensão simples e palavras tão atuais que só um que não quer acreditar mesmo não enxerga, como eu disse, quem não quer está no seu direito, fica a vontade, minha torcida é pra que tenha mudado de opinião, mas se não mudou, sem problemas, toquemos a vida e vamos dividir opiniões.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Google Translate »