Tempos trabalhosos: ameaças à família

Tempos trabalhosos ameaças à famíliaComo sempre faço quando estou em conexões demoradas nos aeroportos, procuro uma livraria para ver as novidades em manchetes de revistas e jornais. Dessa vez não foi diferente em Cuiabá (MT), dirigi-me a banca de revista, e lá me deparei com a revista Veja trazendo como ilustração do artigo de capa uma imagem de dois cabos com tomadas em forma de entradas USB, com a seguinte frase: “Quer transar comigo?”, e como subtítulo: “A mais nova ousadia da revolução sexual e comportamental promovida pela internet”.

Como qualquer pessoa normal que prima pela moralidade, ética e valores familiares, no mínimo, achei muito preocupante. Folheando as páginas dos assuntos relacionados ao tema de capa, deparei com informações sobre um novo aplicativo que promete uma “revolução sexual” promovida pela internet. A invenção possibilita e incentiva a “transa com amigos” do Facebook.

Para você que é pai e líder se manter informado, explico a proposta astuta de Satanás através dessa ferramenta: Dentre todos os amigos do Facebook o usuário seleciona todos com quem transaria. Tudo com o máximo sigilo. Somente quando é selecionado por um amigo que também o escolheu para o sexo casual, automaticamente o programa manda uma mensagem particular para os e-mails de ambos dizendo em inglês “É hora de transar…”. Tudo isso num tom parabenizando os nubentes de uma noite só e encorajando-os a entrarem logo em contato para combinar os detalhes do encontro.

Para nós pode soar como algo tão terrível ao ponto de imaginarmos que as pessoas não se utilizaram desse método tão frio, calculista e promíscuo. Porém, a adesão a esse novo aplicativo é assustadora. Em apenas três semanas após o lançamento no Brasil, já havia conquistado 500 mil usuários. Só nos primeiros catorze dias foi usado para marcar encontros ou “transas” de 130 mil pessoas, a maioria jovens entre 16 e 35 anos.

Em meu livro “Alerta Geral – Seu Filho Pode Estar Brincando Com o Perigo”, editado pela CPAD, em 2012, existe um capítulo com todas as informações a respeito do mau uso da internet. Por incrível que pareça, em nossas palestras pelo Brasil, entre outros assuntos relacionados à educação de crianças e adolescentes, a internet, é o que mais tem preocupado os pais. E não é para menos. Com toda essa facilidade de acesso e nenhuma restrição ao navegar, o “mundo” hoje vive dentro de muitos lares. Esse mundo que jaz no maligno e quer arrastar para morte todos quanto puder com ele (1 João 5.18-19, 20).

Esse tipo de comportamento social, nos remete ao que o apóstolo Paulo, escreveu a Timóteo no capítulo 3, versos de 1 a 9. Profeticamente ele fez menção dos nossos dias, como “tempos trabalhosos”. E quem mais sofre é a família. A desordem, a rebeldia, orgulho, a falta de reverência, e desrespeitos aos pais ultrapassou todos os limites da falta de temor.

Diante desse grande desafio de educar essa nova geração, existem estratégias que o próprio Deus vai nos orientando a seguir para a boa e saudável educação do nosso lar, mesmo no mundo virtual. Gostaria de citar algumas delas:

Primeiro: Os pais devem evitar que seus filhos acessem a internet em seus quartos sozinhos ou em Lan Houses. Na maioria das escolas há uma programação, um filtro que bloqueia automaticamente sites com conteúdo impróprio, bem como acesso às redes sociais. Já em casa, há medidas que precisam ser tomadas para filtrar não só o conteúdo a ser acessado na web, ou seja, externamente, mas também como transmitir esses valores para seus filhos. Por isso, a proibição sozinha não basta. É preciso haver uma educação ou reeducação nesse sentido. Nunca é tarde para resgatar e estabelecer regras e valores no lar. Uma delas, por exemplo, deve se manter o computador na sala, em local bem visível, o mais exposto possível. Afinal, não há e nem deve haver nada a se esconder, seja pelo mais novo até o mais velho membro da casa. Família que navega unida, permanecerá unida e evitará muitos problemas assim.

Outra dica muito útil é fazer uma espécie de contrato bilateral, com algumas regras básicas para evitar que seu filho(a) fique sem limites quanto a internet. As duas partes colocam e negociam seus termos: horário e tempo permitido para ficar online; só acessar a web após os trabalhos da escola e contribuição em casa forem concluídos; não pular refeições; nem deixar de lado nenhum compromisso familiar para ficar em frente ao computador; entre outras questões que ache importante para conversar e estabelecer limites. Em seguida, pais e filhos assinam e ninguém pode faltar com a sua parte do acordo.

Se por ventura, houver quebra de contrato por parte do filho, este deverá ser punido com o castigo que os pais acharem bem. Essa é uma forma civilizada, respeitosa e bastante eficaz para os pais levarem a criança e adolescente a uma posição de responsabilidade, bom senso e compromisso para com seus deveres.

Álcool x adolescente

Somado a este tipo de comportamento que nos desafia, existe uma nova onda entre os adolescentes. Eles estão cada vez mais cedo ingerindo bebidas alcóolicas. A estatística mais recente sobre o assunto, divulgada em julho de 2012, é de que 1 em cada 3 adolescentes se embriaga a cada ano. Isso significa que 70% deles estão não somente consumindo a bebida, como de forma exagerada, seja em festas de aniversário “caseira” ou em bares próximos as escolas.

Apesar do álcool e dos cigarros serem conhecidos como lícitos, trata-se de consumo extremamente perigosos, pois representam o primeiro passo para as drogas ilícitas e altamente devastadoras.

Mesmo com a lei afirmando que é proibido comercializar bebidas alcóolicas para menores de idade, infelizmente a maioria dos estabelecimentos não exige identidade na hora de vendê-las a estes. As autoridades e os pais fazem vista grossa para este grande crime. Até porque pesquisas apontam que 15% dos adolescentes se embriagaram na companhia dos pais ou tios. E quem mais sofre com  esse comportamento crescente a cada dia é a família. Os fins de semana dos adolescentes regados a muito álcool têm sido a causa de várias tragédias automobilísticas e incontáveis mortes.

Este perigo está mais perto de nós do que imaginamos. Por isso, lhes digo: evite ir com seus filhos a festas em casa de amigos não crentes que sirvam bebidas alcóolicas. Procure conscientizá-los acerca do que as drogas podem fazer na vida de alguém. Tudo de forma bem pacífica, educando-o com paciência e clareza quanto a essas questões.

Jamais permita que seus filhos acompanhem parentes e amigos a bares, casas de shows, ou outros ambientes que tenha bebidas alcóolicas. Não deixe que eles comprem bebidas ou cigarros, a mando de ninguém, ainda que seja alguém da família pedindo.

Os pais devem estar atentos as amizades de seus filhos. Veja os boletins de suas notas, frequência nas aulas, monitore seus horários de saída e chegada. Observe se eles fogem de diálogos com você, se tem atitudes ou declarações de rebeldia, se não olham mais nos seus olhos na hora da conversa.

E friso com mais profundas convicções: o culto doméstico, proximidade, diálogo aberto com os filhos, e toda a família na Escola Dominical são ferramentas poderosas de Deus para guardar o seu lar nesses dias trabalhosos.

Por, Arnaldo Senna.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Google Translate »