Surto de Ebola preocupa mundo

Onda da doença na África ceifou centenas de vidas; pastores da Assembleia de Deus estão entre as vítimas da doença

Surto de Ebola preocupa mundoUm dos maiores surtos de Ebola da história tem assolado o mundo atualmente, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Até o fechamento desta edição, o número de infectados pela doença chega a cerca de 3.500 pessoas e os mortos passam de 1.900 na África Ocidental.

A organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF), que já tratou centenas de pessoas com esse vírus e já ajudou a conter inúmeras epidemias ameaçadoras, afirmou que se contraído, o Ebola é uma das doenças mais mortais que existem. É um vírus altamente infeccioso que pode matar mais de 90% das pessoas que o contraem, causando pânico nas populações infectadas.

Antes do mês de agosto ninguém infectado com o vírus havia pisado nos Estados Unidos, até um médico e a missionária cristã Nancy Writebol chegarem ao Emory University Hospital, em Atlanta, gerando grande alerta no país. Há 15 anos Nancy vinha levando o Evangelho em diferentes países da América do Sul e da África, até que o implacável Ebola a alcançou.”Quando eu estava sendo colocada no avião para voltar aos EUA, eu sabia que estava saindo da minha casa, e que todas as minhas coisas seriam destruídas. Entrei no avião sem saber se eu estaria viva quando chegasse aos EUA. Eu estava dizendo adeus a David (esposo missionário), sem saber se eu iria vê-lo novamente. Foi o momento em que eu gritei: ‘Jesus, o Senhor tem que ser o suficiente. Jesus, o Senhor é tudo o que eu tenho, o Senhor é suficiente!’”, disse Nancy em entrevista ao portal de notícias americano Christian Today.

Organizações de ajuda humanitária especializada na área da saúde, por falta de estrutura contra contaminação não estão indo até os locais afetados, muitos em quarentena. Mas a Igreja do Senhor Jesus está lá, mesmo após inúmeras perdas. Tais como a morte dos quatro pastores da Assembleia de Deus do distrito de Monrovia na Libéria, e vários crentes na região Koindu de Serra Leoa, conforme noticiado pela agência missionária World Missions (AGWM).

“Os países do Oeste Africano que atualmente estão lutando contra o surto da doença são Guiné, Serra Leoa, Libéria e Nigéria, com um surto separado na República Democrática do Congo na África Central. Até agora, segundo o Centro para Controle e Prevenção de Doenças, dos EUA, a doença foi fatal em 55 a 60 por cento dos casos relatados no surto do Oeste Africano”, diz o site da AGWM.

A organização enfatiza que em “um esforço para conter a doença mortal, muitas áreas foram colocadas em quarentena, o que resultou em escassez de alimentos”. O grupo Missões Mundiais da Assembleia de Deus enviou fundos para ajudar diversas regiões na Libéria, Serra Leoa e Guiné.

Fatos sobre a doença

Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que o vírus Ebola surgiu em 1976, em surtos simultâneos em Nzara, no Sudão, e em Yambuku, na República Democrática do Congo, em uma região situada próximo do “Rio Ebola”, que dá nome a doença. Somente nessa localidade, das 318 pessoas infectadas, 280 morreram rapidamente, E no Sudão no mesmo ano, de 284, 156 foram a óbito. Atualmente, há cinco espécies de vírus Ebola: Bundibugyo, Costa do Marfim, Reston, Sudão e Zaire, nomes dados a partir dos locais de seus locais de origem.

Os especialista do MSF alertam que a contaminação por contato direto com animais ou pessoas portadoras do vírus, mesmo já falecidos, ainda pode ocorrer. Por isso, em enterros, por exemplo, é preciso haver cautela. Outra forma de transmissão desconhecida por muitos é por meio de sêmen infectado até a sétima semana após a recuperação clínica do paciente.

No início, os sintomas do Ebola não são específicos. Por isso o diagnóstico só pode ser feito através de exames laboratoriais, com rígido material contra contaminação, o que retarda a descoberta e tratamento nas áreas mais precárias.

“A doença é frequentemente caracterizada pelo início repentino de febre, fraqueza, dor muscular, dores de cabeça e inflamação na garganta. Isso é seguido por vômitos, diarreia, coceiras, deficiência nas funções hepáticas e renais e, em alguns casos, sangramento interno e externo. Alguns pacientes podem ainda apresentar erupções cutâneas, olhos avermelhados, soluços, dores no peito e dificuldade para respirar e engolir”, os médicos salientam

Ainda não há vacina ou medicamentos aprovados para combater o Ebola, mas médicos têm tratado um punhado de indivíduos infectados com ZMAPP, uma droga experimental.

Sinais do fim

Ao analisarmos Mateus 24.7-8 e Lucas 21.11 observamos na atualidade todos os sinais que o Senhor indicou como “princípio das dores”. A palavra “pragas” ou “pestes”, dependendo da versão, presentes em ambos os versículos bíblicos tem um significado mais específico do que uma mera enfermidade. Segundo o Aurélio, dicionário mais tradicional da língua portuguesa, trata-se de “doença epidêmica grave, infectocontagiosa, em que a pele é geralmente atacada de bubões ou de úlceras”. Ou ainda “doença que causa grande mortandade”.

No mês de setembro, o ministro da Defesa Brownie Samukai fez a chocante declaração: “A epidemia de Ebola é uma séria ameaça à própria existência da Libéria”.

Segundo a ONU, ele disse em seu pronunciamento à organização que o vírus está se espalhando como um “incêndio selvagem”, devastando tudo ao seu caminho.

Suas declarações ganharam força ao serem repassadas pelo representante especial do secretário-geral da ONU, Karin Landgren. Ele disse ainda que a Libéria está enfrentado sua mais grave ameaça desde a sua guerra civil que durou uma década, com o fim em 2003. Ele se referiu ao surto como “praga dos últimos dias” e sua propagação como “impiedosa”.

“Os moradores vendo esse êxodo em massa de estrangeiros tem se alastrado a sensação de que há um apocalipse acontecendo e que eles estão por conta própria”, disse ao Jornal Raphael Frankfurter, diretor-executivo da Wellbody Alliance, que presta serviços clínicos em uma mineradora de diamantes distrito de Serra Leoa na fronteira com a Guiné, onde o surto começou.

Até agora estima-se que no país “pelo menos 160 profissionais da saúde foram infectados, 79 dos quais faleceram, em uma nação que contava com um único médico para 100 mil habitantes no início da epidemia. Especialistas acreditam ainda que a explicação mais provável para o surto de Ebola é o consumo de animais selvagens infectados, a chamada carne de caça. Em um estudo da Universidade de Oxford, publicado na revista eLife, 15 países africanos estão em risco de transmissões semelhantes – um número maior do que se pensava anteriormente”, divulga reportagem de O Globo.

Em meio a essa catástrofe, o medo de contrair a doença tem levado muitas pessoas a se converterem a Cristo. Oremos pelos países que estão enfrentado este grande surto de Ebola e por todos os missionários que militam na causa do Mestre nas áreas onde há registros de casos de infectados, bem como também de mortos.

Por, Mensageiro da Paz.

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