Simplesmente como Jesus

Simplesmente como JesusEmprestei do livro homônimo do escritor Max Lucado o título em epígrafe, para discorrer sobre a nossa inadiável e urgente necessidade em seguir o exemplo de Jesus, exercitando Seus ensinamentos no viver diário, a fim de nos tornarmos semelhantes a Ele, pois todo discípulo deve se esforçar excessivamente para imitar o seu mestre, doutra maneira, seu aprendizado será ineficaz.

O ministério terreno do Senhor Jesus foi marcado por ensinamentos práticos, inteligíveis, honestos, diretos, sem subterfúgios ou escapismos. As multidões se aglomeravam em torno dEle à beira mar, na comodidade das verdejantes relvas ou nas acolhedoras sinagogas, absorvendo com avidez sua instrução sapiente, promotora de uma mudança interior que causava impactos externos surpreendentes, como no caso da mulher samaritana que, tendo encontrado com Jesus à beira do poço em Sicar, reconheceu o quanto sua vida precisava de uma completa mudança, já que enfrentava dilemas que causavam frustrações e decepções, especialmente na área afetiva, uma vez que seus relacionamentos terminavam em fracassos, incorrendo o risco de perder o sexto também, visto ser uma relação ilícita. E o que não dizer de Zaqueu, chefe dos publicanos em Jericó que, arrependido, decidiu devolver o quádruplo a todos que lesara, dividindo também metade de sua fortuna com os pobres. Esta ação é característica daqueles que experimentaram o novo nascimento, passando pelo processo da regeneração operado pelo Espírito Santo, mediante a audição da Palavra, pois a fé vem pelo ouvir e o ouvir da Palavra de Deus (Romanos 10.17).

A transparência da mensagem de Jesus despertou em Seus ouvintes o interesse em conhecer os parâmetros divinos que os doutores da lei e fariseus interpretavam com rigidez, apresentando Deus como um juiz implacável e inflexível, sempre preparado para puni-los ao menor sinal de qualquer ofensa. Por diversas vezes, Jesus demonstrou que o amor do Pai está acima da sua justiça e, que, Seu propósito não era castigar, mas corrigir Seus filhos amados para que não trilhassem veredas sinuosas, despencando em precipícios sem volta, já que um abismo leva a outro.

Certamente um dos ensinamentos mais conhecidos e difundidos de Jesus é o Sermão da Montanha, também denominado o Sermão do Monte. Ali estão contidos os princípios éticos, morais, e de conduta que deve nortear a vida daqueles que deliberaram segui-lO e amá-lO com inalterável abnegação. Através das bem-aventuranças Jesus esclarece que os humildes, injustiçados, mansos, misericordiosos, limpos de coração, pacificadores, injuriados, perseguidos, etc., têm a plena atenção de Deus e serão por Ele recompensados.

Abrangente e atual, a mensagem do carpinteiro de Nazaré retine aos nossos ouvidos como o badalar retumbante de um sino persistente e incansável, nos desafiando a seguir Seus exemplos, exercitar Suas ações, sendo o sal da terra (impedindo toda espécie de degeneração ao nosso redor), e uma inextinguível luz neste mundo tenebroso que jaz no maligno.

O verdadeiro cristianismo é muito mais abrangente do que uma denominação, mais sagrado do que a liturgia ou cerimonial com que pensamos agradar a Deus e, mais profundo do que nossas fervorosas orações. O cristianismo verdadeiro é evidenciar e viver Cristo! É amar a Deus de todo o coração (MODO PLENO) e, ao próximo como gostaríamos de ser amados. Alguns podem protestar, dizer que isso é insensatez! Mas o autêntico cristianismo proclamado por Jesus assevera que devemos amar aos inimigos, orar pelos perseguidores, perdoar aos ofensores, retribuir com bem todo o mal que recebemos; i.e., ir além de nossos próprios interesses. Também nos responsabiliza quanto à prática da solidariedade para com os domésticos da fé, auxiliando-os a levar suas cargas e dores, partilhando não apenas os frutos da alegria, bonança e tranquilidade, mas os difíceis momentos das adversidades e tribulações (Gálatas 6.2,9; Hebreus 13.1-3).

Devemos nos lembrar de que os discípulos de Jesus em Antioquia foram os primeiros a ser rotulados cristãos, o que no princípio soava como zombaria, infâmia e escárnio. Por quê? Simplesmente porque obedeciam, seguiam e viviam os exemplos do Mestre amado, homem humilde, simples, sujeito a vontade do Pai, incapaz de agir com altivez e atrocidade mesmo contra Seus perseguidores e algozes. De discípulos, do grego “aluno”, tornaram-se cristãos, i.e., seguidores de Cristo, correspondendo aos Seus ensinamentos, semelhantes a Ele. Agindo assim, tornaram-se simplesmente como Jesus.

Por, Cezar Frugoni.

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