Salvação para os que estão na dúvida

Salvação para os que estão na dúvidaHá na Bíblia vários textos que nos levam ao entendimento de que a salvação e outros milagres estão disponíveis a todos, mas somente os que creem a alcançam. Jesus sempre enfatizou ao homem que cresse nEle e naquele que O enviou, mas hoje, a meu ver, mais do que nunca, o que se percebe é um grande índice alarmante e crescente de pessoas na dúvida, na incerteza da sua salvação, perdidas em si mesmas e em ideias vazias e cheias de questionamentos dos quais somente a fé em Cristo poderá responder. Cabe a nós apiedarmo-nos deles, dos que estão na dúvida, e salvarmos quantos pudermos, arrebatando-os do fogo (Judas, vv. 22 e 23).

Vejamos algumas considerações sobre textos bíblicos a este respeito.

O cárcere de Filipos havia acabado de sofrer uma ação sobrenatural de Deus enquanto Paulo e Silas estavam orando e adorando o Senhor em meio aos seus sofrimentos. De repente, as portas se abriram, as correntes caíram, a luz se apagou e um homem saltou dentro da cadeia, prostrado de joelhos aos pés dos apóstolos pedindo luz e dizendo: “Varões, o que faço para ser salvo?”. Pelo que os apóstolos respondem: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa” (Atos 16.30,31).

Certa feita, um cego de nascença foi curado de forma miraculosa por Jesus. Com sua visão perfeitamente normal, ele é intimido a explicar o milagre, pois ele era cego e agora via. O ex-cego dá o seu testemunho e acaba expulso da sinagoga por ter dito a verdade, ainda que muitos não tenham crido. Já fora da sinagoga, andando e admirando tudo que ele via, o Senhor Jesus o encontra e pergunta: “Crês tu no Filho de Deus?” (João 9.35).

Ao contar a parábola da semente ao povo e aos discípulos, eles não entenderam. Jesus, então. explica-lhes a parábola e, em meio às explicações, Ele diz: “Apenas creem por um tempo” (Lucas 8.13). O Senhor falava acerca da semente que caiu entre as pedras, que são aqueles que ouvem a Palavra, a recebem com alegria, mas como não têm raiz, apenas creem por um tempo e, no tempo da tentação, se desviam.

A dúvida e a fé não se misturam. Ainda que andem lado a lado, a dúvida e a fé não se dão bem, mesmo que todos os dias se encontrem no caminho da vida. Quando a dúvida toma o lugar da fé, alguns acabam se perdendo de vez. Outros, ainda a caminho, estão em grande dificuldade de se reaproximar. Sendo assim, cabe aos salvos em Cristo mostrarem a salvação pela fé a estes que com suas dúvidas estão se sentenciando ao fogo e ao desprezo eterno.

Devemos ter misericórdia dos que estão em dúvidas. Devemos nos apiedar deles, como fez Jesus com Seu discípulo Tomé, que ao saber da Ressurreição não acreditou no que o Mestre havia dito (João 20.25). Jesus apareceu mais uma vez entre os discípulos e disse a Tomé: “não sejas incrédulo, mas crente” (João 20.27). Com isso, o Mestre o arrebatou do fogo. Não foi apenas uma vez que Tomé manifestou dúvidas na sua caminhada ao lado de Cristo. Em João 11, acerca da morte de Lázaro e a possibilidade real de ser salvo da morte (v. 12), disse Tomé: “Vamos nós também para morrermos com ele”. Em João 14.5, lemos: “Disse-lhe Tomé: Senhor, nós não sabemos o para onde vais e como podemos saber o caminho”. Ele já estava com o caminho e no caminho há quase três anos e meio, mas estava cheio de dúvidas.

Creio que estamos vivendo os últimos dias da igreja aqui na terra. Nunca se viu tantos sinais que comprovam que a volta de Cristo está mais perto agora do que no dia em que aceitamos a fé (Romanos 13.11). O amor de muitos, devido o aumento da iniquidade, tem se esfriado; outros têm voltado ao seu próprio vômito (2 Pedro 2.22); sem contar aqueles que se tem tornado mestres de si mesmos. Estamos vivendo os dias trabalhosos já previstos pelo apóstolo Paulo, que disse a seu filho na fé, Timóteo: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te” (2 Timóteo 3.1-5).

Em meio a estes dias trabalhosos, entre os homens difíceis e duros de coração encontram-se vidas preciosas que têm sido influenciadas com dúvida por este mundo. Influenciadas por estes homens maus, estas nuvens sem água, estes guias cegos. Por isso meus irmãos, fiquemos firmes naquilo que temos dEle aprendido e nãos nos cansemos de fazer o bem, porque ao seu tempo ceifaremos, como está escrito em Gálatas 6.9. Nesta fé vamos ajudar aos que estão na dúvida da sua salvação, nos apiedado deles e os arrebatando do fogo.

Por, Márcio Braga.

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