Salvação: misericórdia e graça

Salvação - misericórdia e graçaAo escrever a carta aos Romanos, até o capítulo 11 o apóstolo Paulo discorre acerca da Graça de Deus. A partir do capitulo 12 vem o ensino prático para o nosso cotidiano. Paulo começa este capítulo com um pedido aos crentes romanos: que eles apresentassem a sua vida de forma santificada ao Senhor.

Entendamos alguns conceitos:

Graça – é receber o que eu não mereço: o favor de Deus, sem mérito algum nosso.

Ninguém conhece melhor o coração do homem do que Deus, pois além de nos ter criado, Ele viveu como homem. Ele experimentou as emoções humanas, porém sem pecado.

Paulo também deixou registrado: “pois diz o Senhor a Moisés: compadecer-me-ei de quem me compadecer e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia” (Romanos 9.15).

Quando foi a primeira manifestação da misericórdia divina na terra? No jardim do Éden, após a queda do primeiro homem. A santidade de Deus não combina com o pecado. O pecado afasta o homem da comunhão com Deus.

O mesmo desespero que se abateu em Adão, se abateu em Paulo. O apóstolo se julga miserável por concretizar o mal que não desejava realizar. Como você tem se sentido quando descobre seus pecados? Não há ninguém que não peque nesta vida. O apóstolo João aborda este assunto em sua epístola. Precisamos ser conscientes neste aspecto e evitar desagradar a Deus com as nossas escolhas erradas. Adão tentou esconder-se do Criador. Evitou confessar o seu erro. Quando pecamos o que acontece?

Cumpre-se a sentença – morte. Mas Deus por sua infinita misericórdia coloca-se em meu lugar e confere redenção salvadora à criatura, bastando apenas o exercício da fé para plena justificação por Deus. Exercício da fé é crer na justiça divina, mediante a morte vicária de Jesus Cristo, o Justo.

Entretanto, existem pessoas que recusam-se aceitar o plano de salvação. Em Romanos 5.16-18 observamos:

“O dom, entretanto, não é como no caso em que somente um pecou; porque o julgamento derivou de uma só ofensa, para condenação; mas a graça transcorre de muitas ofensas, para a justificação. Se, pela ofensa de um e por meio de um só reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só”.

O Senhor já realizou o sacrifício vicário em favor da humanidade, como lemos em Romanos 5.1: “justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.”

A justificação é um ato de cima para baixo – não é um processo, mas um ato instantâneo de Deus. É iniciativa de Deus. O mérito para ser justificado é através da justiça divina, ou seja, Cristo Jesus. Daí porque Jesus disse: “Eu sou O (único) caminho, a única opção para se chegar a Deus” (João 14.6).

Dessa forma concluímos que: A justiça de Deus para quem crer gera salvação, porém, esta mesma justiça se não for aceita, consolida a Ira de Deus ante o pecado do homem.

O crente deixa de crer na justiça de Deus, quando se conforma com o mundo. Paulo se desespera quando o pecado bate a sua porta. E ele confessa: “Eu não queria, mas fiz!”. Trata-se de um momento de muita aflição da alma, entanto em Romanos 8.35-39 o mesmo apóstolo declara que nada poderá separá-lo do amor de Cristo. Ele então declara que “nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”.

Paulo tem outra angústia, quando vê os seus irmãos israelitas rejeitando o plano da salvação. Paulo explica que a sua vontade era que seus compatriotas fossem salvos. E este mesmo sentimento é voltado também para os seus novos irmãos que ele menciona a partir do capitulo 12, ou seja, os gentios!

Você se preocupa em não entristecer o coração de Deus? Preocupo-me em não entristecer o Espírito Santo, pelo qual fui selado para o dia da redenção? O Espirito ainda testifica que eu sou Filho de Deus?

Depois de conhecer o Plano da salvação, o meu coração deve trasbordar de alegria em servir ao Senhor. John Stott diz que “não há maior motivação para uma vida de santidade, do que contemplar as misericórdias de Deus”.

Por sua vez, o mundo encontra-se maligno, por isso estamos as voltas com a relativização: o pecado não é mais visto como ameaça.

Mas qual é a boa, perfeita e agradável vontade de Deus?

1) É permanecer no processo de santificação que ocorre dia após dia.

2) É ser inimigo do mundo para tornar-se amigo de Deus.

3) É aborrecer a prática do pecado.

4) Nunca se deixe ser vencido pelo mundo.

Por, Jorge Narciso da Silva Filho.

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