Sacrifício pontua reconstrução do Templo

Israel é hoje o lar da maior população judaica do mundo, com 6 milhões

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No dia 29 de março, durante a última Páscoa, um grupo judeu ortodoxo realizou um sacrifício em frente ao Monte do Templo, em Jerusalém, seguindo o ritual descrito na Lei de Moisés. Segundo os realizadores, o sacrifício não foi uma mera reconstituição histórica, mas “um ensaio antes da reconstrução do Templo”.

Nos últimos anos, esses sacrifícios foram realizados com a anuência do governo, mas o de 2013 surpreendentemente recebeu um veto do Serviço de Veterinária de Israel, que se recusou a dar autorização para o evento. Os organizadores precisaram levar a questão até o tribunal e conseguiram uma liminar permitindo o ritual. Os diferentes grupos envolvidos no caso foram liderados pelo rabino Yehuda Glick, o qual explica que o ritual foi realizado com o máximo de precisão bíblica possível.

“Nós tomamos o animal, como manda a Torá, fizemos um altar como era antigamente e também construímos uma cozinha de acordo com a ‘halacha’. Nós abatemos o animal com os Leviim cantando e usando as roupas sacerdotais, assim como era o sacrifício do Pessach [Páscoa] de nossos antepassados”, explica o rabino Glick.

Os leviim são judeus da tribo bíblica de Levi, cujos membros celebravam as cerimônias no antigo Templo. Para o rabino Glick, o ritual foi comovente. “O simbolismo de ficarmos em pé, diante do Monte do Templo, e nos preparando para o sacrifício da Páscoa, sem dúvida, foi um momento especial”, resumiu. A maioria dos judeus espera a construção do Terceiro Templo como parte do cumprimento das profecioas do Antigo Testamento e o anúncio da vinda do Messias.

Judeus voltam para casa

Estatísticas do último censo realizado em Israel deu conta de que a Terra Santa tornou-se o lar da maior população judaica do mundo. A informação é relevante, pois pela primeira vez o número de judeus em Israel ultrapassou a totalidade de judeus residentes nos Estados Unidos.

O contingente de 6 milhões de judeus no país também é emblemática, pois este foi o número de vítimas do Holocausto durante a Segunda Guerra Mundial. Os estudiosos também destacaram um moderado aumento na comunidade estimulado pelo retorno dos membros da diáspora. Comparando os números, nos Estados Unidos moram 5,5 milhões de judeus, sendo que 2 milhões estão concentrados na região de Nova York. Também na França estão alocados 500 mil pessoas, a maioria residente em Paris; no Reino Unido moram 290 mil judeus, principalmente em Londres. Canadá é o próximo da lista, com 380 mil judeus, a maioria deles residente em Toronto.

A declaração de independência de Israel foi assinada no dia 14 de maio de 1948 e, ao completar neste mês seus 65 anos de independência, a população de Israel ultrapassou a casa dos 8 milhões. No início de 2012, o país já concentrava 7.836 mil pessoas, depois de um crescimento de 1,8% a partir de 2011. No ano passado, 170 mil bebês nasceram em Israel e 17 mil imigrantes chegavam por lá. Além disso, os estudiosos não desprezaram a taxa de mortalidade. No início de 2013 foram computados 7.993 milhões, cruzando a marca de 8 milhões somente agora. Mas vale considerar que meio milhão de israelenses moram no exterior onde eles estudam, viajam e trabalham, ou como noivos. Pesquisadores afirmam que atualmente existem por todo o planeta 13.800.000 judeus.

Por, Mensageiro da Paz

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